3 de agosto de 2016

Dingonek

۞ ADM Sleipnir


Dingonek, apelidado de "Morsa das Selvas" é um criptídeo supostamente avistado por um explorador africano chamado John Alfred Jordan, no ano de 1907 em meio a uma expedição numa floresta no Congo. O mesmo descreveu a criatura como tendo de 3 a 5 metros de comprimento, corpo escamoso, uma cauda de escorpião e caninos como os de uma morsa.

Na ocasião do suposto avistamento, John alegou ter atirado na criatura, mas o tiro não teria lhe causado nenhum ferimento, somente deixando-a muito irritada. Não existem maiores informações além desse relato, entretanto, a floresta do Congo é muito conhecida por possuir áreas ainda inexploradas e vários relatos de criaturas estranhas, como o Mokele-Mbembe. Por isso, criptozoólogos não descartam a possibilidade da existência de criaturas como o Dingonek na região, mas muitos acreditam que trata-se "apenas'" de uma espécie de dinossauro que se adaptou à extinção dos dinossauros e continua vagando pela Terra.


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1 de agosto de 2016

Fucanglong

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jonathan Vera Quintero (ArteDesastre)

Fucanglong (Fú Cáng Lóng, chinês simpl: 伏藏龙; chinês trad: 伏藏龍; Wade-Giles: Fu-ts'ang-Lung,  "Dragão do Tesouro") é uma espécie de dragão subterrâneo originária da mitologia chinesa. De acordo com as lendas, Fucanglongs são dragões guardiões de enormes riquezas e tesouros, tanto naturais quanto feitos pelo homem, que se encontram enterrados no subterrâneo. Dentre estes tesouros, o mais precioso é uma pérola mágica que eles guardam entre suas garras.

Arte de Kayla "Jazzycat"

Fucanglongs são obcecados por seus tesouros, e os protegem com suas vidas. Na eventualidade de alguém derrotar um Fucanglong na tentativa de possuir o seu tesouro, ele tentará destruí-lo, de modo que se ele não puder tê-lo, ninguém terá. 

Algumas histórias afirmam que os vulcões são formados quando um Fucanglong rompe o solo ao ir em direção aos céus.



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29 de julho de 2016

Afanc

۞ ADM Sleipnir


Afanc (em galês, pronuncia-se "Avanc"), também chamado Addanc, Addane, Abhac ou Abac, é uma monstruosa criatura dos lagos presente na mitologias galesa, também figurando nos folclores celta e britânico. Ele é descrito alternativamente como sendo um crocodilo, um castor ou uma criatura parecida com um anão, e as vezes é dito ser um demônio. Como a maioria dos monstros dos lagos, o Afanc devora qualquer um que seja tolo o suficiente para nadar em seu território. 

Uma lenda conta que o Afanc certa vez tornou-se impotente diante de uma donzela que o deixou dormir sobre suas pernas, enquanto a mesma sentava na margem do lago. Tão logo a criatura adormeceu, os aldeões da região amarraram a criatura com correntes. Quanto despertou, o Afanc teve um ataque de fúria, e durante o mesmo acabou esmagando a donzela. No fim, ele foi arrastado ao fundo do lago, onde foi morto por um dos cavaleiros da Távola Redonda, Percival, ou em uma variação da história, pelo próprio Rei Arthur.

Arte de Anibalas Salvador


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27 de julho de 2016

Marie Laveau, a Rainha Vodu

۞ ADM Dama Gótica



Marie Laveau foi uma renomada praticante de vodu dos Estados Unidos, sendo chamada até hoje de "Rainha dos Vodus". Marie Laveau ensinou e praticou a sua religião Vodu, fazendo uso de poderes mágicos para tratar de assuntos de amor, questões sociais, assuntos de negócios, problemas com inimigos e questões sexuais. 

Muito pouco é conhecido com algum grau de certeza sobre a vida de Marie Laveau. Supõe-se que ela nasceu no bairro de Nova Orleans, Louisiana (EUA), no ano de 1794, sendo filha de um rico agricultor branco chamado Charles Laveau com uma mulher negra chamada Marguerite Henry, que era praticante de magia croctaw e vodu caribenho. Em 4 de agosto de 1819, já com 25 anos, Marie Laveau casou-se com Jacques Paris, um negro livre que também era agricultor. Sua certidão de casamento foi conservada na Catedral de Saint Louis, em Nova Orleans. Eles viveram numa casa que era parte do dote dado por seu pai Charles. 



