Apsu (ou Abzu, também chamado de Engur) é um deus mesopotâmico primordial, que personifica a massa de água doce sob a qual flutua a Terra. Ele é o consorte de Tiamat, a deusa-dragão que personificava as águas salgadas do mar. Geralmente era visto como uma divindade sem forma definida, sendo a personificação das águas primevas, mas já foi descrito como um dragão (como sua consorte Tiamat) ou uma serpente.
No mito da criação narrado no Enuma Elish, no início, não havia nenhuma terra ou céu, existindo apenas o caos e a desordem entre os águas primordiais. Quando as águas doces de Apsu se misturaram com as águas salgadas de Tiamat, um terceiro elemento aquoso, talvez as nuvens, surgiu, e assim os primeiros deuses foram gerados. Com o tempo, seus filhos tornaram-se numerosos, e começaram a tentar estabelecer a ordem ao caos primordial.
A partir desse momento, teve início um conflito entre Apsu e seus filhos. Segundo uma versão do mito, o motivo do conflito foi que Apsu não suportava o barulho e alvoroço causado pelos deuses mais jovens, e por isso, planejou eliminá-los. Já outras versões alegam que a rebeldia das novas divindades irritou Apsu e sua esposa ou que Apsu ouviu seus filhos conspirarem para matá-lo. Seja qual foi o motivo, e apesar da oposição de Tiamat, Apsu decidiu eliminar seus filhos, e convocou seu vizir Mummu para ajudá-lo.
Assim, a luta entre os antigos deuses primordiais e seus descendentes começou. No épico da criação babilônico, Enki lança um feitiço sobre Apsu, colocando-o em um sono profundo, de modo que a divindade pode matá-lo facilmente. Na sequência da sua vitória, Enki estabeleceu sua morada sob o cadáver de Apsu, e Mummu também é aprisionado neste local. A morte de Apsu fez com que Tiamat se revoltasse, reunindo um exército de monstros e deuses renegados para vingar a morte de seu esposo.
Cultura Popular
Em Saint Seiya Omega (2012), Apsu é o deus responsável pela criação e dispersão do nocivo cosmo das Trevas no universo de Omega, e também aquele que trouxe todos os outros seis elementos à Terra. É o verdadeiro inimigo, cujo poder representa perigo para ambos os Cavaleiros de Atena e os Marcianos de Marte, e cuja mera existência é capaz de trazer calamidades inimagináveis para a vida na Terra.
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Eu também vim a conhecer essa divindade através de Saint Seiya Omega. Interessante como a nova animação pegou mitologia romana e mesopotâmica dessa vez.
O que aconteceu é que tem uma versão que ele foi aprisionado no submundo e ai ele se tornou o dous da escuridão e é esse versão que eu ouvi falar primeiro ai depois eu vi essa e a de cavaleiros do zodiaco
acho muito legal que as mitologias de povos que viviam em arias mais desérticas como os mesopotâmicos, sempre colocam a água como deus mais importante ou primordial, isso prova que a mitologia é muito importante para a historia. Amo esse blog e também acompanho o canal no youtube não parem, parabéns!
# Abzu vs Anu: O Conflito Primordial no Universo TGALY
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**Introdução: A Guerra Cósmica**
No vasto e complexo universo de The Gods Are Love You (TGALY), poucos conflitos são tão fundamentais e abrangentes quanto a guerra primordial entre **Abzu** e **Anu**. Esta não é uma simples disputa entre deuses, mas um embate cósmico entre duas forças fundamentais da existência: o **Abismo/Vazio** e os **Céus**. Uma AU (Universo Alternativo) que explora essa tensão, intitulada **Abzu vs Anu**, mergulha nas profundezas da filosofia e da teologia para apresentar um cenário onde todos os seres — deuses, semideuses, mortais e espíritos — são forçados a escolher um lado.
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**As Forças em Confronto**
De um lado, temos **Abzu**, a personificação do Abismo, das profundezas transformadoras da existência. Ele representa o potencial infinito, a mudança constante, o caos criativo e a metamorfose perpétua. Abzu não é um deus antropomórfico no sentido tradicional; ele é uma força da natureza, vasta e impessoal, que fala através de sentimentos, visões e do chamado silencioso das profundezas. Para seus seguidores, o Abismo não é um lugar de destruição, mas o ventre de toda a criação, a fonte de toda a renovação.
