Anchimallén (também conhecido como Anchimayén, Auchimalgén, Auchimalguén, Anchimalguén, Anchimalwén, Anchimalhuén, Anchimaluén, Chimalguén ou Chimalen) é uma criatura mítica presente na mitologia mapuche. Ele é uma criança que morreu prematuramente, sendo reanimada a partir de seus ossos por um Calcu, um feiticeiro e necromante mapuche. Uma vez revivida, ela é alimentada com leite, sangue ou mel, sendo sua principal missão proteger e obedecer a seu dono, fazendo o bem ou o mal de acordo com os desejos daqueles que o controlam.
Um Anchimallén é capaz de assumir qualquer forma, mas comumente assume a forma de uma esfera de fogo/luz, que durante o dia pode ser vista, mas sem nenhum brilho; durante a noite, ela passa a brilhar intensamente. Diz-se também que nos locais onde vários Anchimallén vivem, às vezes eles brigam, e durante a noite sua luta pode ser observada como duas bolas de fogo que voam a poucos metros do chão e colidem umas com as outras, soltando faíscas.
Dizem que os Anchimallén emitem um som semelhante ao choro de um bebê recém-nascido e se alguém, atraído pelo choro, se aproxima muito dele, o Anchimallén usa a sua luz para confundir e desorientar a pessoa, deixando-a momentaneamente atordoada ou até mesmo cega. Para espantá-los, conta-se que a pessoa deve produzir ruídos metálicos, e se despir de suas roupas, caminhando completamente nu pelo território deles. Um Anchimállen pode ser vendido a um bom preço por seu criador, e também podem ser roubados/sequestrados, sendo atraídos com mel e leite. Seu proprietário deve mante-lo sempre bem alimentado para evitar que a segunda opção ocorra. Se um feiticeiro descobre que o Anchimállen o traiu ou se voltou contra ele, o pune com a morte.
fontes:
Mitologia Mapuche, de Yosuke Kuramochi e Juan Luis Nass
Akhekhu (ou Akhekh) era uma criatura semi-divina originária da mitologia do antigo Egito, e tida como um aspecto do maligno deus Set. Seu habitat eram as terras desérticas egípcias em torno do rio Nilo. Viajantes que ouviram histórias sobre o Akhekhu trouxeram estas consigo para a Europa, onde ele ganhou um novo status lendário semelhante ao do grifo europeu.
Akhekhu era descrito com um corpo serpentino, porém possuindo quatro pernas. Em relatos posteriores feitos na Europa, Akhekhu tinha o corpo de um antílope com a cabeça e asas de um pássaro, além de características dracônicas. Muitas vezes, ele é retratado com três uraeus em torno de sua cabeça.
Arte de Topaz Drachen
Akhekhu aparece em um dos painéis do Monólito de Metternich, uma estela médico-mágica que faz parte da Coleção Egípcia do Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Datada da trigésima dinastia do Egito, entre 380 e 342 a.C., a estela pertence a um grupo de estelas conhecido como "Cippi de Hórus" ou "Estela de Hórus sobre crocodilos". Esse tipo de estela era usada para proteger o antigo povo egípcio de animais perigosos, como crocodilos e cobras. O Monólito de Metternich é uma das maiores e mais completas estelas desse tipo.
Volga Vseslavyevichou Volkh Vseslavyevich(russo: Волх Всеславьевич) é um dos mais antigos bogatyri (heróis) dos épicos russos. Um poderoso mago e caçador, filho da csarevna (princesa) Martha Vseslavievna e uma serpente, que a engravidou após ela ter acidentalmente pisado nela. Seu nascimento foi saudado como o de um grande homem, pois o céu foi iluminado pela lua mais brilhante já vista, e um enorme terremoto abalou a terra e fez todos os animais da terra e do mar procurarem um esconderijo seguro.
