15 de setembro de 2017

Adlet

۞ ADM Sleipnir

Adlet (ou Erqigdlet) são uma raça de canídeos com características humanoides pertencentes a mitologia inuíte. Segundo o mito, eles eram o fruto do acasalamento entre Niviarsiang, uma jovem inuíte, e Ijirqang, um cão vermelho que era capaz de se transformar em um ser humano.

De acordo com o mito inuíte, Niviarsiang já havia recusado muitos pretendentes, e seu pai Savirqong, já sem paciência, lhe disse que se nenhum homem era suficientemente bom para ela, ela poderia muito bem casar-se com um cão. No dia seguinte, um novo pretendente, Ijirqang, bateu a sua porta, usando um amuleto em formato de garras de cão. Desta vez, Niviarsiang não recusou seu pretendente, e os dois foram morar em uma ilha próxima. Após um tempo, Niviarsiang começou a suspeitar que Ijirqang era na verdade um cão que podia assumir a forma humana, mas suas suspeitas só vieram a se confirmar quando ela deu a luz a uma ninhada de cinco filhotes de cachorro e cinco bebês humanos.




Em uma versão da lenda, os cinco filhos totalmente caninos foram abandonados em um barco a deriva no mar, e vieram a se tornar os ancestrais dos povos brancos europeus. Já os cinco bebês humanos permaneceram com a mãe, e com o tempo se transformaram em Adlets, tornando-se viciosos guerreiros canibais.

Numa segunda versão deste mito, Ijirqang nadava até a casa do pai de sua esposa todos os dias para ser alimentado, uma vez que em sua forma de cão, ele era incapaz de caçar. Após um tempo, o pai  da jovem se cansou de alimentar a família de sua filha, por isso ele colocou pedras no saco junto da carne que ele deu a Ijirqang. Com o peso da bolsa, Ijirqang não conseguiu ir muito longe, morrendo após afundar no mar e se afogar. Niviarsiang tomou conhecimento do fim que levou seu marido, e assim que seu pai veio visitá-la, ela enviou seus filhos cães sobre ele, e eles o mataram. Sem marido e agora sem seu pai, Niviarsiang não tinha mais meios de manter a si mesma e seus dez filhos, então decidiu deixar seus filhos entregues à própria sorte. Ela transformou suas botas em barcos e colocou seus dez filhos neles, despachando-os ao mar. Apesar disso, eles sobreviveram, e de acordo com a crença inuíte, eles vieram a se tornar os ancestrais dos povos nativos americanos e também dos povos brancos.



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14 de setembro de 2017

5 Anos de Blog!

۞ ADM Sleipnir


Olá pessoal! Hoje completamos 5 anos de Portal dos Mitos. Tenho me esforçado bastante para manter o blog sempre atualizado, e tentando trazer o melhor conteúdo possível. Agradeço a todos que nos acompanham por aqui, pela página ou pelo nosso canal no Youtube, que no momento encontra-se paralisado por falta de tempo para me dedicar a ele.

Deixo um agradecimento especial a vocês que comentam as postagens. Eu gosto muito quando vejo uma publicação nossa recebe um feedback de vocês, seja positivo ou negativo, pois me mostra onde estou acertando e onde estou errando no que faço aqui no blog.

Obrigado a todos vocês! Que venham mais 5 anos!!

Rodrigo Viany (Sleipnir)


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13 de setembro de 2017

Popobawa

۞ ADM Sleipnir


Popobawa (ou também Popo Bawa, literalmente "asa de morcego" em suaíli) é um espírito maligno presente na mitologia e na crença popular da África Oriental. Ele é geralmente representado como uma criatura semelhante a um enorme morcego, de pele vermelha e com apenas um olho na face, porém ele é um ser metamorfo capaz de assumir formas humanas ou animais, e também capaz de metamorfosear rapidamente de uma forma para a outra. Às vezes ele combina formas humanas e animais, assemelhando-se a bestas dos tipos mais exóticos.

O Popobawa é dito ser uma criatura de hábitos noturnos, cuja presença pode ser identificada por um forte odor de enxofre. Ele ataca indiscriminadamente homens, mulheres e crianças, podendo atacar todos os membros de uma família, antes de passar para outra casa na vizinhança. Seus ataques podem ser apenas físicos ou acompanhados de fenômenos poltergeist. Um dos comportamentos mais perturbadores e temidos associados ao Popobawa é o estupro/sodomia das suas vítimas.



