6 de abril de 2016

Mavka

۞ ADM Sleipnir


Mavka (também Niavka, Navka, Nawie; plural: Mavki) é um espírito feminino da mitologia eslava/ucraniana, muitas vezes confundido e associado às Rusalkas e Ondinas, pelo fato de também habitar cursos d'água e florestas. Segundo a lenda, a alma de qualquer mulher virgem que tenha morrido afogada ou de uma criança que tenha morrido sem ter sido batizada pode se tornar um Mavka

Aparência

Mavki possuem uma aparência dupla. Vistas de frente, possuem a aparência de belas mulheres de cabelos muito longos e lisos, geralmente enfeitados com flores. Elas geralmente usam tecidos leves e transparentes, porém podem aparecer totalmente nuas. Já a visão de suas costas é totalmente horrível, pois lá elas não possuem pele nem músculos, e suas vísceras e outros órgãos internos estão expostos, cobertos apenas pelos seus longos fios de cabelo. O corpo de uma Mavka não é refletido pela água, e nem possui sombra.


Comportamento

Mavki costumam atrair jovens de ambos os sexos para dentro das florestas, onde realizam várias danças e orgias com eles. Por fim, elas iram satisfazê-los sexualmente até que eles morram por exaustão. Elas também podem simplesmente atacá-los e matá-los arrancando suas cabeças.

Antigamente na Ucrânia, era costume carregar uma imagem da deusa Ártemis consigo, como forma de se proteger das Mavki. No caso de se encontrar com elas, a estátua era entregue a elas, e em seguida a pessoa deveria proferir a frase На тобі, мавко, полинь, а мене покинь, que significa “Pegue Ártemis e me deixe em paz”.


fontes:
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4 de abril de 2016

Busaw

۞ ADM Sleipnir


Busaw é uma espécie de vampiro/ghoul pertencente ao folclore filipino. Durante o dia, ele se assemelha a um ser humano na aparência e no comportamento, chegando a criar animais e cultivar plantações de tubérculos no local em que habita, geralmente próximo de cemitérios. No entanto, ao anoitecer ele revela a sua verdadeira natureza: a de ladrão e devorador de cadáveres humanos.

Durante a noite, o Busaw viola os túmulos do cemitério em busca de cadáveres frescos, os quais ele substitui no túmulo por troncos de bananeira. Ele também pode roubar um cadáver durante o velório. Com a posse do cadáver, o Busaw irá transformá-lo em um porco e depois devorá-lo. Ele inclusive pode guardar uma parte para oferecer aos seus vizinhos humanos ao amanhecer, com o intuito de transformá-los também em ghouls.

Para afastar um Busaw, todos os cadáveres devem ser lavados completamente com vinagre e ervas com cheiro forte. O sal é também um forte repelente contra ele.




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1 de abril de 2016

Pé-de-Garrafa

۞ ADM Sleipnir

Arte de Elinaldo Jr.

O Pé-de-garrafa é uma misteriosa criatura das matas, pertencente ao folclore do sertão brasileiro, principalmente nos estados do Mato Grosso do Sul, Piauí e Maranhão, além de ser conhecido também como Bicho-Homem em Minas Gerais.

Apesar de ser raramente visto, o Pé-de-Garrafa possui várias descrições, que variam bastante de acordo com a região. Ele é geralmente descrito como um ser humanoide, com o corpo coberto de pelos (exceto na região do umbigo), e possuidor de apenas um pé no formato de um fundo de garrafa. Alguns afirmam que ele possui um rosto de cavalo com um só olho no meio da testa, já outros juram que ele tem cara de gorila e, outros ainda dizem que ele tem cara de cachorro. 


Por ter apenas um pé, o Pé-de-Garrafa se locomove pulando de um lado para o outro, deixando para trás um rastro de buracos profundos no chão, que lembram perfeitamente o fundo de uma garrafa. 

O Pé-de-Garrafa possui uma fluidez que permite com que ele desapareça ou mude de tamanho, agigantando-se ou reduzindo-se conforme a situação. Ele também é capaz de imitar as vozes das pessoas, além de emitir gritos assustadores. Aqueles capturados por um Pé-de-Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou são devorados pelo mesmo. As únicas formas de fugir dele é atravessar um curso de água corrente ou atingir o seu umbigo, que é a única parte vulnerável do seu corpo. Ao se sentir ameaçado, ele faz de tudo para proteger seu umbigo de ser atingido.