Martha Vseslavievna e a serpente
Com apenas uma hora e meia de vida, Volga pronunciou suas primeiras palavras, dizendo à mãe para não envolvê-lo, mas para equipá-lo com uma armadura brilhante e um capacete de ouro maciço. Ele também disse a ela para lhe dar uma maça pesada de chumbo. Aos dez anos de idade, Volga já era totalmente educado e possuía muitas habilidades especiais, como a capacidade de mudar de forma à vontade. Aos doze anos, começou a reunir um exército de jovens, tarefa que levou três anos. Aos quinze anos, ele havia reunido um exército de cerca de sete mil soldados - todos da mesma idade que ele.
Pouco tempo após Volga ter reunido seu exército, chegou a Kiev um boato de que o rei da Índia estava ameaçando invadir a Rússia. Imediatamente, Volga e seu exército partiram rumo a Índia. Todas as noites, enquanto suas tropas dormiam, Volga se transformava em um lobo ou em um falcão e caçava os animais necessários para alimentar seu exército.
Ao se aproximar da fronteira da Índia, Volga se transformou em um boi selvagem e se afastou de seu exército para examinar a terra à frente. Quando eles cruzaram a fronteira, Volga se transformou em um falcão e voou direto para o palácio do rei Saltyk, a quem ouviu conversando com sua esposa, que estava avisando-o sobre a aproximação de Volga e seu exército. Sabendo que seu avanço na Índia havia sido relatado, Volga se transformou em um furão e correu por todo o palácio, procurando os armamentos do rei. Ele roeu as cordas do arco, tirou a munição das armas de fogo e as enterrou, e arruinou o máximo que pôde encontrar. Então ele se transformou novamente em um falcão e voou de volta para onde seus homens o aguardavam.
Marchando implacavelmente pelo coração da Índia, eles finalmente chegaram às muralhas da capital. Parecia não haver entrada, mas Volga transformou a si mesmo e todo o seu exército em formigas, e eles rastejaram por pequenas brechas até estarem todos dentro da cidade. Depois de trazer seus homens de volta à sua forma humana, ele ordenou que matassem todos, exceto sete mil lindas donzelas - uma para cada uma deles. O próprio Volga foi direto para o palácio real. Lá, ele forçou o caminho para a câmara do rei Saltyk, jogou-o no ar e o esmagou no chão, quebrando seus ossos. Volga então se torna o rei, dividindo os despojos da batalha entre seus homens, que se casaram com as sete mil donzelas que haviam sido poupadas, enquanto Volga tomou para si como esposa a rainha do finado rei Saltyk.
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Os Aloídas (ou Aloíades, grego: Αλωαδησ) são um par de irmãos gêmeos gigantes da mitologia grega, filhos de Poseidone de Ifimedia. Seus nomes eram Oto e Efialtes, e embora sejam considerados gigantes, são posteriores aos filhos de Gaia e não têm nenhuma relação com eles. Segundo a descrição de Homero, distinguiam-se por uma grande beleza.
Conta a lenda que Ifimedia, apaixonada por Poseidon, costumava passear à beira do mar, pegando água das ondas em suas mãos e derramando-a em seu peito. Poseidon acabou cedendo ao seu amor e lhe deu dois filhos, Oto e Efialtes. Como o esposo de Ifimedia se chamava Aloeu, seus filhos passaram a ser conhecidos como Aloídas.
Os dois eram muito fortes e agressivos, e possuíam um crescimento extraordinário: a cada ano, cresciam cerca de 50 cm em largura e cerca de 150 cm em altura. Com nove anos, possuindo 13 metros de altura e 4,5 de largura, os dois decidiram fazer guerra aos deuses. Para isso, colocaram o monte Ossa sobre o monte Olimpo, e o monte Pelion em cima dos outros dois, ameaçando escalar o céu. Depois anunciaram que lançariam as montanhas sobre o mar para secá-lo, e colocariam o mar onde, até então, era a terra. Aprisionaram Ares, o deus da guerra, num vaso de bronze e o deixaram assim durante treze meses, até que Hermesconseguisse libertá-lo, num estado de esgotamento extremo. Puseram-se em seguida a fazer a corte às deusas. Oto queria raptar Hera, enquanto Efialtes perseguia Ártemis.
