18 de novembro de 2015

Papa-figo

۞ ADM Sleipnir

Arte de Gustavo Rinaldi

O Papa-figo é uma figura lendária do folclore brasileiro, conhecida principalmente em Pernambuco. Seu nome é a contração de papa-fígado, sua principal característica. Em geral, ele é descrito como um homem idoso, sujo e com o corpo coberto de chagas. Pode também ser alto, magro, pálido e com a barba por fazer. Às vezes, carrega um saco. Costuma andar pelas ruas no final da tarde, durante o crepúsculo, à procura de crianças desacompanhadas, atraindo-as com o intuito de raptá-las para depois devorar seus fígados.

Ao lado do negro velho e do homem do saco, integra o ciclo do pavor infantil. Segundo versão paraibana registrada por Ademar Vidal, autor de Lendas e Superstições (1949), a fim de não cometer injustiças, o papa-figo restringe sua caça apenas aos meninos mal-comportados, desobedientes, teimosos ou chorões.


Em tempos antigos, acreditava-se que a lepra era uma doença de pele causada pelo mau funcionamento do fígado, órgão que, diziam, era o produtor do sangue. A cura estaria no consumo do órgão sadio. Mas somente o fígado infantil teria pureza e força suficientes para aliviar o sofrimento dos hansenianos. E sempre haveria alguém disposto a pagar qualquer preço por tão poderoso e raro lenitivo. O papa-figo era, portanto, em algumas versões, o próprio doente em busca de cura ou, outras vezes, o encarregado de conseguir a mercadoria para tal tipo de comércio.


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16 de novembro de 2015

Long Zhi

۞ ADM Sleipnir


Long Zhi (ou Longzhi, chinês 蠪蛭) é uma monstruosa criatura pertencente à mitologia chinesa, descrita no clássico texto chinês Shan Hai Jing (chinês 山海經,"Clássico das Montanhas e Mares"), como sendo uma besta com uma aparência semelhante a de uma raposa, porém possuindo nove cabeças e nove caudas, além de suas patas serem como as de um tigre. 


Uma criatura predadora, Long Zhi é conhecida por matar e devorar seres humanos. Para atrair suas vítimas, ela imita o som de um bebê chorando. Assim, ao sair para averiguar a origem do som, sua vítima acaba se tornando seu alimento.



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13 de novembro de 2015

Heqet

۞ ADM Sleipnir


Heqet (Heqat, Heket, Hekt, Hegit, Heget) é uma deusa egípcia associada ao parto e a fertilidade, sendo considerada também uma deusa da água. O significado de seu nome não é certo, mas possivelmente derivado da palavra heqa, que significa "príncipe" ou "cetro". Heqet era particularmente associada com as fases posteriores do trabalho de parto. Era considerada a padroeira das parteiras que, compreensivelmente, eram apelidadas de "Servas de Heqet". Heqet dividia o seu espaço com Bes e Tauweret, que também eram considerados deuses do parto.

No Egito, as mulheres grávidas costumavam usar amuletos e escaravelhos representando Heqet afim de garantir a sua proteção durante o parto, e durante o decorrer do Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.), facas rituais de marfim e crótalos (um tipo de instrumento musical popular de percussão) apresentando a imagem ou o nome da deusa passaram a ser utilizados como amuletos.

Heqet também era associada com a ressurreição dos mortos. Nos Textos das Pirâmides, ela é um dos deuses que participam do renascimento do deus sol Ra todas as manhãs. Ela também ajudou Ísis a trazer Osíris de volta para a vida. Como Isis, ela foi chamada Grande da Magia e tinha o poder de restaurar a vida dos mortos ao tocá-los com o seu ankh.

Arte de Raul Maldonado

Representações

Heqet era descrita como um sapo, como uma mulher com a cabeça de um sapo, ou mais raramente, como um sapo na ponta de um falo, indicando explicitamente a sua associação com a fertilidade. Para os egípcios, o sapo era um símbolo de vida e fertilidade, já que milhões deles nasciam após a inundação anual do Nilo, que trazia fertilidade para as terras outrora estéreis. 

