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6 de janeiro de 2013

A Casa do Medo

۞ ADM Sleipnir


Essa é uma história que supostamente ocorreu no interior do Amazonas, em algum momento do século passado. Um casal com três filhos (duas meninas, Clara e Jéssica (nomes fictícios) de 8 e 13 anos respectivamente, e um menino, Lucas (nome fictício), de 15 anos) decidiu mudar para a capital Manaus, onde procuravam uma nova casa para morar. Após algum tempo procurando, o casal finalmente encontrou uma, que apesar de ser meio antiga, estava em bom estado. Após dar uma bela olhada, o casal aprovou casa e decidiu comprá-la. 

Fechado o negócio, a família arrumou suas coisas, e no dia seguinte, de manhã cedo, se mudaram para a nova casa. Os pais foram pegando as malas e caixas e levando para os seus respectivos lugares, enquanto as crianças correram pela casa ainda vazia, olhando cada cômodo. Elas olharam tudo: a sala de estar, a cozinha, etc, e por fim subiram para o 2º andar para ver os quartos. Haviam 4 quartos: à direita estava o quarto que seria dos pais e ao lado dele o quarto que seria de Clara. À esquerda, mais dois quartos, o maior ficaria com Jéssica e o outro, um pouco longe dos demais, seria de Lucas.

A família passou o dia arrumando a casa. À noite, enquanto aguardavam a mãe preparar o jantar, as crianças resolveram ficar na sala, e Lucas decidiu contar historias de terror para assustar suas irmãs. Ele contou uma história sobre uma mulher que teria sido assassinada naquela mesma casa, e cujo fantasma supostamente a assombrava, mas a história de Lucas foi interrompida pelo chamado da mãe para o jantar.

Terminado o jantar, todos foram para os quartos dormir. À meia-noite, as crianças começaram a ouvir barulhos estranhos vindo da cozinha, os quais pareciam ser de pratos quebrando. Jéssica decidiu descer e verificar, indo até lá de mãos dadas com Clara, que morria de medo. Ao chegarem na cozinha, não viram nada de estranho e os pratos estavam nos seus devidos lugares. As duas voltaram para o segundo andar, mas resolveram dormir juntas no quarto de Jéssica. Pouco tempo depois de pegarem no sono, as duas acordaram, dessa vez ouvindo passos que pareciam vir do primeiro andar. As irmãs decidiram checar outra vez, e dessa vez Clara viu o que descreveu como sendo o vulto de uma mulher. Ainda sim, Jéssica não acreditou na irmã caçula, e lembrando da história que Lucas havia contado mais cedo, pensou que tudo se tratava do irmão tentando assustá-las, então voltaram para o quarto e finalmente caíram num sono profundo.

No dia seguinte, Jéssica decidiu perguntar ao irmão se ele era responsável pelos barulhos que ela e Clara haviam ouvido durante a noite, e ele negou, alegando ter dormido e sequer escutado nada. Após tomarem o café da manhã, os três resolveram passear pela vizinhança, e enquanto caminhavam, encontraram um senhor que vivia naquela rua a bastante tempo. Ainda encucada com o que havia acontecido à noite, Jéssica perguntou ao senhor se ele conheceu os antigos moradores daquela casa. O senhor respondeu que sim, e lhes contou a história da antiga dona. Ela se chamava Catarina, e havia morado na casa durante muitos anos. Um dia, um ladrão entrou na casa para assaltá-la, e ao dar de cara com ele, Catarina tentou reagir, mas acabou sendo morta. O ladrão escondeu o corpo dela dentro da casa, e como Catarina era uma mulher sozinha, levou-se muito tempo para darem falta dela e encontrarem seu cadáver.

Não bastasse terem ouvido essa história terrível, os irmãos ainda ouviram do senhor que desde a morte de Catarina, haviam relatos de que seu espírito assombrava o local. A história que Lucas havia inventado para suas irmãs havia se tornado realidade. Com medo, os três voltaram para casa, e assim que seus pais chegaram, trataram de lhes contar sobre o que haviam ouvido, mas eles não acreditaram nem um pouco na história. Ao anoitecer, os três irmãos decidiram se reunir no quarto de Jéssica e aguardar chegar a meia-noite, para ver se os eventos da noite anterior voltavam a se repetir. 

Tão logo o relógio marcou meia-noite, os barulhos começaram. Mas dessa vez, não só ouviram o barulho de pratos se quebrando, mas também o das portas e janelas da casa batendo. Os três desceram a escada assustados, e viram a janela da sala se abrir totalmente. Dela, veio uma forte rajada de vento, seguida pelo vulto de uma mulher. Clara, a irmã mais nova, reconheceu o vulto como sendo o mesmo que ela havia visto na noite anterior. Os três se abraçaram e gritaram de medo, acordando assim os seus pais. Apesar de não terem visto o vulto, eles ficaram assustados com o estado do seus filhos pois nunca os tinham visto com tanto medo como eles estavam.

No dia seguinte, os pais procuraram o senhor com quem os filhos haviam falado no dia anterior, e encontrando-o, ouviram dele a mesma história. Como só estavam na casa a alguns dias, o casal achou prudente, e para o bem dos seus filhos, cancelar a compra da casa e buscar um novo lar. Com o histórico da casa, dizem que ela permanece vazia até os dias de hoje, e o espírito de Catarina ainda a assombra.

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9 comentários:

  1. Respostas
    1. Fala sério!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Aiai, o que vale é a intenção né...

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  3. esse site me ajudou muito em meu trabalho................

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  4. Dois pelos do meu braço ficaram arrepiados

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  5. O enredo da história bom, mas a narrativa precisa melhorar um pouco. Ficaria bem melhor com alguns ajustes. Mas está indo bem... E adoro o site!

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