14 de janeiro de 2015

Hiderigami

۞ ADM Sleipnir


Hiderigami (魃 ou ひ で り が み, "espírito da seca", também conhecido como  Batsu, Kanbo, Shinchié uma espécie mítica de yokai presente no folclore japonês, e que detém o poder de causar secas. É uma criatura humanóide, grotesca e peluda, que mede entre 60 e 90 centímetros de altura. Possui um único olho localizado no topo de sua cabeça, e apenas um braço e uma perna, embora possa correr tão rápido quanto o vento. Todos os hiderigamis são do sexo feminino.

Hiderigamis são raramente avistados por seres humanos. Eles vivem nas profundezas das montanhas e raramente se aventuram em terras habitadas por humanos, mas quando o fazem, sua presença pode ser facilmente identificada. O corpo de um hiderigami exerce um calor tão forte que qualquer lugar em que ele esteja se torna seco, nuvens não conseguem se formar e assim, nunca há chuva. 



Origem

Os Hiderigamis tiveram sua origem no sul da China, e nasceram de uma deusa. Sua origem está escrita em alguns dos mais antigos registros históricos chineses. Quando o legendário Imperador Amarelo lutou contra o deus da guerra Chi You, ele invocou uma poderosa deusa chamada Batsu para ajudá-lo no combate. Batsu continha um calor sobrenatural dentro dela, e quando ela liberou seus poderes, a batalha acabou rapidamente com um resultado favorável para o Imperador Amarelo; no entanto, ela usou muito do seu poder, tornando-se incapaz de voltar para o céu ou suprimir seu calor. Quando Batsu estava perto da água secou e a chuva não caía, tornando-se assim um problema terrível para o imperador. Incapaz de matá-la ou enviá-la de volta para o céu, o Imperador Amarelo exilou a deusa em uma montanha distante, e proibiu-a de regressar. Como Batsu se tornou mãe dos Hiderigamis ou se ela se transformou neste yokai é desconhecido.


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13 de janeiro de 2015

Kamadeva

۞ ADM Sleipnir

Arte de Cristian Huerta

Kamadeva (em sânscrito: कामदेव, Kāmadeva) é o deus hindu do amor. Como seus homólogos nas mitologias grega e romana (Eros e Cupido), Kamadeva é retratado como uma figura masculina alada e armado com um arco e flecha. Na iconografia, Kamdeva é mostrado montando um papagaio e segurando um arco feito de cana, que tem cordas de abelhas e cujos arcos são cobertos com cinco tipos de flores perfumadas. Geralmente é acompanhado por um grupo de belas ninfas (apsaras). Da mesma forma que o Cupido romano e o Eros grego, os dardos de Kamadeva inspiram o amor em vítimas inocentes. Seus alvos preferidos são jovens, mulheres casadas e sábios ascetas.

Kamadeva é uma divindade a qual são atribuídas várias genealogias. De acordo com o Shiva Purana, Kamadeva é filho (na verdade, uma criação) de Bhrama, o deus criador do universo. De acordo com outras fontes, incluindo o Skanda Purana, Kamadeva é irmão de Prasuti; ambos seriam filhos de Shatarupa, outra das criações de Bhrama. Acréscimos posteriores o consideram filho de Vishnu e Lakshmi. Todas as fontes concordam que Kamadeva é marido de Rati (Ratī), filha de Prasuti e Daksha (outro filho/criação de Bhrama). De acordo com algumas crenças, Kamadeva teria reencarnado certa vez como Pradyumna, filho de Krishna e Rukminī.



O Sacrifício de Kamadeva

Após Sati, consorte de Shiva, entrar no fogo e abraçar a morte devido ao insulto que seu pai Daksha fez ao seu esposo, Shiva ficou completamente devastado. Ele abandonou suas funções divinas e entrou em um profundo período de meditação. Isso causou um desequilíbrio destrutivo no mundo, o que preocupou todos os deuses.

Enquanto isso, Sati renasceu como a deusa Parvati. Ela desejava se casar com Shiva, mas ele não demonstrava nenhum interesse, optando por ignorar seus sentimentos. Os deuses decidiram abordar Kamadeva para pôr fim ao estado lastimável do mundo. Kamadeva atirou uma de suas flechas em Shiva, interrompendo sua meditação. Shiva ficou furioso, e em um acesso de raiva, abriu seu terceiro olho, matando Kamadeva instantaneamente. No entanto, a seta de Kamadeva fez seu efeito, e Shiva acabou apaixonando-se e casando com Parvati. 


