O Dungavenhooter (Crocodilus haurien) é uma criatura pertencente ao folclore lenhador norte-americano, sendo originária da região dapenínsula superior de Michigan e também presente em histórias do estado americano do Maine. Ela é descrita como sendo semelhante a um crocodilo, porém não possui uma boca e suas narinas são anormalmente grandes. Ela também possui pernas curtas e atarracadas e uma cauda forte e com uma ponta grossa.
De acordo com o folclore, o Dungavenhooter tem por hábito se esconder atrás de arbustos, de onde aguarda a passagem de algum lenhador bêbado. Sua presença é difícil de detectar, pois ele não emite nenhum barulho além de um bufo que pode ser confundido como sendo de qualquer outro animal. Quando o incauto lenhador estiver próximo de seu alcance, ele é nocauteado e espancado firmemente até que seu corpo se torne uma espécie de gás, o qual o Dungavenhooter inala completamente.
Jue Ru (em chinês 玃如, jué rú, também chamada de Yingru) é, de acordo com o clássico texto chinês Shan Hai Jing (chinês 山海經,"Clássico das Montanhas e Mares") uma besta que habita a montanha Gao Tu (皋 涂山, gāo tú shān). Sua aparência é a de um cervo dotado de quatro chifres, uma cauda branca, patas de cavalo na parte traseira e mãos humanas na dianteira.
Infelizmente, o trecho na obra que a descreve não relata nada além de sua aparência, dedicando-se a descrever somente o ambiente onde ela vive.
Será que inspirou a criação desse carinha aqui?
fonte:
A Chinese Bestiary: Strange Creatures from the Guideways Through Mountains and Seas, de Richard E. Strassberg.
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Geogugwi (Geogugui, coreano 거구귀, "boca grande") é um tradicional fantasma coreano, descrito como uma enorme boca que surge de repente e engole a todos que não perceberem sua natureza. Essa boca é tão grande que enquanto sua parte inferior toca o chão, a superior chega a toca as nuvens do céu.
Dizem que caso uma pessoa justa e corajosa apareça diante dele, o Geogugwi assume sua verdadeira forma, a de um pequeno garoto vestindo uma túnica azul, e o mesmo se torna seu guardião pelo resto de sua vida. É o que ocorre em uma história envolvendo o Palácio Gyeongbokgung, construído no início da Dinastia Joseon.
Quando jovem, o filósofo e primeiro-ministro Sin Suk-ju(1417-1475) compareceu ao Palácio Gyeongbokgung para prestar um exame, e viu uma monstruosa boca surgir diante da entrada do palácio, com todos os participantes do exame entrando por sua boca.
Havia sobrado apenas Sin Suk-ju, e este foi abordado por um menino vestido uma túnica azul, o qual agarrou a manga de sua roupa e lhe disse:
-"Você viu aquele monstro com a boca aberta? É um monstro que eu criei com harmonia, então cuide dele."
-"Quem diabos é você?" - retrucou Sin Suk-ju.
-"Eu também sou um humano. Como você será um valioso primeiro-ministro no futuro, vou acompanhá-lo pelo resto da vida e faremos coisas juntos."
Desse momento até o final de sua vida, Sin Suk-ju foi acompanhado por esse espírito, que era invisível para todos exceto ele. Ele teria o ajudado em muitas situações durante toda a sua vida, e antes de morrer, Sin Suk-ju deixou um testamento para os seus descendentes instruindo-os a prestar oferendas ao Geogugwi após sua morte.
Furu-utsubo (japonês 古空穂 ou ふるうつぼ , "Aljava velha") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (japonês 付喪神, "espírito artefato"), surgido a partir de aljavas de arqueiros que tiveram uma morte trágica em combate. Essas aljavas, juntamente com outras armas e armaduras, ganham vida devido às energias residuais deixadas por seus finados donos, passando a se moverem por conta própria.
Uma antiga lenda envolvendo o nascimento de um Furu-utsubo envolve Miura Yoshiaki, um comandante militar que viveu no antigo Japão no final do período Heian. Yoshiaki era um guerreiro valente e habilidoso no manejo do arco e também da espada, e durante as Guerras Genpei (série de conflitos que ocorreram no antigo Japão, entre 1180 e 1185 e que colocaram frente a frente os clãs Taira e Minamoto), Yoshiaki tomou parte no conflito ao lado do clã Minamoto.
Yoshiaki encontraria seu fim quando Hatakeyama Shigetada, um samurai a serviço do clã Taira, promoveu um cerco contra o castelo onde ele e sua família viviam. Yoshiaki providenciou para que sua família conseguisse escapar do castelo em segurança. Quando os últimos sobreviventes já haviam fugido, Yoshiaki ficou para trás, permanecendo sozinho para defender o castelo contra o invasor. Conta-se que após sua morte heróica, sua aljava favorita foi preenchida pelo sentimento da perda de seu mestre. Assim, ela acabou ganhando vida e tornando-se um yokai.
