4 de setembro de 2015

Aganju

۞ ADM Sleipnir


Aganju é um orixá relacionado com Xangô, Oxum e Iansã. Segundo a tradição de Oyó, Aganju é sobrinho de Xangô e filho de Dadá Ajacá, alafim deposto pelo irmão. Quando Xangô caiu, Dadá Ajacá voltou à Oyó e reassumiu como o quarto alafim de Oyó. Após sua morte, o trono foi herdado por Aganju, quinto alafim de Oyó e neto de Oraniã. Nos mitos, Aganju é às vezes tratado como uma divindade primordial, associado à terra (em oposição à água) e às montanhas e vulcões.

No Brasil, Aganju, ou Xangô Aganju é considerado uma "qualidade" de Xangô enquanto dono das leis e das escritas e padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô (o Xangô mais velho, ou o Xangô propriamente dito), que é principalmente o Orixá da justiça e do equilíbrio. É sincretizado com São José (festa em 19 de março) ou São Miguel Arcanjo.

"Xangô Aganju" também representa Xangô como orixá do ar e em sua relação com a mãe Iemanjá, que por ele teria sido violentada, dando origem aos Ibejis. Nesta concepção se misturam o conceito africano de Aganju como orixá da terra e o do seu filho Orungã, o ar, que teria violentado Iemanjá e dado origem a vários outros orixás.


Na santería de Cuba, Aganyú ou Aganyú Solá é tido como pai de Xangô e identificado com São Cristóvão. Seus colares são marrons e suas roupas, vermelhas-escuras. Seus filhos são homens poderosos e violentos, que facilmente se enfurecem, mas são desarmados pela ternura. São amigáveis para com as crianças e vítimas de mulheres de aparência frágil,que sabem como tirar vantagens deles.

Mitos de Aganju

Do consórcio de Obatalá, o céu, com sua esposa, a terra, nasceram dois filhos: Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Da união com Aganju, Iemanjá deu à luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu.

Mas Orungã cresce e se apaixona pela linda e sensual Iemanjá. E da união dos dois, o ar e a água, cresce profundo amor. Mas aflita, Iemanjá um dia se desprende dos braços de Orungan e foge alucinada, desprezando a continuidade daquele amor proibido. Orungan então a persegue, mas, prestes a alcançá-la, Iemanjá se deita. O corpo então cresce e, dos seus seios fartos, nascem dois rios que adiante se reúnem, constituindo uma lagoa. Do seu ventre fértil que se rompe, nascem: Dadá Ajacá, orixá dos vegetais; Xangô, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olocum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa dos ventos e da tempestade; Oxum, deusa das águas doces do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Okô, orixá da agricultura; Okê, deus das montanhas e das pedras; Oxóssi, deus das matas e dos caçadores; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã, orixá da varíola e da saúde; Orum, o sol; e Oxú, a lua.


fonte:

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3 de setembro de 2015

Vahagn

۞ ADM Sleipnir

Arte de Aram Vardazaryan

Vahagn (em armênio: Վահագն, também conhecido como Vahakn), é uma figura central na mitologia armênia, venerado como um deus guerreiro. Ele é frequentemente chamado de Vahagn Vishapakagh (Վահագն Վիշապաքաղ), que significa "Vahagn, o Ceifador de Dragões". Estudiosos o identificam como o deus do trovão, do sol e do fogo no panteão armênio pré-cristão, além de ser associado à guerra, à bravura e à vitória. Vahagn formava uma tríade divina com Aramazd (o deus supremo) e Anahit (a deusa da fertilidade e da água). Sua consorte era Astghik, a deusa da fertilidade e do amor.

Origem do Nome e Significado

O nome Vahagn tem origem no termo parta Varhraγn, que se refere ao deus iraniano Verethragna, associado à vitória. Apesar da conexão etimológica, Vahagn e Verethragna possuem características distintas. O nome também está ligado ao epíteto védico Vŗtrahan, usado para descrever Indra, o deus do trovão na mitologia védica e hindu. No antigo calendário armênio, o 27º dia de cada mês era dedicado a Vahagn. Além disso, o planeta Marte era chamado de Atraher ("cabelo de fogo") pelos armênios antigos, em referência a Vahagn.


