10 de abril de 2015

Krishna

۞ ADM Sleipnir


Krishna (do sânscrito कृष्ण, "O Negro") é o oitavo avatar (reencarnação) do deus Vishnu, e um dos mais populares entre os hindus, sendo venerado como uma divindade suprema. Adorado como um restaurador da ordem do mundo, ele aparece em uma série de mitos e lendas. As mais importantes fontes de histórias sobre Krishna são o Mahabharata, o grande épico hindu escrito entre 400 B. C. e A. D. 200, e o Bhagavata Purana, escrito mais tarde.

Iconografia

Krishna é muitas vezes descrito e retratado como criança, como adolescente e como adulto. Como criança chama-se Bala-Krishna; como adolescente Venugopala, o pastor que apascenta o gado tocando sua flauta chamada Murali; e como adulto é o rei guerreiro que restaura o Dharma na Terra. Sua pele é retratada na cor preta ou azul-escura, conforme descrito nas escrituras hindus, embora na maioria das representações modernas ele seja mostrado com pele azul. Normalmente, está com uma perna dobrada na frente da outra, levando uma flauta aos lábios, esboçando um sorriso misterioso, e acompanhado por vacas. Ele aparece usando um dhoti de seda amarelo e uma coroa de penas de pavão. 



Nascimento 

Krishna era o filho de Vasudeva e Devaki. Seu tio, o maligno Kamsa, assumiu o governo do reino de Mathura durante o Dvapara Yuga, (a 3ª era do mundo segundo o hinduísmo), após destronar o rei Ugrasena do clã Yadava. Kamsa se tornou muito poderoso e as pessoas na terra, bem como os Devas sofreram imensamente sob seu domínio tirânico. Movido pelas orações fervorosas dos sofredores, Vishnu decidiu tomar nascimento em forma humana e aniquilar as forças do mal lideradas por Kamsa.

Outra razão para a reencarnação de Vishnu era o excesso de população naquele período (particularmente acentuado pela maior proporção dos iníquos e maus sobre os justos). Uma das funções de Vishnu era iniciar a destruição em larga escala da raça humana, a fim de trazer um equilíbrio gerenciável para os recursos terrestres e estabelecer o dharma.

Um dia, Kamsa foi avisado por seus astrólogos que sua morte seria causada pelo oitavo filho que nasceria de sua irmã Devaki. Como resultado, ele aprisionou a irmã e o seu marido, e matava cada um dos filhos que eles tinham. Mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, Kamsa não tinha piedade, e nesse ritmo matou 6 de seus sobrinhos. 

Mesmo nessas condições, Devaki ficou grávida novamente, e dessa vez era um filho de concepção divina. Este era Balarama, que é a expansão de Krishna e que serve Krishna na forma de Vishnu, como a serpente cama. Ele veio primeiro, na disposição de servir Krishna, para purificar o útero, para que Krishna também pudesse vir. Mas Devaki não deu nascimento à Balarama. Krishna fez um arranjo para transferir Balarama para o útero de Rohini, outra esposa de Vasudeva, que havia sido enviada ao seu irmão Nanda, o rei da aldeia de vaqueiros em Vrindavana. Balarama portanto nasceu em Vrindavana.

Devaki e todos pensaram que tinha ocorrido um aborto espontâneo. Então Devaki ficou grávida novamente, desta vez de Krishna, o bebê da profecia.  Quando Krishna nasceu, ele apareceu primeiramente como Vishnu com quatro braços, e cabelos longos, vestido de roupas de seda , coroa e jóias.


Foi assim para que Vasudeva e Devaki pudessem saber, sem dúvida, que a Suprema Personalidade de Deus tinha nascido. Eles ofereceram ao Senhor orações em uma atitude de adoração. Então, Ele transformou-se em um bebe recém-nascido com dois bracinhos e não formalmente vestido nem decorado. Como Krishna, ele poderia deixar deus pais amá-lo como seu pequeno filho. Mas não por muito tempo.

A afeição paterna lhes fez sentir medo pela segurança do bebe. Durante a noite, antes de Kamsa ficar sabendo do nascimento da criança, misteriosamente as portas da prisão se abriram, enquanto os guardas estavam dormindo. Vasudeva transportou o bebê Krishna para fora da prisão a noite, quando o inundado rio Yamuna ofereceu passagem segura, e ele levou o bebê para a aldeia de Vrindavana. Lá, ele deixou Krishna, no leito de Yashoda, que estava dormindo profundamente no esgotamento após dar a luz a uma menina.