Paris morreu em 1820, em circunstâncias não explicadas. Algumas fontes afirmam que Paris simplesmente a abandonou. De qualquer forma, Marie adotou o titulo de viúva de e arranjou emprego como cabeleireira. Nessa profissão, trabalhou para famílias brancas abastadas. 

Em 1826, Marie se juntou a Luis Christopher Duminy de Glapion, com quem viveu até a morte dele, em 1835. Embora nunca tenham casado, conta-se que desta união gerou 15 filhos. Após a morte de Glapion, Marie abandonou a carreira de cabeleireira e dedicou-se inteiramente ao sacerdócio vodu. Rapidamente circularam rumores de rituais Vodus secretos, em que se adorava uma serpente chamada Zombi, e nos quais se praticavam danças, se realizavam orgias nas quais abundavam a bebida e o sexo. Tais rumores apenas atraíram ainda mais o numero de frequentadores dos cerimoniais Vodus. O curioso é que um terço (ou mais) dos adoradores desta religião eram brancos, que frequentavam os rituais e procuravam Marie com o intuito de obter poder para reaver um amor perdido, ter um novo amante, levar uma nova mulher ao leito, eliminar um sócio nos negócios, ou mesmo para destruir um inimigo. 



Em meados de 1830, haviam inúmeras rainhas Vodu lutando entre si para tornarem-se a única rainha do Vodu e assim ganharem controle sob todo o movimento religioso da área, mas Laveau devastou toda a concorrência. Uma de suas vantagens era que Marie também integrou vários elementos da religião cristã nos seus rituais, o que lhe permitia apresentar espetaculares cerimônias que conquistavam seguidores tanto entre negros, como entre brancos. Marie chegou a abrir as suas cerimônias ao publico e também convidou inúmeras pessoas e instituições a assistir aos rituais. Ela chegou a abrir portas a todos os sedentos de sensações proibidas, cobrando pelo acesso, o que tornou o Vodu bastante lucrativo pela primeira vez. Diz-se que o espírito empreendedor da Maria foi ainda mais longe, quando chegou a organizar rituais secretos onde se realizavam orgias para homens ricos.

A essa altura, Marie já era uma pessoa muito bem informada sobre o que acontecia na região, especializou-se em obter informações privilegiadas de patrões ricos, mas alega-se que seu poder provinha, na verdade, de uma rede de informantes nas casas dos figurões nas quais ela tinha trabalhado como cabeleireira, e do bordel que ela supostamente mantinha. E aparentemente, causar medo nos servos destes a quem ela "curava" de males misteriosos (os quais ela pode ter causado ou sugerido).

Em 16 de junho de 1881, os jornais de Nova Orleans publicaram que Marie Laveau havia morrido. Isto é digno de nota, porque ela teria continuado a ser vista na cidade após esta data. Afirma-se que uma de suas filhas com Luis Glapion assumiu seu nome e prosseguiu com a prática mágica após a morte dela. 

Marie Laveau foi sepultada no Cemitério de São Luís em Nova Orleans, na cripta da família Glapion. A tumba continua a atrair visitantes que desenham três cruzes (XXX) na lateral, esperando que o espírito dela lhes conceda a realização de um desejo. 


Na Ficção

  • Marie Laveau aparece em muitos romances, especialmente aqueles que abordam o oculto. Estes incluem American Gods de Neil Gaiman, The Arcanum de Thomas Wheeler,Voodoo Dreams de Jewell Parker Rhodes, Midnight Moon de Lori Handeland, Zorro de Isabel Allende, entre outros. 
  • No cinema ela é antepassada de um lobisomem em Cry of the Werewolf. 
  • Na televisão, em American Horror Story: Coven, Angela Bassett interpreta Marie Laveau como rival da Suprema Fiona Goode (Jessica Lange). 
  • No universo das HQs ela foi adversária tanto de Drácula quanto do Dr. Estranho, nos quadrinhos da Marvel Comics.