Mitos e histórias

Vahagn é mencionado em várias fontes históricas armênias. Por exemplo, no relato atribuído ao historiador armênio Agatângelo, o rei Tiridates III da Armênia invoca a tríade de Aramazd, Anahit e Vahagn em uma saudação ao seu povo:

"Que a saúde e a prosperidade venham a vocês com a ajuda dos deuses: a abundância do poderoso Aramazd, a proteção da Senhora Anahit e a coragem do bravo Vahagn."

O historiador Movses Khorenatsi descreve Vahagn como um dos filhos de Tigranes, uma figura lendária que reúne características de vários reis armênios. Khorenatsi registra uma canção antiga sobre o nascimento de Vahagn, que diz:

"O céu estava em trabalho de parto, a terra estava em trabalho de parto,
o mar púrpura também estava em trabalho de parto.
No mar, as dores do parto seguravam
um pequeno junco vermelho.
Da cana, a fumaça subia,
da cana, as chamas subiam.
E das chamas
surgiu um jovem de cabelos ruivos.
Ele tinha fogo como cabelo,
chamas como barba,
e seus olhos eram como sóis."


Khorenatsi explica que a canção narra como Vahagn lutou e derrotou os vishaps, dragões da mitologia armênia. Essa história é a origem de seu título Vishapakagh, que significa "Ceifador de Dragões".

Outro mito, relatado pelo escritor do século VII Anania Shirakatsi, conta que Vahagn roubou palha de Barsham (uma forma de Baalshamin, o deus do céu da antiga região de Palmira) e, ao fugir, derrubou parte da palha, criando a Via Láctea. Por isso, em armênio, a Via Láctea é chamada de Hardagoghi chanaparh, ou "o caminho do ladrão de palha".

O Templo de Vahagn

O principal templo de Vahagn ficava em Ashtishat, nas encostas do Monte Karke. Conhecido como Vahevanean ou Vahevahean, o templo era administrado por sacerdotes da nobre casa Vahevuni ou Vahnuni, que afirmavam ser descendentes de Vahagn. O local era um centro de culto para Vahagn, Anahit e Astghik.

Com a conversão da Armênia ao cristianismo no século IV, o rei Tiridates III ordenou a destruição dos templos pagãos. Gregório, o Iluminador, primeiro líder da Igreja Armênia, demoliu o templo de Vahagn em Ashtishat e construiu uma igreja no local, que se tornou a primeira Santa Sé da Igreja Armênia.

Comparações com Outras Mitologias

Estudiosos como Georges Dumézil destacam que Vahagn tem mais semelhanças com o deus védico Indra (também um matador de dragões) do que com o iraniano Verethragna. O historiador Armen Petrosyan sugere que as semelhanças entre Vahagn e Indra refletem traços comuns das mitologias indo-europeias, e não um empréstimo direto. O filólogo Vyacheslav Ivanov considera a Canção de Vahagn um exemplo notável da poesia indo-europeia, com camadas mitológicas que incluem influências iranianas e tradições mais antigas.

Petrosyan também compara Vahagn ao deus védico Agni, associado ao fogo, devido às semelhanças em seus mitos de nascimento. Além disso, o atributo de Vahagn como matador de dragões pode ter sido influenciado pelo deus hurro-urartiano Teshub.

Com a influência helenística na Armênia antiga, Vahagn foi comparado ao herói grego Héracles (Hércules), devido às suas proezas heroicas. Essa associação é reforçada na tradução armênia do século V da Bíblia, onde Vahagn é usado para traduzir Héracles em 2 Macabeus 4:19. Movses Khorenatsi também menciona que a Canção de Vahagn descreve feitos heroicos semelhantes aos de Héracles. Em raras ocasiões, Vahagn foi associado a Apolo, o deus grego do sol.

Arte de Andranik88


Postagem revisada e atualizada em 20/03/2025
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2 de setembro de 2015

Maria Degolada

۞ ADM Sleipnir


Maria Francelina Trenes, mais conhecida como Maria Degolada (Alemanha, c. 1878 - Porto Alegre, 12 de novembro de 1899), foi uma prostituta que, após ser morta pelo namorado, se tornou parte do folclore de Porto Alegre, no Brasil, e centro de um culto popular. 

