25 de agosto de 2015

Onça-boi

۞ ADM Sleipnir

Arte de  Yuri Saluceste 

A Onça-boi (ou Onça Pé-de-boi) é um animal fantástico presente no folclore amazônico, que muitos pescadores, caçadores e mateiros que se aventuram pelas florestas juram já ter visto. Segundo os relatos, ela seria uma espécie de onça que possui cascos de boi no lugar de suas patas. 

De acordo com o folclore, ela caça sua presa sempre em pares (em contraste com as onças reais, que sempre caçam sozinhas e não formam casais permanentes, unindo-se somente para as relações sexuais). Dessa forma, elas encurralam sua presa (geralmente caçadores), fazendo com que ela sua uma árvore na tentativa de escapar. Elas iram se revezar na vigilância da presa, até que a mesma caia da árvore, devido ao sono ou fome. 

O único meio de sobreviver ao ataque da Onça-boi é matar uma delas, tão logo sejam avistadas. Alguns dizem que deve-se matar o macho, e assim a fêmea fugirá. Outros dizem que a fêmea deve ser morta, e então o macho fugirá. 

Arte de Douglas Nogueira @oreticolo


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24 de agosto de 2015

Campe

۞ ADM Sleipnir


Campe (do grego Κάμπη, "torto" ou "sinuoso"; também chamada de "Ninfa do Tártaro" pelo poeta Nono) foi na mitologia grega uma horrenda e poderosa criatura a quem Cronos designou a tarefa de vigiar no Tártaro o local onde Urano havia aprisionado os seus irmãos Ciclopes e HecatônquirosEla acabou sendo morta por Zeus, que desejava contar com a ajuda deles em sua batalha contra os titãs.

Campe é geralmente descrita como uma criatura com a parte superior do corpo de uma mulher e a parte inferior de um dragão. Suas pernas e seus cabelos são envoltos por serpentes cuspidoras de veneno, e de sua cintura saíam cinquenta cabeças de vários tipos de bestas selvagens. De suas costas brotavam um par de asas negras e de seu pescoço, uma cauda de escorpião.

Arte de Ebanghelyo

fontes:
  • https://www.theoi.com/Ther/DrakainaKampe.html
  • https://www.greeklegendsandmyths.com/campe.html

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21 de agosto de 2015

Anchin e Kiyohime

۞ ADM Sleipnir


Anchin e Kiyohime é um velho conto japonês que inspirou gerações de poetas, e é uma das histórias mais encenadas no Japão. É uma antiga lenda a respeito do sino de Dojoji, um templo budista na província de Kishu, hoje Wakayama, que muitas centenas de anos atrás abrigou um belo monge chamado Anchin, irmão do imperador Suzyaku. Existem muitas versões literárias deste trágico conto, em que o jovem monge se envolve com uma delicada menina, provocando seu ódio a ponto de transformá-la em uma terrível e vingativa serpente.

História

Há muitos e muitos anos, havia um jovem monge chamado Anchin. Todos os anos, ele fazia uma peregrinação nos Caminhos de Kumano. Certa ocasião, quando se dirigia a um dos templos, começou a escurecer, precavido, procurou abrigo onde pudesse passar a noite. O religioso encontrou uma aldeia chamada Hidaka e bateu à porta de uma de suas habitações. Foi atendido pelo senhorio Kiyotsugu que era o administrador da aldeia. Lá, o monge teve uma recepção calorosa, e foi convidado a passar a noite.  Kiyotsugu tinha uma bela filha adolescente chamada Kiyohime.

Anchin elogiou a beleza da garota e disse brincando que um dia viria buscá-la para se casarem. Kiyohime acreditou nele. Na manhã seguinte, Anchin seguiu em peregrinação.

Na casa de seu pai, Kiyohime esperou pacientemente pelo retorno de seu prometido amor. O tempo passou. As estações mudaram, e os crisântemos no jardim de flores desapareceram novamente, mas Anchin não retornou.