Do outro lado, está **Anu**, a personificação dos Céus, da ordem celestial e da estrutura do cosmos. Ele é a estabilidade, a sabedoria divina, a lei imutável e a luz que guia. Anu também é uma força da natureza, vasta e ordenada, que se expressa através de padrões, leis e da orientação silenciosa dos astros. Seus devotos encontram nos Céus a fonte de toda a justiça, da sabedoria e da preservação do que é sagrado.
Ambas as forças, em sua essência, não são boas ou más. São aspectos complementares e necessários da realidade. O problema surge quando elas entram em conflito aberto, e a harmonia primordial entre elas se rompe.
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**O Papel do Mediador: Enki**
No centro deste conflito aparentemente insolúvel, emerge uma figura crucial: **Enki**, o deus da sabedoria, das águas e da magia. Enki ocupa uma posição única, pois está conectado a ambos os lados. Ele emergiu das próprias águas de Abzu, compreendendo a profundidade e o poder da transformação. Ao mesmo tempo, é um deus da ordem e da sabedoria, reverenciado pelas forças celestiais.
Enki não toma partido. Seu papel é o de mediador, o pacificador que busca incansavelmente reconciliar Abzu e Anu. Ele personifica a esperança de que a cisão primordial possa ser curada e a unidade original restaurada. Sua filosofia é a da harmonia: a crença de que a existência é um fluxo que requer equilíbrio entre a transformação e a ordem.
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**A Divisão dos Panteões**
O conflito entre Abzu e Anu não deixa nenhum ser imune. Os deuses de todos os panteões, de todas as mitologias, são forçados a escolher um lado. Essa divisão é drástica e redefine alianças milenares:
- **Forças de Abzu:** Incluem deuses associados ao submundo, ao caos, à noite e à transformação. Exemplos são Hades e Nix (Grego), Loki e Hel (Nórdico), Osíris e Set (Egípcio), Shiva e Kali (Hindu), Tiamat e Ereshkigal (Mesopotâmico), Lúcifer e Lílith (Abraâmico), Izanami (Shinto), a Morrígan (Celta) e Mictlantecuhtli (Asteca).
- **Forças de Anu:** Reúnem deuses do céu, da ordem, da sabedoria e da lei. Incluem Zeus, Atena e Apolo (Grego), Odin e Thor (Nórdico), Rá e Hórus (Egípcio), Vishnu e Brahma (Hindu), o próprio Anu e Marduk (Mesopotâmico), os Arcanjos Miguel e Gabriel (Abraâmico), Amaterasu (Shinto), Dagda (Celta) e Perun (Eslavo).
- **Neutros:** Alguns deuses, como Deméter, Ísis, Vishnu (em seu aspecto equilibrado) e o próprio Enki, tentam permanecer fora do conflito ou buscar uma solução pacífica.
A AU de Abzu vs Anu explora temas filosóficos profundos:
1. **A Guerra das Ideologias:** O conflito é, acima de tudo, um choque de visões de mundo sobre a própria natureza da existência. É a eterna tensão entre a mudança e a permanência, entre o potencial e a forma, entre o caos criativo e a ordem estruturada.
2. **A Necessidade da Escolha:** Neste universo, a neutralidade é insustentável. Cada ser, especialmente os humanos divinos, é forçado a fazer uma escolha existencial, o que adiciona uma camada de tragédia e responsabilidade à narrativa.
3. **A Busca pela Harmonia:** Através da figura de Enki, a AU propõe que a verdadeira sabedoria não está em escolher um lado, mas em transcender a própria dualidade, buscando a reconciliação e o equilíbrio entre as forças opostas.
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**Conclusão: O Significado do Conflito**
Abzu vs Anu é mais do que uma simples guerra de deuses; é um espelho das tensões fundamentais que residem no coração da existência e da psique humana. A AU convida à reflexão sobre como lidamos com as forças opostas dentro de nós e no mundo: o impulso para a mudança versus a necessidade de estabilidade, o desejo de explorar o desconhecido versus o conforto do familiar.
