9 de janeiro de 2014

Anfisbena

۞ ADM Sleipnir



A Anfisbena (do grego Amphisbaena) é um réptil presente nas lendas européias e na heráldica, comumente descrita como uma serpente com uma cabeça em ambas as extremidades. Seu nome deriva de uma palavra grega que significa "ir para os dois lados", e ela o ganhou porque acreditava-se que ela poderia se mover para trás ou para a frente com a mesma facilidade. 

Características

A Anfisbena mitológica é descrita como uma serpente de duas cabeças, uma acima do pescoço e uma no final de sua cauda preênsil, por vezes representada com as garras e as pernas de um pássaro e as asas pontiagudas de um morcego. Em bestiários e manuscritos, representações da anfisbena apresentam suas mandíbulas envolvidas em torno de seu próprio rabo/pescoço, criando um arco que pode rolar ou mover-se como uma roda de carroça. Quando as duas cabeças tentam avançar ao mesmo tempo, a criatura forma um círculo. 




Habitat

Anfisbenas vivem nos desertos, sendo bem comuns em todo o território, e elas ficam à espreita para atacar animais incautos ou viajantes no deserto. 

Anfisbenas são adversários formidáveis​​. Elas podem atingir velocidades espetaculares em qualquer direção e podem mudar de direção com facilidade, para surpreender suas presas ou iludir seus caçadores. No auge de sua velocidade, elas secretam um perigoso e doloroso veneno que mata rapidamente. Ninguém está a salvo de uma Anfisbena, mesmo à noite, porque os seus olhos brilhantes penetram na escuridão. 

Depois de uma Anfisbena depositar seus ovos nas areias quentes, ela os vigia. Enquanto uma de suas cabeças dorme, a outra vigia, com olhos tão brilhantes como o fogo. 

A Anfisbena nas lendas

Nos mitos gregos, o sangue da Górgona Medusa gerou muitas serpentes mortíferas conforme Perseu carregava a cabeça da Górgona sobre o deserto da Líbia. Entre essas serpentes estava a primeira Anfisbena. Quando o exército de Cato marchou através do deserto, anfisbena se alimentou dos soldados caídos.

Ela tem sido citada por poetas, como Nicandro de Cólofon, John Milton, Alexander Pope, Alfred Tennyson, e Alfred Edward Housman, e a Anfisbena como uma criação mitológica e lendária foram citados por Lucano, Caio Plínio Segundo, Isidoro de Sevilha, e Thomas Browne, os últimos dos quais desiludiram a sua existência. 



Medicamentos e outros usos para a Anfisbena


  • Apesar de seu veneno perigoso, capturar uma Anfisbena pode provar o seu valor. Sua pele seca pode curar reumatismo e remediar frieiras, pois reduz o inchaço das mãos e dos pés quando inflamados por causa do frio; 
  • Uma Anfisbena viva é um excelente talismã para qualquer mulher grávida. Na verdade, profetisas e mulheres de prestígio ou de alta patente usavam pulseiras douradas esculpidas na semelhança de um anfisbena, pois era um símbolo de poder e proteção; 
  • No deserto da Líbia existe um réptil chamado Amphisbaena, e apesar de sua natureza, é muito menos fantástica do que as lendas relatam; 
  • Amphisbaena também é o nome científico de um gênero de vermes-lagartos sem pernas capazes de mover-se em ambos os sentidos com caudas camuflados. Quando levanta a sua cauda, fica parecendo que ela possui uma cabeça adicional, e, com essa camuflagem, o lagarto protege seus ovos e ilude os predadores.





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4 comentários:

  1. Respostas
    1. Heráldica (ou armaria ou parassematografia) é a arte de formar e descrever o brasão de armas, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo de um escudo e/ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, país, estado, cidade, de um soberano, de uma família, de um indivíduo, de uma corporação ou associação. fonte:http://www.heraldica.genealogias.org/

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