Todas essas façanhas exageradas acabaram atraindo para os dois irmãos o castigo dos deuses. Ártemis, seguindo conselho de seu irmão Apolo, conseguiu enganar os gigantes, transformando-se em corça e saltando entre eles. Na ânsia de caçar o esplêndido animal, atiraram suas lanças um contra o outro, matando-se. Segundo outra versão, eles foram eliminados por Apolo, quando este descobriu o plano deles.
Outra versão diz que os irmãos foram fulminados por Zeuse lançados no Tártaro, conhecendo um suplício sem fim. Amarrados a uma coluna cercada por serpentes, são torturados perpetuamente por uma coruja que grita sem parar. Há ainda outra versão onde os dois apenas foram aprisionados no Tártaro, condenados a permanecer lá por toda a eternidade.
Arte de Guilermo Cartay para o cardgame Mitos y Leyendas
Adze (literalmente "ferramenta semelhante a um machado"; pronuncia-se Ads)é um ser vampírico pertencente ao folclore dos ewe (ou jeje), um povo que habita uma região ao leste do rio Volta, ao sul de Gana, Togo e Benim.
Na natureza, o Adze assume a forma de vagalume ou de uma bola de luz, assumindo a forma humana quando se alimenta dos seres humanos (segundo algumas histórias, apenas as crianças mais bonitas de uma tribo). Em sua forma de vagalume, o Adze consegue passar por brechas em portas trancadas à noite e sugar o sangue de suas vítimas enquanto dormem, fazendo com que adoeçam e morram. Acredita-se também que o Adze seja capaz de possuir pessoas quando está em forma humana.
Aqueles possuídos por um Adze são vistos pela comunidade como bruxos/bruxas ("abasom" na língua ewe), e a influência do Adze afetaria negativamente as pessoas que viviam em torno de seu anfitrião. Suspeita-se que sejam pessoas possuídas por um Adze: mulheres com irmãos (especialmente se os filhos de seu irmão se saem melhor que os seus), idosos (se os mais jovens da casa de repente começaram a morrer enquanto os mais velhos continuam vivendo) e pobres ( quando esses exibem inveja dos ricos).
Embora o Adze normalmente beba apenas sangue, ele pode ser evitado com ofertas de kokosmilch (leite de coco) e palmoel (óleo de palma). Se capturado em sua forma de vagalume/bola de luz, o Adze imediatamente mudará de forma para a forma humana. Enquanto estiver nesta forma, qualquer meio que normalmente mate um humano destruirá o vampiro.
É provavel que as histórias sobre a criatura sejam uma tentativa de descrever os efeitos potencialmente mortais dos mosquitos e da malária.
Ninurta(identificado com Ningirsu, Pabilsage o personagem bíblico Nimrod)era uma divindade mesopotâmica associada à guerra, agricultura e as artes dos escribas. Considerado o defensor da civilização contra o caos, Ninurta foi originalmente reverenciado no sul da Mesopotâmia e mais tarde no norte, sob os reis assírios. Ele permaneceu uma divindade proeminente até a queda do Império Assírio. Seu símbolo principal era o arado (charrua). Representações
Ninurta é geralmente retratado como um guerreiro usando um chapéu chifrado e uma saia em camadas. Em suas mãos, empunha um arco e flecha, uma espada-foice ou uma maça chamada Sharur. Fontes sumérias descrevem Sharur como uma maça encantada, capaz de voar através de grandes distâncias sem impedimentos e de se comunicar com o seu portador. Sharur também pode assumir a forma de um leão alado, podendo representar um arquétipo para o tardio Lamassu. Às vezes Ninurta é representado com um conjunto de asas levantadas, pronto para atacar. Na arte babilônica, ele é frequentemente mostrado de pé nas costas ou montando uma fera com o corpo de um leão e a cauda de um escorpião.
