15 de novembro de 2019

Estige

۞ ADM Sleipnir

Arte de Emanuella Kozas

Estige (em grego Στυξ , "odiar") é na mitologia grega a deusa do rio Estigeque conduz as almas ao submundo. Ela também é o espírito personificado (daimona) do ódio (stygos). Estige é a mais velha das Oceânides, as ninfas filhas dos titãs Oceano e TétisEra consorte de Palas, um titã associado à guerra, e seus filhos eram Zelos (fúria), Nike (vitória), Cratos (poder) e Bias (força). 

Durante a Titanomaquia Estige foi neutra a maior parte da guerra, assim como seus pais e irmãos, os deuses-rio e as ninfas do oceano. Porém Palas resolveu lutar ao lado de seus irmãos titãs e acabou sendo derrotado. Durante a última batalha da guerra, Estige e seus filhos resolveram apoiar ZeusZeus recompensou seu apoio, dando-lhe uma fonte de água que desaguava no submundo (o rio Estige), e tornando o rio um vínculo sagrado dos juramentos dos deuses.

Arte de LeGrebe

Uma promessa feita ao rio Estige é o voto mais sagrado que pode ser feito, e nem mesmo os deuses ousavam quebrar uma promessa perante esse rio. Há por exemplo 
o caso de Sêmele, uma das amantes de Zeus e mãe de Dioniso. Para se vingar dela, a deusa Hera transformou-se em uma de suas servas e a induziu a pedir a Zeus para fazer uma promessa a ela pelo Rio Estige, como prova de seu amor. Sêmele o fez e, após Zeus jurar ao rio Estige, Sêmele pediu para ver sua forma real. Sem poder quebrar sua promessa, Zeus mostrou a Sêmele sua verdadeira forma, e ela foi instantaneamente fulminada por raios.

O Estige também é conhecido como o Rio da Invulnerabilidade. Segundo a mitologia, aquele que mergulha em suas águas torna-se imortal. Assim como foi no caso de Tétis, que mergulhou seu filho Aquiles no rio, segurando-o pelo calcanhar (a única parte que não foi tocada pelas águas do rio). Daí surgiu o calcanhar de Aquiles, o motivo de sua morte na Guerra de Tróia.




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13 de novembro de 2019

Zuttibur

۞ ADM Sleipnir

Arte de Inkyami

Zuttibur (traduzido literalmente como "pinhal sagrado"; também chamado Swiatibor e Świętobor) era um antigo e obscuro espírito ou deus da floresta, adorado pela última vez pelos Sorábios ou Vendos, povos eslavos que viviam perto de assentamentos germânicos durante a idade média. Embora representações visuais do Zuttibur sejam raras, sua aparência é comparada com a de outros espíritos da floresta, como o Leshy.

Sabe-se que Zuttibur possuía ídolos e grandes florestas de carvalho dedicadas a ele, particularmente perto da cidade alemã de Merseburg e do rio Saale, um dos mais antigos assentamentos sobreviventes da Alemanha Central. O primeiro príncipe-bispo católico romano de Merseburg, Wigbertus (1004-1009 d.C.), incendiou a floresta, destruiu os ídolos e uma igreja foi construída em seu lugar por seu sucessor, Thietmar of Walbeck. Apesar de referido como um deus, não se sabe ao certo se Zuttibur se refere a uma entidade/criatura, à própria floresta ou aos ídolos que foram construídos em Merseburg.


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11 de novembro de 2019

Waniguchi

۞ ADM Sleipnir



Waniguchi (japonês 鰐口 ou わにぐち, "boca de crocodilo" ou "sino do santuário") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (付喪神 - "espírito artefato"). Ele surge de sinos circulares, normalmente encontrados na entrada de templos xintoístas, os quais são tocados pelas pessoas ao entrarem. Quando um desses sinos atinge uma idade muito avançada, nascem dele um corpo e uma cauda de um réptil, e o sino se torna a cabeça da criatura, abrindo e fechando como a boca de um crocodilo.

O Waniguchi é ilustrado no Hyakki Yagyō Emaki ("O Pergaminho Ilustrado da Noite dos Cem Demônios") datado do século XVI e no Gazu Hyakki Yakō (鳥山石燕 画図百鬼夜行, "A Ilustrada Parada Noturna de Cem Demônios") publicado em 1776 por Toriyama Sekien.

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8 de novembro de 2019

Guiafairo

۞ ADM Sleipnir

Arte de SaeedRamez
O Guiafairo( ou Gina Foiroda língua wolof, significa "medo que voa à noite")  é um criptídeo animal semelhante a um morcego gigante, reportado no Senegal, na África Ocidental. Ele foi mencionado no artigo Os Animais Secretos da Senegâmbia, do criptozoologista britânico Karl Shuker, na edição de novembro de 1998 da revista americana sobre fenômenos paranormais Fate, volume 51.

