11 de julho de 2013

Urano

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Urano era o deus primordial (protogenos) do céu. Os gregos imaginavam o céu como uma sólida cúpula de bronze, decorada com estrelas, cujas bordas desciam para descansar sobre os limites extremos da terra plana. Urano era o céu literal, assim como sua consorte Gaia era a Terra. Seu equivalente romano é Caelus.

Urano e Gaia foram pais dos doze primeiros Titãs, dos Ciclopes (Arges, Brontes e Estéropes) e dos Hecatônquiros. Urano odiava sua vasta descendência, e após um tempo passou a trancar os seus filhos no ventre de Gaia. Sofrendo imensas dores, Gaia convenceu seus filhos titãs a se rebelarem contra Urano.  Aqui temos 2 versões da história: na primeira, somente Cronos aceita se rebelar e na segunda, cinco titãs incluindo Cronos se rebelam. Quatro deles se colocaram de guarda nos quatro cantos do mundo, preparados para agarrar seu pai enquanto ele descia para descansar sobre a Terra. O quinto titã, Cronos, tomou o seu lugar no centro, e armado com uma foice de diamante forjada por Gaia, castrou Urano, enquanto seus irmãos o seguravam firmemente. O sangue do deus celeste caiu e encharcou a terra, produzindo as Erínias, as Melíades e os Gigantes. Os seus testículos caíram no mar e geraram a deusa Afrodite.


Logo após a sua queda, Urano profetizou a queda do Titãs e a punição que sofreriam por seus crimes - uma profecia que mais tarde foi cumprida por Zeus, que depôs os irmãos e confinou-os no Tártaro. Após sua mutilação, Urano não desceu mais para cobrir Gaia, permanecendo imóvel em seu lugar para sempre.

Não haviam representações de Urano nos primórdios da arte grega, no entanto representações egípcias da deusa celeste Nut mostram como ele era imaginado - como um gigantesco homem, coberto de estrelas com longos braços e pernas, e que repousava sobre os quatro membros, com as pontas dos dedos no Extremo Oriente, os dedos dos pés no extremo oeste, e seu corpo arqueado elevado para formar a cúpula do céu. Na arte da época romana, foi muitas vezes descrito como Aion, o deus do tempo eterno, sob o disfarce de um homem de pé sobre a forma reclinada de Gaia (Terra), segurando a roda do zodíaco em sua mão.

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