Ninurta surgiu originalmente como uma divindade agrícola na antiga Suméria. À medida que a Mesopotâmia se tornou mais militarizada, ele passou a ser associado à guerra. Genealogicamente, ele era o filho do deus Enlil com Ninhunrsag (ou Ninlil). Seu santuário original era um templo na cidade-estado de Nippur. Ninurta permaneceu popular no norte da Assíria por causa de sua associação com a guerra.
Sob o Império Assírio, Ninurta ganhou importância como divindade guerreira, além de protetor e curador. Algumas fontes o identificaram como filho de Ashur, o deus nacional assírio. Além de implicar uma identificação de Ashur com Enlil, também demonstra o quão importante Ninurta era para os assírios. Alguns governantes assírios até mesmo acrescentaram o nome de Ninurta a seus próprios nomes. Após a queda do Império Assírio, Ninurta declinou em importância, possivelmente por causa de sua associação com o Império Assírio, da qual a maioria dos sucessores diretos dos assírios tinha uma visão bastante sombria.
Em uma era anterior à civilização, um demônio hediondo chamado Asag fazia os rios ferverem para que todos os peixes morressem. Ele também era acompanhado por um feroz exército composto por guerreiros de pedra. O único capaz de resistir ao demônio era Ninurta. Ninurta matou Asag e derrotou seu exército de pedra. Ele usou os guerreiros de pedra caídos para estabelecer as montanhas, de tal maneira que água fluísse para os rios Tigre e Eufrates, permitindo que a civilização fosse construída ao longo de suas margens.
Há um tema interessante nesta história de criaturas hostis (as pedras) das montanhas que ameaçam as planícies. O próprio Asag também era associado às montanhas e diz-se que acasalava com elas, gerando assim esses monstros de pedra. Estudiosos sugerem que esse mito pode refletir a tensão entre as pessoas que vivem na bacia da Mesopotâmia e os habitantes das montanhas de Zagros, a leste. Este mito também demonstra o papel de Ninurta como um protetor da civilização, ou pelo menos potencial civilização.
Em outra história que também ocorre em tempos primordiais antes dos humanos, Anzu, um monstruoso pássaro gigante com rosto de leão, rouba a Tábua dos Destinos de Enlil, o chefe dos deuses. A posse dessa Tábua dá a Anzu o poder supremo sobre o universo. Os deuses, aterrorizados, se voltam para Ninurta, o poderoso guerreiro e filho de Enlil. Por fim Ninurta consegue derrotar Anzu, recuperando a Tábua dos Destinos e devolvendo-a a seu pai, restaurando assim a ordem no cosmos.
No folclore medieval, o Ziphius, ou "Coruja d'Água", era uma monstruosa criatura náutica que supostamente atacava navios nos mares do norte. Possuía o corpo de um peixe e uma cabeça que lembrava vagamente uma coruja, com olhos enormes e um bico em forma de cunha. "Ziphius", que significa "semelhante a uma espada" em latim, pode se referir à barbatana da besta, que se dizia ser capaz de rasgar o casco de um navio como uma lâmina bem afiada.
Juntamente com outros monstros e leviatãs bizarros, o Ziphius parece ter aparecido primeiro como um embelezamento ilustrativo em uma infinidade de mapas europeus, mas com o tempo se tornou um mito, com avistamentos da criatura sendo reportados em todo o mundo.
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Garkain é uma espécie de criatura devoradora de homens pertencente ao folclore dos povos aborígenes habitantes dos territórios do norte da Austrália. Assemelha-se a um morcego humanóide, coberto de pelos, possuindo um par de enormes asas negras e de dentes caninos.
Os Garkain são ditos viverem em áreas remotas de florestas e pântanos, e em cavernas. Normalmente permanecem empoleirados em árvores, e quando um viajante incauto entra em seu território, eles descem das árvores e pousam sobre ele, envolvendo-o com suas asas e sufocando-o com seu cheiro extremamente forte e fedido. Após ficar inconsciente, a vítima é devorada pelo Garkain. Felizmente, essa criatura pode ser ferida e morta por qualquer arma mundana.
A série de videogames The Witcher apresenta Garkain como sendo uma espécie de vampiro.