Arte de Ikarow

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30 de março de 2016

A Bruxa de Ferro

۞ ADM Sleipnir


A Bruxa de Ferro é uma conhecida lenda urbana brasileira, que fala sobre uma mulher que passou a assombrar um orfanato após a morte. Como a maioria das lendas urbanas, ela possui várias versões. Uma delas conta que no final da década de 50, havia em uma pequena cidade um hospital onde eram tratadas crianças com problemas nos ossos, e com elas trabalhava uma estranha enfermeira. Essa enfermeira era especialmente apegada a uma dessas crianças, cuja a saúde já não ia muito bem, estando ligada a aparelhos, e alguns deles sustentavam o peso de suas pernas e braços. Um dia, não suportando mais ver o estado em que aquela criança se encontrava, a enfermeira decidiu dar um fim ao sofrimento da mesma. Ela desligou os aparelhos que a mantinham viva e em seguida colocou em seus próprios braços e pernas os extensores que a criança usava. 

Após o feito, a enfermeira se suicidou se jogando dentro de um poço que ficava nos fundos do hospital. Algum tempo depois do incidente, o hospital foi fechado, e em seu lugar foi construído um orfanato. Desde o dia de sua inauguração, as crianças que lá viviam começaram a relatar estranhos acontecimentos, como sussurros e um barulho que parecia ser algo de ferro se arrastando pelo chão, porém ninguém lhes dava importância, crendo se tratar somente da imaginação delas. 

O orfanato acabou fechando também, porém algumas crianças ainda permaneceram morando lá enquanto aguardavam para serem transferidas para outro orfanato. Durante este período, essas crianças ouviam barulhos metálicos e viam o vulto de uma mulher horrível caminhando pelo corredor da ala em que estavam. Um dia, uma das crianças quebrou a perna, e deu gritos terríveis dizendo que a bruxa de ferro tinha lhe atacado, mas os adultos não acreditaram nela, e, imaginando que a criança havia caído da escada, deram o caso por encerrado. Em outra ocasião, uma das crianças entrou gritando no quarto acordando todas as crianças, que por sua vez saíram correndo pelos corredores do orfanato. Algumas delas disseram ter ficado frente a frente com uma mulher horrível, toda deformada e com ferragens pelo corpo. Disseram ainda que a mulher apontou para elas dizendo que sugaria suas almas e depois as mataria. As crianças saíram gritando pelo corredor, até que encontraram com o zelador, que por sua vez também viu a estranha mulher.

No fim, quase todos conseguiram sair de dentro do orfanato, com exceção de uma criança, a qual ninguém teve coragem de entrar novamente para procurá-la. Todos passaram a noite fora do prédio e na manhã seguinte foram procurar a criança que havia sumido e para desespero de todos ela foi encontrada morta e com todo seu corpo retorcido, agarrada ao seu ursinho. Desse dia em diante, dizem que o fantasma dessa mulher segue assombrando os orfanatos e quebrando os ossos das crianças para tentar colocar as ferragens em seus corpos.

Uma outra versão da lenda se passa no Brasil dos tempos da escravatura. Havia uma família riquíssima, possuidora de muitos bens, porém o mais valioso deles era um enorme diamante de riqueza incalculável. O dono da casa era bastante cuidadoso com ele, geralmente mantendo-o consigo, porém um dia ele o esqueceu em cima de uma mesa, e sua única filha, atraída pelo brilho do diamante, o pegou. Ao retornar ao local e não encontrar o diamante, o homem perguntou a sua filha sobre o mesmo, e esta, com medo de ser castigada pelo pai, acusou uma das escravas da família. No mesmo instante, o dono da casa acorrentou a escrava e a prendeu dentro de um armário, de onde ela nunca mais saiu. Muitos anos se passaram e a casa foi vendida para a construção de um orfanato e então, passaram a ocorrer os mesmos fenômenos descritos na versão anterior.