Durante um longo tempo, Kamadeva permaneceu morto, e assim o amor desapareceu do mundo. Somente após sua viúva Rati implorar a Shiva, ele finalmente permitiu que Kamadeva renascesse como o filho de Krishna, Pradyumna. Outra versão relata que Shiva permitiu que Kamadeva renascesse, só que sem um corpo material (daí o epiteto Ananga, "incorpóreo")

Epitetos

Kamadeva também é conhecido pelos nomes de Ragavrinta ("ramo de paixão"), Ananga ("incorpóreo"), Kandarpa ("deus do amor"), Manmatha ("batedor de corações"), Manosij ("aquele que sobe da mente", contração da frase sânscrita Sah Manasah Jāta), Madana ("intoxicante"), Ratikānta ("senhor das estações"), Pushpavān ou Pushpadhanva ("aquele com o arco de flores") ou simplesmente Kāma ("desejo").



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12 de janeiro de 2015

Apsu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Marina Polo

Apsu (ou Abzu, também chamado de Engur) é um deus mesopotâmico primordial, que personifica a massa de água doce sob a qual flutua a Terra. Ele é o consorte de Tiamat, a deusa-dragão que personificava as águas salgadas do mar. Geralmente era visto como uma divindade sem forma definida, sendo a personificação das águas primevas, mas já foi descrito como um dragão (como sua consorte Tiamat) ou uma serpente.

No mito da criação narrado no Enuma Elish, no início, não havia nenhuma terra ou céu, existindo apenas o caos e a desordem entre os águas primordiais. Quando as águas doces de Apsu se misturaram com as águas salgadas de Tiamat, um terceiro elemento aquoso, talvez as nuvens, surgiu, e assim os primeiros deuses foram gerados. Com o tempo, seus filhos tornaram-se numerosos, e começaram a tentar estabelecer a ordem ao caos primordial.

Apsu e Tiamat, arte de Gutsn Gore 13

A partir desse momento, teve início um conflito entre Apsu e seus filhos. Segundo uma versão do mito, o motivo do conflito foi que Apsu não suportava o barulho e alvoroço causado pelos deuses mais jovens, e por isso, planejou eliminá-los. Já outras versões alegam que a rebeldia das novas divindades irritou Apsu e sua esposa ou que Apsu ouviu seus filhos conspirarem para matá-lo. Seja qual foi o motivo, e apesar da oposição de Tiamat, Apsu decidiu eliminar seus filhos, e convocou seu vizir Mummu para ajudá-lo. 

Assim, a luta entre os antigos deuses primordiais e seus descendentes começou. No épico da criação babilônico, Enki lança um feitiço sobre Apsu, colocando-o em um sono profundo, de modo que a divindade pode matá-lo facilmente. Na sequência da sua vitória, Enki estabeleceu sua morada sob o cadáver de Apsu, e Mummu também é aprisionado neste local. A morte de Apsu fez com que Tiamat se revoltasse, reunindo um exército de monstros e deuses renegados para vingar a morte de seu esposo.

Cultura Popular

Em Saint Seiya Omega (2012), Apsu é o deus responsável pela criação e dispersão do nocivo cosmo das Trevas no universo de Omega, e também aquele que trouxe todos os outros seis elementos à Terra. É o verdadeiro inimigo, cujo poder representa perigo para ambos os Cavaleiros de Atena e os Marcianos de Marte, e cuja mera existência é capaz de trazer calamidades inimagináveis para a vida na Terra.


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9 de janeiro de 2015

Chalchiuhtlicue

۞ ADM Sleipnir


Chalchiuhtlicue (Chalciuhtlicue ou Chalcihuitlicue) é uma deusa asteca da fertilidade e do batismo, associada as fontes de água doce como rios e lagos. Seu nome significa "Aquela Que Veste Uma Saia de Jade.  Ela é a consorte (ou irmã, de acordo com outras versões) de Tlaloc, o deus da chuva, com quem teve Tecciztecatl, um deus da lua asteca. Em alguns mitos, Chalchiuhtlicue era esposa de Xiuhtecuhtli, uma deidade sênior do panteão asteca. 