Quase nada se sabe sobre sua vida. O que consta nos autos do processo judicial subsequente ao seu assassinato é que tinha origem alemã e ganhava a vida como prostituta. Seguindo, declara-se que em 12 de novembro de 1899 ela e o namorado, um soldado da Brigada Militar chamado Bruno Soares Bicudo, estavam fazendo um piquenique com amigos no Morro do Hospício. A certa altura o casal de afastou dos outros e começou a discutir. Maria atacou o namorado com um pedaço de lenha e depois com um cano de ferro, após o que ele a matou cortando seu pescoço com uma faca. Disso vem seu apelido.
O assassinato ganhou grande destaque na imprensa e pela sua brutalidade causou horror na população. O soldado foi preso e condenado. Circularam várias versões sobre o caso e logo os locais passaram a venerá-la. No local onde foi morta ergueu-se uma pequena capela em sua homenagem, identificando-a com Nossa Senhora da Conceição e, por isso, sendo também chamada de Maria da Conceição.

Certidão de Óbito de Maria Francelina Trenes

A passagem de prostituta a santa não é inédita na tradição católica, e, segundo o antropólogo José Carlos Pereira, "ela faz parte do grupo das chamadas 'santas de cemitério' que corresponde, na maioria dos casos, a alguém que sofreu morte violenta, seja por acidente, assassinato ou tortura seguida de morte". Para a historiadora Sandra Pesavento, "ao ser morta ela pode virar santa pois é vítima, e era a loura mártir de um mestiço analfabeto e mal encarado, personificando o drama de uma realidade de excluídos da qual ambos faziam parte.... em uma Porto Alegre muito violenta". A transformação foi facilitada pela crença de muitos populares de que ela na verdade não era uma prostituta, mas uma moça de boa família.

Seus devotos a consideram uma santa milagrosa, mas de acordo com a tradição ela não atende a preces de policiais. Seu nome batiza o antigo Morro do Hospício, hoje chamado Morro da Maria Degolada sobre o qual formou-se uma comunidade, a Vila Maria da Conceição, que se identifica com sua santa.

O folclore que a cercou desde o início continua em desenvolvimento, e novas versões sobre seu assassinato continuam a surgir, acrescentando muitos detalhes fantasiosos sobre sua vida. Ao mesmo tempo, sendo morta por um policial, ela se tornou um símbolo de resistência contra a exclusão social e a opressão do poder público, numa comunidade pobre que se autodefine como "periférica" e "marginal".

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul lançou uma publicação sobre o personagem, Maria Degolada: mito ou realidade (1998); foi tema de um livro de Hércules Grecco, intitulado Maria Degolada (2002), adaptado como peça de teatro, e de outro escrito por Caio Riter para o público infantil, Maria Degolada: santa assombrada (2010). Também deu nome a uma cerveja da cervejaria Anner Bier, foi tema de músicas e de um cordel escrito por Gilbamar de Oliveira.Em 2012 a sua capela foi reconhecida como patrimônio da comunidade.



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1 de setembro de 2015

Deimos & Fobos

۞ ADM Sleipnir


Deimos (do antigo grego Δεῖμος, "terror, pavor") e Fobos (do antigo grego Φόβος, "medo") são na mitologia grega os deuses gêmeos que personificam respectivamente o terror e o medo. Os dois são filhos do deus da guerra Ares e da deusa do amor AfroditeOs gêmeos acompanhavam seu pai nos campos de batalha e sua função era basicamente desestabilizar os guerreiros inimigos para que Ares e seus demais ajudantes pudessem agir. Deimos espalhava o sentimento de terror e o pânico no coração de seus inimigos, enquanto Fobos espalhava o medo, fazendo-o com que fugissem e assim, tornavam-se presas fáceis para o deus da guerra e seus aliados. 

Como eram personagens mitológicos-chave da guerra, indivíduos costumavam realizar sacrifícios em seu nome nos campos de batalha.

