24 de outubro de 2014

Asclépio

۞ ADM Sleipnir


Asclépio (ou Esculápio, para os romanos) era um semi-deus grego, cultuado como o deus da medicina e da cura, e ancestral de renome dos Asclepíades, uma guilda de antigos médicos gregos, dentre os quais o mais famoso foi Hipócrates de CosApesar de não fazer parte do grupo dos deuses olímpicos, Asclépio era uma divindade muito popular no mundo antigo. 

Asclépio é representado como um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, de olhar sereno ao horizonte, acompanhado de sua filha Higéia ou sozinho. Seu braço esquerdo sempre aparece apoiado num cajado, confundido muitas vezes com o caduceu de Hermes / Mercúrio, que possui duas serpentes, enquanto em volta de seu bastão há apenas uma serpente. O bastão de Asclépio se transformou no símbolo da medicina.



Família

Asclépio era filho do deus do sol Apolo e da princesa tessaliana Corônis. Sua consorte era Epione, deusa da anestesia, com que teve os seguintes filhos:
  • Machaon (cirurgião) e Podaleirus ou Podalirio (o dom do diagnóstico e da psiquiatria) que foram os médicos dos gregos na Guerra de Tróia;
  • Telésforo - o pequeno gênio da convalescença,
  • Panaceia - a deusa dos medicamentos e ervas medicinais,
  • Iaso - deusa da cura,
  • Áceso - deusa dos cuidados e enfermagem,
  • Aglaea - deusa dos bons fluidos, boa forma e beleza natural, e
  • Hígia ou Higeia - deusa da prevenção das doenças, que deu origem ao termo Higiene (limpeza, higiene e saneamento).
Mito

Sua mãe Corônis se apaixona por Ísquis, filho de Élato, e os dois começam a se envolver. Um corvo informa a Apolo sobre o caso, mas Apolo não acredita nele, e o torna negro (antes os corvos seriam brancos), para puni-lo por sua mentira. Depois, ao descobrir que o alerta do corvo era verdadeiro, Apolo o torna sagrado e o encarrega de anunciar mortes importantes. Apolo sentencia Corônis a morte, colocando-a em uma pira para ser queimada (em outra versão, ele envia sua irmã Ártemis para fazê-lo), porém ela esperava um filho do deus, e para não deixar que ele morresse também, Apolo faz o parto da criança e a deixa sob os cuidados do centauro Quíron


Asclépio se torna o discípulo favorito de Quíron por se interessar mais pelos conhecimentos médicos. Com os ensinamentos de Quíron, Asclépio é capaz de aperfeiçoar os métodos de cura, tornando-se capaz de criar remédios para toda e qualquer doença existente. Entre as curas que teria operado, estão as de vários heróis feridos em Tebas, de Filocteto em Troia, do tirano de Epidauro, Ascles, de uma doença nos olhos, as filhas de Proetus que haviam sido enlouquecidas por Hera, restaurou a visão aos filhos de Fineu e curou com ervas as feridas de Héracles em sua luta contra a Hidra de Lerna.

Em um determinado momento, a habilidade de Asclépio havia se tornado tão excepcional que ele tornou-se capaz de "ressuscitar" os mortos. Ele era capaz de fazê-lo graças ao sangue mágico da cabeça da Górgona, dado a ele por Atena. O sangue que escorria do lado esquerdo da cabeça da Górgona era capaz de tirar a vida de alguém, e o sangue que escorria do lado direito tinha o poder de ressuscitar os mortos. 

De acordo com o historiador Diodoro, Asclépio não ressuscitava os mortos de maneira literal. O poder curativo de Asclépio era tão grande que ele restaurava a saúde para muitos desenganados, e por isso se dizia que ele ressuscitava os mortos. Dentre os ressuscitados por Asclépio estão Órion, Hipólito, Himeneu, Tindareu, Glauco, Capaneu, Panassis e Licurgo

Irritado com Asclépio, que com seus poderes perturbava a ordem natural estabelecida pelos deuses e despovoava seu reino, Hades exigiu de Zeus uma solução para esse problema. Zeus decidi eliminar Asclépio fulminando-o com um de seus raios., e isso causa a fúria imediata de Apolo, que em retaliação a morte de seu filho, atira sua seta contra o monte Etna, matando os Ciclopes que haviam forjado o raio de Zeus. Como castigo por ter matado os Ciclopes, Zeus condena Apolo privando-o de seus poderes e enviando-o para servir o rei Admeto durante um ano como um de seus escravos.

Afim de consolar Apolo, Asclépio foi colocado por Zeus entre as estrelas como a constelação de Ophiochus (Serpentário). 


Algumas versões do mito dizem que depois de morto, Asclépio foi ressuscitado por Zeus, que permitiu-lhe continuar sua prática, desde que não mais interferisse mais no destino final dos mortais, tornando-se conhecido por sua bondade e compaixão no trato dos doentes, e dedicando sua atenção aos pobres. 

Culto


O culto à Asclépio disseminou-se por uma vasta região da Europa, pelo norte da África e pelo Oriente Próximo, sendo homenageado com inúmeros templos e santuários, que atuavam como hospitais. O ritual que lhe era dedicado consistia em purificações, penitências, banhos e abstinências, sendo-lhe ofertados ouro e ex-votos pelos enfermos reconhecidos. Depois do surgimento do Cristianismo vários santuários de Asclépio foram transformados em igrejas cristãs, dedicadas a santos ligados à cura, mas ele foi um dos deuses pagãos de maior sobrevida dentro do Cristianismo, em virtude de sua fama de bondade e compaixão.


Fontes de pesquisa
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Ruby