18 de outubro de 2017

Modgud

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia nórdica, Modgud (nórdico antigo Móðguðr, literalmente "lutadora furiosa") é a jotunn guardiã da ponte Gjallarbrú ("ponte Gjoll"), localizada sobre o rio Gjöll ("turbulento"), e que dava acesso à Helheim, o reino da deusa Hel. Ela permitia que a alma dos recém-mortos atravessassem a ponte em direção ao submundo, caso ela declarasse seu nome e seus negócios, e possivelmente, impedia que os mortos além do rio cruzassem a ponte de volta para as terras dos vivos.

Mitologia

No Gylfaginning, no final do capítulo 49, a morte de Balder e Nanna é descrita. Hermod, descrito como irmão de Balder nessa fonte, parte até Helheim montado em Sleipnir, o corcel de oito patas de Odin, com o intuito de trazer seu irmão de volta a vida. Para entrar em Hel, Hermod cavalga por nove noites através de "vales tão profundos e sombrios que ele não era capaz de ver nada", até finalmente chegar no rio Gjöll e a sua ponte, Gjallarbrú, guardada por Modgud. A ponte é descrita como tendo o chão coberto de ouro brilhante. 


Hermod cruza a ponte sem maiores problemas, mas ao chegar ao final dela, é abordado por Modgud. Modgud pergunta o seu nome e o que viera fazer ali, comentando que no dia anterior cinco pessoas haviam atravessado a ponte, mas a mesma ecoou menos do que com a sua passagem (por conta do cavalgar de Sleipnir). Ela também comenta que ele não possui a cor dos mortos. Hermod se identifica, explicando a ela  que estava ali a mando de Odin para recuperar seu finado irmão, e que precisava falar com Hel pessoalmente. Modgud então lhe diz que Balder seguiu "para baixo e para o Norte" em direção a Helheim, e deixa Hermod passar. Assim, Hermod foi o primeiro e único ser vivo a cruzar a ponte em direção ao mundo dos mortos e depois voltar. 


fontes:


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16 de outubro de 2017

Cavalo de Três Pés

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Cavalo de Três Pés é um criatura folclórica da região Sudeste, descrita como um cavalo sem cabeça, dotado de um par de asas e de três pés. Ele é tido por alguns como uma das transformações do Saci.

De acordo com as histórias, ele aparece em encruzilhadas e estradas desertas durante a noite, correndo, voando e assombrando aqueles que encontra pelo caminho. Dizem que se uma pessoa pisar em suas pegadas, ela se tornará profundamente infeliz pelo resto da vida.


fonte:
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo.

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13 de outubro de 2017

Qiqirn

۞ ADM Sleipnir


Qiqirn (também Qiqion, Keelut ou Ke'lets) é um espírito ctônico presente na mitologia inuíte. Ele se assemelha a  um cão enorme, desdentado e sem pêlos exceto na boca, nas patas e na ponta das orelhas e da cauda. Dizem que ele se alimenta de seres humanos e às vezes é visto como um prenúncio de morte.

Dizem que o Qiqirn costuma seguir silenciosamente os viajantes durante à noite. Uma vez sozinho e longe de sua casa, o viajante é morto e devorado por ele. A mera presença de um Qiqirn em torno dos homens ou de cães faz com que sofram convulsões, e este efeito só termina quando o Qiqirn desaparece. No entanto, o Qiqirn se assusta facilmente com os seres humanos, e foge caso gritem o seu nome.



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11 de outubro de 2017

Ronald Opus: Assassinato ou Suicídio?

۞ ADM Sleipnir


Ronald Opus é o personagem central de uma lenda urbana criada originalmente com o intuito de demonstrar complicações que podem ocorrer na investigação de um assassinato. Na história, Ronald é ao mesmo tempo a vítima e o autor de um assassinato, o que leva à dúvida sobre se o ocorrido foi realmente um crime de homicídio, ou se foi na verdade um suicídio.

A história foi originalmente contada em 1987 por Don Harper Mills, então presidente da Academia Americana de Ciências Forenses, durante um discurso num jantar. Em agosto de 1994, a história começou a se espalhar na internet como se tivesse sido um caso real, até que Don Mills desmentiu tais boatos admitindo que ele mesmo inventou a história na tentativa de "mostrar como diferentes consequências legais podem surgir a cada complicação na investigação de um homicídio".