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28 de março de 2016

Laverna

۞ ADM Sleipnir


Laverna (ou Lativerna) é a deusa dos ladrões e trapaceiros na mitologia romana. Seu nome é dito derivar tanto do latim latere ( "espreitar"), levare ( "para aliviar, diminuir ou clarear") ou levator ( "um ladrão"). Embora histórias sobre ela sejam escassas (uma vez que seus adoradores não necessariamente ostentavam sua devoção), ela é mencionada nas obras de Plauto e Horácio.

Laverna possuía um santuário próprio em Roma, localizado nas proximidades da Porta Lavernalis (Portão Lavernal), e também tinha um bosque sagrado na Via Salária, uma antiga e famosa estrada que ia de Roma até o Mar Adriático. Vários trechos desagradáveis ​​da rodovia e bosques urbanos perigosos em toda a Itália também eram sagrados para Laverna. 

Especula-se que Laverna tenha se originado de uma antiga deusa ctônica dos etruscos, Furina. Furina tinha um festival anual chamado de Furrinalia, seu próprio sacerdote, e um bosque ou santuário no Janiculum, o cume ao longo da margem oeste do rio Tibre, em frente ao Monte Aventino. Ela foi, por vezes confundida as Fúrias, devido à semelhança de seu nome. A partir da mesma raiz de furina (que significa "ladrão") vem a palavra "furtiva".


fontes:
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25 de março de 2016

Dodomeki

۞ ADM Sleipnir


Dodomeki (どどめき ou 百々目鬼, "demônio de cem olhos" ou "demônio de muitos olhos") é um yokai do folclore japonês, sendo retratado pela primeira vez no Konjaku Gazuzoku Hyakki (japonês 今昔画図続百鬼, "Os Cem Demônios Ilustrados do Presente e do Passado") de Toriyama Seiken, o 2º livro de sua tetralogia. Ele é descrito como o espírito amaldiçoado de uma mulher que ganhava a vida praticando furtos. Após a sua conversão em yokai, ela ganha braços mais longos e tem seu corpo coberto por inúmeros olhos de pássaros. 

Esses olhos de pássaro fazem referência à um dōsen, uma moeda de cobre com um buraco no meio que é comumente conhecida como chōmoku (olho de pássaro). Algumas histórias dizem que somente seus braços e mãos possuem esses olhos, e que ao tocar pessoas com eles, todo o seu dinheiro é sugado para dentro de sua pele, dando origem a novos olhos

Arte de Kumangy

Uma lenda presente na prefeitura de Tochigi fala sobre uma Dodomeki em particular que, durante os dias de Fujiwara no Hidesato, causou problemas na região. Esse Dodomeki tinha mais de três metros de altura, cabelos pontiagudos e espetados e o corpo coberto de olhos brilhantes. Ao confrontá-la, Hidesato mirou cuidadosamente uma flecha no globo ocular mais brilhante e atirou. A flecha atingiu seu alvo e a Dodomeki rugiu de dor, fugindo para a floresta até que finalmente desabou no sopé do Monte Myōjin. 

Embora muito ferida, a Dodomeki ainda tinha poder sobrando. De seu corpo caído irrompeu uma torrente de chamas, e de sua boca, vapores terrivelmente venenosos foram expelidos. O ar tóxico e o calor intenso foram demais para Fujiwara no Hidesato, que teve que desistir e voltar para seu palácio. Quando Hidesato voltou no dia seguinte, o chão estava enegrecido e queimado em uma grande área, e a Dodomeki havia desaparecido.

400 anos depois, durante o período Muromachi, a Dodomeki finalmente reapareceu. Nesse tempo, uma aldeia havia surgido na encosta norte do Monte Myōjin e coisas estranhas começaram a acontecer nela. O sacerdote principal da aldeia estava sofrendo ferimentos misteriosos, e incêndios inexplicáveis ​​começaram a ocorrer em seu templo. Um novo sacerdote principal, o virtuoso onmyoji Chitoku Hoshi, foi chamado para descobrir qual era a causa dos estranhos problemas.


Chitoku notou que uma jovem mulher parava no templo com frequência sempre que ele pregava seus sermões e a reconheceu como sendo a Dodomeki disfarçada. Após sua batalha contra Hidesato, ela se escondeu em uma caverna próxima para se recuperar. Assumindo a forma de uma jovem mulher, ela visitava o local onde ocorreu a batalha para absorver de volta toda a fumaça tóxica que ele havia exalado e para colher todo o sangue que ela havia derramado. O templo da aldeia foi construído no topo do local da batalha, e a Dodomeki causava infortúnios ao sacerdote para afugentá-lo.