Na arte clássica grega, Deimos e Fobos foram geralmente representados como sendo jovens. Fobos em particular foi algumas vezes retratado como um leão ou como um homem com cabeça de leão. Na astronomia, Deimos e Fobos são os nomes das duas luas do planeta Marte.




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31 de agosto de 2015

Kumakatok

۞ ADM Sleipnir


No folclore filipino os Kumakatok ("batentes da porta") são um trio de sinistras figuras encapuzadas que viajam por toda as Filipinas visitando residências, igrejas e hospitais e batendo em suas portas na calada da noite. Após a macabra visita, um dos ocupantes da residência morre, geralmente o mais velho ou o mais doente. Tudo o que se sabe sobre eles é que dois são homens mais velhos e um é uma mulher mais jovem. Diz a lenda que ninguém jamais se atreveu a conversar com estas figuras misteriosas. Ninguém sabe se eles são humanos, ou demônios, ou talvez a versão filipina de anjos da morte. Tudo o que se sabe é que nada pode impedi-los de bater nas portas e fazer o seu trabalho.

Arte de JohnParaiso



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27 de agosto de 2015

O Templo de Ártemis em Éfeso

۞ ADM Dama Gótica



 "Eu já toquei meus olhos na parede de a Babilônia doce, que é uma estrada para carruagens e a estátua de Zeus de alfeos e os jardins suspensos e o Colosso do sol e o enorme trabalho de altas pirâmides e o grande túmulo de Mausolo;"", mas quando vi a casa de ARTEMIS, empoleirada lá nas nuvens, esses outros mármores perderam seu brilho, e eu disse: além de Olympus, o sol nunca pareceu tão grande"
Antípatro de Sídon - antologia grega (IX.58)

O Templo de Ártemis (ou templo de Diana) foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso, atual Turquia. Construído no século VI a.C., foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo. No templo, chegaram a trabalhar centenas de sacerdotisas virgens, as quais praticavam a abstinência sexual e artes mágicas, acreditando na superioridade feminina.

Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia Menor cultuando uma deusa que identificaram como Ártemis (Diana para os romanos), deusa da caça, da vida selvagem e do nascimento. Então construíram um pequeno templo em homenagem a essa deusa, que foi reconstruído e aumentado outras vezes. 



Durante o Período Arcaico da Grécia Antiga, no século VI a.C., o conquistador Creso, então rei da Lídia, ordenou a construção de um grande templo, em Éfeso, para ampliar o pequeno templo anterior que já havia passado por uma série de avarias. Sua construção se deu no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metagenes. Essa foi a quarta expansão o templo, que levou mais 120 anos para ser terminada e incluída na lista das sete maravilhas do mundo antigo. 

Ao fim da obra o templo era composto por 127 colunas de mármore, em estilo jônico dispostas em filas duplas, todas decoradas com obras de arte, tendo cada uma 20 metros de altura. Tinha 138 metros de comprimento e 71,5 metros de largura. E entre as obras de arte existia uma escultura da deusa Artemins em ébano, ouro, prata e pedra preta, cercada por esculturas em bronze de Praxíteles. A escultura da deusa tinha uma saia comprida coberta com relevos de animais cobrindo suas pernas e quadris. Era caracterizada ainda pelas três fileiras de seios que possuía, simbolizando sua fertilidade. Na cabeça havia um ornamento em forma de pilar.



O templo foi destruído duas vezes: a primeira em 21 de julho do ano de 356 a.C. (na noite do nascimento de Alexandre) num incêndio causado por Heróstrato (um incendiário grego que cometeu esse ato para que seu nome fosse imortalizado na historia). Vinte anos depois foi reerguido por Alexandre, o Grande, mas acabou sendo pilhado e parcialmente destruído em 260 d.C. por um ataque dos godos.

Documentos registram que o templo encontrava-se em razoável estado de conservação no século VI d.C., mas muito do material utilizado em sua estrutura já estava sendo utilizado para a construção de igrejas em Éfeso, fazendo com que a destruição do templo tenha se intensificado. A depredação foi completada com a invasão otomana, quando alguns de seus últimos vestígios foram aproveitados em mesquitas. Atualmente, após sucessivos terremotos e saques, apenas uma solitária coluna do templo reerguida por arqueólogos alemães no século XIX encontra-se de pé no local, e restam algumas esculturas e objetos, expostos no Museu Britânico em Londres.