Vasudeva levou a menina de volta, com ele, e na manhã seguinte ele entregou a Kamsa uma menina em vez do temido filho. Assim que pôs as mãos na criança, Kamsa tentou matá-la, mas ela escorregou para fora de seus braços e levantou-se para o céu, onde ela revelou-se como a deusa Durga, com dez braços possuindo dez armas.

Ela assustou Kamsa, com a mensagem que deixou Devaki em paz após esse incidente. Ela disse-lhe que a criança que irá mata-lo já nascera em algum lugar do mundo. Enquanto isso Krishna e Balarama começaram suas vidas como filhos de Nanda e Yashoda na aldeia de Vrindavana.



Primeiros Desafios

Não demorou muito tempo para Kamsa encontrar o local onde Krishna vivia, e enviou muitos asuras para matá-lo, porém todos falharam. Entre os asuras mortos por Krishna estão: 
  • Putana, que tentou envenenar o bebê Krishna dando-lhe de mamar com os seios untados de veneno. Krishna sugou não só o seu leite, mas toda a sua energia vital, matando-a;
  • Saktasura, um demônio em forma de pássaro que tentou esmagar Krishna com seu próprio carrinho de bebê, porém foi ele quem acabou esmagado pelo carrinho;
  • Trinavarta, um demônio que em forma de redemoinho sequestrou Krishna, suspendendo-o bem alto nos céus, mas o mesmo tornou-se tão pesado que fez com que Trinavarta fosse forçado a descer. Krishna aumentou de tamanho, tornando-se tão grande quanto uma montanha e agarrou o pescoço de Trinavarta, que na tentativa de se soltar, acabou caindo e morrendo esmagado em uma rocha.

Infância

Durante sua infância, Krishna muitas vezes se divertia pregando peças nas pessoas. Ele também gostava de importunar as filhas dos pastores e também suas amas de leite. Ele usava sua flauta para atraí-las para a floresta para dançar em êxtase com ele à luz do luar. A atração delas por Krishna era tão intensa que até ignoravam seus deveres e fidelidade para com seus maridos e iam loucamente atrás de Krishna.

Foi durante essa época que Radha (ou Radhika) de Brindavan desenvolveu um amor profundamente enraizado por Krishna. Ela foi o grande amor de Krishna, porém ele teve que deixá-la a fim de cumprir a sua missão na Terra como avatar de Vishnu. Mesmo ele tendo casado-se várias vezes depois, Radha permaneceu esperando por ele até que ele voltasse para ela. Seu amor por Krishna é considerado tão divino e puro que Radha por si só obteve o status de divindade, com seu nome sendo inseparavelmente ligado ao de Krishna. 


Cumprindo a profecia

Já maturos, Krishna e Balarama foram atraídos por Kamsa até Mathura, onde ocorria um concurso de luta. Assim que os irmãos entraram na cidade, Kamsa soltou um elefante selvagem para os esmagar. Krishna matou o animal. Em seguida, Kamsa enviou seus campeões para lutar contra os irmãos, mas Krishna e Balarama derrotaram todos eles. Finalmente, Kamsa ordenou que seus asuras matassem os pais reais de Krishna, Vasudeva e Devaki. No entanto, antes que isso acontecesse, Krishna enfrentou e matou Kamsa em um feroz combate, cumprindo assim a profecia revelada anos antes.

Após matar Kamsa, Krishna instituiu seu pai Vasudeva como o novo rei dos Yadavas (algumas fontes dizem que ele restituiu o trono ao antigo rei Ugrasena). Após um período de tempo, ele se casou com Bhama e Rukmini. Mais tarde, casou-se com mais 6 mulheres., e num período tardio de sua história, ele matou um rei demônio chamado Bhaumasura e teve que se casar com 14.000 mulheres que foram anteriormente raptadas pelo rei demônio, restaurando assim a honra delas. A história diz que Krishna usou seu poder divino para estar simultaneamente presente com todas as suas mulheres em suas respectivas casas e levar uma vida feliz com todas elas.

Krishna e os Pandavas

Nesse meio tempo, seus primos maternos, os Pandavas (os 5 filhos de Pandu, liderados por Yudhishtira) do clã Kuru no reino de Hastinapur enfrentavam muitas dificuldades em reivindicar seu direito ao trono devido a certos atos de omissões e comissões causados tanto por si, bem como pelos seus primos traiçoeiros - os Kauravas, liderados por Duriyodhan que também reivindicava o trono de Hastinapur.

Os Pandavas eram conhecedores da natureza divina de Krishna; Arjuna, um dos maiores entre os cinco Pandavas, era um amigo muito próximo de Krishna. Os Pandavas se renderam a Krishna e procuraram sua ajuda e orientação para superar seus problemas. Krishna interveio com frequência na vida dos Pandavas para protegê-los de inúmeros problemas pessoais. Ele também usou suas habilidades diplomáticas para criar uma trégua entre os Pandavas e Kauravas, porém os Kauravas não respeitavam nem o dharma e nem os conselhos de Krishna.



