O Quinotauro (do latim Quinotaurus "touro com cinco chifres") é uma mítica criatura ou divindade marinha, que de acordo com a Crônica de Fredegar (principal fonte primária dos eventos da Europa Ocidental do século VII), teria violentado a mulher do rei franco Clodion quando a mesma já estava grávida, e assim ela veio a dar luz a Meroveo, o lendário fundador da dinastia merovíngia de reis francos.
O Quinotauro possui um corpo metade minotauro, metade peixe, e em sua cabeça existem 5 chifres. Presume-se que a criatura seja um amálgama entre o deus Netuno e o Minotauro, sendo 3 de seus chifres uma alusão ao tridente de Netuno, e os outros dois, são os chifres do próprio minotauro.
A lenda sobre a concepção merovíngia foi adaptada em 1982 pelos autores Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln no livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (The Holy Blood and the Holy Grail), como a semente de uma nova ideia. Eles, por hipótese, afirmam que a lenda "descendido de um peixe" era na verdade uma referência ao conceito de que a linha merovíngia havia se unido, via casamentos, com a linha sanguínea direta dos descendentes de Jesus Cristo, porque o símbolo dos primeiros cristãos também havia sido um peixe. Essa teoria foi popularizada posteriormente em 2003 pelo livro O Código Da Vinci, escrito por Dan Brown.
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Ninkilim ("Senhor dos Roedores") é uma divindade suméria associada aos ratos silvestres e aos parasitas dos campos. Também conhecida comoAzalulu, “senhor das criaturas abundantes”, e em acadiano comoBēl-nammašti, “senhor dos animais selvagens”), ela aparece em muitos textos de encantamentos contra pragas dos campos, como por exemplo o Zu-buru-dabbeda.
Embora referida como uma divindade feminina na grande lista de deuses e no Almanaque do Fazendeiro Sumério (que pede ao fazendeiro que reze para Ninkilim, deusa dos ratos do campo, para que ela mantenha "seus pequenos súditos de dentes afiados longe do grão crescente"), os encantamentos das pragas de campo, assim como outros textos dos períodos posteriores, referem-se a ela como sendo uma divindade masculina.
Ninkilim era frequentemente considerada a criadora de várias pragas dos campos, embora esse papel também pudesse ser atribuído ao deus agrícola Ennugi ou à Alulu, um lendário rei primordial de Eridu que aparentemente detestava cevada.
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Hoje, 31 de agosto, atingimos uma marca especial aqui no Portal dos Mitos: chegamos à nossa milésima publicação. Sinceramente não achei que conseguiria atingir essa marca; foram muitas as vezes em que pensamos em abandonar o projeto. O nosso dia-a-dia tem sido cansativo e sobra pouco tempo para pesquisar, mas por gostarmos muito do blog e do trabalho desenvolvido nele, nos esforçamos para mantê-lo ativo.
Neste mês de setembro também atingiremos outra marca especial no dia 14, que é o aniversário de 4 anos do blog. E para comemorarmos esse aniversário, este mês teremos 5 postagens por semana, até o fim do mês. Em outubro o blog retorna a sua rotina normal de 3 postagens semanais.
Agradecemos a todos vocês que visitam e acompanham o nosso trabalho! Participem conosco compartilhando e comentando nossos posts.
Rodrigo Viany (ADM Sleipnir) e Priscila Josy (ADM Dama Gótica)
Administradores do blog
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A "Abominação Arbórea" (Arboreal Abomination em inglês) foi uma suposta criatura extraterrestre cujo avistamento ocorreu em 29 de agosto de 1965, no Peru. As testemunhas foram dois homens chamadosAntonio Chavez Bedoya e Julio L. de Romana.
Os dois desciam um trecho rochoso e desolado da rodovia panamericana no sul do Peru, a aproximadamente 12 milhas de distância da cidade de Arequipa, quando testemunharam o que eles descreveram como "um ser estranho, um marciano", que "parecia um arbusto", coberto de olhos dourados e algo como fitas prateadas e douradas. Alguns segundos depois de verem a criatura, os dois homens avistaram um disco voador pairando sobre o seu veículo, e com medo, os dois evadiram do local o mais rápido que puderam.