Relações com outros deuses

De acordo com uma tradição, Heqet era a esposa de Khnum, o deus criador de Abu (Elefantina). Khnum criava cada ser humano em sua roda de oleiro, enquanto Heqet soprava o folego da vida sobre eles antes de serem colocados no útero de suas mães. Heqet e Khnum são retratados na Colunata do Nascimento de Hatshepsut em seu templo mortuário em Deir el Bahri. De acordo com outra tradição, ela era a esposa do deus do infinito, Heh, que por sua vez assumia os atributos de Khnum.

Ás vezes, Heqet era vista como uma forma da deusa Hathor e, consequentemente, mãe de Hórus, o Antigo. Ela também era associada a Nekhebet, a deusa-abutre do Alto Egito.

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11 de novembro de 2015

Ganímedes

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Ganímedes era um jovem e belo príncipe troiano, que foi levado para o Olimpo por Zeus para ser seu amante e copeiro dos deuses. Seu nome é derivado das palavras gregas ganumai ("alegrando") e mêdon ou medeôn, ("príncipe" ou "órgãos genitais"). O nome pode ter sido formado para conter um duplo significado proposital. Ganimedes era freqüentemente representado como o deus do amor homossexual, e, como tal, aparece como um colega dos deuses Eros (amor) e Hymenaios (amor marital).

O Rapto de Ganímedes

Ganímedes era um príncipe troiano, que, ao despertar a puberdade no corpo e na alma, trazia uma beleza rara. Seus traços de homem-menino reluziam pelos campos aos arredores da cidade de Tróia, onde cuidava dos rebanhos do pai. Foi numa tarde de primavera, que a beleza maliciosa de Ganímedes chamou a atenção de Zeus. O senhor do Olimpo, ao avistar beleza tão sublime, foi fulminado pela paixão. Impossível resistir à graciosidade do rapaz, ao rosto ainda imberbe, a transitar entre a juventude e à idade viril. Enlouquecido pelo desejo e pela paixão, Zeus transformou-se em um águia, indo pousar junto ao jovem. Encantado pela beleza onipotente da ave, Ganímedes aproxima-se, acariciando-lhe a plumagem. Imediatamente Zeus envolve o rapaz, tomando-o pelas garras, levando-o consigo para as alturas. Cego de paixão, o senhor do Olimpo possui o jovem ali mesmo, em pleno vôo. Ganímedes, após ter sido ludicamente amado por Zeus, foi levado para o Olimpo.


Ao contrário das lendas das amantes de Zeus, que após o ato do amor, eram perseguidas pelos ciúmes de Hera ou pela ira dos pais, sofrendo até o momento do parto do filho do deus, Ganímedes, apesar da fúria de Hera, chega ao Olimpo intacto. Ele foi recebido com honras, assumindo o posto privilegiado de servir o néctar da imortalidade aos deuses, substituindo Hebe na função. Após servir aos deuses, Ganímedes derramava os restos sobre a terra, servindo também aos homens.

Mais tarde, Ganimedes também recebeu um lugar entre as estrelas como a constelação de Aquário.


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9 de novembro de 2015

Hobgoblin

۞ ADM Sleipnir


Hobgoblin é um termo tipicamente aplicado em contos folclóricos para descrever um duende amigo ou divertido. Parece ser derivado de "Robin Goblin", abreviada para "hobgoblin", 'micro', ou 'lob'. O nome originalmente se referia ao personagem folclórico Robin Goodfellow, mas com o tempo passou a englobar espécies diferentes de duendes ou fadas. No folclore francês, hobgoblins são chamados de Lutin.

