12 de maio de 2017

Vretil

۞ ADM Sleipnir


Vretil (também conhecido como Pravuil ou Radauriel) é um anjo/arcanjo brevemente mencionado no Segundo Livro de Enoque como sendo escriba de Deus. Na passagem onde é citado, Deus ordena que Vretil traga materiais de escrita para Enoque, para que este pudesse documentar sua jornada através dos céus.

De acordo com os folcloristas Charles Russell Coulter e Patricia Turner, Vretil seria uma reformulação hebraica da deidade babilônica Nabu. 

Vretil também é associado ou identificado com o "homem vestido de linho", citado na Biblia em Ezequiel, capítulo 9:

"Então me gritou aos ouvidos com grande voz, dizendo: Fazei chegar os intendentes da cidade, cada um com as suas armas destruidoras na mão.E eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, e cada um com a sua arma destruidora na mão, e entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cintura; e entraram, e se puseram junto ao altar de bronze.E a glória do Deus de Israel se levantou de sobre o querubim, sobre o qual estava, indo até a entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua cintura.E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais.Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.E disse-lhes: Contaminai a casa e enchei os átrios de mortos; saí. E saíram, e feriram na cidade.Sucedeu, pois, que, havendo-os ferido, e ficando eu sozinho, caí sobre a minha face, e clamei, e disse: Ah! Senhor DEUS! dar-se-á caso que destruas todo o restante de Israel, derramando a tua indignação sobre Jerusalém?Então me disse: A maldade da casa de Israel e de Judá é grandíssima, e a terra se encheu de sangue e a cidade se encheu de perversidade; porque dizem: O Senhor abandonou a terra, e o Senhor não vê.Pois, também, quanto a mim, não poupará o meu olho, nem me compadecerei; sobre a cabeça deles farei recair o seu caminho.Eis que o homem que estava vestido de linho, a cuja cintura estava o tinteiro, tornou com a resposta, dizendo: Fiz como me mandaste."
Ezequiel 9:1-11



fontes: 
  • Livro  Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russell Coulter e Patricia Turner;
  • Livro Dictionary of Angels, de Gustav Davidson.
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10 de maio de 2017

Bonacon

۞ ADM Sleipnir


O Bonacon (ou Bonasus) é um animal imaginário representado na heráldica e em bestiários medievais. Ele foi descrito por Plínio, o Velho, como um animal oriundo da Peônia (região correspondente ao vale do Vardar, na atual República da Macedônia), enquanto bestiários medievais o descreviam como um animal oriundo da Ásia. 

Ele é descrito como sendo semelhante a um touro na aparência, no entanto, possui chifres pequenos e enrolados como o de um carneiro além de um rabo de cavalo e uma juba curta. 

Ele é normalmente representado em pé sobre as quatro patas com a sua cauda levantada excretando fezes flamejantes contra seus perseguidores. Conta-se que os vapores cáusticos de seus excrementos poderiam cobrir 3 acres (cerca de 12000 m²) e queimar seus perseguidores e também a vegetação em seu redor. 

Bison bonasus é atualmente o nome científico do bisão europeu ou wisent e é provável que essa fosse a origem real do animal descrito por Plínio, cujas características foram tão exageradas na Idade Média. Como a maioria dos animais, o bisão tende a evacuar quando assustado e, no frio do inverno europeu, suas volumosas cargas de esterco podem fumegar de maneira impressionante.


fonte:

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8 de maio de 2017

Demogorgon

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jen Elliot
O Demogorgon (também chamado de Gorgo, "Deus da Terra" ou "Mestre dos Destinos")  é um misterioso ser considerado por alguns autores um poderoso demônio infernal. Ele também costuma ser associado a mitologia grega, porém na verdade, parece ter sido fruto de uma interpretação errada do termo grego demiurgo, que se refere a um artesão que é responsável pela criação e manutenção do mundo físico. Cerca de 350-400 d.C, vemos a primeira aparição da ortografia Demogorgon, ao lado de uma descrição do demônio como um deus supremo cujo nome é um tabu e não deve ser pronunciado.

