25 de dezembro de 2015

Julbock

۞ ADM Sleipnir


O Julbock (inglês: Yule Goat) é um dos mais antigos símbolos de Natal dos países escandinavos e do norte da Europa. A tradução seria algo como cabra ou bode de Natal.

Suas origens são remotas, bem antes da era cristã. Quando os bodes estavam ligados ao deus Thor, que viajou por todo o céu puxado por dois deles. Posteriormente, ele foi então ligado à feitiçaria e ao diabo. Na Finlândia, o Julnock era visto como uma criatura feia que aterroriza as crianças.


A partir do século XVII, os camponeses confeccionavam pequenas cabras de palha. Esse material logo lembrava o nascimento de Cristo, na manjedoura do berço onde estava disponível em grande quantidade. À noite, eles se disfarçavam de cabras e saiam de casa em casa para assustar as crianças. Após as suas visitas, eles deixavam um desses pequenos julbock de palha e um pedaço de papel em que eram escritos algumas más rimas ou zombarias.

Durante o século XIX, o papel dos Julbock mudou e se tornou presentes natalinos que eram distribuídos. As crianças faziam suas cabras de Natal com talos de trigo durante a noite de Natal. Esses presentes se popularizaram e foram para outros países que buscavam presentes para presentear. Atualmente, o julbock foi substituído pelo Julenisse, uma espécie de duende que distribui presentes. A cabra ainda está presente e acompanhou-o em seus ciclos.

O Julbock é ainda uma decoração natalina popular nos países escandinavos.


O Bode de Gävle

O bode de Gävle (em sueco: Julbocken i Gävle ou Gävlebocken) é a versão gigante do tradicional julbock, erguido em Slottstorget, no centro da cidade de Gävle. Foi erguido pela primeira vez em 1° de dezembro de 1966 por Stig Gavlén, que queria atrair clientes para as empresas localizadas na parte sul da cidade. Anualmente, desde 1966, o bode é montado no dia 1º de dezembro e destruído (geralmente incendiado) no dia 31 de dezembro. Em 2009, o bode de Gävle foi incendiado no dia 24 de dezembro, depois de um ataque vândalo. Foi a primeira vez que ele foi incendiado antes do dia 31 de dezembro.



CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTAGENS DA SÉRIE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

24 de dezembro de 2015

Mari Lwyd

۞ ADM Sleipnir


Antigamente, no auge do inverno, uma estranha cena podia ser vista nas vilas do leste de Gales, na região de Gwent e Glamorgan. Um crânio de cavalo, vestido com um fino tecido branco, usado como um véu, ornamentado com fitas e guizos, era carregado pelas ruas, seguido por uma procissão de jovens. Se eles batessem à porta de alguém, era porque a Mari Lwyd havia escolhido aquela casa para receber suas oferendas. Dado o forte enfoque Celta para a poesia, haveria uma disputa de versos, que falavam sobre a época fria em que se vivia, sobre o destino final de todas as pessoas (a morte, um tema comum à essa época) bem como sobre o futuro que a nova estação prometia, com seu Sol e seu calor. Se o desafiado desistisse, a Mari Lwyd era carregada para dentro de sua casa e o caos estaria instalado. Se não, os jovens da procissão apenas pediam alimentos como oferenda, em uma tradição próxima ao do Halloween, e partiam para a próxima casa. 


O nome Mari Lwyd é normalmente traduzido como “Égua Cinzenta”, mas a palavra Galesa para égua é caseg, portanto, a tradução é improvável, sendo que o nome atual provavelmente tem sua origem ligada à tradição cristã, significando “Maria Cinzenta”, ligado à época difícil em que a cerimônia acontecia, e que voltou a acontecer. Apesar da ligação com o Cristianismo, a base da cerimônia é bem pouco cristã. Um crânio de cavalo carregado como troféu, ornamentado, e com teor de reverência, é um retorno a características totêmicas que o Judaico-Cristianismo já ignorava em tempos medievais, mas que os povos Cristianizados ainda carregavam como sobrevivência de suas antigas crenças. Por sua localização nas províncias do Leste do País de Gales, há uma probabilidade de a prática não ser de origem Celta, mas sim Germânica, mas sua ausência na Inglaterra nos sugere que a Mari Lwyd é, sim, uma prática galesa, e de possível origem Britônica. Uma cerimônia com características fortemente sazonais, e associada à terra, cuja vida começa a retornar no Solstício de Inverno, com a presença sempre forte da poesia natural (em Galês, claro), e a possível representação das deusas-égua da soberania, a ligação da Mary Lwyd com as tradições Celtas é bastante forte. 


