Urcaguary (ou Urcaguay)é na mitologia inca o deus guardião dos metais, pedras preciosas e outros tesouros subterrâneos. Seu nome pode ter se originado de Urqu, que significa "colina" em quechua, eWari, que tem muitas interpretações e, em uma delas, pode ser traduzido como "primitivo" ou "original".
Ele é descrito como um ser híbrido, o qual segundo algumas fontes possui o corpo de uma serpente e uma cabeça e chifres de taruca (uma espécie de veado andino), enquanto outras afirmam que apenas seus chifres são os de um taruca. Sua cauda serpentina é dita ser adornada com correntes de ouro.
Acredita-se que o Urcaguary viva sob as montanhas, ou seja, em locais que compõem o Uku Pacha (submundo inca). É nesses lugares que ele protege tesouros e pedras preciosas de pessoas maldosas e gananciosas que ousam roubá-los. Uma história conta que Urcaguary habita a caverna Paqariq Tampu, de onde o herói cultural e primeiro governante inca Manco Capac e seus irmãos emergiram.
Gan Jiang (chinês: 干將) e Mo Ye (chinês: 莫邪) eram um casal de artesãos de espadas que viveram durante o Período das Primaveras e Outonos, uma era na história chinesa datada entre entre 722 a.C. e 481 a.C.
De acordo com o texto histórico Wuyue Chunqiu ("Anais de Primavera e Outono de Wu e Yue"), o rei Helü do reino de Wu ordenou que Gan Jiang e Mo Ye forjassem um par de espadas para ele em três meses. O casal iniciou o trabalho, mas o alto-forno não conseguia derreter o metal. Após sugerir que não havia chi (força vital) suficiente no forno, o casal cortou seu cabelo e suas unhas e os lançou ao fogo, enquanto 300 donzelas e crianças os ajudavam a soprar o fole.
O trabalho foi concluído em três anos, e as duas espadas receberam o nome do casal. Gang Jiang manteve para si a espada que levava seu nome, e apresentou ao rei Helü somente a espada que levava o nome de sua esposa, Mo Ye. O rei já estava furioso por estar recebendo a sua encomenda três anos depois, uma vez que a queria em apenas três meses e ainda estava recebendo apenas uma espada, e não duas como o solicitado. Quando descobriu que Gan Jiang havia mantido a outra espada para si próprio, o rei tratou de matá-lo.
Antes de sua morte, Gan Jiang já havia previsto a reação do rei, então deixou uma mensagem para Mo Ye e seu filho que estava pra nascer, dizendo-lhes onde ele havia escondido a Espada Ganjiang. Vários meses depois, Mo Ye deu à luz o filho de Gan Jiang, Chi (赤), e anos depois ela lhe contou a história de seu pai. Chi encontra a espada, e ansioso para vingar a morte de seu pai, parte em direção ao castelo do rei. Enquanto isso, o rei Helu havia sonhado com um jovem que desejava matá-lo e, com medo, colocou uma recompensa na cabeça do mesmo.
Ao longo do caminho, um assassino enviado pelo rei encontrou Chi. Indignado e cheio de angústia, o jovem começou a chorar e contou ao assassino a sua história. Com pena, o assassino sugeriu que o jovem se rendesse e lhe entregasse a espada, e ele mesmo vingaria Gan Jiang em seu lugar. Chi então se suicida, confiando ao assassino a espada de seu pai.
O assassino cortou a cabeça de Chi e a trouxe, juntamente com a espada de Ganjiang ao rei Helu, que ficou muito feliz. No entanto, o rei estava se sentindo desconfortável com a cabeça de Chi olhando para ele. O assassino pediu ao rei para ferver a cabeça de Chi em um caldeirão de óleo fervente, mas a cabeça de Chi ainda permaneceu olhando o rei mesmo depois de 3 dias e 3 noites, sem qualquer sinal de decomposição. O assassino disse ao rei que ele precisava olhá-la mais de perto para que a cabeça se decompusesse sob o poder do rei. O rei concordou, e foi até o caldeirão, onde se inclinou para encarar a cabela de Chi. O assassino aproveitou a oportunidade e o decapitou, fazendo com que a cabeça do rei caísse dentro do caldeirão, ao lado da cabeça de Chi.