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26 de julho de 2016

Mitologia dos Jogos Olímpicos

۞ ADM Sleipnir & ADM Dama Gótica


Havia muitas lendas e mitos sobre os jogos e os feitos de vários vencedores, mas quando se trata da formação dos Jogos Olímpicos, quatro personagens são centrais: Zeus, Pélope, Héracles e o rei Ífitos.

Zeus

Na Grécia antiga, todos os festivais atléticos eram celebrados sob o patrocínio de uma divindade. O festival olímpico era realizado em honra de Zeus, o líder supremo do panteão grego. Diz a lenda que Zeus marcou a cidade de Olímpia como seu recinto sagrado com um raio arremessado de seu trono no Monte Olimpo. É dito que o grande altar de Zeus que fica dentro do templo de Zeus (localizado ao norte de Olímpia) marca o local atingido pelo raio. Embora muitas cerimônias fossem oferecidas a Zeus durante os Jogos, nenhuma era mais importante ou extravagante do que a grande "hecatombe" (o sacrifício a Zeus de cem bois doados pelos Eleanos) na manhã do dia meio do festival Olímpico.



Pélope

Pélope era o herói local de Olímpia e considerado o mítico fundador dos Jogos Olímpicos. A lenda conta que Enomao, rei de Pisa e soberano de Olímpia, foi avisado por uma pitonisa que seria destronado e morto por um dos pretendentes de sua filha, a princesa Hipodâmia. Como precaução, o rei estabeleceu que somente daria a mão da filha àquele que o derrotasse em uma corrida de bigas. Mas Enomao possuía excelentes cavalos e um auriga muito experiente. Assim ele venceu e matou vários dos pretendentes.


Um dia, o jovem Pélope pediu a mão de Hipodâmia em casamento, mas Enomau respondeu com sua habitual condição. Acontece que Pélope era protegido do deus dos mares, Poseidon, que lhe cedeu um carro puxado por cavalos alados. Além disso, Hipodâmia subornou um escravo, que sabotou o carro do rei e provocou um acidente que causou a morte de Enomau. Ao mesmo tempo, o palácio do rei foi atingido por um raio e reduzido a cinzas, com exceção de uma coluna de madeira que foi venerada em Altis (bosque sagrado de Olímpia) durante séculos, e ficava perto do local do templo de Zeus .

Pélope foi proclamado o vencedor da corrida, e se casou com Hipodâmia. Após sua vitória, Pélope organizou corridas de bigas como ação de graças aos deuses e jogos funerários em honra do rei Enomau, a fim de ser perdoado pela sua morte. Foi a partir desta corrida funérea realizada em Olímpia que os Jogos Olímpicos teriam sido inspirados. 



Héracles

Segundo outra lenda, o herói Héracles teria sido o verdadeiro fundador dos Jogos Olímpicos. Héracles teve que completar doze trabalhos para se libertar da escravidão do Rei Euristeu de Argos. O quinto deles foi limpar os estábulos do rei Áugias de Elis em apenas um dia. Era um trabalho praticamente impossível de ser realizado, já que o gado era divinamente sadio (imortal) e produzia uma enorme quantidade de esterco. Mas graças ao conselho da deusa Atena, Héracles conseguiu realizá-lo em um dia, desviando o rio Alfeu para lavar os estábulos.

Áugias não ficou satisfeito com isso, pois havia prometido a Héracles um décimo de seu gado se os estábulos fossem de fato limpos em apenas um dia. Ele se recusou a cumprir sua promessa, e acabou guerreando contra Héracles. Após Héracles matar Eurito (um dos filho de Áugias), ele tomou Elis, entregando-a a Fileu (outro filho de Áugias, que havia sido testemunha do acordo), Héracles teria matado Áugias, e em comemoração por terminar o trabalho e por ter feito justiça, Héracles fundou os Jogos Olímpicos.

A versão mais famosa da lenda diz que Héracles teria fundado os jogos somente após completar seus doze trabalhos, construindo o estádio Olímpico como uma honra a Zeus. Após sua conclusão, ele andou em linha reta 200 passos e chamou essa distância de estádio (em grego: στάδιον, latim: stadium, "palco"), que mais tarde tornou-se uma unidade de distância.Héracles também plantou a oliveira sagrada que mais tarde foi a fonte de coroas para os vencedores olímpicos.