O Papel de Krishna na Guerra de Kurukshetra

Uma grande guerra irrompeu entre os Pandavas e Kauravas, e inúmeros reis de todo o subcontinente praticamente marginalizaram e apoiaram um dos clãs, de acordo com seus relacionamentos e temperamentos. O dharma obviamente, estava do lado dos Pandavas e Krishna, como o rei de Mathura e um parente de sangue de ambos os Pandavas e Kouravas, ofereceu todo o seu exército para tomar parte na guerra do lado de um dos clãs, enquanto ele próprio, sem lutar ou empunhar qualquer arma, tomaria parte do outro lado. Ele deixou a escolha para os Pandavas e Kauravas decidirem entre os dois. Enquanto os Kauravas optaram pelo exército, os Pandavas ficaram muito contentes em ter Krishna ao seu lado. Krishna se ofereceu para ser o condutor da carruagem de Arjuna durante a guerra.



Pouco antes do início da guerra, em Kurukshetra, Arjuna ficou nervoso. Ele sentia que era inútil guerrear contra seus próprios parentes, mas foi neste momento, que Krishna deu um dos maiores sermões em Arjuna. Suas palavras formaram o Bhagavad Gita,  a essência do conhecimento védico e parte integrante do Mahabharatha. Neste grande discurso espiritual, Krishna ensina a Arjuna o Karma Yoga - o caminho de como atingir o maior objetivo da vida, através da ação de auto-realização, entregando todos os frutos de suas ações aos pés de Vishnu.

Krishna, como parte de seu esforço para ensinar Arjuna durante seu discurso, revelou sua Vishwarupa (sua forma cósmica que transcendia a criação, nascimentos e mortes, tempo, espaço e causalidade) para Arjuna, que ficou sobrecarregado de admiração ao ver esta forma do Supremo Senhor Krishna. 



Krishna atuou ainda durante toda a guerra como o cocheiro de Arjuna e salvou sua vida em muitas situações complicadas. A guerra terminou com a aniquilação dos Kauravas, e então o reinado dos Pandavas foi estabelecido.

Krishna - O Superintendente de Destruição em Massa

A Guerra de Kurukshetra, embora tenha terminado com a vitória dos Pandavas, de fato foi um ato divino supervisionado por Krishna, e mesmo sem sua participação direta, resultou na morte de milhões e milhões de soldados e guerreiros, milhares de reis / pessoas de classe dirigente, e um número incontável de cavalos e elefantes.

Apesar da vitória, os Pandavas também foram praticamente destruídos emocionalmente, como praticamente toda a sua prole (5 crianças nascidas de sua esposa Draupati) e várias outras crianças nascidas de outras mulheres foram aniquiladas. Krishna assegurou-lhes que a descendência do clã Pandava não foi extinguida, usando seu poder divino para proteger um feto no ventre da filha-de-lei de Arjuna.

Algumas décadas após a guerra de Kurukshetra, o próprio clã Yadava de Krishna também foi aniquilado, abrindo assim o caminho para a saída de Krishna do mundo, uma vez que ele havia completado sua missão como avatar de Vishnu.

Krishna e Dwaraka


De volta ao reino de Mathura, Krishna teve de enfrentar uma dura guerra contra Jarasandha, pai do rei morto Kamsa. Inúmeras batalhas foram travadas entre os dois até que Krishna convenceu o rei Ugrasena e seu pai, Vasudeva a desistirem do trono e estabelecer um novo Unido em Dwaraka, devido a razões estratégicas. Todos os membros do clã Yadava foram deslocados para Dwaraka e Krishna viveu e governou lá por cerca de 38 anos. Posteriormente, Jarasandha foi morto por Bhima, um dos irmãos Pandavas.

O fim de Krishna e do Clã Yadava

A Batalha de Kurukshetra resultou na morte de todos os cem filhos de Gandhari. Na noite antes da morte de Duryodhana, seu filho, Krishna visitou Gandhari para oferecer suas condolências. Pressentindo que Krishna conscientemente não tinha posto fim à guerra, Gandhari teve um acesso de raiva e tristeza, e amaldiçoou Krishna e toda a dinastia dos Yadavas a morrerem no prazo de 36 anos.

A maldição veio a se cumprir no futuro, com os membros do clã exterminando uns aos outros em uma guerra civil instaurada em Dwaraka. Krishna se retirou para a floresta e sentou-se debaixo de uma árvore para meditar. Nesse momento, um caçador chamado Jara confundiu o pé parcialmente visível de Krishna com um veado, e atirou uma flecha ferindo-o mortalmente. 



