Para os romanos, o oricalco ou "auricalco" era, sem dúvida, a liga de cobre e zinco que hoje conhecemos como latão. Em seu tempo, a liga era produzida a partir da fusão de minério de cobre com uma "terra" que era, na verdade, um minério de zinco, a calmia (ou cadmia, como escrevia Plínio), hoje chamada calamina. Os romanos usaram latão rotineiramente na cunhagem de moedas, principalmente sestércios e dupôndios, a partir de 20 a.C.
Ligas de cobre e zinco podem ser brancas (se contiverem mais de 50% de zinco), dourada (com 18% a 50%) ou vermelha (com menos de 18%, quando é chamada também de tombac), o que pode explicar as descrições às vezes variadas da cor do metal.
Em tempos anteriores aos romanos, o latão deve ter sido visto como uma variedade muito rara de cobre, pois era obtido apenas das raras jazidas onde cobre e zinco encontravam-se naturalmente ligados. Peças obtidas a partir de latão nativo são encontradas no Oriente Médio de antes de 1000 a.C., mas são incomuns. As mais antigas são de Nuzi, cidade hurriana nos limites do antigo Mitanni, datadas de 1500 a.C. a 1350 a.C. Também foram encontradas peças de latão em tumbas de Górdio (Frígia, na Anatólia) a partir do VIII século a.C.
Outra hipótese plausível é que o oricalco de tempos pré-romanos se tratasse de outras ligas de cobre que não latão (cobre e zinco) ou bronze (cobre e estanho), tais como o shakudō japonês, liga escura feita de 96% de cobre e 4% de ouro, usada principalmente em tsuba (guarda de espadas) e o shibuichi, liga acinzentada feita de 75% de cobre e 25% de prata. O misterioso "bronze de Corinto" (æs Corinthiacum), que os romanos dizem ter sido imune à pátina e mais valioso que o ouro, era produzido em Corinto antes do século II a.C. e segundo Plínio, o Velho, era uma liga de cobre, ouro e prata. Segundo ele, esse bronze podia ser luteum (amarelo), se feita com ouro, candidum (branco) se fosse de cobre e prata, de uma cor intermediária, quando os três metais eram unidos em proporção semelhante, ou ainda hepatizon (cor de fígado, marrom-avermelhado), menos valioso, se o cobre era unido a pequenas quantidades de ouro e prata.
Outras hipóteses a respeito do oricalco têm visado, na maioria das vezes, apoiar especulações incomuns sobre a localização da Atlântida, chegando a ignorar a afirmação explícita de Platão de que se tratava de um metal. Entre elas:
Simplesmente informações sensacionais! Parabéns aos ADMs dessa página, enfim, desse blog como um todo!
ResponderExcluirSleipnir: Muito Obrigaado!
ExcluirSó não entendi o porquê ser ter uma página deste metal em um blog de mitos, uma vez que este metal iem sua existência comprovada como o latão.
ResponderExcluirUma referência desse material na mídia contemporânea pode ser vista em animes como Cavaleiros do Zodíaco e Yu-Gi-Oh aqui um link que mostra isso: http://googleweblight.com/?lite_url=http://pt-br.saintseiya.wikia.com/wiki/Oricalco&ei=AmaXX9te&lc=pt-BR&s=1&m=203&host=www.google.com.br&ts=1462806443&sig=APY536wD5pfC4-fS4zrZjdfigDNHNP2UsQ
ResponderExcluirBem lembrado caro Adrilennon! Obrigado pela contribuição!
ExcluirDe acordo com Cavaleiros do Zodiaco, o Oricalco deste mundo (cdz) é capaz de dar um poderosissimo up que torna os generais marinas extremamente mais poderosos que cavaleiros de ouro. (isso no meu entendimento) O que depois de ler esta matéria, perde muito de seu significado.
ResponderExcluirKurumada não manja muito de química
ExcluirNa verdade tanto as armaduras de ouro quanto às escamas são feitas de oricalco, a diferença é que as armaduras de ouro também possuem gamanio e pó de estrelas as tornando mas resistentes.
ExcluirPrezados O Oricalco mencionado conhecido hoje como latão é antigo objeto de pesquisas de alquimia e radiestesia, e é a principal liga do "U" (equivalente geométrico e energético da pirâmide de Queops" do Método Kovacsik que a meu ver é o único tratamento realmente eficiente para o tratamento e cura do câncer. O cãncer é originado por radiações oriundas do subsolo e o Método kovacsik é um tratamento que usa a radiestesia para anular estas radiações e equilibrar e promover a cura do organismo de quem tem câncer. Giovani Blumenau/SC
ResponderExcluirExcelente texto ! Farei algumas reflexões.
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