O assassino por sua vez cortou sua própria cabeça, que também caiu na água fervente. A carne das cabeças foi fervida, de modo que nenhum dos guardas foi capaz de reconhecer qual cabeça pertencia a quem. Os guardas e os vassalos decidiram que os três deveriam ser honrados como reis. As três cabeças foram finalmente enterradas no condado de Yichun e sua sepultura é chamada de "Túmulo dos Três Reis".
Cultura Popular
Na franquia Fate, Gan Jiang e Mo Ye dão nome aduas espadas, características do espírito heróico Archer. Em japonês, seus nomes foram traduzidos como Kanshou (Ganjiang) e Bakuya (Mo Ye);
No anime e mangá Kingdom, Gan Jiang e Mo Ye são referenciados como tendo feito a Espada Bakuya (Mo Ye). Ela é a arma pessoak do comandante do exército de Chu, Kou Yoku (Xiang Yi);
Gan Jiang é um dos heróis presentes no mobile game Honor of Kings. Em seus braços, ele carrega sua amada Mo Ye durante as partidas.
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Lugalbanda, conhecido pela alcunha de "O Pastor", foi um lendário rei semi-divino da Suméria, cujo reinado ocorreu no terceiro milênio a.C. De acordo com a Lista de reis da Suméria, ele foi o segundo rei da cidade de Uruk (onde atualmente fica o Iraque), e o seu reinado teria durado 1200 anos. Lugalbanda era filho do deus solar Utu (correspondente ao deus acadiano/babilônico Shamash). De acordo com a Epopéia de Gilgamesh, ele e sua consorte, a deusa Ninsun, foram os pais do grande herói Gilgamesh.
Lugalbanda ocupa um lugar proeminente como herói em dois contos sumérios datadas da terceira dinastia de Ur (séc XXI a.C)., chamados pelos estudiosos de "Lugalbanda na Caverna das Montanhas" (ou Lugalbanda I) e "Lugalbanda e o Pássaro Anzu'' (ou Lugalbanda II). Estes contos fazem parte de uma série de histórias que descrevem os conflitos entre Enmerkar, rei de Uruk e Ensuhkeshdanna, senhor de Aratta, uma região provavelmente localizada no planalto iraniano. Nessas duas histórias, Lugalbanda é um soldado no exército de Enmerkar, cujo nome também aparece na Lista de Reis Sumérios como o primeiro rei de Uruk e predecessor de Lugalbanda.
No conto "Lugalbanda na Caverna das Montanhas", enquanto Enmerkar e seu exército marchavam em direção a terra de Aratta, Lugalbanda acaba adoecendo, e seus companheiros o abandonam para morrer em uma caverna junto com algumas provisões. Lá, Lugalbanda roga aos deuses Utu/Shamash, Inannae Nanna para que ele seja curado, e acaba obtendo o auxílio deles. Poucos dias depois, ele captura um touro selvagem e duas cabras selvagens antes de se deitar e dormir. Durante o sono, Lugalbanda recebe um sonho instruindo-o a sacrificar os animais que ele havia capturado, e assim que ele acorda, sacrifica os animais conforme instruído pelo sonho. O restante do conto é fragmentado e de difícil compreensão, mas lança luz no comportamento dos deuses, que embora fossem poderosos, exibiam um caráter sombrio.
Já no conto "Lugalbanda e o Pássaro Anzu"', Lugalbanda encontra um filhote do pássaro divino Anzu, e o alimenta. Ao retornar ao ninho, o pássaro Anzu chama seu filhote mas este não responde. Uma vez que ele descobre que o seu filhote não atendeu seu chamado por já ter sido alimentado, Anzu agradece a Lugalbanda e lhe presenteia com a habilidade de viajar em altas velocidades. Assim Lugalbanda consegue chegar rapidamente a Aratta, para acompanhar seu rei e seus companheiros, que naquele momento cercavam a cidade de Aratta. Mas seu rei Enmerkar estava enfrentando problemas com o cerco e depois de um ano de reveses sem sucesso, decide buscar o auxílio da deusa Inanna que estava em Uruk. Lugalbanda se oferece para ir até Uruk, e graças ao dom recebido do pássaro Anzu, ele foi capaz de atravessar uma distância de sete cadeias de montanhas em apenas um dia, chegando até o local onde Inanna se encontrava. Inanna atende ao pedido de Lugalbanda, lhe entregando uma parábola instruíndo Enmerkar como tomar o controle de Aratta e de seus recursos. Graças a ajuda de Inanna, e ao protagonismo de Lugalbanda, Enmerkar finalmente vence a guerra contra Ensuhkeshdanna, e toma a terra de Aratta.