Três anos se passaram e Anchin novamente estava fazendo a peregrinação pelos Caminhos de Kumano. Por coincidência, quando passava próximo da aldeia, o tempo fechou e começou a escurecer. Lembrando que já conhecia o administrador local, foi pedir hospedagem.

O monge já nem se lembrava da menina Kiyohime, mas, ao vê-la na casa do administrador, a lembrança voltou à mente do monge. Ao mesmo tempo, o religioso ficou  surpreso ao constatar que ela havia se transformado em uma bela mulher.

O coração de Anchin ansiava pela calma do templo ao som dos sinos da noite e o canto suave dos sutras. Mas a noite caía rapidamente e ele estava cansado. Então Anchin retirou-se para o quarto ofertado pelo senhorio.

Anchin já havia pegado no sono quando foi despertado pela presença de Kiyohime ao lado de seu leito. Ela se atirou em seus braços e disse emocionada: – Obrigada por ter vindo me buscar. Esperei tanto por esse momento que, durante três longos anos, fiquei contando os dias à sua espera. O monge não protestou… foi uma noite de volúpia.

Ao despertar, na manhã seguinte, Anchin, caiu em si. Como bonzo (Sacerdote budista), estava proibido de se casar. Mas não teve coragem de contar a verdade para a inocente Kiyohime. Prometeu a ela que iria até o templo em Kumano e na volta passaria em sua casa para assumir seu compromisso matrimonial.

Na tarde deste dia, Anchin chegou ao templo. Como estava com a cabeça nas nuvens, Osho-san, o monge superior, logo percebeu que ele poderia estar pensando em alguma mulher. Por isso, aconselhou-o que meditasse bastante antes de fazer alguma bobagem. Anchin meditou muito e finalmente disse para si mesmo: – Eu sou um bonzo. Não posso querer Kiyohime. Regressarei por outro caminho para não me encontrar com ela. E assim fez.


Enquanto isso, Kiyohime, preocupada, se perguntava: – Por que Anchin não volta do templo? Ela decidiu ir ao seu encontro. Perguntou para um peregrino que passava por ali se ele não havia visto um monge e fez a descrição de seu tipo físico. – Sim, eu o vi no templo, ele tomou outro caminho para retornar a sua cidade.

– Não acredito! Ele havia prometido que viria ao meu encontro – disse Kiyohime surpresa e quase chorando.

Ela então correu muito para alcançar Anchin e chegou a vê-lo na travessia do Rio Hidaka.

– Anchin, me espere! Anchin, me espere! ela gritou com toda a força de seus pulmões.

Ao vê-la, Anchin disse: – Remador, rápido, zarpe o bote!

Kiyohime surpreendeu-se e ficou sem entender porque ele estava fugindo. Ela ficou muito triste, desesperada e cega de raiva, seu amor transformou-se em ódio. – O rato entrou no rio e desapareceu. Somente uma serpente aquática pode acabar com um rato da água.

Kiyohime estava com tanto ódio, que mergulhou no rio para tentar atravessá-lo a nado. Pessoas que estavam na beira do rio ficaram pasmas com o gesto impensado de Kiyohime. Naquele rio, a correnteza era tanta que era impossível atravessá-lo nadando. Testemunhas contaram mais tarde que a moça atravessou o rio nadando e, quando surgiu na outra margem, havia se transformado em uma enorme serpente. 


Dizem que o desejo de sua mente moldou seu corpo, transformando-a numa serpente aquática. A jovem transformada pela ira, mergulhou no rio e foi nadando atrás do bote onde estava o monge.

Anchin desembarcou do bote e refugiou-se no Templo Dodoji. – Socorro, socorro, escondam-me por favor! Os monges do templo, mesmo sem saber de que se tratava, abaixaram um enorme e pesado sino, ocultando Anchin em seu interior. A serpente subiu a escadaria e encontrou o sino. Anchin rezava desesperadamente. Enfurecida, ela se enrolou no grande sino, jorrando chamas de sua enorme boca como um dragão serpente.