A prática da Mari Lwyd permaneceu dentre o povo dos vilarejos de Glamorgan e Gwent nos tempos medievais e na Renascença, aparentemente sem sofrer realmente perseguição das autoridades Católicas ou Protestantes, com apenas alguma condenação da Igreja Metodista no século XIX. De qualquer modo, nessa época, a festa passou a ser associada com bandos arruaceiros e sua importância começou a diminuir, praticamente sumindo no início do século XX. Sua prática foi continuada em Llangynwyd e em tempos mais recentes, foi revivida em algumas cidades. Hoje, a Mari Lwyd está novamente viva em Gales.

A lenda da Mari Lwyd conta com duas versões: uma delas, bem cristianizada, e próxima da prática medieval e atual que conhecemos nos diz que, quando a Sagrada Família escolheu o estábulo onde Maria teria seu filho, a Mari Lwyd e seus potros foram expulsos e desde então, ela vai vagando pelas vilas em busca de um estábulo para passar o Inverno. A outra versão nos diz que, na noite do Solstício de Inverno, os potros da Mari são levados embora, e desde então, em todo meio de Inverno, ela vaga em busca dos seus filhos. Essa lenda guarda uma grande semelhança com a história de Rhiannon, que também tem seu filho levado, e é recuperado. Rhiannon é fortemente associada com a égua, e seu nome normalmente é traduzido como “Grande Rainha” (em Britônico, Rigantona), e ligação das deusas da soberania com a figura da égua é bem conhecida (Epona e Macha são outros exemplos). Além da ligação do mito da criança divina que é roubada, e é recuperada para trazer novamente a fertilidade ao mundo, aqui simbolizada por Pryderi, filho de Rhiannon. Assim, podemos fazer um esquema hipotético de uma deusa da soberania (Rhiannon) que tem seu filho solar (Pryderi) roubado, o que traz um ermo à terra (o Inverno), mas que é buscado novamente no Solstício, quando as noites começam a ficar mais quentes e os dias mais longos. Demorará até que Pryderi cresça, e atinja seu auge, mas ao menos, seu retorno é buscado, e para que a nova estação de cultivo comece. Um esquema hipotético, claro, mas não tão improvável, dadas as imensas semelhanças mitológicas e ritualísticas dessa prática.



fonte do texto: 


CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTAGENS DA SÉRIE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

22 de dezembro de 2015

Buer

۞ ADM Sleipnir

Arte de bonesaw999

Buer é de acordo com a demonologia um grande presidente infernal, e possui cinquenta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 10° dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando invocado, Buer aparece diante de seu invocador sob a forma de uma cabeça de leão rodeada por cinco pernas de cabras, que lhe permitem andar em torno de seu corpo e em todas as direções.

Arte de Daniele Valeriani 

Buer só pode ser invocado com sucesso quando o sol está em Sagitário. Ele possui a capacidade de conceder ao seu invocador felicidade doméstica e bons espíritos familiares. Ele também cura enfermidades, em especial as dos homens e pode ensinar ao seu invocador diversas disciplinas, dentre as quais se destacam filosofia moral e natural, lógica e fitoterapia. 