Durante a Idade Média, eruditos e autores cristãos começaram a se referir ao Demogorgon como um demônio do inferno, retratando a criatura como um poderoso demônio de outro mundo a ser temido por todos. Ele faz uma aparição no poema épico de John Milton, Paraíso Perdido, e mais tarde em outras literaturas famosas como Prometeu Liberto de Percy Bysshe Shelley e Moby-Dick, de Herman Melville.  


Demogorgon em Dungeons & Dragons
Arte de Jason Engle
Em 1976, Demogorgon apareceria pela primeira vez no famoso RPG Dungeons & Dragons. No jogo, ele é conhecido como o "Príncipe dos Demônios", e é considerado um dos maiores vilões da história do mesmo. No universo de Dungeon & Dragons, o Demogorgon é descrito como um antagonista reptiliano com cerca de 5 metros e meio de altura com uma forma um pouco humanóide.

Ele é coberto de escamas como um lagarto ou uma serpente, e duas cabeças de mandril brotam de seus pescoços, semelhantes a serpentes. A cabeça da esquerda se chama Aameul e a da direita chamada-se Hethradiah. Elas possuem personalidades individuais e lutam pelo domínio uma sobre a outra, odiando-se mortalmente. Não conseguem separar-se porque ambas pertencem lado a lado, sendo essa a grande maldição.

O Demogorgon é capaz de levar os inimigos à loucura com o seu olhar penetrante, se ambas as cabeças olharem para o mesmo alvo simultaneamente. A sua cauda tem a capacidade de drenar a vida de um oponente e seus tentáculos provocam o apodrecimento, como uma lepra ultra rápida.


Arte de Andrew Hou


Em "Stranger Things"

Demogorgon retornou a figurar na cultura popular através da série Stranger Things, produzida pela Netfilx no ano de 2016. No primeiro episódio da série, os protagonistas Dustin, Lucas, Will e Mike jogam uma animada campanha de Dungeons & Dragons, onde são emboscados pelo temido Demogorgon.
Will, que é o mestre do jogo, tem que rolar o dado e ver se seu feitiço de proteção funcionou. Infelizmente, a magia não fez efeito e Will não consegue se proteger. Mais tarde, o menino acaba caindo no domínio do monstro real, a quem seus amigos dão o nome de Demogorgon.


O nome da criatura surge quando a personagem Eleven usa a figura do Demogorgon de Dungeons & Dragons  para demonstrar que Will está fugindo do monstro. Na verdade, nunca sabemos qual o nome real da criatura sem rosto, que é bastante diferente do Demogorgon de Dungeons & Dragons.

Arte de Diego Klein
 fontes:


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5 de maio de 2017

Nang Ta-khian

۞ ADM Sleipnir


Nang Ta-khian (em tailandês: นาง ตะเคียน; "Senhora de Ta-khian") é um grupo de espíritos femininos do folclore tailandês, e pertencente a uma classe de espíritos ou fadas relacionadas a árvores, conhecida genericamente como Nang Mai (em tailandês นาง ไม้, "Senhora da Árvore"). Os Nang Ta-khian em particular habitam árvores da espécie Hopea odorata. Essas árvores, comumente chamadas de Ta-khian (daí o seu nome), são naturais da Tailândia, Bangladesh, Cambodia, Índia, Laos, Malásia, Myanmar e Vietnã, e podem atingir até 45 metros de altura.

De acordo com a tradição oral tailandesa, esses espíritos costumam aparecer como jovens belas e atraentes, vestindo trajes tradicionais tailandeses geralmente em cores avermelhadas ou acastanhadas. Eles assombram a região ao redor da árvore e também casas, palafitas ou qualquer outra coisa construída com madeira de Ta-khian. Eles atacam pessoas perversas ou imorais que se aproximam de sua morada, mas aqueles que são bons e justos nada tem a temer. Por isso, árvores Ta-khian quase nunca são cortadas para o uso de sua madeira, uma vez que isso deixa o espírito que habita nela furioso. 


Se por algum motivo uma árvore Ta-khian tenha que ser cortada, uma cerimônia especial deve ser realizada para fazer com que o espírito deixe a árvore, ou então ele irá permanecer ligado a à madeira e a qualquer coisa feita a partir dela, assombrando as pessoas e trazendo desgraça e má-sorte. O único lugar que usa sua madeira sem nenhum problema são os mosteiros budistas, onde a virtude dos monges tornam esses espíritos inofensivos.