Características

Chalchiuhtlicue é geralmente descrita como uma bela jovem, vestida com roupas próprias de nobreza, e portando um xale e uma saia com uma chamativa cor verde jade, de onde parece surgir uma corrente d'água, onde flutuam ou nadam dois bebês (um menino e uma menina), embora às vezes seja apenas um bebê com ambos os sexos. Às vezes ela veste uma máscara de serpente. Em suas mãos ele carrega dois objetos: na mão direita carrega um báculo que representa os raios do céu e na mão esquerda carrega uma bolsa de onde emergem as nuvens.



Atributos

Chalchiuhtlicue era considerada a protetora das crianças e recém-nascidos, pois os astecas acreditavam que ela poderia influenciar o marido e assim impedir que essas crianças fossem sacrificadas a ele. Embora Tlaloc fosse um deus benevolente, muitas crianças e bebês eram sacrificados em seu favor. Se as crianças choravam durante o caminho até o altar sacrificial, era um sinal de que a chuva viria, e o povo se alegrava.

Ela ajudava Tlaloc a governar o reino de Tlalocan. No mito da criação asteca dos Cinco Sóis, Chalchiuhtlicue foi a principal deusa do quarto ciclo, onde que o mundo foi inundado com água após 52 anos de chuvas ininterruptas.  Ela construiu uma ponte que ligava o céu e a terra e somente aqueles que estavam nas boas graças de Chalchiuhtlicue eram autorizados a atravessá-la. Os outros moradores da terra foram transformados em peixes para que não morressem afogados. Chalchiuhtlicue usou o dilúvio como um meio para purificar a espécie humana. 


Arte de MangoMendoza


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8 de janeiro de 2015

Banebdjed

۞ ADM Sleipnir


Banebdjed ("Espírito do Senhor de Djed") foi um deus egípcio associado a fertilidade e cultuado na cidade de Djed (chamada de Mendes pelos gregos), a capital do 16° nomo do Baixo Egito, localizada na região do Delta. Ele representava o Ba (espírito) dos quatro deuses: Rá, Shu, Geb e Osíris. Ele possuía uma consorte chamada Hatmehit (a divindade nativa de Mendes), com quem as vezes era fundido, passando a se chamar Banebdjedet.

Na antiga arte egípcia, Banebdjed foi retratado de várias maneiras. Às vezes era representado na forma de um carneiro completa. Em outras vezes, como um homem com cabeça de carneiro vestindo a coroa Atef. Ele também poderia aparecer como um carneiro de quatro cabeças, ou um homem com quatro cabeças de carneiro, com ou sem a coroa Atef.


Banebdjed era conhecido desde o Antigo Império e seu principal dever era o de proteger a sua cidade natal. Seu culto atingiu seu auge na dinastia 29 e durou até o período grego.

Segundo Heródoto, seus devotos não sacrificavam bodes: 

[2.42.1] Aqueles que possuem um templo dedicado a Mendes, devem abster-se de oferecer cabras, ovelhas e sacrifício em seu lugar...Estes egípcios, que são Mendesianos, consideram o deus carneiro como Pan um dos oito deuses que existiam antes dos 12, e ele era representado no Egito pelos pintores e os escultores, assim como ele é na Grécia, com o rosto e as pernas de um bode... Em egípcio, a cabra era também chamada de Mendes.

Foram as conotações sexuais associadas ao seu culto, que levaram os primeiros cristãos a demonizarem Banebdjed e chamá-lo de "o Bode de Mendes", ou Baphomet.


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7 de janeiro de 2015

Tapio

۞ ADM Sleipnir

Arte de Uintuva

Tapio (também chamado de Hiisi ou Metsähinefoi um dos principais deuses dos antigos finlandeses, encarado como a personificação das florestas finlandesas. Ele era o deus da caça e mestre dos espíritos da floresta.  Sua esposa é a deusa da floresta, Mielikkian. Ele era o pai de Annikki, Tellervo, Nyyrikki (o deus da caça), e TuulikkiSua imagem é o típico arquétipo do Green Man, geralmente descrito como sendo do tamanho de um abeto, de aspecto feroz, como um ser humano na frente, mas como uma velha árvore retorcida por trás. Sua barba era feita de líquens e suas sobrancelhas de musgos.