O sino começou a esquentar, esquentar, até que o metal avermelhou completamente e deformou-se, derretendo um dos lados, matando Anchin  em seu interior. Os monges de Dodoji fizeram o enterro do jovem Anchin. Após a tragédia, encomendaram a fundição de um novo sino e determinaram que nenhuma mulher poderia se aproximar novamente de sua plataforma.

O tempo passou, e o novo sino chegou ao Templo Dodoji. Foi preparada uma grande festa para instalação do sino com a participação da comunidade local, porém a cerimônia de entronização estava proibida para mulheres. Entretanto, durante a cerimônia, uma encantadora jovem finamente vestida aproximou-se, e se atirou-se tocando o sino e, para espanto de todos reunidos, desapareceu sem deixar vestígios, como se engolida pelo gongo.

A partir desse acontecimento, o sino ao ser tocado, não soava  como os sinos dos templos, mas gemia como uma voz terrível. E cada vez que ele tocava, desastres aconteciam. Até finalmente, por não mais suportarem, o sino foi levado para baixo, e enterrado.

Ele permaneceu enterrado durante 200 anos, até que Toyotomi Hideyoshi ordenou que fosse cavado e levado para o santuário Myomanji, onde as cinzas de “Sakyamuni Buddha” foram consagradas pelo Imperador Asoka. E lá, dizem que o som da “Sutra de Lótus” incessantemente entoada pelos monges do templo, finalmente trouxe o descanso para as almas atormentadas de Kiyohime e Anchin.

Com o tempo, o som do sino adquiriu uma beleza irresistível, tingida com sabedoria e consciência de dukkha (o sofrimento necessário à mudança).

Ainda hoje, o sino permanece em Myomanji, como um tesouro do templo, junto com as cinzas sagradas de Sakyamuni.

Dizem que, muito tempo depois, Anchin e Kiyohime apareceram abraçados e felizes em sonhos dos monges do Templo Dodoji, eles finalmente encontraram seu destino nos caminhos da Sutra de Lótus.


fonte: 

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20 de agosto de 2015

Coyolxauhqui

۞ ADM Sleipnir

Arte de Erika Harm

Coyolxauhqui é uma divindade da mitologia asteca, mais especificamente da tradição mexica, conhecida principalmente pelo mito do nascimento de Huitzilopochtli. No Códice Florentino, ela é filha de Coatlicue, irmã mais velha dos Centzonhuitznahua e irmã de Huitzilopochtli. É frequentemente associada à Lua, embora a natureza exata dessa identificação seja discutida entre os pesquisadores. Seu nome costuma ser traduzido como “a que tem pintura facial de cascavéis”, em referência aos pequenos sinos ou cascavéis representados em suas bochechas.

Representações

Coyolxauhqui é conhecida por importantes esculturas encontradas na região do antigo Templo Mayor de Tenochtitlan. Uma delas, descoberta em 1830, representa sua cabeça decapitada e apresenta adornos como narigueira, ornamentos auriculares, plumas e os característicos cascavéis nas bochechas.

Sua representação mais conhecida é o grande monólito circular descoberto em 1978 junto ao Templo Mayor. Nele, Coyolxauhqui aparece de corpo inteiro, mas desmembrada, com a cabeça, os braços e as pernas separados do tronco. A figura possui diversos ornamentos, entre eles plumas nos cabelos, motivos de cascavéis no rosto e crânios no cinturão. O desmembramento representado no monólito corresponde diretamente ao destino de Coyolxauhqui no mito de Coatepec.