Rei Ifitos de Ilía

Ifitos, que era um descendente de Héracles, é creditado como o reformulador dos Jogos e o responsável pela instituição da trégua olímpica. No tempo de Ifitos, por volta do século IX a.C., a Grécia continental foi perturbada por guerras civis e migrações. A lenda afirma que Ifitos foi até o Oráculo de Delfos e perguntou-lhe como pôr fim às guerras e pestes que estavam gradualmente destruindo a Grécia. O oráculo o instruiu a restabelecer os Jogos e declarar uma trégua durante sua duração. Este plano deu certo e a trégua olímpica tornou-se um instrumento importante na unificação dos estados e colônias gregas.

Segundo a tradição, foi Ifitos que primeiro estabeleceu a coroa de folhas da oliveira de Héracles como um prêmio, mais uma vez após um conselho do Oráculo de Delfos, que lhe disse para ir a Olímpia e procurar a árvore "adornada com teias de gaze."

Nestes primeiros jogos, o rei Ifitos foi oficializado como o único juiz. Mais tarde, como os Jogos cresceram, juízes de Elis (Hellanodikai) se tornaram os oficiais olímpicos.



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25 de julho de 2016

Opochtli

۞ ADM Sleipnir

O deus Opochtli, imagem do Codex Florentius

Opochtli foi um deus asteca da caça e da pesca, adorado por aqueles que ganhavam a vida nos lagos e pântanos no Vale do México, especialmente na parte sul da bacia. O Codex Florentius representa o deus como um homem negro usando uma coroa de plumas e segurando um arpão em sua mão esquerda e um escudo em sua mão direita.

Opochtli é uma divindade bastante obscura, e o pouco que se sabe dele é que era conhecido como "Aquele que divide as águas" ou "O Canhoto", e que foi creditado como sendo o inventor de itens associados com a pesca e a caça às aves aquáticas, em particular o atlatl (dispositivo utilizado para aumentar a velocidade inicial de lançamento de um projétil) e o minacachalli (uma lança com três pontas usada para capturar peixes).



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22 de julho de 2016

Tuonetar


Tuonetar ("Senhora da Morte", também chamada Tuonen akka, "Velha da Morte") é a deusa finlandesa dos mortos e rainha de Tuonela (ou Manala), o submundo na mitologia finlandesa. Ela governa esse reino sombrio ao lado de seu marido, Tuoni, também uma divindade associada à morte. Juntos, Tuonetar e Tuoni são os pais de uma série de entidades sombrias. Entre seus filhos mais conhecidos estão Loviatar (deusa das pragas), Kalma (deusa da morte), Kipu-tyttö (deusa das doenças), Kivutar (deusa das enfermidades) e Vammatar (deusa da dor).

Tuonela, o submundo, é descrito como uma floresta sombria e melancólica, separada do mundo dos vivos por um rio de águas negras. Nesse reino, Tuonetar comanda uma embarcação escura, usada para transportar as almas dos mortos. Embora fosse possível para os mortais adentrar Tuonela ainda vivos, poucos conseguiam retornar, devido aos perigos extremos que o local apresentava. 

A jornada para chegar a Tuonela era repleta de desafios. Primeiro, o viajante precisava vagar por sete dias em um emaranhado de arbustos espinhentos. Caso sobrevivesse a essa etapa, enfrentaria um vasto pântano, que também exigia mais sete dias para ser atravessado. Por fim, havia uma densa e escura floresta negra, cuja travessia durava outros sete dias. Esses três territórios eram infestados de perigos, e apenas aqueles que conseguissem superá-los alcançariam a margem do rio que circunda Tuonela. Lá, precisariam obter a permissão das filhas de Tuonetar para continuar sua jornada e, finalmente, encontrar-se com a própria rainha dos mortos.

Arte de Luis Hernandez

Ao chegar à presença de Tuonetar, ela oferecia ao mortal uma poção conhecida como a "cerveja do esquecimento", servida em um cálice dourado. No entanto, a bebida era, na verdade, um veneno negro composto de ovas de sapo, cobras venenosas jovens, lagartos, víboras e vermes. Se consumida, a poção fazia com que o visitante perdesse toda a memória de sua existência, tornando-o incapaz de retornar à terra dos vivos.