Durante um alegado ataque de um Popobawa, muitas pessoas tentam se proteger passando a noite acordados fora de suas casas, muitas vezes reunidos em torno de uma fogueira com outros membros da família e vizinhos. 

Os primeiros avistamentos atribuídos ao Popobawa foram relatados em Pemba, Zanzibar, no ano de 1965 e o último ocorreu em Dar es Salaam, Tanzânia, em 2007. Os relatos de ataques costumam aumentar com o ciclo eleitoral em Zanzibar, embora as vítimas argumentem que o Popobawa é apolítico. Uma explicação apresentada para a conexão do Popobawa com o ciclo eleitoral é a afirmação de que o Popobawa é o fantasma vingativo do ex-presidente Abeid Karume, assassinado em 1972, ou então é um demônio invocado pelo partido político Chama Cha Mapinduzi.



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11 de setembro de 2017

Namtar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matias Cabezas, para o card game Mitos Y Leyendas

Namtar
(também Namtaru, ou Namtara, ''destino"), era uma divindade menor do submundo na mitologia mesopotâmica, conhecido como o portador das doenças e pestilências. Ele era filho dos deuses Enlil e Ereshkigal, sendo gerado durante o período em que Enlil esteve nos domínios da deusa, pela punição por ter violado a deusa Ninlil.

Ao crescer, Namtar tornou-se um vizir de Ereshkigal, e atuava como seu mensageiro. Ele comandava sessenta doenças na forma de espíritos malígnos que podiam penetrar em diferentes partes do corpo humano. Ao lado de Nergal (sob a forma do deus Erra), Namtar era considerado o causador de todas as doenças do mundo.

Em certa ocasião Enlil quis destruir a humanidade por causa do barulho que produziam em suas cidades. Então mandou Namtar à Terra para que espalhasse uma terrível praga, mas ao chegar, Namtar foi surpreendido pelas inumeráveis oferendas que os homens lhe prestavam, e por isso não teve coragem de destruir a humanidade.

Namtar tinha uma consorte, a deusa Hushbishag, que guardava o registro do tempo de morte dos indivíduos.

Arte de Namtar no mobile game Tower of Saviors



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8 de setembro de 2017

Tir

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik Asatryan
Tir (ou Tiur, em armênio: Տիր) era o deus da linguagem escrita, da aprendizagem, da retórica, da sabedoria e das artes, adorado na antiga Armênia.

Ele era o filho de Hayk ( lendário patriarca e fundador da nação armênia) e considerado mensageiro do deus supremo Aramazd. Era também um adivinho, explicava sonhos, registrava as boas e más ações dos homens e também guiava as almas para o mundo inferior. Tir passava um mês do ano documentando os nascimentos e mortes de pessoas em seu diário, e durante os outros onze meses, ele se dedicava a dar inspiração a escritores, poetas, músicos, escultores e arquitetos.

O templo de Tir era localizado perto da cidade de Artaxata. O 4º mês do antigo calendário armênio foi nomeado após Tir; "Tre" ou "Tri". Também levam o nome a montanha Tirinkatar, a cidade Tirakatar, as aldeias Tre e Tirarich, e alguns nomes armênios como Tiran, Tirots e Tiridates. No período helenístico, os armênios consideravam Tir como os deuses gregos Apolo e Hermes.

Arte de Andranik Asatryan
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6 de setembro de 2017

Amaethon

۞ ADM Sleipnir


Amaethon (ou Amathaon, "lavrador", "lavrador divino" ou "grande lavrador" em galês), era um deus galês da agricultura, associado com animais selvagens e a fecundidade da terra. Ele era filho de Don, a grande deusa mãe galesa (equivalente a celta Danu), e seus principais irmãos eram Gofannon, o deus dos ferreiros, Gwydion, o deus da magia e Arianrhod, a deusa lunar. Os filhos de Don eram conhecidos como os "filhos da luz" e constantemente estavam em guerra com o deus do mar Llyr e seus filhos, que eram conhecidos como os "filhos da escuridão".

O mito mais famoso sobre Amaethon diz respeito a uma ave, um cão sagrado e um cabrito branco que ele roubou de Arawn, um dos reis do submundo, usando sua magia. Amaethon era capaz de entrar e sair do submundo sem ser prejudicado ou alterado de alguma maneira.