O nascimento de Huitzilopochtli

Segundo o Códice Florentino, Coatlicue vivia em Coatepec, a “Montanha da Serpente”, onde realizava penitências e varria. Durante uma dessas atividades, algo semelhante a uma bola de penas desceu sobre ela. Coatlicue recolheu as penas e as colocou junto ao corpo, mas elas desapareceram pouco depois. Em seguida, ela percebeu que estava grávida. Coyolxauhqui e os Centzonhuitznahua consideraram a gravidez uma desonra. Coyolxauhqui convenceu os irmãos a matar Coatlicue, e o grupo avançou armado contra ela.

Coyolxauhqui e os Centzonhuitznahua. Arte de El Omi dibujante 

Um dos Centzonhuitznahua, chamado Cuahuitlicac, passou a informar Huitzilopochtli, ainda no ventre da mãe, sobre a aproximação dos atacantes. Quando Coyolxauhqui e seus irmãos alcançaram o alto de Coatepec, Huitzilopochtli nasceu já armado e preparado para o combate. Ele enfrentou Coyolxauhqui utilizando sua arma chamada Xiuhcoatl, descrita no relato como uma serpente feita de tochas.

Coyolxauhqui foi morta e decapitada. Sua cabeça permaneceu em Coatepec, enquanto o corpo caiu pela encosta da montanha e se despedaçou. Huitzilopochtli voltou-se então contra os Centzonhuitznahua, perseguindo e derrotando grande parte deles. Alguns, porém, conseguiram escapar e fugiram para o sul.

Associação com a Lua

Coyolxauhqui é frequentemente descrita como uma divindade lunar, e sua associação com a Lua possui ampla presença em estudos sobre a religião mexica. Essa identificação, porém, não é interpretada da mesma maneira por todos os pesquisadores. Alguns estudiosos consideram que Coyolxauhqui não deve ser entendida necessariamente como uma personificação permanente da Lua, mas como uma figura que assume caráter lunar dentro do contexto do mito de Coatepec.

Também é comum interpretar o confronto como uma representação cosmológica em que Huitzilopochtli corresponde ao Sol, Coyolxauhqui à Lua e os Centzonhuitznahua às estrelas. Essa leitura não deve ser confundida com os acontecimentos literalmente descritos no Códice Florentino. A fonte não afirma, conforme muitas fontes alegam, que Huitzilopochtli tenha lançado a cabeça de Coyolxauhqui ao céu para transformá-la na Lua. Pelo contrário, informa que sua cabeça permaneceu em Coatepec. Da mesma forma, não relata que os Centzonhuitznahua tenham sido transformados em estrelas.

Arte de Alyssa Maynard

Coyolxauhqui no Templo Mayor

O grande monólito de Coyolxauhqui foi encontrado ao pé da escadaria do lado sul do Templo Mayor, dedicado a Huitzilopochtli. A peça pertence à Etapa IVb do templo, associada ao governo de Axayácatl, entre 1469 e 1481. Sua posição reproduzia no espaço ritual um elemento central do mito de Coatepec: a imagem de Coyolxauhqui derrotada e desmembrada ficava abaixo da estrutura associada a Huitzilopochtli. A descoberta do monólito, em 1978, também teve grande importância para a arqueologia de Tenochtitlan, contribuindo para o desenvolvimento das escavações do Projeto Templo Mayor.

Interpretações e variantes

Além da interpretação lunar, o mito de Coyolxauhqui recebeu outras leituras acadêmicas. O historiador Patrick Johansson propôs que seu desmembramento poderia ter uma dimensão relacionada ao parto, associando a personagem à placenta dentro da narrativa do nascimento de Huitzilopochtli. Essa interpretação não corresponde, porém, a uma função explicitamente atribuída a Coyolxauhqui pelas fontes coloniais. A professora Emily Umberger também analisou o mito de Coatepec em relação à história política mexica, especialmente às narrativas sobre a guerra entre Tenochtitlan e Tlatelolco em 1473.