Ao ver que tinha ferido Krishna, o caçador ficou muito perturbado e pediu o seu perdão. Krishna então respondeu-lhe: "Você era Vali em seu nascimento anterior, e eu era Rama, que o matei secretamente. Você queria se vingar, e, assim, neste meu aparecimento, estou cumprindo seu desejo; tudo isso fazia parte do meu plano". Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial, e sua cidade sagrada Dwaraka  afundou no oceano.

De acordo com os Purāṇas, a morte de Kṛiṣhṇa marcou a passagem da era Dvāpara Yuga para a Kali Yuga, e corresponderia à data de 17 para 18 de fevereiro de 3.102 a.C., pelo calendário ocidental.


✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

9 de abril de 2015

O Olho da Providência

۞ ADM Dama Gótica


O Olho da Providência é um símbolo exibindo um olho cercado por raios de luz ou em glória, muitas vezes dentro ou em cima de um triângulo ou de uma pirâmide. Costuma ser interpretado como a representação do olho de Deus observando a humanidade, mas não necessariamente significa que pertença a ele. É bastante usado na simbologia da maçonaria. Está presente no verso do Grande Selo dos Estados Unidos.

Na sua forma atual, o símbolo apareceu primeiro durante o século XVII e XVIII, porém, muitos artigos e pessoas confundem o "Olho que Tudo Vê" com as representações da Mitologia Egípcia, no Olho de Hórus. Em descrições do século XVII, o "Olho da Providência" algumas vezes aparece rodeado de nuvens. A adição posterior de um triângulo, normalmente, é visto como uma referência mais explícita da Trindade de Deus, no Cristianismo, de forma a enganar os fieis.

Em 1782 o Olho da Providência foi adotado como parte do simbolismo no verso do Grande selo dos Estados Unidos da América.O Olho foi introduzido pelo comitê original do projeto em 1776, e foi desenvolvido de acordo com as sugestões do consultor artístico Pierre Eugene du Simitiere. Um dos principais motivos é sua larga adoção pela Maçonaria e, sendo maçons os legisladores estadunidenses foi o seu uso difundido.

No selo, o Olho é cercado pelas palavras Annuit cœptis, que significa "Ele [o Olho da Providência] é favorável aos nossos empreendimentos". O Olho está posicionado acima de uma pirâmide inacabada com treze passos, representando a origem dos treze estados e o crescimento futuro do país. A combinação sugerida seria a de que o Olho favorece a prosperidade dos Estados Unidos.


O Grande Selo é usado para endossar documentos oficiais de Estados Unidos. Como tal, é reproduzido, junto com o Olho de Providência, nas costas de cada nota de um dólar.

O Olho que Tudo Vê também aparece como parte da iconografia da Maçonaria. O Olho que Tudo Vê é então um lembrete para os Maçons de que sempre são observados pelo Grande Arquiteto do Universo.

Tipicamente, o Olho Maçônico da Providência tem um semicírculo de luz sob o olho — frequentemente com os raios incidindo para baixo. Às vezes, um triângulo é incluído ao Olho, mas isto é visto como uma referência à preferência do Maçom para o número três em numerologia. Outras variações do símbolo também podem ser achadas, com o olho sendo substituído pelas letras ‘G’, representando o Grande Arquiteto.


A primeira referência maçônica oficial ao Olho está em O Monitoramento Maçônico por Thomas Smith Webb em 1797, alguns anos depois que o Grande Selo foi projetado. O uso Maçônico do Olho em geral não incorpora uma pirâmide, embora o triângulo seja incluído frequentemente é interpretado como sendo nove dos dezesseis signatários da Constituição norte americana: Benjamin Franklin, William Ellery,John Hancock, Joseph Hewes, William Hooper, Robert Treat Paine, Richard Stockton, George Walton e William Whipple que eram maçons.

O jornal do website escocês The Scottish Rite Jounarl cita Henry A. Wallace como segue, dizendo que após ter visto o quadro do Grande Selo, levou-o ao Presidente: Roosevelt, olhou a reprodução colorida do Selo, e o primeiro detalhe a lhe chamar a atenção foi a representação do Olho que Tudo Vê — uma representação Maçônica do Grande Arquiteto do Universo. A seguir, ficou impressionado com a ideia que a fundação para a nova ordem havia sido inscrita como 1776, mas seria completada somente sob o olho do Grande Arquiteto. Roosevelt, era maçom do 32.º grau. E sugeriu então que o Selo fosse posto na nota de dólar. A universidade do Estado de Iowa tem uma coleção de fotografias um dólar com as palavras “Um Símbolo do Novo Negócio. Henry A. Wallace”.