O caso foi recontado em outras mídias, incluindo o filme Magnólia (1999) escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson, em que o protagonista se chama Sydney Barringer. Antes, em 1998, o caso foi mostrado  em um episódio do programa Homicide; também foi tema da série policial Law & Order.

O caso

A popularidade do caso permitiu com que fosse contado de diferentes maneiras. As reedições por vezes mencionam o nome de Dom Mills e datam o ocorrido em março de 1994 ou o contam como se tivesse sido noticiado pela Associated Press.

A lenda popular é contada da seguinte maneira:

Em 23 de março de 1994, o cadáver de Ronald Opus foi examinado por um médico, que concluiu que ele teria morrido de um tiro de espingarda na cabeça. A investigação até este ponto mostrou que o falecido Ronald teria pulado do topo de um prédio de dez andares para cometer suicídio. (Ele deixou uma carta de suicídio expressando seus motivos.) No entanto, enquanto ele caía, um tiro de espingarda vindo de uma janela do nono andar do prédio matou-o instantaneamente. Ademais, nem o atirador nem a vítima sabiam que no oitavo andar havia sido colocada uma rede de segurança para proteger limpadores de janela, e esta rede provavelmente impediria que Ronald concluísse seu suicídio.

Geralmente, uma pessoa que começa a agir com intenções suicidas consegue causar a própria morte no fim das contas, mesmo que o mecanismo para atingir tal objetivo possa não ser o que ela planejou. O fato de Ronald ter sido atingido por um tiro no caminho para a sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não tornaria o suicídio um homicídio, mas como o suicídio não teria sido alcançado sob nenhuma circunstância, o examinador médico sentiu que estava lidando com um homicídio.

Investigações posteriores levaram à descoberta de que o quarto no nono andar, de onde o tiro de espingarda se originou, era ocupado por um homem idoso e sua esposa. O idoso teria ameaçado sua mulher com uma espingarda durante uma briga. No meio de confusão e desespero, ele puxou o gatilho em direção a sua esposa, porém o tiro acertou Ronald, que no momento caía do prédio na sua tentativa de suicídio.


Quando uma pessoa tenta matar vítima A mas acerta vítima B, tal pessoa é responsável pela morte da vítima B. O idoso discordou desta conclusão, mas tanto ele como sua esposa garantiram que nenhum dos dois sabia que a espingarda estava carregada. Era hábito corriqueiro do homem ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada. Como o homem idoso não tinha intenção de matar ninguém, a morte de Ronald aparentava, então, um acidente. Isto é, a arma teria sido carregada acidentalmente ou sem o conhecimento do casal.

No entanto, as investigações continuaram e testemunharam que o filho do casal havia carregado a espingarda aproximadamente seis semanas antes do acidente fatal. Descobriu-se também que a mãe (a esposa idosa) havia cortado a mesada do filho, que, numa atitude vingativa e sabendo da propensão do pai a ameaçar a mãe, havia carregado a espingarda. O caso agora se torna um homicídio de Ronald Opus de autoria do filho do casal.

Só que agora vem a complicação do caso. Descobriu-se então que o filho do casal não é ninguém menos que o próprio Ronald Opus. O constante desânimo oriundo da falha em conseguir fazer com que sua mãe seja assassinada, leva-o a se jogar do décimo andar de um prédio, antes de ser atingido por um tiro vindo de uma janela do nono andar. O médico responsável pela análise concluiu então que o caso foi um suicídio.


fonte:
https://pt.wikipedia.org
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9 de outubro de 2017

Autômatos

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, os Autômatos (do grego Αυτοματων) eram estátuas metálicas animadas de homens, animais e monstros, sendo a maioria deles construídos pelo forjador divino Hefesto e alguns outros pelo artesão ateniense Dédalo.

Lista de Autômatos

Águia Caucasiana - uma águia gigantesca, enviada por Zeus ao Monte Cáucaso diariamente para se alimentar do fígado do titã Prometeu, que se encontrava aprisionado por ter entregado o fogo à humanidade. Ela foi descrita como um autômato feito de bronze por Hefesto (ou um filho de Equidna em outras versões).