Um dos episódios mais famosos envolvendo Tuonetar ocorre na 16ª canção do Kalevala, onde o herói Väinämöinen adentra Tuonela em busca de três palavras mágicas. Tuonetar, inicialmente, recebe-o com aparente hospitalidade, oferecendo-lhe a poção do esquecimento. No entanto, Väinämöinen percebe a armadilha e recusa-se a bebê-la. Quando ele insiste em obter as palavras mágicas, Tuonetar recusa-se a ajudá-lo e jura que ele nunca deixará Tuonela vivo. Para garantir sua captura, ela o coloca para dormir com uma varinha mágica e ordena que um de seus filhos teça mil redes de ferro e cobre, destinadas a impedir sua fuga pelo rio Tuoni. Apesar dos esforços de Tuonetar, Väinämöinen consegue escapar transformando-se em uma serpente e nadando habilidosamente através das redes. Ao retornar a Kalevala, ele alerta as pessoas sobre os perigos de Tuonela, aconselhando-as a agir com sabedoria para evitar um destino tão sombrio.


fontes:

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Postagem revisada e atualizada em 07/02/2025 

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20 de julho de 2016

Anhur

۞ ADM Sleipnir


Anhur (Han-her, Inhert, também conhecido por seu nome grego, Onúris) era um antigo deus egípcio da guerra e da caça adorado na cidade de This (ou Thinis). Seu dever era proteger seu pai (o deus sol ) de seus inimigos, recebendo assim o epíteto de "Matador de Inimigos". Anhur era um dos deuses que ficavam a frente da barca solar de Rá e defendiam-no contra os ataques da terrível serpente Apep. Ele era o patrono do antigo exército egípcio, e a personificação dos guerreiros reais, mas também representava a criatividade do homem e por isso não era sempre uma divindade violenta. Em festivais em sua homenagem, simulações de batalhas eram encenadas.

Seu nome significa "aquele que trouxe de volta a Distante" (embora outra tradução possível seja "portador do céu"). Esse nome parece referir-se a lenda em que o "Olho de Ra" (sua filha, que conforme a versão da lenda pode ser Hathor, Sekhmet, Tefnut, Mut, ou Bastet) abandonou o Egito e viajou para a Núbia, sob a forma de uma leoa feroz. Mas Rá sentia falta dela, e por isso ele enviou um emissário para trazê-la de volta. Na versão em que Anhur é o emissário de Rá, o Olho de Rá é a deusa Menhit, que ao retornar ao Egito, se torna sua consorte.


Iconografia

Anhur é geralmente retratado como um homem barbudo ou com cabeça de leão, vestindo uma túnica semelhante a um kilt e um cocar com quatro penas e segurando uma lança na mão direita e um pedaço de corda na mão esquerda. Ocasionalmente, ele é retratado sem a lança ou a corda, mas muitas vezes suas mãos estão na posição que estariam se estivesse carregando-as.

Associação com outros deuses

Anhur era um dos filhos de Rá, mas também foi considerado o filho de Hathor. Como um deus da guerra, ele estava intimamente associado com os deuses Montu e Sopdu, e foi associado pelos gregos e romanos com Ares/Marte. Durante a era romana, o Imperador Tibério foi retratado vestindo a coroa de Anhur nas paredes do templo de Kom Ombo (dedicado a Sobek e Hórus). Embora Anhur fosse uma divindade original de This, seu principal centro de culto estava na cidade de Sebennytos (moderna Samannud) no Delta, onde ele era considerado um aspecto do deus do ar, Shu. Como Anhur era um deus mais popular que Shu, ele absorveu grande parte dos atributos do mesmo.

A popularidade de Anhur cresceu durante o Império Novo, quando ele tornou-se intimamente associado com Hórus, como a divindade composta Hórus-Anhur, o guerreiro modelo e o "salvador" daqueles em batalha. Os núbios renomearam Hórus-Anhur como Ary-hes-Nefer (ou Arensnuphis, Arsnuphis, Harensnuphis), que possivelmente significa "Hórus da bela casa". Essa divindade era tida como sendo casada com Ísis, e por tanto, acabou sendo associada também a Osíris.

Arte de Robin Ruan

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