O roubo desses animais deu início a uma batalha entre Arawn e Amaethon, que foi ajudado por Gwydion. Esta batalha foi chamada de "Batalha das Árvores" (Cad Goddeu), porque Gwydion usou sua magia para transformar árvores em guerreiros durante o conflito, e isso lhes permitiu derrotar Arawn e seu exército.


fontes:

  • GIENNA MATSON; ROBERTS, J. Celtic mythology A to Z. New York: Chelsea House, 2010;
  • MONAGHAN, P. The Encyclopedia of Celtic Mythology and Folklore. [s.l.] Infobase Publishing, 2014;
  • WIKIPEDIA CONTRIBUTORS. Amaethon. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Amaethon>.

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4 de setembro de 2017

Carcinos

۞ ADM Sleipnir

Arte de Markus Stadlober

Carcinos (grego: καρκῐ́νος, Karkinos) é um caranguejo gigante pertencente à mitologia grega. Durante o segundo trabalho de Héracles (matar a Hidra de Lerna), a deusa Hera enviou Carcinos na tentativa de distrair o herói e, assim, dar à Hidra de Lerna a vantagem. Carcinos no entanto, não foi páreo para Héracles, que com apenas um pisão abriu sua casca e o matou.

Como uma recompensa por dar sua vida seguindo as ordens de Hera, a deusa colocou Carcinos entre os céus como a constelação de Câncer, que tem como vizinha a constelação de Hidra.



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1 de setembro de 2017

Ghatanothoa

۞ ADM Sleipnir

Arte de Borja Pindado

Ghatanothoa, também conhecido como "Deus Sombrio," é uma entidade fictícia introduzida em 1935 no conto Out of the Aeons ("Além dos Éons"), escrito por Hazel Heald e  H. P. Lovecraft. Ele é descrito como um “deus infernal ou demônio patrono,” trazido à Terra em tempos pré-históricos por alienígenas vindos de Yuggoth (identificado em outros contos como o planeta natal dos Mi-Go). Esses seres construíram uma colossal fortaleza sobre o monte Yaddith-Gho, em K'naa, no continente perdido de Mu, selando Ghatanothoa em uma cripta abaixo de um imenso alçapão. Quando os humanos surgiram após a partida dos alienígenas, começaram a adorar o monstro, movidos pelo medo de seu terrível poder, oferecendo-lhe sacrifícios para evitar que ele escapasse e desencadeasse destruição.

Embora sua aparência seja considerada indescritível, Ghatanothoa é imaginado como uma combinação grotesca de um polvo e um elefante, com pele escamosa e enrugada, enquanto mantém uma forma amorfa e mutante. Sua aparência é tão repulsiva que qualquer pessoa que o observe diretamente – ou mesmo uma réplica perfeita dele – é condenada a uma petrificação horrenda, transformando-se em uma múmia viva, presa em seu próprio corpo. Suas vítimas ficam permanentemente imobilizadas, com a pele endurecida como couro e os órgãos internos preservados. O cérebro, mantido em total consciência, torna a experiência ainda mais terrível, já que apenas a destruição do cérebro ou a utilização de um raro feitiço poderia liberar o infeliz de sua prisão eterna. Entretanto, a maioria das vítimas se torna irremediavelmente insana antes de qualquer possibilidade de libertação.

Arte de João Sérgio


Culto e Influência

O culto de Ghatanothoa foi extraordinariamente poderoso em K'naa, embora enfrentasse a oposição dos sacerdotes de Shub-Niggurath. Com o afundamento de Mu nas profundezas do Oceano Pacífico, resquícios de sua adoração se espalharam pelo mundo, surgindo em "Egito, Caldeia, Pérsia, China, nos esquecidos impérios semíticos da África e em lugares como México e Peru no Novo Mundo." Em tempos modernos, práticas relacionadas ainda podem ser encontradas em partes do Extremo Oriente e nas ilhas do Pacífico. 

Lovecraft atribui grande parte da história inventada sobre Ghatanothoa e seus seguidores ao livro Nameless Cults, criado originalmente por Robert E. Howard.

Expansões no Mito

Outros autores ampliaram o mito de Ghatanothoa. Lin Carter, em The Thing in the Pit, apresenta-o como um Grande Antigo e o primogênito de Cthulhu, gerado por Idh-yaa no planeta Xoth. Colin Wilson conecta Ghatanothoa aos Lloigor em The Return of the Lloigor (1974), expandindo suas influências cósmicas.

Arte de João Bosco

fonte:

✦ Texto revisado Este artigo foi revisado e atualizado pelo Portal dos Mitos em .
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