Em algum ponto da história, Lugalbanda torna-se rei de Uruk e inicia um relacionamento com a deusa Ninsun, com quem mais tarde teria um filho, Gilgamesh. Seu reinado, segundo a lista real sumeriana, teria durado 1200 anos.
Os Jentilak (plural, singular: Jentil, "gentil" ou "pagão") eram uma raça de gigantes que de acordo com a mitologia basca viveram ao lado do povo basco durante a era pré-cristã. Eles eram descritos como seres cobertos de pelos e tão altos que podiam andar dentro do mar. Dotados de uma incrível força, eram capazes de levantar e arremessar rochas enormes de uma montanha para outra. Eles também usavam as rochas para construir monumentos estranhos, tendo muitas estruturas neolíticas antigas atribuídas a eles.
Os Jentilak também são reconhecido pelos bascos como os criadores da metalurgia, agricultura e também de um jogo de bola chamado Pelota valenciana. Alguns atribuíram aos Jentilak a derrota de Rolando na Batalha de Roncesvales, onde os bascos derrotaram o exército franco atirando pedras sobre eles.
Uma lenda conta que os Jentilak desapareceram da face da terra um dia quando alguns deles viram uma estranha luz no céu. Não sabendo o que poderia significar, procuraram o mais velho e sábio entre eles e este, após ver o fenômeno, disse: "Essa luz anuncia a chegada de Kixmi (Cristo), é o fim de nossa raça". Dito isso, todos os Jentilak correram para um abismo, onde entraram e se esconderam no subsolo. Uma outra lenda conta que um dos Jentilak permaneceu e se converteu ao cristianismo: este é o Olentzero, um personagem tradicional do Natal do país basco, conhecido por trazer presentes para as crianças bascas no Natal.
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Sha,também conhecido como animal-seth, é na mitologia egípcia um estranho animal associado a Seth, o deus da destruição, do caos e do deserto. Ele também era chamado de besta tifônica, pelo fato de Seth ser identificado com a monstruosa deidade grega Tifão.
O animal era geralmente ilustrado como um canino muito magro semelhante a um lébrel, com uma cauda rígida com a ponta no formato de uma flecha ou bifurcada. Também possui orelhas eretas com um formato quadrada ou triangular, com a base mais fina do que as pontas, terminando a cabeça com um focinho alongado com uma leve curva para baixo. Geralmente era descrito como preto ou avermelhado, e era comum vê-lo representado de pé, sentado ou deitado.
Ao contrário dos animais associados a outros deuses egípcios, o animal-seth a não é fácil de identificar com qualquer animal da natureza. Entre os egiptólogos, existe uma concordância geral de que ele nunca foi real, e que só existia na imaginação do antigo povo egípcio. Possivelmente, sua presença em hieróglifos servia para indicar eventos relacionados ao caos, como tempestades, violência ou sofrimento.
Céos (também Ceo ou Coios; do grego Κοῖος, "questão", em latim Coeus, ou ainda Polos, "Eixo Celeste") foi um dos doze titãs filhos de Uranoe Gaia. Ele era o titã da inteligência e era associado ao eixo celestial em torno do qual as constelações parecem girar e aos oráculos celestiais, enquanto sua irmã e esposaFebe ("Brilho") estava relacionada a Delfos, tida como eixo e centro da Terra, e a seu oráculo terrestre.
Céos e Febe tiveram duas filhas, Letoe Astéria, ambas também associadas à profecia. Leto e seu filho Apoloherdaram o aspecto celeste ou olímpico das práticas de adivinhação (inclusive a astrologia), enquanto Astéria e sua filha Hécateestavam ligadas a seu lado terrestre ou ctônico (ou seja, a necromancia). Apolo também herdou a associação do avô com o Pólo Norte, através de sua ligação com os hiperbóreos.