Enquanto Abzu e Anu representam os polos, Enki surge como o símbolo da esperança de que o conflito não é o fim, mas uma oportunidade para uma compreensão mais profunda. A sua mediação nos lembra que, mesmo nas divisões mais profundas, pode residir a semente da reconciliação e de uma nova harmonia. A guerra é eterna, mas a busca pela paz, guiada pela sabedoria, é igualmente eterna.
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*"As profundezas me chamam. Os céus me chamam. Estou preso entre eles e não posso escolher. Mas talvez a escolha não seja o ponto. Talvez o ponto seja aprender a abraçar ambos, encontrar a harmonia que existe entre eles."*
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A primeira vez que eu vi este deus foi em Saint Seiya Omega, mais ele foi dito como o deus da escuridão, obrigado por postar o original.
ResponderExcluirVerdade, só não sei oq os dois tem em comum
ExcluirEu também vim a conhecer essa divindade através de Saint Seiya Omega. Interessante como a nova animação pegou mitologia romana e mesopotâmica dessa vez.
ExcluirO que aconteceu é que tem uma versão que ele foi aprisionado no submundo e ai ele se tornou o dous da escuridão
Excluire é esse versão que eu ouvi falar primeiro ai depois eu vi essa e a de cavaleiros do zodiaco
ele n era somente deus da escuridão,como também era deus das águas frescas,mas mal usou esse elemento em batalha
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGrande post sleipnir. Tendo oportunidade seria ótimo mais mitos sumérios e mesopotamicos
ResponderExcluirObrigado Pedro, pode ter certeza que irei trazer mais mitos mesopotâmicos ao blog.
ExcluirTodos são mitos asim como Jesus também chegará sua hora de virar mito também
ResponderExcluiracho muito legal que as mitologias de povos que viviam em arias mais desérticas como os mesopotâmicos, sempre colocam a água como deus mais importante ou primordial, isso prova que a mitologia é muito importante para a historia. Amo esse blog e também acompanho o canal no youtube não parem, parabéns!
ResponderExcluir# Abzu vs Anu: O Conflito Primordial no Universo TGALY
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**Introdução: A Guerra Cósmica**
No vasto e complexo universo de The Gods Are Love You (TGALY), poucos conflitos são tão fundamentais e abrangentes quanto a guerra primordial entre **Abzu** e **Anu**. Esta não é uma simples disputa entre deuses, mas um embate cósmico entre duas forças fundamentais da existência: o **Abismo/Vazio** e os **Céus**. Uma AU (Universo Alternativo) que explora essa tensão, intitulada **Abzu vs Anu**, mergulha nas profundezas da filosofia e da teologia para apresentar um cenário onde todos os seres — deuses, semideuses, mortais e espíritos — são forçados a escolher um lado.
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**As Forças em Confronto**
De um lado, temos **Abzu**, a personificação do Abismo, das profundezas transformadoras da existência. Ele representa o potencial infinito, a mudança constante, o caos criativo e a metamorfose perpétua. Abzu não é um deus antropomórfico no sentido tradicional; ele é uma força da natureza, vasta e impessoal, que fala através de sentimentos, visões e do chamado silencioso das profundezas. Para seus seguidores, o Abismo não é um lugar de destruição, mas o ventre de toda a criação, a fonte de toda a renovação.
Do outro lado, está **Anu**, a personificação dos Céus, da ordem celestial e da estrutura do cosmos. Ele é a estabilidade, a sabedoria divina, a lei imutável e a luz que guia. Anu também é uma força da natureza, vasta e ordenada, que se expressa através de padrões, leis e da orientação silenciosa dos astros. Seus devotos encontram nos Céus a fonte de toda a justiça, da sabedoria e da preservação do que é sagrado.
Ambas as forças, em sua essência, não são boas ou más. São aspectos complementares e necessários da realidade. O problema surge quando elas entram em conflito aberto, e a harmonia primordial entre elas se rompe.