Os Nang Ta-khian e as árvores que eles habitam são reverenciados como divindades pelos tailandeses e, em algumas áreas, são criados santuários ao redor da árvore, e ofertas como alimentos, pequenas esculturas e roupas são deixadas para eles. Acredita-se que em troca, eles fornecem sorte e riqueza (em especial ganhos em loterias). 


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3 de maio de 2017

Pasífae

۞ ADM Sleipnir
Pasífae (ou Pasífaa, em grego: Πασιφάη) era na mitologia grega uma das filhas do deus sol Hélios e da ninfa Perseis. Seus irmãos eram Eetes, rei da Cólquida e a feiticeira Circe. Assim como seus irmãos, Pasífae era uma habilidosa praticante de feitiçaria. Ela foi casada com o rei Minos de Creta (filho de Zeus e Europa), e com ele, foi mãe de Androgeu (ou Eurigies), Ariadne, Deucalião, Fedra, Glauco de Creta, Catreu e Acacalis.

Originalmente, Pasífae teria sido uma deusa lunar cretense, com atributos similares ao da deusa lunar grega Selene.  

A Maldição sobre Minos

Pasifáe era uma mulher muito ciumenta, e na tentativa de impedir que Minos se relacionasse sexualmente com outras mulheres, lançou sobre ele a seguinte maldição: Com exceção dela própria, todas as mulheres que se deitassem com Minos seriam mortas por serpentes, escorpiões e centopéias que seriam ejaculadas por ele. Muitas mulheres foram mortas devido a esta maldição, que durou até Minos conhecer Prócris, princesa ateniense que havia fugido para Creta após ter traído seu marido, Céfalo.

Segundo o Pseudo-Apolodoro, Prócris libertou Minos da maldição lançada por Pasífae fazendo-o mastigar uma erva mágica que ela havia recebido de Circe e depois deitou-se com ele. Como um presente por sua ajuda, Minos presenteou Prócris com um dardo que jamais errava o seu alvo e também Laelaps, um cão mágico do qual nenhuma caça podia escapar. Estes eram presentes que Europa, mãe de Minos, havia recebido originalmente de Zeus. Temendo a vingança de Pasífae, Prócris retornou a Atenas e lá reconciliou-se com Céfalo, a quem entregou os presentes recebidos de Minos.

Prócis entrega a Céfalo os presentes recebidos de Minos


A Paixão Desenfreada pelo Touro de Creta

Esse drama envolvendo Pasífae foi provocado pela falta de palavra de Minos. Este, na disputa com seus irmãos Sarpedão e Radamanto pelo domínio da ilha de Creta, alegou que ela vontade dos deuses que ele fosse o seu rei, e para provar isso, tratou de afirmar que os deuses lhe concederiam o que bem desejasse. Um dia, quando sacrificava a Poseidon, solicitou ao deus que fizesse sair do mar um touro, prometendo oferecer-lhe em holocausto o animal. Poseidon atendeu o pedido de Minos, e do mar saiu um poderoso touro branco, garantindo a Minos o controle sobre a ilha inteira, sem contestação por parte de seus irmãos. 

Apesar de haver prometido sacrificar o touro em honra de Poseidon, Minos acabou enviando o touro branco para junto de seu rebanho, pois o mesmo era muito belo e ele desejava conservar a sua raça. Poseidon ficou indignado com a atitude de Minos, e então enfureceu o animal - que, mais tarde, Héracles, seguindo ordens de Euristeu levaria para a Grécia e depois seria morto por Teseu.

Para vingar-se mais ainda de Minos, Poseidon fez também com que Pasífae concebesse uma paixão fatal e irresistível pelo animal. Sem saber como entregar-se ao touro, ela recorreu às artes de Dédalo, que fabricou uma novilha de bronze (ou de madeira coberta por uma pele de novilha, em outra versão) tão perfeita que seria capaz de enganar o animal. 