É dito que o Guiafairo é uma criatura de hábitos noturnos, descansando em árvores ocas e em cavernas durante o dia, e voando durante a noite. Sua presença é acompanhada por um cheiro nauseante que gera um medo sufocante e entorpecedor da mente, mas sua aparência física exata varia de acordo com a testemunha ocular. 

Alguns o descrevem como uma criatura como um morcego gigante com um rosto humano, coberto por um pelo cinza e com pés com garras; outros afirmam que trata-se de um ser fantasmagórico sem uma forma corporal, sendo capaz de se materializar através de portas trancadas e aterrorizar as pessoas. 


fonte:
  • Mysterious Creatures: A Guide to Cryptozoology, por George M. Eberhart.
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6 de novembro de 2019

Andrealphus

۞ ADM Sleipnir


Andrealphus (Andreafos, Androalphus) é, de acordo com a demonologia, um poderoso marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 65° dentre os 72 espíritos de Salomão.

Ao ser conjurado, Andrealphus aparecerá como um pavão fazendo muito barulho, mas, a pedido de seu invocador, assumirá uma forma humana. Ele é conhecido por ensinar astronomia, química, geometria, matemática e todas as ciências que envolvem medições. Andrealphus também possui o poder de transformar um homem tornando-o semelhante a um pássaro em suas qualidades.

Selo de Andrealphus

Cultura Popular

Nos games, Andrealphus aparece como um dos chefes do game Bloodstained: Ritual of the Night. Ele também aparece na franquia Final Fantasy e em vários mobile card games, como o Rage of Bahamut

Nos animes, Andrealphus nomeia um Gundam apresentado no anime Gundam Build Fighters eXceed.

Arte de Kevin Sidharta


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4 de novembro de 2019

Da Ji

۞ ADM Sleipnir

Arte de Xin Xia

Da Ji (ou Daji, em chinês: 妲己, também conhecida como Su Daji) foi a concubina favorita do rei Zhou, o último rei da dinastia Shang na antiga China. De acordo com lendas e romances chineses, ela foi possuída pelo espírito maligno de uma raposa de nove caudas, que aproveitando-se da inigualável beleza de Da Ji e de sua própria perspicácia e malícia, corrompeu o rei Zhou fazendo com que este negligenciasse os assuntos de Estado, levando seu reinado ao declínio.  

Biografia

Da Ji era oriunda de uma família nobre chamada Su (蘇) do estado de Yousu (有 蘇). No ano de 1047 a.C., o rei Zhou invadiu Yousu e levou Da Ji como seu prêmio. De acordo com o romance Feng Shen Yan Yi, ela foi morta por um espírito raposa de mil anos de idade, que possuiu seu corpo antes de se tornar uma das concubinas do rei Zhou.

Zhou se tornou extremamente apaixonado por Da Ji, e começou a negligenciar os assuntos do estado para permanecer sempre em sua companhia. Ele usava qualquer meio necessário para ter a atenção dela e agradá-la. Da Ji gostava de animais, então ele criou um exuberante zoológico com várias espécies raras de pássaros e animais. 


Ele também ordenou aos artistas do reino que compusessem músicas lascivas e coreografassem danças obscenas para satisfazer seu gosto musical. O rei Zhou foi ainda mais além: não poupou recursos para construir um enorme lago (com cerca de 2km em cada direção) cheio de vinho, com uma ilha artificial com uma floresta feita de carne no meio dele. Suas árvores eram feitas de espetos de carne e pedaços grossos de frango assado, carne e porco pendiam dos galhos. O rei podia passar o tempo em sua canoa, tirando vinho do lago abaixo dele e arrancando carne dos galhos que pairavam acima. O rei convidou 3000 pessoas para participarem nuas de uma festa em seu lago de vinho, regada a muita orgia e depravação, com direito a uma espécie de jogo de "gato e rato", onde as pessoas perseguiam e caçavam umas as outras em meio a floresta de carne. Tudo isso foi feito apenas para divertir Da Ji. Quando uma das concubinas do rei Zhou não pôde mais suportar a visão de tal devassidão e protestou, o rei Zhou a executou. Seu pai foi moído em pedaços e sua carne foi servida como alimento para os vassalos do rei Zhou.

Arte de 懒虫的枕头

A maior alegria de Da Ji era ouvir as pessoas chorarem enquanto eram submetidas a algum tormento físico. Uma vez, ela viu um fazendeiro andando descalço no gelo e ordenou que seus pés fossem cortados para que ela pudesse estudá-los e descobrir por que eles eram tão resistentes a baixas temperaturas. Em outra ocasião, ela ordenou que abrissem a barriga de uma mulher grávida para satisfazer sua curiosidade em descobrir o sexo do bebê. Para verificar um antigo ditado chinês, que dizia que "o coração de um bom homem tem sete aberturas", ela ordenou que removessem o coração do ministro Bi Gan (tio do Rei Zhou) e a entregassem para que ela pudesse analisá-lo.