Voltumna (também conhecido como Veltune ou Veltha) foi uma importante divindade da religião etrusca, associada ao mundo subterrâneo, à fertilidade da terra, às forças da natureza e à renovação cíclica da vida. Embora sua natureza exata permaneça incerta, as fontes antigas indicam que ocupava uma posição de destaque entre os deuses etruscos. O escritor romano Varrão descreveu Voltumna como a principal divindade da Etrúria, atribuindo-lhe o título de deus Etruriae princeps (“deus supremo da Etrúria”).
Seu culto estava concentrado em Volsínios, uma das mais importantes cidades etruscas, localizada onde hoje se encontra a cidade italiana de Bolsena. As tradições relacionadas a Voltumna apresentam características variadas e, por vezes, contraditórias. Em algumas interpretações, a divindade aparece ligada à vegetação, à fertilidade e aos ciclos naturais; em outras, assume aspectos sombrios e destrutivos, associados às profundezas da terra e às forças ctônicas. Alguns estudiosos também sugerem que Voltumna possuía atributos guerreiros. A atividade vulcânica da região do Lago Bolsena era frequentemente relacionada a essas manifestações mais destrutivas do deus.
Voltumna desempenhava um papel central na vida religiosa e política dos etruscos. Todos os anos, representantes das doze principais cidades da Liga Etrusca reuniam-se no Fanum Voltumnae, um grande santuário dedicado à divindade e localizado nas proximidades de Volsínios. O local funcionava não apenas como centro de culto, mas também como espaço de encontro entre as cidades etruscas. Durante essas assembleias, era realizado um ritual no qual um prego era cravado em uma das paredes do templo, simbolizando a passagem do tempo e a renovação do calendário sagrado. Festividades e jogos também aconteciam no santuário, embora a natureza exata dessas celebrações não seja conhecida.
A influência do culto de Voltumna estendeu-se além da Etrúria. Em Roma, existia um santuário dedicado à divindade na Vicus Tuscus, uma rua tradicionalmente associada à presença etrusca na cidade, próxima ao Fórum Romano. Com o passar do tempo, Voltumna foi identificado pelos romanos com Vertumno (Vertumnus), deus das mudanças das estações, das transformações e da abundância agrícola. Essa associação permitiu que elementos do culto etrusco fossem incorporados à religião romana, preservando parte da importância que a divindade possuía entre os povos da Etrúria.
A "Maldição do Superman" é uma macabra superstição baseada em uma série de infortúnios que ao longo dos anos tem recaído sobre pessoas envolvidas nas adaptações do Superman para a televisão e o cinema, especialmente sobre os atores que desempenham o papel de Superman.
Kirk Alyn, o primeiro ator a interpretar o papel de Superman na televisão entre 1948 e 1950, teria ficado marcado pelo papel e não conseguiu arrumar nenhum outro papel de destaque.
O primeiro ator a interpretar o super-herói no cinema foi George Reeves, que protagonizou o filme “Superman e os Homem-Toupeira”, em 1951, um grande êxito, exceto pelo destino de Reeves. Sua próxima atuação no cinema recebeu críticas ferozes e, na mesma época, começaram os rumores sobre a maldição do Superman. Os rumores também envolveram a morte do ator: dizia-se que ele morreu saltando de sua janela, acreditando que podia voar como o super-herói, mas os registros indicam que Reeves levou um tiro.
Christopher Reeve, o mais famoso intérprete do Superman nos cinemas, atuando no papel em quatro filmes em 1978 e 1987, sofreu em 1995 um grave acidente enquanto andava a cavalo, que acabou deixando-o tetraplégico. Depois de anos lutando contra as condições associadas ao acidente, o ator morreu em 2004.
Lee Quigley, ator-mirim que interpretou Kar-El bebê no filme de 1978, morreu em 1991 aos 14 anos, por uma intoxicação por vicío de cheirar cola.