Uma seita religiosa no Vietnam chamada Cao Dai, bem como outros tipos de seitas, usam o Olho (especificamente, o olho esquerdo) dentro de um triângulo para representar Deus.

fonte:
✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

8 de abril de 2015

"Gloomy Sunday", A Canção Húngara do Suicídio

۞ ADM Sleipnir



"É outono e as folhas estão caindo
Todo o amor morreu na terra
O vento está chorando com lágrimas de tristeza
O meu coração nunca vai esperar por uma nova primavera 
Minhas lágrimas e minhas tristezas são todas em vão
As pessoas são insensíveis, gananciosas e más ...

O amor morreu!

O mundo chegou ao seu final, a esperança deixou de ter um significado
Cidades estão sendo aniquiladas, estilhaços é fazer música
Os campos estão tingidos de vermelho com o sangue humano
Há mortos nas ruas em todos os lugares
Eu vou dizer outra oração silenciosa:
As pessoas são pecadoras, Senhor, elas cometem erros ...

O mundo acabou!"


-Gloomy Sunday - Tradução em português


"Gloomy Sunday"(Domingo Sombrio), conhecida como a Canção Húngara do Suicídio, foi composta no ano de 1933 por compositor Rezso Seress, que se baseou em um poema composto por László Jávor. Tanto a música quanto o poema se chamavam "Gloomy Sunday". Seress acrescentou alguns versos ao poema e fez correções musicais em algumas das linhas, podendo-se dizer que a música é verdadeiramente a sua criação.

A música atingiu um um relativo sucesso em 1933 e 1934 em toda a Europa e, segundo a lenda, ela inspirou uma onda de suicídios em adolescentes e adultos que a ouviram. Não existe nenhuma evidência válida que possa comprovar inteiramente isso, mas é possível que a música tenha inspirado alguns indivíduos, já deprimidos devido às condições econômicas da década de 1930, a acabarem com suas vidas.

Em 1941, a cantora americana Billie Holliday gravou a que provavelmente é a versão mais famosa da canção, sendo um dos hits da jovem cantora. A música continuou popular na década de 1940, e a versão de Holliday foi proibida no Reino Unido, devido à lenda acerca da melodia.



No ano de 1969, Seress veio a cometer suicídio. Ele pulou da janela de seu apartamento e acabou sobrevivendo à queda, porém, mais tarde no hospital, ele conseguiu se enforcar usando um pedaço de arame. De acordo com seu obituário, o sucesso de Seress com Gloomy Sunday foi um dos fatores que contribuiu para a sua morte. Ele nunca mais conseguiu obter o mesmo sucesso que teve com a canção lendária e assim acabou se afundando numa profunda depressão. Tornou-se, portanto, outra vítima da canção do suicídio.

Gloomy Sunday foi regravada várias vezes desde então, e ao que parece, foi perdendo o seu efeito conforme os anos passaram. No entanto, ainda existem uma série de suicídios em que a vítima pediu que Gloomy Sunday fosse tocada em seu funeral, ou fragmentos da música gravadas em suas lápides.


Talvez, em uma nublada e fria tarde de domingo, você leitor também acabe se deparando com um arquivo mp3 da canção, e o coloque para tocar. E talvez você descubra o segredo da canção, a razão que leva as pessoas a cometerem suicídio.


SUICÍDIO NÃO É A SOLUÇÃO PARA OS SEUS PROBLEMAS. PROCURE AJUDA!
CVV (CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA): LIGUE 188

✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

7 de abril de 2015

Gong Gong

۞ ADM Sleipnir


Gong Gong (chinês tradicional 共工, também chamado Kung Kung) é um deus das águas ou monstro marinho na mitologia chinesa. Ele é frequentemente retratado nas lendas e histórias como um homem de cabelos vermelhos e com um corpo de serpente ou dragão da cintura para baixo. As vezes é retratado como um enorme dragão negro com um rosto humano. Ele é frequentemente visto como um ser com grande poder destrutivo, e responsável por causar várias catástrofes cósmicas. Em todas as histórias onde aparece, Gong Gong acaba sendo morto ou ou exilado, geralmente após perder uma luta contra outra divindade.

Mitos

Gong Gong foi creditado em vários contextos mitológicos como sendo responsável por causar grandes inundações, muitas vezes em conjunto com seu associado Xiang Yao, um monstro marinho possuidor de nove cabeças e o corpo de uma serpente.