Hobgoblins muitas vezes são tidos como espíritos, quer sob a forma de animais (como os cães ou coelhos) ou de outros animais de estimação. Gatos que são completamente brancos são especialmente suscetíveis de serem considerados lutins, embora aparentemente não haja nenhum distintivo em nenhum animal que viva em ou perto de casa que possa ser considerado como tal. Estes lutins pode ser bons ou maus. Os primeiros têm competências atribuídas que vão desde o controle do tempo até a fazer a barba do chefe da casa antes de ele acordar aos domingos. Os segundos podem assediar o dono da casa, com qualquer número de problemas menores, como sumindo com coisas ou enchendo os sapatos com seixos. O sal é considerado repugnante para eles. Como derivativos de fadas, o aço/ferro também seria insuportável ao seu toque.



Na Fantasia

Em O Hobbit, de J.R.R Tolkien, hobgoblins são uma ameaça, maiores e mais fortes do que os goblins. Tolkien comentou mais tarde, numa carta, que através de mais estudos de folclore posteriormente ele tinha aprendido que "a afirmação de que hobgoblins seriam "uma espécie maior de goblins e é o inverso do original". Tolkien então teria rebatizado eles como Uruks ou Uruk-hai, numa tentativa de corrigir o seu erro.

Também em O Hobbit, Tolkien coloca o bugbear Beorn como uma classe diversa dos goblins (Orcs) e hobgoblins (Uruk-hai), consistindo, inclusive, em um dos seres que ajudam Bilbo, Gandalf e Torin Escudo de Carvalho.

Em Finn Family Moomintroll, terceiro livro da série de livros infantis de Tove Jansson, o hobgoblin é uma estranha criatura mágica; até mesmo o seu chapéu, quando encontrado por outras criaturas, pode trabalhar todos os estranhos tipos de magia por si só. Embora ligeiramente assustador para aqueles que não o conhecem, o hobgoblin é, de fato, uma criatura solitária e sensível, que pode conceder os desejos dos outros, mas não o seu próprio — a menos que alguém especificamente lhe peça por algo que ele quer e, em seguida, lhe dê aquilo que ele próprio criou.



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6 de novembro de 2015

Ukemochi

۞ ADM Sleipnir


Ukemochi (japonês 保食神, Ukemochi-no-kami"Deusa Protetora dos Alimentos" ou "Deusa da Comida") é a deusa (kami) xintoísta da comida, sendo associada à fertilidade e a abundância de alimentos. Ela é às vezes identificada com Wakaukanome, a deusa tutelar das refeições do imperador, e com Toyoukehime-no-kami, uma deusa da comida, da roupa e da moradia, consagrada no Santuário Externo do Grande Santuário de Ise.

Alguns sugerem que Ukemochi está conectado a Inari (o deus das raposas, da fertilidade, do arroz, da agricultura, da indústria e do êxito em geral), que em sua forma masculina pode ter sido seu marido. Em sua forma feminina, Inari e Ukemochi seriam na verdade a mesma divindade.  

A Criação de Alimentos para a Humanidade

De acordo com o Nihon Shoki (日本書紀, "Crônicas do Japão", publicado em 720 d.C.), o deus da lua,Tsukuyomi , foi enviado à Terra por sua irmã, a deusa do sol Amaterasu, para visitar a morada de Ukemochi na Terra Central das Planícies de Junco, para investigá-la.

Ao tomar conhecimento da visita de Tsukuyomi, Ukemochi resolveu preparar um grandioso banquete para recebê-lo, porém, a forma como ela produziu os alimentos que iria servir ao deus o irritou profundamente. Ao invés de cozinhar os alimentos, Ukemochi os produziu a partir de si mesma de uma variedade de formas, tal como tossir arroz, vomitar animais, e até mesmo expelindo alimentos de vários lugares desagradáveis, incluindo as axilas, ânus e genitália.


Ofendido pela forma como os alimentos foram produzidos, Tsukuyomi desembainhou sua espada e matou Ukemochi, cortando-a em pedaços. Ao regressar ao céu, Amaterasu tomou conhecimento do crime cometido pelo seu irmão e ficou extremamente irritada, recusando-se a vê-lo novamente. Desde então, os irmãos vivem separados, alternando-se no céu.

