Outra razão para a reencarnação de Vishnu era o excesso de população naquele período (particularmente acentuado pela maior proporção dos iníquos e maus sobre os justos). Uma das funções de Vishnu era iniciar a destruição em larga escala da raça humana, a fim de trazer um equilíbrio gerenciável para os recursos terrestres e estabelecer o dharma.
Um dia, Kamsa foi avisado por seus astrólogos que sua morte seria causada pelo oitavo filho que nasceria de sua irmã Devaki. Como resultado, ele aprisionou a irmã e o seu marido, e matava cada um dos filhos que eles tinham. Mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, Kamsa não tinha piedade, e nesse ritmo matou 6 de seus sobrinhos.
A afeição paterna lhes fez sentir medo pela segurança do bebe. Durante a noite, antes de Kamsa ficar sabendo do nascimento da criança, misteriosamente as portas da prisão se abriram, enquanto os guardas estavam dormindo. Vasudeva transportou o bebê Krishna para fora da prisão a noite, quando o inundado rio Yamuna ofereceu passagem segura, e ele levou o bebê para a aldeia de Vrindavana. Lá, ele deixou Krishna, no leito de Yashoda, que estava dormindo profundamente no esgotamento após dar a luz a uma menina.
Ela assustou Kamsa, com a mensagem que deixou Devaki em paz após esse incidente. Ela disse-lhe que a criança que irá mata-lo já nascera em algum lugar do mundo. Enquanto isso Krishna e Balarama começaram suas vidas como filhos de Nanda e Yashoda na aldeia de Vrindavana.
- Putana, que tentou envenenar o bebê Krishna dando-lhe de mamar com os seios untados de veneno. Krishna sugou não só o seu leite, mas toda a sua energia vital, matando-a;
- Saktasura, um demônio em forma de pássaro que tentou esmagar Krishna com seu próprio carrinho de bebê, porém foi ele quem acabou esmagado pelo carrinho;
- Trinavarta, um demônio que em forma de redemoinho sequestrou Krishna, suspendendo-o bem alto nos céus, mas o mesmo tornou-se tão pesado que fez com que Trinavarta fosse forçado a descer. Krishna aumentou de tamanho, tornando-se tão grande quanto uma montanha e agarrou o pescoço de Trinavarta, que na tentativa de se soltar, acabou caindo e morrendo esmagado em uma rocha.
Foi durante essa época que Radha (ou Radhika) de Brindavan desenvolveu um amor profundamente enraizado por Krishna. Ela foi o grande amor de Krishna, porém ele teve que deixá-la a fim de cumprir a sua missão na Terra como avatar de Vishnu. Mesmo ele tendo casado-se várias vezes depois, Radha permaneceu esperando por ele até que ele voltasse para ela. Seu amor por Krishna é considerado tão divino e puro que Radha por si só obteve o status de divindade, com seu nome sendo inseparavelmente ligado ao de Krishna.
Krishna e os Pandavas
Nesse meio tempo, seus primos maternos, os Pandavas (os 5 filhos de Pandu, liderados por Yudhishtira) do clã Kuru no reino de Hastinapur enfrentavam muitas dificuldades em reivindicar seu direito ao trono devido a certos atos de omissões e comissões causados tanto por si, bem como pelos seus primos traiçoeiros - os Kauravas, liderados por Duriyodhan que também reivindicava o trono de Hastinapur.
Os Pandavas eram conhecedores da natureza divina de Krishna; Arjuna, um dos maiores entre os cinco Pandavas, era um amigo muito próximo de Krishna. Os Pandavas se renderam a Krishna e procuraram sua ajuda e orientação para superar seus problemas. Krishna interveio com frequência na vida dos Pandavas para protegê-los de inúmeros problemas pessoais. Ele também usou suas habilidades diplomáticas para criar uma trégua entre os Pandavas e Kauravas, porém os Kauravas não respeitavam nem o dharma e nem os conselhos de Krishna.
Uma grande guerra irrompeu entre os Pandavas e Kauravas, e inúmeros reis de todo o subcontinente praticamente marginalizaram e apoiaram um dos clãs, de acordo com seus relacionamentos e temperamentos. O dharma obviamente, estava do lado dos Pandavas e Krishna, como o rei de Mathura e um parente de sangue de ambos os Pandavas e Kouravas, ofereceu todo o seu exército para tomar parte na guerra do lado de um dos clãs, enquanto ele próprio, sem lutar ou empunhar qualquer arma, tomaria parte do outro lado. Ele deixou a escolha para os Pandavas e Kauravas decidirem entre os dois. Enquanto os Kauravas optaram pelo exército, os Pandavas ficaram muito contentes em ter Krishna ao seu lado. Krishna se ofereceu para ser o condutor da carruagem de Arjuna durante a guerra.
Krishna, como parte de seu esforço para ensinar Arjuna durante seu discurso, revelou sua Vishwarupa (sua forma cósmica que transcendia a criação, nascimentos e mortes, tempo, espaço e causalidade) para Arjuna, que ficou sobrecarregado de admiração ao ver esta forma do Supremo Senhor Krishna.
Krishna - O Superintendente de Destruição em Massa
A Guerra de Kurukshetra, embora tenha terminado com a vitória dos Pandavas, de fato foi um ato divino supervisionado por Krishna, e mesmo sem sua participação direta, resultou na morte de milhões e milhões de soldados e guerreiros, milhares de reis / pessoas de classe dirigente, e um número incontável de cavalos e elefantes.
Apesar da vitória, os Pandavas também foram praticamente destruídos emocionalmente, como praticamente toda a sua prole (5 crianças nascidas de sua esposa Draupati) e várias outras crianças nascidas de outras mulheres foram aniquiladas. Krishna assegurou-lhes que a descendência do clã Pandava não foi extinguida, usando seu poder divino para proteger um feto no ventre da filha-de-lei de Arjuna.
Algumas décadas após a guerra de Kurukshetra, o próprio clã Yadava de Krishna também foi aniquilado, abrindo assim o caminho para a saída de Krishna do mundo, uma vez que ele havia completado sua missão como avatar de Vishnu.
A maldição veio a se cumprir no futuro, com os membros do clã exterminando uns aos outros em uma guerra civil instaurada em Dwaraka. Krishna se retirou para a floresta e sentou-se debaixo de uma árvore para meditar. Nesse momento, um caçador chamado Jara confundiu o pé parcialmente visível de Krishna com um veado, e atirou uma flecha ferindo-o mortalmente.



















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