Uma lenda conta que Gong Gong odiava o Imperador Yao, um dos cinco imperadores lendários da antiga China, e no intuito de lhe prejudicar, se atirou de cabeça contra a Montanha Buzhou, um dos oito pilares que sustentavam os céus. O choque causa muitos danos ao pilar, fazendo com que o céu se inclinasse em direção ao nordeste e a terra ao sudeste, causando assim grandes inundações e muito sofrimento para os humanos.


Para por fim as inundações, foi necessário que a deusa Nu Kwa substituísse o pilar destruído pelas pernas da tartaruga gigante Ao, porém ela não foi capaz de reverter os efeitos que a inclinação do céu e da terra haviam causado ao sol, a lua e as estrelas, que passaram a se mover para o nordeste  e aos rios chineses, que passaram a se mover ao sudeste. 

Uma outra versão da lenda diz que Gong Gong era tão vaidoso de seu poder, que decidiu desafiar Zhu Rong (um deus do fogo chinês, e segundo algumas fontes, pai de Gong Gong) em uma batalha para ver quem era o mais forte entre os dois. Outra versão da mesma lenda diz que os dois batalharam pois Gong Gong tentava usurpar o trono do céu e Zhu Rong o enfrentou para impedi-lo. Independentemente do motivo que levou ao combate, Gong Gong e Zhu Rong lutaram nos céus durante muitos dias, causando muita destruição por onde passavam. Eventualmente, os dois caíram na terra, e então finalmente Zhu Rong prevaleceu em combate e derrotou Gong Gong, retornando triunfante aos céus. Humilhado, Gong Gong tenta se matar lançando-se de cabeça contra a Montanha Buzhou, mas tudo o que consegue é apenas destruir o pilar, causando a inundação da terra. 



CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE

✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

6 de abril de 2015

Div-e-Sepid

۞ ADM Sleipnir



Div-e-Sepid (ou Div-e-Sefid, "Demônio Branco") é um dos personagens presentes no épico persa Shahnameh, sendo o líder dos Divs (persa para "demônios") de Mazandaran, e um dos principais oponentes do herói persa Rostam.

Div-e-Sepid é um ser enorme, possuidor de grande força física, além de hábil em feitiçaria e necromancia. Sozinho, ele foi capaz de derrotar o exército de Kay Kavus (Xá do Irã naquele tempo) utilizando suas habilidades mágicas. Ele conjurou uma terrível tempestade, fazendo chover granizo, pedras e troncos de árvores sobre Kay Kavus e seus homens. Os sobreviventes, incluindo Kay Kavus, foram cegados e aprisionados em uma masmorra.


Ao tomar conhecimento do acontecido, Rostam decidiu libertá-los do domínio de Div-e-Sepid, e assim teve início os chamados "Sete Trabalhos de Rostam". O sétimo e ultimo desses trabalhos foi derrotar Div-e-Sepid, numa batalha de proporções épicas. Ao fim da batalha, Div-e-Sepid acabou sendo morto por Rostam, que usou seu sangue mágico para restituir a visão de Kay Kavus e seus homens. Rostam também arrancou sua cabeça e passando a usar seu crânio como um elmo.

Estudiosos da mitologia persa acreditam a luta entre Rostam e Div-e-Sepid simbolize o confronto entre os persas e os invasores do norte, das províncias do Mar Cáspio. 


✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

3 de abril de 2015

Geb

۞ ADM Sleipnir
Geb (também conhecido como Seb, Keb, Kebb ou Gebb) era o deus egípcio da terra e um dos membros da Enéade de Heliópolis. Era filho de Shu (o deus do ar) e Tefnut (a deusa da umidade), e portanto, neto de Atum-Rá. Sua irmã e consorte era Nut (a deusa do céu), e com ela foi pai de Osíris, Ísis, Seth, Néftis e Hórus, o Velho. Geb foi o terceiro faraó divino, reinando depois de seu pai, Shu, e antes de Osíris. Ele também apoiou a ascensão de Hórus ao trono após a morte de Osíris. Como os egípcios acreditavam que o faraó era a imagem viva de Hórus, o faraó era às vezes chamado de "herdeiro de Geb".

Representações

Geb era geralmente descrito como um homem barbado, usando ou um ganso ou a coroa Atef sobre a cabeça. Ele também podia ser retratado simplesmente como um ganso, palavra cuja grafia em egípcio também era Geb, e essa ave era seu símbolo, seu animal sagrado e fazia parte da grafia de seu nome em hieróglifos. 

Quando representado em forma de um homem, ele é geralmente representado prostrado (como uma personificação da Terra) e, por vezes, com a pele na cor verde, com plantas brotando em seu corpo. Como personificação da terra, Geb é muitas vezes representado deitado no solo abaixo de Nut, a personificação do céu, muitas vezes descrito de bruços e com o falo ereto apontando para o corpo dela. Ele inclina-se sobre um dos cotovelos e com um joelho dobrado em direção ao céu, simbolizando as montanhas e vales da terra. As montanhas, a propósito, eram consideradas como sendo os ossos da divindade, ou então o resultado dos seus esforços infrutíferos de unir-se à deusa Nut.