As fontes coloniais não apresentam uma genealogia inteiramente uniforme. No Códice Florentino, Coyolxauhqui é irmã de Huitzilopochtli e dos Centzonhuitznahua. Em uma tradição preservada na Crónica Mexicáyotl, entretanto, ela aparece como mãe de Huitzilopochtli e irmã dos Huitznahua, mostrando que sua genealogia varia conforme a fonte.

Arte de @MissingCosmonaut

fontes:
✦ Texto revisado Este artigo foi revisado e atualizado pelo Portal dos Mitos em .
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19 de agosto de 2015

Kushiel

۞ ADM Sleipnir


Kushiel ("O rígido do Senhor"é um dos vários anjos celestiais do folclore judaico-cristão, responsável por punir as almas malignas ou perdidas nas entranhas do inferno. Ele é citado no Segundo Livro de Enoque (capítulo 10, versículo 3), onde é dito que ele habita o terceiro nível do céu. Ainda de acordo com a escritura não-canônica, Kushiel possui um longo chicote feito de puro fogo, também chamado de fúria infernal. Diz-se que Kushiel usa esse açoite para punir quaisquer nações da terra que pecam contra Deus. Existem ainda seis outros anjos que compartilham os mesmos deveres de Kushiel: Puriel, Hutriel, Makatiel, Lahatiel, Shoftiel, e Rogziel.

Alguns grupos ocultistas acreditam que podem invocar Kushiel, e usá-lo para atormentar alguém através da utilização de um feitiço mágico. Diz-se que uma vez que Kushiel é invocado contra uma pessoa, ele irá atormentá-la incessantemente, até que a mesma consiga se livrar do feitiço. Esta maldição pode resultar em níveis insuportáveis de ansiedade, medo extremo e irracional ou paranóia, furúnculos ou bolhas na pele, verrugas e longas sequências de má sorte. O único problema, porém, é que a pessoa que tem o feitiço lançado contra ela, deve ser uma pessoa injusta ou má. A magia da ira de Kushiel não irá funcionar contra uma pessoa justa ou uma pessoa de fé muito forte, pois a maioria dos anjos são absolutamente proibidos de atormentar alguém pertencente ao santo rebanho de Deus.

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18 de agosto de 2015

Garm

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia nórdica, Garm (do antigo nórdico Garmr, cuja etimologia/significado é desconhecido) é um gigantesco cão ou lobo associado ao submundo e as forças do caos. Pouco se sabe sobre ele, uma vez que as referências a ele são bastante escassas e vagas. As informações existentes nas fontes sobreviventes servem apenas para nos dar uma idéia geral sobre que tipo de ser Garm era considerado durante a era viking.

No Grímnismál, um dos poemas presentes na Edda Poética, Garm é dito estar para os caninos o que Odin está para os deuses e Yggdrasil para as árvores -. ou seja, Garm é o maior entre eles, o exemplar. No Völuspá, outro poema édico, Garm é mencionado como parte de um refrão que se repete ao longo do poema:

"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;"


Embora a referência a Garm no Grímnismál em nórdico antigo o chame de hundr, "cachorro", esta referência no Völuspá usa a palavra freki, "lobo". Este refrão é recitado como parte de um relato dos acontecimentos que antecederão e ocorrerão durante o Ragnarok. Um outro evento que anunciará a chegada do Ragnarok é a libertação do lobo Fenrir, que havia sido amarrado pelos deuses em um pântano remoto, para que ele fosse incapaz de devorar o cosmos. A imagem de dois lobos acorrentados se soltando ao mesmo tempo dá a entender que Fenrir e Garm  possam ser a mesma figura.

Esta interpretação é apoiada pelo fato de que, durante o Ragnarok, o deus Tyr é dito ser aquele que enfrentará Garm em combate. Anteriormente, Tyr havia enganado Fenrir, convencendo-o a permitir ser preso com uma corrente inquebrável, e durante o processo Fenrir devorou a mão do deus. De acordo com a lógica, faria todo o sentido que os dois tivessem sua revanche durante o Ragnarok, o que por sua vez faz com que seja provável que o lobo contra quem Tyr lutará durante o Ragnarok não seja outro senão Fenrir. 

