1 de outubro de 2014

Capelobo

۞ ADM Sleipnir



O Capelobo é uma criatura pertencente ao folclore do Pará e também do Maranhão, onde é conhecido como Cupelobo. Seu nome provavelmente é de indígena, e significa "lobo torto". Segundo a lenda, quando os índios ficam muito velhos, eles não chegam a morrer. Ao invés da morte, esses índios ganham uma nova vida sob a forma de um Capelobo. 

Descrição


A descrição da criatura varia conforme a região. No Maranhão, ele é descrito como uma criatura humanóide com um corpo peludo e com um focinho de tamanduá. Já em outras regiões, ele é descrito como uma anta, porém com características mais distintas, é maior que uma anta comum, é mais rápido, possuindo um focinho mais parecido com o de um cão ou porco, e cabelos longos. Segundo alguns folcloristas, o Capelobo possui apenas uma perna ou pata redonda, similar a outra criatura do folclore brasileiro, o Pé-de-garrafa.



Características

O Capelobo tem o hábito de sair à noite para rondar as casas e acampamentos na floresta. A sua chegada pode ser notada devido aos gritos assustadores que ele produz. Esses gritos, que no meio da mata se multiplicam em todas as direções, desnorteiam os caçadores e mateiros que assim vagam perdidos, chegando, às vezes, a enlouquecer.

Sua dieta é composta basicamente de cães e gatos recém nascidos, e também de seres humanos. Segundo o historiador  Câmara Cascudo relata em Geografia dos Mitos Brasileiros, “Ciclo dos Monstros”, o Capelobo abraça os humanos que encontra, perfura seus crânios na região mais alta, introduz a ponta do focinho no orifício e suga toda a massa cefálica. Já de acordo com Carlos de Lima em seu livro "Lendas do Maranhão", o Capelobo bebe o sangue de suas vítimas, seja homem ou animal.

Aparentemente, um Capelobo só pode ser morto se for atingido por um tiro ou outro ferimento em seu umbigo. 





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3 comentários:

  1. Muito Bom adoro o folclore brasileiro

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  2. Tao Bom que até li outra vez

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  3. Isso me lembrou aquelas paródias de filmes de aliens dos anos 70, onde os aliens sugavam o cérebro dos humanos com canudinhos... Esse aí nem precisa de canudo! Mas muito interessante esse post.

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