Cena do filme Superman, o filme, em que Jor-El (Marlon Brando) prepara seu filho Kar-El (Quigley), para embarcar para o planeta Terra
A maldição do Superman teria atingido também outras pessoas que atuaram ou trabalharam em produções sobre o herói. Christopher Sayour, um experiente dublê, aos 35 anos, era responsável por desempenhar as cenas de Tom Welling (Clark Kent no seriado Smallville). O profissional sofreu fraturas múltiplas e lesões internas em um acidente ao filmar um episódio que iria ao ar em julho de 2005. O acidente foi descrito por testemunhas como um "acidente bizarro". Bill Stewart, dois anos antes de Sayour, também sofreu um acidente durante as filmagens de Smallville. O dublê sofreu cortes profundos e sérios enquanto desempenhava uma cena em que deveria pular por uma janela e o vidro não se despedaçou por completo ao contato.
Apesar de tudo, a existência de uma maldição é um tanto quanto questionável, já que muitos atores que já interpretáram o herói, como Dean Cain, Brandon Routh, Tom Welling e o atual Superman dos cinemas, Henry Cavill, ainda não foram prejudicados por ela.
Mantis Man é um criptideo inicialmente avistado por dois pescadores em Hackettstown, Nova Jersey, próximo ao rio Musconetcong, no início dos anos 2000. Ele foi descrito como semelhante a um louva-a-deus (daí o seu nome) com cerca de dois metros de altura, possuindo mandíbulas e grandes olhos negros.
Um dos pescadores relatou que a criatura desaparecia enquanto se movia até a margem do rio onde foi flagrado, levando à especulação de que talvez ela usasse algum tipo de camuflagem para se misturar á paisagem. O outro pescador relatou ter ouvido um zumbido e sentir seu corpo formigar. Ele relatou também ter visto a criatura abrir suas asas em um gesto ameaçador enquanto era observada. Logo depois, ela desapareceu em meio a uma espécie de nevoeiro.
Eventualmente tem sido reportados outros avistamentos da criatura na região, e a principal hipótese levantada, considerando a forma como ela desaparece em pleno movimento, é de que seja uma criatura extra-terrestre ou extra-dimensional, possuindo habilidades ou tecnologias para ajudar a evitar a sua detecção.
Asrai (também Ashray ou Asrey)são uma classe de fadas aquáticas oriundas do folclore e da literatura inglesa. Habitantes de rios e lagos profundos, elas são geralmente representadas como seres femininos, frágeis e de extraordinária beleza, comparáveis a sereiasou nixies. Sua estatura varia entre 60 cm e 1,2 m, e algumas descrições lhes atribuem membranas entre os dedos das mãos e dos pés, além de cabelos esverdeados.
Apesar de aparentarem juventude, as Asrai seriam criaturas centenárias, que vivem ocultas sob a água durante toda a sua existência. Segundo os relatos, apenas uma vez a cada cem anos elas emergiriam à superfície, durante a noite, para banhar-se à luz da lua, da qual se alimentariam. Nessas ocasiões, sua timidez e delicadeza contrastariam com a irresistível atração que exercem sobre os humanos.
A beleza das Asrai seria tamanha que qualquer homem que as visse sentiria imediatamente o desejo de capturá-las. Contudo, sua natureza etérea as torna vulneráveis: se expostas diretamente ao sol ou aprisionadas por mãos humanas, desvanecem e se dissolvem, restando apenas uma poça d’água no lugar. Em algumas versões, o toque de suas mãos frias e úmidas queimaria como fogo, deixando marcas permanentes na pele de quem ousasse prendê-las.
Embora muitas vezes apresentadas como parte da tradição folclórica inglesa, estudiosos apontam que sua origem remonta sobretudo à poesia do escocês Robert Williams Buchanan (1841-1901). Posteriormente, narrativas recolhidas pela escritora britânica Ruth Tongue (1898–1981) difundiram e enriqueceram a lenda, mas sua autenticidade como registro de crença popular é contestada, sendo vistas hoje mais como um mito literário do que como uma tradição oral genuína.