Seu papel como um deus da floresta e provedor da caça era proeminente, tendo em vista que a caça era uma atividade essencial na antiguidade, e as pessoas dependiam dela para se alimentar e sobreviver. Tapio podia tanto prover a caça ao caçador quanto tirá-lá dele. A floresta era a casa de Tapio e como tal, um lugar sagrado. Todos os animais presentes nela eram seus, e os caçadores eram tidos como seus convidados. 

Arte de Kirkeart

Para garantir o favor de Tapio, ofertas eram dedicadas a ele. Para esse propósito, haviam lugares especiais no tronco das árvores, chamados Tapion pöytä  ("Mesa de Tapio"). Algumas vezes, algumas das presas caçadas eram deixadas nesses altares, como forma de agradecimento ao deus.

Apesar de seu aspecto benevolente, Tapio mostrava sua face mais sombria quando suas florestas e bosques eram violados pelos humanos. Ele escurecia a região onde os mesmos praticavam a violação e os sufocava até a morte.



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6 de janeiro de 2015

Circe

۞ ADM Sleipnir


Circe (do grego: Κίρκη, Kírkē; "falcão") era uma famosa feiticeira da mitologia grega. Detentora de grandes conhecimentos alquímicos, Circe era capaz de produzir todos os tipos de venenos e poções mágicas. Segundo a lenda, ela viveu na ilha de Eéia, num palácio encantado cercado por leões e lobos, todos humanos transformados por ela por meio de feitiçaria. Além de poder transformar os homens em animais, Circe também era capaz de fazer florestas se moverem e tornar o dia em noite, sendo chamada de "Deusa da Noite". 

Circe era filha do deus-sol Hélios e da ninfa Perseis, ou, de acordo com outros autores, Hécate e Hélios ou ainda Hécate e Eetes. Os dois mitos mais famosos envolvendo Circe são os de seus encontros com Glauco e com o herói Odisseu/Ulisses.

O Mito de Glauco e Cila


Glauco era no início um pescador que vivia na cidade de Antédon. Um dia, após consumir uma erva mágica, sentiu um desejo enorme de se lançar ao mar. Os deuses Oceano e Tétis o observavam naquele momento, e decidiram transformá-lo em uma criatura do mar. Eles o transformaram em um ser metade homem, metade peixe, e seus cabelos tornaram-se algas. O antigo pescador se tornou uma criatura dos mares, e passou a viver entre as ondas, nadando e mergulhando o dia inteiro. Um dia, ao retornar a surperfície, ele viu e se apaixonou fulminantemente por uma bela ninfa chamada Cila, mas a mesma teve medo de sua aparência e fugiu floresta adentro. Sem poder persegui-la, Glauco tornou-se triste e amargo. Ele esperou vários dias pelo reaparecimento da ninfa, mas ela jamais retornou ao local. No limite do desespero, Glauco buscou a ajuda de Circe e pediu-lhe um feitiço que fizesse com que ele pudesse recuperar sua antiga forma e assim obter o amor de Cila. 

Ao contrário de Cila, Circe se apaixonou por ele sem se importar com sua aparência, e o aconselhou a esquecer Cila e se voltar para uma mulher que pudesse retribuir o seu amor. Glauco recusou os conselhos de Circe, pois não queria o amor de ninguém além de Cila. Furiosa e incapaz de fazer algo contra o seu amado, Circe voltou seu ódio contra Cila.  Ela preparou uma poção e entregou a Glauco, instruindo-lhe a despejá-la na fonte onde Cila costumava se banhar. Ela lhe garantiu que aquela poção faria com que Cila ficasse perdidamente apaixonada por ele, porém o efeito seria totalmente diferente do que Glauco esperava. Glauco tratou de ir logo até a fonte, e despejou toda a poção dentro dela. Tão logo Cila entrou na fonte, ela viu serpentes e outros monstros dentro da água. Ela tentou fugir, mas acabou descobrindo que os monstros que ela viu na verdade eram partes de si mesma. Desesperada, ela foge ao encontro de Glauco, mas desta vez é ele quem a rejeita. Envergonhada de sua nova forma, Cila fugiu e se refugiou numa escura caverna, onde desde então passou a atacar e estraçalhar tudo e todos que dela se aproximassem.