Culto

É desconhecido o local onde seu culto surgiu. Acredita-se que tenha se originado em Iunu (Heliópolis), durante o período pré-dinástico, mas num momento posterior à adoração de Aker (outro deus egípcio da terra). Parece que Geb foi amplamente venerado como um ganso, seu animal sagrado, durante o período pré-dinástico. Edfu (Apollinopolis Magna) foi chamado de "Aat de Geb," e Dendera também era conhecida como "A Casa dos filhos de Geb". Seu principal centro de culto parece ter sido mesmo Heliópolis, onde segundo a lenda ele e sua consorte Nut produziram o Grande Ovo, do qual se originou o deus-Sol na forma de um pássaro conhecido pelos egípcios como Benu e pelos gregos como Fênix. Geb recebeu o epíteto de "O Grande Cacarejador" por causa do barulho que fazia enquanto colocava o ovo.

Atributos

Além de deus da terra, Geb era relacionado à fertilidade e a agricultura. Acreditava-se também que ele era o deus que supria aos homens os minerais e pedras preciosas, sendo considerado por isso o deus das minas.

Com o tempo, Geb veio a se tornar uma divindade dos mortos. Ele aparece no Livro dos Mortos como um dos deuses que assistem à pesagem do coração do defunto no Saguão das Duas Verdades. A pessoa com integridade moral, conhecedora das palavras mágicas necessárias, seria capaz de se evadir da terra e Geb as guiava para o céu e dava-lhes alimento e bebidas. Os maus, entretanto, seriam presas fáceis de Geb, que, então, aprisionava o morto em seu próprio corpo — a terra. Assim como a deusa Nut era representada frequentemente na tampa dos ataúdes, Geb era representado em sua base, de maneira que o defunto ficava enclausurado entre as duas divindades.

Mitologia


De acordo com o mito da criação, Geb e Nut se apaixonaram tão profundamente que não conseguiam ficar afastados um do outro. Os dois acabaram unindo-se num abraço perpétuo, e sua união causou sérios problemas para Rá. Como o espaço entre o céu e a terra tornou-se bastante estreito, tornou-se quase impossível para Rá realizar seu trajeto diário pelo céu. Furioso, Rá ordenou que Shu, seu filho e pai do casal, os separasse. Shu se colocou entre Geb e Nut, suspendendo Nut em direção aos céus, e mantendo Geb em seu lugar, evitando assim que os dois se unissem novamente.

No entanto, Nut já estava grávida de Geb, e posteriormente veio dar à luz a Osíris, Hórus, o Velho, Seth, Ísis e Néftis. O parto quase não foi possível pois Rá ainda guardava rancor das ações do casal, mas com a ajuda de Toth, Nut conseguiu dar a luz aos filhos de Geb.

Geb ainda desejava sua irmã, e, impedido de unir-se a ela, caiu em prantos e suas lágrimas formaram os oceanos do mundo.


Após tudo isso, Geb veio a se apaixonar por sua própria mãe, Tefnut. Na época, Shu reinava como faraó sucessor de Rá, e vinha de um longo combate contra os seguidores da serpente Apep, de forma que estava enfraquecido. Para recuperar suas forças, Shu ascendeu aos céus, e nesse espaço de tempo Geb procurou sua mãe e a estuprou. Em seguida, ele desejou tomar o lugar do pai como faraó, mas assim que ele estendeu suas mãos para pegar sua coroa, o uraeus ( a cobra que representa o olho de Rá e que adorna a coroa real) o atacou, ferindo-o severamente. Foi só com a aplicação de uma mecha de cabelo de Rá que Geb pode ser salvo. Apesar de seu crime hediondo, Geb acabou sendo perdoado, e veio a se tornar o legítimo sucessor de Shu como faraó.


✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

2 de abril de 2015

Plêiades

۞ ADM Sleipnir

Arte de Arbetta

Na mitologia grega, as Plêiades (do grego Πλειαδες, "filhas de Pleione") eram sete irmãs filhas do titã Atlas com a ninfa do mar Pleione, uma das filhas do titã Oceano. Originalmente ninfas oréades, as plêiades faziam parte do cortejo da deusa Ártemis e, junto com as Híades, eram chamadas também de Atlântidas, Dodônidas ou Nisíadas, as ninfas que foram amas e mestras do pequeno Dionísio. Como filhas de Atlas, as Plêiades são irmãs de Calipso, das Hias, das Híades e também das Hespérides.

