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8 de outubro de 2014

Cumacanga

۞ ADM Sleipnir

Arte de Flavio Greco Paglia

A Cumacanga é uma personagem do folclore regional do Pará e também do Maranhão, onde é conhecida como Curacanga. Ela é uma mulher amaldiçoada por se envolver com um padre ou, segundo o folclorista Basílio de Magalhães, a "sétima filha de qualquer mulher". Durante a meia noite das sextas-feiras (ou em noites de lua cheia, conforme algumas versões), sua cabeça deixa seu corpo e voa pelos ares envolta em chamas, assustando a todos que encontra pela frente. Ao primeiro cantar do galo, a cabeça retorna ao corpo.

Conta-se que o único modo de evitar que a sétima filha se torne uma Cumacanga é tornar a sexta filha madrinha da sétima. Existe também um modo de descobrir a identidade de uma Cumacanga. No momento em que alguém se defrontar com a mesma, a pessoa deve lhe oferecer uma agulha virgem. No dia seguinte, ela voltava em forma humana para buscar a agulha, e assim sua identidade será revelada.

É muito provável que esse mito tenha surgido após avistamentos de fogo-fátuos, surgidos através da emanação de gás metano de animais mortos. Há ainda aqueles que atribuem as aparições da Cumacanga à fenômenos extra-terrestres.

Arte de Renato Desenheiro

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7 comentários:

  1. parece mais uma variação da mãe-de-ouro

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  2. Ainda quando eu vivia no Maranhão meus tios que vinham de Anajatuba, contavam, em noites de lua, sobre uma tal Cavaloacanga, que era a mesma Cumacanga. Até hoje lembro dessas histórias de terror pelo interior. Naquela época ainda não tínhamos luz elétrica e isso nos fazia ficar com mais medo ainda.

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    Respostas
    1. Interessante. Obrigado por compartilhar sua experiência conosco!

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  3. Nessa lenda existe alguma relação da cumacanga com satanás ?

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  4. Interessante, é possível fazer muitas conexões com algumas histórias, tanto do folclore brasileiro, quanto indígenas, tipo ser a sétima filha é semelhante ao lobisomem que é o sétimo filho e ter relações com um padre, que é a mesma causa da maldição da mula-sem-cabeça, mas além disso tem histórias indígenas como Akaké, a Cabeça Akarandé (história dos makurap registrada no livro Terra Grávida) e Tianoá (história dos tupari registrada no livro O Primeiro Homem e Outros Mitos dos Índios Brasileiros).

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