Colocando-se dentro do simulacro, Pasífae conseguiu satisfazer sua paixão alucinada. Dessa união, nasceu Astério ("Estelar"), o Minotauro. A ajuda dada a Pasífae fez com que Minos lançasse Dédalo e seu filho Ícaro em um labirinto que o próprio Dédalo havia construido, e de onde mais tarde conseguiram fugir construindo asas artificiais. Uma outra versão dessa história conta que a paixão desenfreada de Pasífae pelo touro foi provocada pela deusa Afrodite, cujo culto era menosprezado pela esposa de Minos ou ainda que a deusa do amor fez isso como vingança contra Hélios, que havia contado a Hefesto sobre os seus amores clandestinos com Ares.

Na versão pré-olímpica do mito (oriunda da civilização minóica), o touro por quem Pasífae se apaixonou era na verdade o próprio Poseidon, disfarçado. Na versão grega, é realmente um animal, o que reduz a importância da paixão, transformando-a em mera perversão carnal, em vez de sentimento divino, sobre-humano.



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1 de maio de 2017

Coonigator

۞ ADM Sleipnir

Coonigator (ás vezes chamado de Raccoon-igator) é um criptídeo dito habitar em regiões arborizadas em torno do Monte Pelier, no estado de Vermont, nos EUA. De hábitos noturnos, ele deixa suas tocas durante a noite para revirar o lixo das propriedades localizadas próximas ao Monte Pelier, retornando para elas antes do amanhecer.

O Coonigator é descrito como sendo uma espécie de guaxinim com o torso arredondado, com uma espessa camada de pelagem cinza  e com um rosto semelhante ao de um crocodilo. De acordo com relatos, à distancia ele pode ser facilmente com um guaxinim comum, mas aqueles que tiveram a oportunidade de olhá-lo de perto, ficaram aterrorizados ao ver o seu rosto.


Embora as origens destes híbridos repto-mamíferos permaneçam encobertas de mistério, relatos de supostos avistamentos destas criaturas na região do Monte Pelier aumentaram de forma mensurável durante as últimas décadas, deixando os moradores da região assustados.

Pesquisadores que investigaram as histórias afirmam que o acasalamento de um réptil como o jacaré e um mamífero como o guaxinim é na prática impossível, isso sem mencionar o fato de que um crocodilo mataria o guaxinim tão logo este se aproximasse dele. A maioria dos pesquisadores acredita que os supostos encontros com Coonigators não passam de engano dos observadores, que podem ter confundido guaxinins comuns com gambás. Ainda assim, existe um pequeno contingente de testemunhas que insistem ter visto uma criatura diferente de qualquer outra na Terra.


fontes:


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28 de abril de 2017

Ugajin

۞ ADM Sleipnir


Ugajin (jap:宇 賀 神, Uga-jin; também conhecido como Uka-no-kami) é uma obscura divindade das águas na mitologia japonesa, adorada no início do período medieval japonês. Estreitamente relacionada a colheitas e rios, estudiosos sugerem que ela é um símbolo de fertilidade. 

Ugajin é representada como um ser com o corpo de uma serpente e com uma cabeça humana, podendo esta ser representada como a cabeça de um homem ou de uma mulher. No Budismo Tendai, Ugajin foi sincretizada e fundida com a deusa budista Benzaiten, que se tornou conhecida como Uga Benzaiten ou Uga Benten. Estátuas de Benzaiten às vezes carregam em sua cabeça a efígie de Ugajin.


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26 de abril de 2017

Bloody Bones

۞ ADM Sleipnir


Bloody Bones (literalmente "ossos sangrentos"; também conhecido como Rawhead and Bloody-Bones, Tommy Rawhead ou somente Rawhead) é um boogeyman (bicho-papão) usado para assustar crianças na Grã-Bretanha. 

De acordo com as histórias, ele habita em lugares escuros, como dentro de armários ou debaixo de escadarias, e aqueles que forem corajosos o suficiente para espiar esses lugares, tem a pavorosa visão de uma criatura esqueletal, coberta de sangue, e sentada sobre uma pilha de ossos, que de acordo com as histórias pertenciam a crianças que se comportam mal.

Histórias sobre ele eram comuns nas cidades de Lancashire e Yorkshire, e eventualmente migraram para a América do Norte, tornando-se comuns no sul dos EUA. Sua figura já apareceu em inúmeras histórias e filmes, sendo o mais famoso Rawhead Rex (no Brasil "Monster - A Ressurreição do Mal"), dirigido por George Pavlou e escrito por Clive Barker.


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