10 de junho de 2014

Vritra

۞ ADM Sleipnir


Vritra (em sânscrito वृत्र) é um dos Asuras da antiga religião védica, talvez o mais poderoso deles. Seu nome significa "O Envolvedor / Aquele que envolve". Vritra é imaginado de várias formas; como um dragão, uma serpente ou uma nuvem, e é dito ser tão grande que seu corpo cercava as montanhas, e sua cabeça tocava o céu. Ele é a personificação da seca, e seu principal inimigo é o deus Indra.

Versão Védica

No Rig Veda, Vritra é descrito como um terrível dragão que tomou toda a água do mundo para si e com isso causou uma terrível seca que assolou toda a terra. Vritra era tão poderoso que nenhum deus podia fazer nada contra ele. Essa situação durou por muito tempo, até que Indra nasceu. Indra estava predestinado a se tornar o rei dos deuses, e tomou para si a tarefa de derrotar o dragão e libertar as águas do mundo. Para isso, Indra consumiu uma imensa quantidade de sôma na casa de Tvashtri, que o fez obter a força necessária para enfrentar o dragão, e então partiu para combatê-lo. Indra encontrou e invadiu as noventa e nove fortalezas de Vritra, arrasando uma por uma, e no fim, o encontrou. Os dois travaram uma terrível batalha, e no final, Vritra foi destruído pelo raio de Indra. Indra então liberou as águas, que voltaram a fluir pelo mundo.



Versão Purânica

Nos Puranas, a história muda drasticamente, e Vritra ganha um papel menos onipotente. Havia um brâmane chamado Tvashtri, que tinha um filho chamado Trisiras. Indra temia Trisiras, e esse temor acabou levando Indra a fulminando-o com seu raio. Tvashtri queria se vingar de Indra, e com esse intuito criou Vritra para enfrentá-lo. Vritra desafia Indra, e no fim foi capaz de derrotar e engolir o deus. Os demais deuses ficaram assustados com a perda de seu rei, e então conceberam um plano para libertá-lo. Eles forçaram o demônio a vomitar, e assim que ele o fez, Indra surgiu deu início a uma nova batalha, porém Indra ainda não era páreo para Vritra, e foi obrigado a fugir. 

Com a intervenção dos rishis (sábios hindus) e de Vishnu, uma trégua foi estabelecida entre os dois, porém Indra deveria concordar em nunca atacar Vritra novamente com qualquer arma feita de madeira, metal ou pedra, com nada seco ou molhado, ou em qualquer momento durante o dia ou a noite. Indra concordou com os termos, porém ainda desejava derrotar Vritra. Um dia, enquanto estava próximo ao mar, Indra notou o sol se pondo, e no crepúsculo uma enorme onda lavado acima na costa , a pulverização de uma grande coluna de espuma. Naquele exato momento, não era nem dia nem noite. Indra percebeu que a espuma do mar não era de madeira, pedra, ou de metal, muito menos seca ou molhada. Indra apanha a espuma, combina com seus raios e a lança sobre o demônio. Vishnu encarna na espuma e põe fim a vida de Vritra.


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Ruby