Selo de Buer



Cultura Popular
  • Como outros espíritos goetianos, Buer aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei;
  • No cardgame Future Card Buddyfight, existe uma carta de monstro chamada Demon Doctor, Buer;
  • Buer às vezes aparece como inimigo na franquia Final Fantasy. Em Final Fantasy VIII, o nome foi traduzido erroneamente como Buel, e foi retratado como uma cabeça humana demoníaca cercada por asas;
  • Buer aparece em Castlevania: Dawn of Sorrow e Castlevania: Aria of Sorrow como um demônio com uma aura flamejante. No anime, ele aparece como um demônio meio leão, meio centauro com cinco patas e empunhando um arco e flecha;


  • Em Tome of Magic: Pact, Shadow and True Name Magic, suplemento de Dungeons & Dragons lançado em 2006, Buer aparece como um "vestígio" com o qual os personagens podem fazer um pacto em troca de poder;
  • Buer aparece como uma das muitas criaturas mitológicas e demônios no game La-Mulana, onde é encontrado como um subchefe no Templo do Sol. Aqui, Buer tem seis pernas de cavalo;
  • Buer aparece na história em quadrinhos Hellblazer como um dos demônios do Inferno que se opõem ao personagem principal John Constantine;
  • Buer é o sobrenome de um dos três personagens viciados em drogas no anime Gundam Seed; os outros dois, Sabnak e Andras, também são demônios goéticos;
  • Buer tem um pequeno papel cômico como um professor lascivo na série de mangá Stray Little Devil de Kotaro Mori. Ele é mudo durante toda a série;
  • No mangá e anime Mairimashita! Iruma-kun, Buer Blushenko é um dos professores de prestígio da Escola de Demônios Babyls. Ele é o professor da Classe 1-D do spinoff, Makai no Shuyaku wa Wareware da!;
  • A ilustração de Buer com cabeça de leão e cinco pernas de bode foi amplamente adaptada para uso nas capas de lançamentos de bandas de heavy metal. Alguns exemplos são:

"Blessed Are The Sick", LP do Morbid Angel;


"Wrong Eye/Scope", single da banda Coil;




"The Definitive Parte One", álbum da banda Cloven Hoof;





"Buer Album", LP duplo do Black Sabbath lançado em 1981;




"Evoco Bestias", EP da banda norueguesa Fleurety.




CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTAGENS DA SÉRIE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

21 de dezembro de 2015

Anggitay

۞ ADM Sleipnir


Anggitay é uma espécie de criatura mítica pertencente ao folclore filipino, muitas vezes considerada a contraparte feminina do Tikbalang. São criaturas semelhantes as centáurides (centauros femininos), com a parte superior de seu corpo sendo igual a uma mulher humana e a parte inferior do corpo igual a um cavalo. Elas também possuem um chifre no meio da testa, como o de um unicórnio. 

Anggitays habitam um reino invisível e encantado povoado por fadas, anões e eremitas, localizado nas profundezas das florestas filipinas. Elas não são prejudiciais nem úteis aos humanos. São atraídas por jóias e pedras preciosas, e costumam sair para coletá-las. Ocasionalmente, Anggitays podem ser vistas de relance, especialmente quando chove em dias de céu limpo, mais tais avistamentos são muito raros, então considere-se com sorte se ver uma.

Arte de Brian Valeza



CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE

Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

18 de dezembro de 2015

A Estátua Amaldiçoada de Lemb

۞ ADM Sleipnir


As Mulheres de Lemb é uma estátua esculpida em calcário descoberta em 1878 em Lemb, no Chipre — embora ela teria sido confeccionada em 3.500 a.C. Segundo os historiadores, representaria uma entidade desconhecida, considerada uma deusa da fertilidade. A estátua tornou-se conhecida pelos misteriosos e mortais efeitos que supostamente caem sobre os seus proprietários.

A estranha influência do artefato teria começado após a mesma adquirida por Lord Elphont. Em seis anos de posse da estátua, todos os sete membros da família tiveram mortes misteriosas. Os dois donos seguintes da obra de arte, Ivor Manucci e Lord Thompson-Noel, bem como seus familiares, também faleceram em um curto período de tempo após comprarem a escultura.

O quarto comprador, Sir Alan Biverbrook, faleceu junto com sua esposa e duas de suas filhas. Assustados com as “coincidências”, os dois herdeiros sobreviventes dos Biverbrook resolveram doar a estátua para o Museu Real da Escócia, em Edimburgo, onde ela permanece até hoje. Porém, logo após o item chegar ao museu, o chefe da seção na qual o artefato foi armazenado faleceu repentinamente. 