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26 de agosto de 2015

Sheela-na-gig

۞ ADM Sleipnir



As Sheela-na-Gigs (Síla na Géige, Sheela no Gig) são esculturas figurativas de mulheres nuas exibindo uma exagerada vulva. Dizia-se que estas esculturas protegiam contra a morte e o mal, e por isso,  eram colocadas sobre portas ou janelas para proteger essas aberturas. A vulva também simbolizaria a entrada para o submundo. Usadas juntamente com outras figuras exibicionistas e bestiais na decoração das igrejas, tinham o propósito religioso de advertir contra os pecados da carne e alertar para os castigos infernais.

A Irlanda conta com o maior número de talhas Sheela na Gig conhecidas: em The Sheela-na-Gigs of Ireland and Britain: The Divine Hag of the Christian Celts – An Illustrated Guide, Jack Roberts e Joanne McMahon citam 101 exemplos na Irlanda frente a 45 na Grã-Bretanha. 

Origem


Existe controvérsia a respeito da origem das Sheela-na-gigs. Um ponto de vista, sustentado por Anthony Weir e James Jerman, é que elas foram talhadas pela primeira vez na França e na Espanha no século XI, e chegaram depois à Grã-Bretanha e Irlanda no século XII. A obra de Weir e Jerman foi uma continuação da investigação iniciada por Jørgen Andersen, quem escreveu The witch on the wall (1977), o primeiro livro sério sobre as Sheela na Gigs. Eamonn Kelly, Conservador de Antiguidades Irlandesas do Museu Nacional da Irlanda em Dublin, fala no seu livro Sheela-na-gigs: origins and functions sobre a distribuição das Sheelas na Irlanda para apoiar a teoria de Weir e Jerman: quase todas as Sheelas conservadas in situ estão em regiões conquistadas pelos anglonormandos (século XII), enquanto nas zonas que permaneceram "irlandesas nativas" aparecem só umas pocas. Weir e Jerman também argumentam em Images of lust que a sua localização nas igrejas e a sua fealdade com respeito aos standards medievais sugerem que foram usadas para representar a luxuria feminina como horrível e pecaminosamente corrompedora.

Uma outra teoria, exposta por Jack Roberts e Joanne McMahon, é que as talhas são vestígios dum culto pré-cristão de fertilidade ou à Deusa Mãe. Roberts e McMahon assinalam ao que afirmam que são diferenças em materiais e estilos de algumas Sheelas respeito às suas estruturas circundantes, e que algumas aparecem giradas, para apoiar a ideia de que foram incorporadas desde estruturas anteriores a edifícios cristãos primitivos. Há diferencias entre as típicas figuras exibicionistas "continentais" e as Sheelas irlandesas, incluindo a escasseza de figuras masculinas na Irlanda e Grã-Bretanha, mais frequentes no continente, onde também aparecem posturas mais "contorcionistas".


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25 de agosto de 2015

Onça-boi

۞ ADM Sleipnir

Arte de  Yuri Saluceste 

A Onça-boi (ou Onça Pé-de-boi) é um animal fantástico presente no folclore amazônico, que muitos pescadores, caçadores e mateiros que se aventuram pelas florestas juram já ter visto. Segundo os relatos, ela seria uma espécie de onça que possui cascos de boi no lugar de suas patas. 

De acordo com o folclore, ela caça sua presa sempre em pares (em contraste com as onças reais, que sempre caçam sozinhas e não formam casais permanentes, unindo-se somente para as relações sexuais). Dessa forma, elas encurralam sua presa (geralmente caçadores), fazendo com que ela sua uma árvore na tentativa de escapar. Elas iram se revezar na vigilância da presa, até que a mesma caia da árvore, devido ao sono ou fome. 

O único meio de sobreviver ao ataque da Onça-boi é matar uma delas, tão logo sejam avistadas. Alguns dizem que deve-se matar o macho, e assim a fêmea fugirá. Outros dizem que a fêmea deve ser morta, e então o macho fugirá. 

Arte de Douglas Nogueira @oreticolo


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