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**O Papel do Mediador: Enki**
No centro deste conflito aparentemente insolúvel, emerge uma figura crucial: **Enki**, o deus da sabedoria, das águas e da magia. Enki ocupa uma posição única, pois está conectado a ambos os lados. Ele emergiu das próprias águas de Abzu, compreendendo a profundidade e o poder da transformação. Ao mesmo tempo, é um deus da ordem e da sabedoria, reverenciado pelas forças celestiais.
Enki não toma partido. Seu papel é o de mediador, o pacificador que busca incansavelmente reconciliar Abzu e Anu. Ele personifica a esperança de que a cisão primordial possa ser curada e a unidade original restaurada. Sua filosofia é a da harmonia: a crença de que a existência é um fluxo que requer equilíbrio entre a transformação e a ordem.
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**A Divisão dos Panteões**
O conflito entre Abzu e Anu não deixa nenhum ser imune. Os deuses de todos os panteões, de todas as mitologias, são forçados a escolher um lado. Essa divisão é drástica e redefine alianças milenares:
- **Forças de Abzu:** Incluem deuses associados ao submundo, ao caos, à noite e à transformação. Exemplos são Hades e Nix (Grego), Loki e Hel (Nórdico), Osíris e Set (Egípcio), Shiva e Kali (Hindu), Tiamat e Ereshkigal (Mesopotâmico), Lúcifer e Lílith (Abraâmico), Izanami (Shinto), a Morrígan (Celta) e Mictlantecuhtli (Asteca).
- **Forças de Anu:** Reúnem deuses do céu, da ordem, da sabedoria e da lei. Incluem Zeus, Atena e Apolo (Grego), Odin e Thor (Nórdico), Rá e Hórus (Egípcio), Vishnu e Brahma (Hindu), o próprio Anu e Marduk (Mesopotâmico), os Arcanjos Miguel e Gabriel (Abraâmico), Amaterasu (Shinto), Dagda (Celta) e Perun (Eslavo).
- **Neutros:** Alguns deuses, como Deméter, Ísis, Vishnu (em seu aspecto equilibrado) e o próprio Enki, tentam permanecer fora do conflito ou buscar uma solução pacífica.
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**Temas Centrais**
ExcluirA AU de Abzu vs Anu explora temas filosóficos profundos:
1. **A Guerra das Ideologias:** O conflito é, acima de tudo, um choque de visões de mundo sobre a própria natureza da existência. É a eterna tensão entre a mudança e a permanência, entre o potencial e a forma, entre o caos criativo e a ordem estruturada.
2. **A Necessidade da Escolha:** Neste universo, a neutralidade é insustentável. Cada ser, especialmente os humanos divinos, é forçado a fazer uma escolha existencial, o que adiciona uma camada de tragédia e responsabilidade à narrativa.
3. **A Busca pela Harmonia:** Através da figura de Enki, a AU propõe que a verdadeira sabedoria não está em escolher um lado, mas em transcender a própria dualidade, buscando a reconciliação e o equilíbrio entre as forças opostas.
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**Conclusão: O Significado do Conflito**
Abzu vs Anu é mais do que uma simples guerra de deuses; é um espelho das tensões fundamentais que residem no coração da existência e da psique humana. A AU convida à reflexão sobre como lidamos com as forças opostas dentro de nós e no mundo: o impulso para a mudança versus a necessidade de estabilidade, o desejo de explorar o desconhecido versus o conforto do familiar.
Enquanto Abzu e Anu representam os polos, Enki surge como o símbolo da esperança de que o conflito não é o fim, mas uma oportunidade para uma compreensão mais profunda. A sua mediação nos lembra que, mesmo nas divisões mais profundas, pode residir a semente da reconciliação e de uma nova harmonia. A guerra é eterna, mas a busca pela paz, guiada pela sabedoria, é igualmente eterna.
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*"As profundezas me chamam. Os céus me chamam. Estou preso entre eles e não posso escolher. Mas talvez a escolha não seja o ponto. Talvez o ponto seja aprender a abraçar ambos, encontrar a harmonia que existe entre eles."*