Furu-utsubo aparece no livro Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro (百器徒然袋, "A Bolsa Ilustrada dos Cem Demônios Aleatórios" ou " Uma Horda de Utensílios Assombrados"), ilustrado por Toriyama Sekien, e o 4º livro de sua famosa série.
Ilustração de Toriyama Sekien no Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro
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Mayari é a deusa da lua de acordo com a antiga mitologia do povo tagalo filipino, também presente na mitologia do povo pampangano. Filha de Bathala, o deus supremo dos tagalos, com uma mulher mortal, Mayari é conhecida como a mais bela das deusas. Em alguns mitos de origem, ela é a irmã de Tala, a deusa das estrelas, e Hanan, a deusa da manhã. Em algumas histórias, Tala é ditar ser sua filha ao invés de ser sua irmã.
Em um mito pampagano, Hanan é substituída pelo deus solar Apolaki (também conhecido como Adlaw). Nesse mito, Bathala morre de velhice, e Mayari confronta Apolaki pelo direito de governar a Terra em seu lugar.Apolaki queria governar a terra sozinho, enquanto Mayari insistia em direitos iguais. Os dois se enfrentaram usando varas de bambu como armas, e em um determinado momento do combate, Apolaki atingiu Mayari no rosto, fazendo com que ela perdesse a visão de um dos olhos.
Após o ato, Apolaki se arrepende e concorda com a proposta de Mayari, que os dois deveriam governar o mundo juntos. Apolaki governaria e iluminaria a terra durante o dia e Mayari a noite.Quando Apolaki está no trono, o mundo é inundado com uma luz quente, porque a luz irradia de seus dois olhos brilhantes. Por outro lado, quando Mayari está reinando, o mundo é banhado por uma luz fria e suave, pois ela é cega de um olho.
O Apalpador (também conhecido como Apalpa-Barrigas ou ainda Pandigueiro) é, segundo a tradição de Natal da região da Galícia, um gigante carvoeiro que nas noites de 25 ou 31 de dezembro desce de sua morada nas montanhas para visitar as casas das pessoas, onde ele entra pela chaminé, se aproxima das crianças que estão dormindo na casa e então toca suas barrigas.
A intenção do ato é checar se eles se alimentaram bem durante o ano. Antes de ir embora, ele lhes deixa um montinho de castanhas (para que não passem fome), eventualmente algum outro presente, além de lhes desejar que tenham muita felicidade e fartura no ano vindouro.
Zyuzya (do bielorusso зюзець (zyuetz) "ser frio, congelar") é um espírito do inverno pertencente ao folclore bielorruso, tido como a personificação do frio e da geada, e um análogo local do Papai Noel, embora difira bastante deste. Ele é descrito como sendo um homem corpulento, com cabelos brancos como a neve e uma barba comprida da mesma cor. Ele veste apenas um manto desabotoado, não usando nenhum tipo de gorro ou mesmo calçado. Outro detalhe que o torna bem identificável é uma maça de ferro que ele carrega consigo. Com essa maça, o Zyuzya costuma golpear o tronco das árvores para fazer com que o gelo nelas formado pelo tempo frio quebre.
Os bielorussos dizem que o Zyuzya passa a maior parte do inverno na floresta. Às vezes, ele visita as aldeias, seja para avisar os camponeses sobre a chegada de um inverno rigoroso ou para ajudar alguém. Se alguém pedir sua ajuda, é improvável que ele se recuse, mas requer que ele seja tratado com bondade e respeito.
De acordo com tradições locais, é costume preparar guloseimas (especialmente kutia, um tipo de doce de trigo e sementes de papoula) e deixá-las para o Zyuzya sobre a mesa ou na entrada da casa durante a passagem de ano.
Um Caganer (em língua catalã, "cagão" ou "cagador")é uma estatueta retratada no ato de defecar que aparece em presépios na Catalunha e em áreas vizinhas com cultura catalã, como Andorra, Valência e norte da Catalunha (no sul da França ). É mais popular e difundido nessas áreas, mas também pode ser encontrado em outras áreas da Espanha (Murcia), Portugal e sul da Itália (Nápoles).
Tradicionalmente, a estatueta é representada como um camponês, usando o tradicional boné vermelho catalão (a barretina) e com as calças abaixadas, mostrando o traseiro nu, e defecando. Ela é usada como um símbolo de boa sorte e prosperidade, pois está relacionado com a adubação do solo para o próximo ano. Acredita-se que uma pessoa sem um Caganer em seu presépio certamente terá um ano ruim.
A origem exata do Caganer não é conhecida. Sabe-se apenas com certeza que tem pelo menos 200 anos e que teve início em comunidades agrícolas. Embora o Caganer original fosse um fazendeiro, hoje em dia é possível comprar estatuetas modernas representando uma variedade de pessoas famosas e personagens fictícios no ato de defecar.