Amaterasu enviou o deus Ame-no-Kumahito até Ukemochi, e ao chegar lá, ele encontrou vários alimentos e animais emergindo do cadáver de Ukemochi: da cabeça saíram bois e cavalos; suas sobrancelhas transformaram-se em bichos da seda; da testa brotou milho e trigo, da barriga saiu arroz e de sua genitália veio o feijão. É dito ainda que outros alimentos saíram do corpo da deusa, como o arroz doce, a soja e o pão. Os grãos foram coletados e semeados para uso da humanidade, dando início à agricultura. Os bichos de seda foram entregues a Amaterasu, que os colocou em sua boca e desenrolou o fio produzido por eles, dando início à sericultura.

Ōgetsuhime e Susanoo

O Kojiki (“Registros de Assuntos Antigos”) menciona uma lenda similar, substituindo Ukemochi por Ōgetsuhime (japonês 大宜都比売) e Tsukuyomi pelo deus Susanoo. Ele também inclui a participação do deus Kamimusubi (um dos Kotoamatsukami, as primeiras divindades que surgiram no momento da criação do universo) que após a morte de Ōgetsuhime, tirou sementes de seu corpo e as plantou no solo. Devido a similaridade de suas histórias, Ukemochi e Ōgetsuhime são comumente ditas serem a mesma divindade.



fontes:

Postagem revisada e atualizada em 22/12/2024

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4 de novembro de 2015

Wolfat, o Deus da Tatuagem

۞ ADM Sleipnir


De acordo com os povos ifaluk da Micronésia, Wolfat é o deus que trouxe até eles a arte da tatuagem. Wolfat vivia no céu de flores com todos os outros deuses e, às vezes, visitava a Terra em diferentes formas. Todos os dias, algum deus descia para ver o que estava acontecendo, e se Wolfat inventara algum truque para solucionar o comportamento humano ou animal.

Certo dia, Wolfat se deparou com a bela Iloumuligeriou e imediatamente cobiçou-a. Em seu disfarce como mortal, pintou o rosto e corpo com intrincados desenhos em preto, acendeu o fogo na casa da jovem que, no mesmo instante, ficou enfeitiçada por ele, e os dois fizeram sexo. Pela manhã, Wolfat a deixou e voltou para o céu. Mas ele estava tão cheio de desejo sexual pela mulher que voltou para a terra novamente. só que dessa vez sem as decorações na pele. Desta vez, a mulher não gostou dele, por isso, Wolfat cobriu-se novamente de tatuagens e retornou. Ao vê-lo novamente, Iloumuligeriou o acolheu de braços abertos.

Wolfat mostrou a todos os homens como tatuar seus corpos com fuligem preta e uma pena de asa de pássaro afiada. Quando perceberam que isso os tornava desejáveis para as mulheres, eles passaram a se tatuar todos os dias.


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2 de novembro de 2015

Pabilsag

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia suméria, Pabilsag era o deus patrono da cidade de Larak. Ele foi considerado um filho do deus Enlil de acordo com a tradição mais comum, tornando como sua esposa, a deusa da cura Gula/Ninisinna, filha-de-lei de Enlil. Pabilsag é descrito como uma espécie de centauro alado com cauda de escorpião, empunhando um arco e flecha, tendo sido identificado com a constelação de Sagitário.

Suas funções são difícies de determinar, uma vez que Pabilsag foi sincretizado com inúmeras divindades, como Ninurta e Nergal. Tem sido sugerido que as funções de Pabilsag incluem a de um deus curador (possivelmente relacionadas às funções da sua esposa), a de um juiz divino, e de um deus da guerra e caça. Além disso, ele tinha algumas conexões com o submundo, possivelmente devido ao seu sincretismo com o deus do submundo Nergal.

Um texto literário sumério descreve a jornada de Pabilsag até a cidade de Nippur (ETCSL 1.7.8., em inglês). O mesmo parece narrar, entre outras coisas, o casamento entre Pabilsag e Ninisinna.


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