Cavalos dos Cabiros (Hippoi Kabeirikoi) - quatro autômatos em forma de cavalo, feitos de bronze por Hefesto para puxar a carruagem dos Cabiros, um enigmático grupo de divindades ctônicas, ditos serem ajudantes do deus ferreiro.

Cães de Alcínoo (Khryseos e Argyreos) - Um par de cães autômatos feitos de ouro e prata por Hefesto para guardar o palácio de Alcínoo, rei dos Feácios, um mítico povo de antigos navegadores, queridos aos deuses, cujo nome ocupa um lugar de relevo na Odisséia. 


Celedones (Keledones) - autômatos cantores, feitos de ouro por Hefesto. Dizem que foram colocados no templo de Apolo em Delfos. Eles tinham a forma de belas mulheres, pássaros torcicolo ou uma combinação das duas, como se fossem Sirenas.


Donzelas Douradas (Kourai Khryseai) - belas donzelas feitas de ouro por Hefesto, a fim de auxiliá-lo em seu palácio no Monte Olimpo. São similares as Celedones feitas pelo mesmo Hefesto para o templo de Apolo em Delfos.


Touros da Cólquida (Khalkotauroi) - um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Eles foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida. Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Saiba mais sobre eles AQUI.


Talos - um automato gigante/estátua viva de bronze, forjado por Hefesto com a ajuda dos ciclopes, a pedido de Zeus. Em algumas versões do mito, Talos é forjado pelo inventor Dédalo. Na arte clássica, Talos foi descrito como um homem jovem e bonito, esculpido em bronze. Em outras fontes é retratado como um touro de bronze ou o último homem da raça de bronze.

Zeus presenteou-o à sua amante Europa, como seu protetor pessoal, depois de extraditá-la para a ilha de Creta. Talos recebeu a tarefa de patrulhar a ilha, circulando-a três vezes por dia, e afugentar os piratas da costa com uma saraivada de pedras ou lhes dando um abraço mortal. Saiba mais AQUI.



Tripés do Olimpo - vinte tripés com rodas de ouro e uma mente própria, forjados por Hefesto, e que tinham a capacidade de ir e voltar sozinhos ao Monte Olimpo sempre que havia uma reunião dos deuses.



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6 de outubro de 2017

Onikuma

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer

Onikuma (em japonês: 鬼熊, "Demônio Urso") é um yokai do folclore japonês, oriundo da província de Kiso (atual Prefeitura de Nagano) e conhecido graças as descrições feitas no quarto volume do Ehon Hyaku Monogatari ( japonês: 絵 本 百 物語 , "Livro ilustrado de cem histórias"), publicado em 1841 por Takehara Shunsen. Assim como outros animais, um Onikuma é um urso que viveu por muito tempo e acabou se tornando um yokai.

Ele não tem qualquer poder sobrenatural, exceto que anda sempre de pé sobre as patas traseiras e possui uma força excepcional. Lendas dizem que um Onikuma pode mover sozinho rochas que nem sequer dez homens juntos seriam capazes de empurrar, e por isso, são atribuídos a este yokai a presença de certas rochas na prefeitura de Nagano, porque elas são grandes demais para terem sido levadas para ali por meio de obra humana.


Arte de  Shota Kotake

O comportamento de um Onikuma é muito semelhante ao dos ursos comuns. Ele possui hábitos noturnos e vive nas profundezas das montanhas, longe dos seres humanos.
 Onikumas raramente se aventuram para fora de seus habitats, mas, como ursos comuns, ocasionalmente emergem das florestas e vão até as aldeias próximas para procurar comida. Devido à sua natureza reclusa, encontros entre Onikumas e humanos são muito raros. Quando eles acontecem, no entanto, eles são muitas vezes violentos. Onikumas às vezes vagueiam em áreas habitadas por humanos quando há comida fácil de ser consumida - geralmente cabeças de gado. Onikumas são capazes de roubar vacas e cavalos e caminhar para a floresta com eles na mão. Quando isso acontece, os aldeões não têm escolha a não ser tentar caçar e matar o Onikuma. 