Participação na Odisséia

O conto mais famoso envolvendo Circe aparece na Odisséia, de Homero. Odisseu e sua tripulação voltavam da Guerra de Tróia a caminho de Ítaca, quando aportaram em Eéia. Odisseu enviou alguns homens a terra, sob a liderança de um guerreiro chamado Euríloco. O grupo chegou até o palácio de Circe, que era cercado por leões, ursos e lobos, todos homens que Circe havia transformado em animais. Em seguida, Circe apareceu e convidou os homens de Odisseu para entrarem em seu palácio para jantar e beber. Todos aceitaram o convite e adentraram o palácio, exceto Euríloco, que suspeitava das intenções dela. Após comerem a comida de Circe, ela os tocou com sua varinha mágica, os homens foram todos transformados em porcos. 


Euríloco voltou sozinho até o navio e contou a Odisseu tudo o que tinha acontecido. Após ser informado dos acontecimentos, Odisseu decide ir sozinho até o palácio de Circe. Em seu caminho, ele encontrou um jovem, que era na verdade o deus Hermes disfarçado. Hermes tentou desencorajar Odisseu de continuar seu caminho até o palácio, mas o mesmo estava determinado a recuperar seus homens. Hermes então entregou a Odisseu uma erva que iria protegê-lo dos feitiços de Circe. Ao chegar ao palácio, Odisseu encontrou Circe, que o convidou para jantar com o objetivo de encantá-lo. Após o jantar, Circe o tocou com a varinha, mas para a sua surpresa, Odisseu permanecia humano, graças a erva dada por Hermes. Odisseu desembainhou a espada e ameaçou arrancar sua cabeça. 


Sem saída, Circe caiu de joelhos perante Odisseu e o implorou por sua vida. Odisseu concordou em poupar sua vida se ela fizesse com que sua tripulação voltasse ao normal e não atentasse contra eles novamente. Circe cumpriu com sua promessa, restaurando a forma original dos homens de Odisseu, e além disso, ofereceu-lhes sua hospitalidade e algum entretenimento antes dos mesmos deixarem a ilha.Odisseu e seus homens acharam a vida na ilha tão agradável que acabaram permanecendo lá um ano inteiro antes de retomarem sua viagem de volta para casa. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou-lhes o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. 

Na versão romana desta lenda, onde Odisseu é chamado de Ulisses, Circe e ele tiveram um romance e três filhos: Telégono, Agrio, e Latino. Telégono viajou até Ítaca a procura de seu pai, mas acabou matando-o por acidente. Telégono trouxe o corpo de Ulisses de volta à Éeia, acompanhado pela viúva de Ulisses, Penélope e seu filho Telémaco. Circe tornou a todos imortais e se casou com Telémaco, enquanto Telégono casou-se com Penélope. 



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5 de janeiro de 2015

Silverpilen, O Trem Fantasma

۞ ADM Dama Gótica


Silverpilen ("A Flecha de Prata"), é um trem fantasma que assombra o metrô de Estocolmo, de acordo com uma lenda urbana que circula na capital sueca. É o único trem da cor prata de Estocolmo, capital da Suécia, e dizem que ele conduz almas atormentadas durante a noite.

Em 1960, todos os trens suburbanos de Estocolmo eram pintados de verde com marcações azuis. O modelo de alumínio de prata C5 era uma unidade de teste que nunca foi pintada e, eventualmente, tornou-se um trem para ser usado ocasionalmente como um trem de alívio durante as horas de pico. Em 1996 ele foi retirado definitivamente de circulação e substituído por trens mais modernos, porém algumas pessoas afirmam o contrário. 

Alguns dizem que o trem ainda circula, e já foi visto em túneis abandonados pelos trabalhadores do metrô. Outros dizem que qualquer pessoa pode vê-lo passar pelas estações em alta velocidade após a meia-noite. Alguns chegam a afirmar que Silverpilen às vezes pára para pegar passageiros, e quem embarca nele é transportado para a Estação Kymlinge, uma estação desativada que possui fama de ser assombrada, após um acidente na década de 60 no qual o Silverpilen estava envolvido, e vitimou todos a bordo do trem. Essas pessoas desembarcam semanas, meses ou até mesmo anos depois que eles embarcaram.


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