Céos, Arte do mobile game Immortal Conquest
Participação nos mitos
A única participação conhecida de Céos na mitologia grega foi na conspiração de Cronos, para destronar seu pai Urano. Liderados por Cronos, os irmãos prepararam uma emboscada para o seu pai enquanto ele descia para deitar-se com Gaia. Céos, Crio, Hipérione Jápeto se posicionaram nos quatro cantos do mundo e quando Urano finalmente desceu, eles o agarraram e o seguraram firmemente, enquanto Cronos, escondido no centro, castrou-o com uma foice. Neste mito, os quatro irmãos provavelmente representam os quatro pilares cósmicos encontrados no cosmogonias do Oriente Próximo, que separavam o céu e a terra. Neste caso, Céos foi certamente o titã do pilar do norte, enquanto seus irmãos Crio, Hipérion e Jápeto eram deuses dos pilares do sul, oeste e leste, respectivamente.
Apesar de seu nome não ser citado, Céos também participa da Titanomaquia, mas ele e os demais titãs são derrotados por Zeuse os olimpianos, sendo lançados no poço do Tártaro. Segundo Píndaro e Ésquilo (em sua peça perdida, "Prometeu Acorrentado") os titãs acabaram sendo posteriormente libertados do poço, através da clemência de Zeus.
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A Velha Do Peito Só, também conhecida como "Anciã da Fartura", é uma assombração pertencente ao folclore piauiense, cujo relatos sobre aparições surgiram no século XIX na cidade de Oeiras. Trata-se de uma figura com a aparência de uma mulher idosa, com somente um seio enorme no peito e dotada de uma força incomum. De acordo com a lenda, ela costumava atacar viajantes solitários durante a madrugada em estradas ou em trilhas na mata, derrubando-os no chão e forçando-os a mamarem em seu único seio.
Quando a sua vítima se recusava a mamar, a velha dizia: -" Ou mama por gosto meu filho, ou contra vontade!". Se mesmo assim a vítima continuasse a rejeitar o seio da velha, ela pegava as orelhas da pessoa e as torcia com força, como se estivesse torcendo pano molhado. Depois disso, encostava o peito na boca do infeliz e fazia com que ele mamasse até não aguentar mais, chegando ao ponto de sair espuma pelos cantos da boca do pobre coitado.
Até hoje, existem relatos afirmando que ela vaga durante a madrugada pelas ruas desertas de Oeiras. Dizem que apesar de vitimar alguém volta e meia na zona urbana da antiga capital, prefere atacar aqueles que se aventuram altas horas da noite nas matas das redondezas de Oeiras, principalmente na região da localidade Tranqueira, onde acontecem a maior parte de seus ataques, sendo muitos os homens por ali que dizem já ter mamado em seu seio.
Millalobo (do mapugundun milla, "ouro" e do espanhol lobo) é uma importante divindade da mitologia chilota, considerado o ser mais poderoso dos mares depois da serpente Cai Cai Vilu, tendo sido escolhido por ela para ser seu representante e governar tudo o que reside no mar. Ele é uma criatura semelhante a um tritão, possuindo a metade superior do corpo de um homem e a metade inferior de um leão-marinho, e o seu rosto é a mistura de ambos. É dito que ele não pode falar, porém se comunica por uma espécie de balido semelhante ao de um leão marinho, e o significado de seu balido é facilmente compreendido pelos seres humanos.
De acordo com a mitologia, Millalobo nasceu do acasalamento de uma mulher humana com um leão marinho, o qual a salvou de morrer afogada, na época do confronto entre as serpentes Cai Cai Vilu e Ten Ten Vilu. Ao vê-lo, Cai Cai Vilu o achou de seu agrado, e após o término de sua batalha contra Ten Ten Vilu, concedeu seus poderes a ele, tornando-o o governante dos mares.
Millalobo habita o fundo do mar junto de sua esposa Huenchula e de seus três filhos, Pincoya, Pincoy e a Sirena Chilota, que o ajudam no dever de administrar os mares. Além de sua família, Millalobo possui ainda inúmeras criaturas marinhas mitológicas subordinadas a ele, e responsáveis por diversas tarefas como cuidar do desenvolvimento de frutos do mar e de peixes, gerenciar o clima marinho e ainda orientar e cuidar das almas daqueles que morrem no mar.