Uma lenda em Nagano datada da era de Kyōhō (1716-1736) conta que certa vez um grupo de aldeões, cansados de terem seu gado e seus cavalos levados por um Onikuma, tentaram caça-lo e seguiram seu rastro até a  entrada de uma caverna. Ali colocaram carne fresca e aguardaram o Onikuma sair, empunhando enormes lanças para atacá-lo de longe. Assim que o Onikuma saiu de seu esconderijo, atraído pelo odor de carne fresca, foi morto pelos aldeões, que o levaram para a aldeia e o esfolaram. Conta-se que a pele do Onikuma morto era tão grande que era capaz de cobrir todo o chão de uma sala.

Arte de Mizuki Shigeru


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4 de outubro de 2017

Niu Mo Wang

۞ ADM Sleipnir


Niu Mo Wang (牛魔王, "Rei Touro Demônio") é um personagem presente no épico romance chinês Jornada ao Oeste, escrito e publicado pelo poeta Wu Cheng'en durante o século XVI. Ele é um yaoguai (uma classe de criaturas sobrenaturais da mitologia chinesa, principalmente espíritos de animais maléficos ou seres celestiais caídos que adquiriram poderes mágicos através da prática do taoismo).

Na história de Jornada ao Oeste, Niu Mo Wang é o mestre da "Montanha do Fogo" (Huoyanshan), cujas chamas ardem constantemente, causando muita secura e um calor insuportável em uma região vulcânica que bloqueia a passagem do mongeTang Sanzang e de seus discípulos.

Sun Wukong, o Rei Macaco, tenta roubar o Bajiaoshan (um leque gigante e mágico, capaz de criar enormes redemoinhos) de Tiě Shàn Gōngzhǔ (mais conhecida como  "Princesa Leque de Ferro"), esposa de Niu Mo Wang. Com ele, seria possível fazer com que os vulcões da região se tornassem inativos, permitindo que Sanzang e companhia passassem.


Sun Wukong se disfarça como Niu Mo Wang para enganar a Princesa Leque de Ferro e então roubar o Bajiaoshan. Posteriormente, o verdadeiro Niu Mo Wang visita a Princesa Leque de Ferro, que então percebe que havia sido enganada. Niu Mo Wang se disfarça como Zhu Bajie, um dos companheiros de Sanzang para enganar Sun Wukong e então recupera o Bajiaoshan. Na luta subsequente contra Sun Wukong e o verdadeiro Zhu Bajie, Niu Mo Wang revela sua verdadeira forma, um touro branco gigante e tenta atacar seus oponentes. Em meio a batalha, o deus Nezha aparece, captura Niu Mo Wang e o leva ao Céu para que o Imperador Jade decida seu destino.

É mencionado que Niu Mo Wang e a Princesa Leque de Ferro têm um filho chamado Hong Haier (紅孩兒, "Criança Vermelha").

Bull Demon King x Monkey King, Arte de Fenghua Zhong

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2 de outubro de 2017

Aigamucha

۞ ADM Sleipnir


Os Aigamucha (ou Aigamuxa, singular: Aigamuchab) são uma raça de criaturas humanóides pertencentes a mitologia dos Khoikhoi, um grupo étnico do sul da África. Eles possuem cerca de 2 metro e meio de altura, e sua aparência é praticamente idêntica a dos seres humanos comuns, porém seus olhos estão localizados na palma dos pés ao invés do rosto. Por conta disso, eles precisam parar e ficar de ponta-cabeça de vez em quando para poder ver o que eles estão perseguindo, ou em que direção estão indo.

Aigamucha costumam vagar pelos desertos da África em busca de presas humanas. Conta-se que eles possuem dentes bastante afiados, capazes de cortar a carne humana com facilidade. 

A maioria das histórias sobre os Aigamucha conta sobre como alguém consegue despistar e escapar deles. Em uma história por exemplo, a presa derruba o pó de tabaco no chão enquanto estava sendo perseguida. O pó irritou tanto os olhos do Aigamuchab que ele não conseguiu enxergar mais a sua presa, e ela acabou escapando.


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