Alguns estudiosos têm também ligado Garm ao cão sem nome da deusa Helmencionado em outro poema édico, o Baldrs Draumar. A referência a este cão no poema diz que ele late para Odin conforme o deus cavalga no submundo. 

Independentemente ou não de Garm, Fenrir, e o cão de Hel serem a mesma figura, eles certamente parecem ser um pouco mais do que multiplicações do mesmo tipo de figura: um canino associado com o submundo e as forças do caos que se libertam no fim do mundo como um presságio de sua destruição e a fim de ajudar a realizá-la. As diferenças entre estas figuras são altamente ambíguas, e, em qualquer caso, superficiais.

Arte de Maria Pechenkina


fonte:


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17 de agosto de 2015

Kebechet

۞ ADM Sleipnir


Kebechet (também conhecida como Qebehet, Kebhut, Kebehut, Qebehut, e Kabechet) a deusa do frescor e da purificação. Ela era a filha de Anúbis e sua consorte Anput, e acreditava-se que ela ajudava seu pai em seu papel como o deus do embalsamamento. Kebechet era particularmente associada com o fluído de embalsamento utilizado durante o processo de mumificação.

Seu nome inclui a raiz da antiga palavra egípcia "kbch", que significa "oferecer libações" ou "purificar" e a raiz da palavra "wt" que se refere ao local de embalsamamento (e aparece em um dos epitetos de Anúbis, "imy wt "- "aquele que está no local de embalsamamento"). No entanto, seu nome também se assemelha a palavra "qebeshu", que significa "água fria". Como resultado, seu nome é geralmente traduzido como "água de resfriamento". 

Kebechet foi muitas vezes descrita como uma serpente, às vezes com um corpo de estrelas. Ela também foi retratada como uma mulher com cabeça de serpente. Ocasionalmente, ela assume a forma de um avestruz, ligando-a à deusa Ma'at, que representava a justiça ou equilíbrio e estava envolvida no julgamento dos mortos.


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14 de agosto de 2015

Belenus

۞ ADM Sleipnir


Belenus (também conhecido como Belen, Belinus, Bellinus, Belenos, Belennos, Belenos, Bel, Bilé) foi uma divindade solar cultuada pelos povos celtas que habitaram as regiões da Gália e Britânia. Ele foi uma divindade bastante popular na mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itália e na costa mediterrânea da Gália. Os seus símbolos são o cavalo e a roda e o seu nome significa literalmente "Deus Brilhante". Sua consorte era Belisama, deusa ligada a forja e ao artesanato.


Além de uma divindade solar, Belenus era associado à ciência, à cura, às fontes térmicas, ao sucesso, à prosperidade e, até mesmo, à colheita e à agricultura. Belenus era invocado em batalhas para garantir a vitória aos corajosos e ferozes guerreiros, uma vez que as batalhas eram consideradas os momentos "mais brilhantes" na vida de um guerreiro. Era dito que o deus ficava lado a lado com quem o invocou, passando sua força até a vitória. Mas também era visto como o deus da iluminação, da sabedoria, e, portanto, acompanhava os grandes líderes e estrategistas.

Belenus era comparado ao deus grego Apolo, e também era relacionado com Ares (Marte) em sua versão guerreira. O festival celta Beltane ("Fogo de Bel") que ocorre todos os anos no dia 1º de maio, provavelmente está conectado ao culto de Belenus. Durante o Beltane, eram acesas fogueiras para encorajar o calor do sol. Estas fogueiras também tinham propriedades restauradoras e o gado era conduzido entre elas, antes de ser solto nos novos pastos de Primavera. 



fontes:

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