Da Ji era mais conhecida por sua invenção de um método de tortura conhecido como Paolao (炮烙): um cilindro de bronze aquecido como uma fornalha com carvão até os lados ficarem extremamente quentes. A vítima era amarrada ao cilindro e cozida até a morte. A vítima era forçada a dançar e gritar de agonia antes de morrer, enquanto o Rei Zhou e Da Ji riam e se deleitavam com a cena.



Enquanto o rei Zhou estava ocupado em fazer a si e a Da Ji felizes, a tribo Zhou (não confundir com o rei Zhou, que pertence à dinastia Shang) começou a se tornar cada vez mais forte. Seu ódio contra o tirano estava profundamente enraizado. Quando Boyi Kao (filho mais velho de Ji Chang, líder da tribo Zhou) visitou Chao Ge, capital de Shang, ele teve um caso de amor com Da Ji. Ao descobrir o caso dos dois, o rei Zhou matou Kao e triturou seu corpo. Como se não bastasse, Zhou fez Ji Chang beber a sopa da carne de seu filho antes de prendê-lo. Somente depois de muitas tentativas de resgate, incluindo suborno intensivo, Ji Chang foi finalmente libertado dois anos depois. Doze anos após a morte de Ji Chang, seu filho mais novo, Ji Fa, lançou um ataque contra Shang para vingar sua família.

A raiva e o ódio criados pela brutalidade de Zhou e Da Ji contra seu próprio povo tornaram mais fácil para Ji Fa alcançar seu objetivo. Diante do ataque da tribo Zhou, o exército melhor armado e outrora invencível do rei Zhou de Shang cedeu repentinamente, com muitos soldados chegando a virar suas armas contra seu governante tirânico. Vendo sua dinastia condenada, o tirano Zhou cometeu suicídio colocando fogo em si mesmo. Já Da Ji foi morta por Ji Fa, que se tornou o rei da nova dinastia de Zhou.

Historiadores hoje argumentam que nem o rei Zhou de Shang e nem Da Ji cometeram tantas atrocidades quanto as lendas afirmam. Tudo pode ter sido uma manobra de propaganda por parte da tribo Zhou para demonizar o casal, a fim de reunir apoio em sua causa. 

Outra versão 

Numa outra versão da lenda, Da Ji era desde o início uma raposa de mil anos em forma humana, e foi mandada pela deusa Nu Wa para corromper o rei Zhou, fazendo com que seu povo se levantasse contra ele e o derrubasse. Nu Wa teria prometido a Da Ji a imortalidade caso cumprisse sua missão. No entanto, após a queda da dinastia Shang, Nu Wa não cumpriu sua palavra, sentenciando Da Ji a morte. O motivo pelo qual Nu Wa não teria cumprido sua promessa foi o fato de Da Ji ter deixado o povo extremamente furioso com as atrocidades que ela e o rei Zhou cometeram.

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1 de novembro de 2019

Lamassu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Deer-in-headlights

Os Lamassu (também Lammasu, Lamasu ou Shedu
) são divindades protetoras pertencentes à mitologia do Antigo Oriente Médio. Eles são descritos e representados na arte como criaturas híbridas, com o corpo de um touro ou leão (simbolizando força), as asas de uma águia (simbolizando liberdade e velocidade), e a cabeça de um homem barbudo (simbolizando alta inteligência).

Arte de Saeed Jalabi

Como estátuas colossais encontradas nas ruínas das antigas cidades da Babilônia e Assíria, os Lamassu eram posicionados como guardiões das entradas dos palácios reais. Imagens de Lamassu também foram gravadas em tábuas enterradas sob o limiar das portas. As esculturas de Lamassu têm dois aspectos - quando vistas de frente, parecem estar em guarda; quando vistas de lado, parecem estar caminhando para a frente.

Na mitologia mesopotâmica, Lamassu ajudam as pessoas a combaterem o caos e o mal. Todos os dias, eles mantêm os portões do amanhecer abertos para que o deus do sol Shamash possa subir e também ajudam a suportar o peso do disco solar.

Arte de Morteze

fonte:

  • The Mythical Creatures Bible: The Definitive Guide to Legendary Beings, Por Brenda Rosen;

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30 de outubro de 2019

Aderyn y Corph

۞ ADM Sleipnir


Aderyn y Corph (também conhecido como Derwyn Corph, "Pássaro Cadáver") é no folclore galês uma ave cuja aparência era considerada um psicopompo (presságio da morte). A tradição diz que ela gorjeia nas portas das pessoas que estão prestes a morrer. Seu gorjeio soa como a palavra galesa para "venha" (dewch). Na versão mais antiga deste folclore, o Aderyn y Corph não possui penas ou asas, mas ainda possui a capacidade de voar. Quando não está no nosso mundo, Aderyn y Corph é dita viver em Cymri Fu, a "terra da fantasia e da ilusão".

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