Individualmente, elas chamavam-se Electra, Maia, Taigete, Alcione, Celeno, Estérope e Mérope. Atlas impôs sob elas um voto de castidade, porém vários dos mais proeminentes deuses olímpicos masculinos (incluindo Zeus, Poseidon, e Ares) tiveram relações amorosas com elas e essas relações resultaram em filhos. Maia, a mais velha das sete Plêiades, se envolveu com Zeus e dessa relação nasceu o deus Hermes. Electra e Taigete também se envolveram com Zeus, sendo Electra mãe de Dardano e Iásion e Taigete mãe de Lacedêmon. Alcione se envolveu com Poseidon e foi mãe de Hirieu, Hiperenor e Aetusa. Celeno por sua vez, também de Poseidon, foi mãe de Lico e Euripilo. Estérope se envolveu com Ares e dessa união nasceu Enômao. Mérope, a mais jovem dentre as Plêiades, foi a única que não se envolveu com um imortal. Ela se casou com o rei Sísifo, e desta união nasceu Glauco, o "pai" do herói Belerofonte.


Mitologia

O mito mais memorável ​​envolvendo as Plêiades é a história de como as irmãs literalmente se tornaram estrelas. Certo dia, após contemplar a beleza das irmãs, o gigante caçador Órion encheu-se de desejo por elas e passou a perseguí-las. Aflitas, elas pediram aos deuses que mudassem sua forma para que pudessem escapar. Compadecido, Zeus atendeu seu pedido, transformando-as primeiramente em pombas e, mais tarde, em uma constelação no céu.

De acordo com algumas versões do conto, as sete irmãs teriam na verdade se suicidado após tomarem conhecimento do destino de seu pai, Atlas. Por sua vez Zeus, imortalizou as sete irmãs, fixando-as no céu sob a forma da constelação de Plêiades.

Embora seu número seja de sete, apenas seis estrelas são visíveis, pois uma delas, Electra, segundo a fama, deixou seu lugar por não poder suportar a visão das ruínas de Tróia, cidade que fora fundada por seu filho Dárdano. Aquela vista teve tal efeito também sobre suas irmãs, que elas ficaram pálidas, desde então.





CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE
✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.

1 de abril de 2015

A Carruagem Fantasma de Ana Jansen

۞ ADM Sleipnir

Imagem extraída do curta "“A pequena história da lenda de Ana Jansen”, da Dupla Criação

Donana Jansen, mais conhecida como Ana Jansen, foi uma rica e poderosa comerciante de São Luís no século XIX. Dona de quase todo o patrimônio arquitetônico da cidade, ela tinha também uma enorme influência na política local. Ana Jansen não era letrada, mas era uma mulher mão-de-ferro. Ela foi uma figura extremamente importante para a época e para o desenvolvimento de São Luís. Por causa desse poder que exercia junto a cidade, Ana Jansen tornou-se uma lenda famosa e apavorante: A Carruagem Fantasma de Ana Jansen 

Donana Jansen

Dizem as histórias que Donana era uma pessoa muito perversa, principalmente em relação aos seus escravos. Sempre que queria castigá-los, ela os colocava pendurados de cabeça para baixo dentro de um poço e os esquecia ali. Nas noites, podiam-se ouvir os gemidos e os gritos dos mesmos. Conta-se que certa vez, mandou arrancar todos os dentes de uma escrava que ousou sorrir para ela. A hemorragia levou-a à morte e seu corpo foi jogado num poço. Em uma de suas propriedades foram encontradas centenas de ossadas dentro de um poço. 

Como punição por toda a crueldade que praticou contra seus escravos em vida, Ana Jansen foi condenada após a morte a vagar eternamente pelas ruas de São Luís. Especialmente nas Sextas-feiras de lua cheia, ela aparece montada em uma carruagem puxada por cavalos decapitados e jorrando línguas de fogo, e estes por sua vez são conduzidos por um escravo também decapitado e com chamas saindo de seu pescoço. Ana Jansem aparece vestida de preto, trazendo no pescoço um cordão de ouro com o brasão de sua família. 

A carruagem percorre toda região da Praia Grande, justamente onde ela morava. Por onde passam, horripilantes sons similares ao atrito de ferragens velhas e gastas podem ser ouvidos, assim como o coro de lamentações dos escravos que ela torturou em vida.



CLIQUE NO BANNER ABAIXO PARA MAIS POSTS SOBRE 


✦ Apoie o Portal dos Mitos ✦

Seu comentário, sugestão ou apoio ajuda o blog a continuar publicando novos conteúdos sobre mitologia, folclore e criaturas lendárias.