Apesar de nenhum curador admitir que a escultura possua propriedades supernaturais, eles a colocaram por precaução em um domo de vidro e há muitos anos ninguém a manipula. Por tudo isso, a obra foi apelidada de “A Deusa da Morte”.


fonte:
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

16 de dezembro de 2015

Itztlacoliuhqui-Ixquimilli

۞ ADM Sleipnir


Itztlacoliuhqui-Ixquimilli (em náuatle "Ponta Curva de Obsidiana - Olho de Adaga")  era o deus asteca da pedra, associado ao frio, inverno, pecado, castigo e miséria humana. Na cultura mesoamericana, criminosos eram comumente punidos por apedrejamento, e pedras eram geralmente associadas com o conceito de castigo. Por isso, Itztlacoliuhqui-Ixquimilli era considerado um deus dos castigos, além de ser associado com a justiça. Ele é considerando um aspecto do deus Tezcatlipoca, e no calendário asteca, governa a trecena 1-Cuetzpalin (lagarto).

Os astecas retratavam Itztlacoliuhqui-Ixquimilli com um rosto de pedra, geralmente com os olhos vendados. Também possui uma flecha com uma ponta de pedra fincada na cabeça.



Mito

Itztlacoliuhqui-Ixquimilli era inicialmente chamado Tlahuizcalpantecuhtli, um deus da guerra e do amanhecer. Quando Tonatiuh (antes Nanauatzin) adquiriu o posto de deus do sol durante a criação do Quinto Mundo, passou a exigir que os demais deuses prestassem obediência e sacrifícios diários a ele. Irritado com a arrogância de Tonatiuh (outra versão da história alega que o motivo foi ciúmes), Tlahuizcalpantecuhtli atirou uma flecha contra Tonatiuh, mas o brilho do deus o fez errar o alvo. Tonatiuh enviou a flecha de volta contra Tlahuizcalpantecuhtli, atingindo-o na testa e transformando-o em pedra. Assim, ele se tornou Itztlacoliuhqui-Ixquimilli, o deus da pedra e da frieza.


CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

14 de dezembro de 2015

Haokah

۞ ADM Sleipnir


Haokah (também conhecido como Heyokha) é um deus da caça e um espírito de trovões e relâmpagos na mitologia lakota/sioux. Ele usa o vento para tamborilar os céus e, assim, causar os trovões e as tempestades. Os nativos provavelmente o adoravam para trazer a chuva e também para abençoar suas caçadas

Haokah é uma entidade considerada travessa e costumeiramente afeita a contradições. Em algumas tribos, sua mitologia mostra que ele faz tudo ao contrário: anda para trás, veste suas roupas do avesso, fala de trás pra frente, sua quando está frio e se treme quando está calor. Talvez por isso, entre os sioux, sua fama está em rir durante um momento triste ou chorar em um momento alegre. Algo que, dependendo do ponto de vista, é tido como certa virtude ou resistência, principalmente ao rir em momentos tristes. É, dessa forma, uma das versões para o que conhecemos como trickster (brincalhão), em suas origens mais ritualísticas.

Arte de Gabriel Costa


CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

11 de dezembro de 2015

Ah Muzen Cab

۞ ADM Sleipnir

Arte do MOBA Smite

Ah Muzen Cab (Ah Mucen Cab, Ah Muzencab) é o deus maia das abelhas e do mel. O mel era uma parte importante da dieta das culturas, e um importante bem comercial, por isso Ah Muzen Cab era uma deidade importante no panteão maia. A palavra maia para mel era a mesma usada para mundo, e por isso, acredita-se que Ah Muzen Cab também esteve envolvido no processo de criação do mundo.

Ah Muzen Cab é geralmente caracterizado na arte maia com as asas de uma abelha, geralmente estendidas tanto no processo de pouso ou decolagem. Ele está relacionado com Colel Cab, uma deusa da terra maia que também era responsável por abelhas e mel. 

Arqueólogos acreditam que Ah Muzen Cab era o patrono de Tulum (uma antiga cidade maia e hoje um sítio arqueológico) e que a região foi produtora de uma grande quantidade de mel. Alguns tipos de mel são tóxicos e produzem efeitos psicoativos, e é possível que o consumo desse tipo de mel era parte do rito de adoração de Ah Muzen Cab.

Arte de KatZina


CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
Apoie o Portal dos Mitos

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.