Um dia, Chitoku confrontou a jovem, e ela finalmente revelou sua verdadeira forma. No entanto, ela não o atacou. Enquanto frequentava o templo, ela ouviu os poderosos sermões de Chitoku, e eles a tocaram. A Dodomeki prometeu que nunca mais cometeria nenhum ato de maldade. Desde então, a área ao redor do Monte Myōjin passou a ser conhecida como Dodomeki.

Arte de Asfodelo


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23 de março de 2016

Lieaibolmmai

۞ ADM Sleipnir


Lieaibolmmai (também Leibolmai ou Leib-Olmai, "homem amieiro") era um deus da caça cultuado pelos xamãs do povo Sami. Ele era o governante dos animais selvagens nas florestas, e em sua honra, caçadores prestavam sacrifícios para obter uma boa caçada.

Lieaibolmmai vive em árvores de amieiro, e costuma aparecer aos seres humanos sob a forma de um urso. Durante os festivais dedicados a ele, os caçadores polvilhavam seus rostos com uma mistura de casca de amieiro e água para homenageá-lo.

Arte de Johnathan Tan
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21 de março de 2016

Illapa

۞ ADM Sleipnir


Illapa ("relâmpago" em quechúa, também conhecido como Ilyap'a ,Apu-Illapu, Ilyapa, Iyapa, Katoylla) é o deus inca que controla os fenômenos meteorológicos (raios, chuvas e tempestades). Ele é muitas vezes confundido ou fundido com o deus do relâmpago Catequil/Apocatequil. Illapa costuma ser representado como um homem vestindo roupas brilhantes ou como um homem empunhando um clube e pedras. 

Os incas acreditavam que a Via Láctea era um rio do qual Illapa tirava a água para fazer chover. De acordo com o mito, ele enchia um jarro com a água da Via Láctea e o entregava à sua irmã para que ela o guardasse. Em alguns contos, a Via Láctea é a irmã de Illapa. Os trovões eram o som que sua funda reproduzia ao atirar o raio para quebrar os jarros de água. O movimento de suas roupas brilhantes eram os relâmpagos. 

Os fenômenos climáticos eram todos interpretados pelos incas como sinais de sua vontade. Se a chuva caía sobre uma cidade antes de cair em outro lugar, era porque aquela cidade era considerada abençoada. Se um objeto para reter a água da chuva fosse encontrado - como uma pedra ou um pedaço de metal - era considerado especialmente abençoado pelo deus e poderia ser adorado como uma representação do mesmo. 


Quando irritado, Illapa causava catástrofes, como a escassez de água, inundações e geadas. Quando isso acontecia, os sacerdotes liam seus augúrios para determinar que tipo de sacrifício (geralmente animais), o deus exigia. Os sacerdotes, então, iam para as montanhas e realizavam o sacrifício antes de retornarem ao povo com a interpretação da resposta do deus. Eles geralmente amarravam cães pretos ou lhamas em locais sem água ou comida, na esperança que seus lamentos fariam Illapa se entristecer e enviar chuva. 

Sacerdócio, Templos e Adoração à Illapa

Os incas tinham muitos sacerdotes, e os de Illapa eram selecionados de uma maneira especial: qualquer menino nascido durante um temporal era considerado especial e selecionado para ser sacerdote do deus. Quando esse menino, conhecido por sua família e amigos como um "Filho do Trovão", já estava velho o suficiente para não ter que trabalhar, ele se juntava ao sacerdócio. Esta era uma prática comum: a maioria dos sacerdotes incas eram homens mais velhos, que não podiam mais realizar trabalhos manuais. 

Haviam ídolos dedicados a Illapa em Cuzco. Ele tinha seu próprio templo na cidade e ídolos no templo do sol. Havia também um ídolo de ouro e uma pequena manjedoura de ouro onde ele era transportado durante as cerimônias. Haviam sacerdotes e atendentes que veneravam os ídolos e os transportavam durante os rituais importantes. Durante cerimônias religiosas importantes como o Inti Raymi, Illapa tinha uma quota de animais sacrificados (geralmente lhamas), igual a de Viracocha, o deus Sol.

Arte de Cristian Bernales


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