14 de setembro de 2021

Seto taishō

۞ ADM Sleipnir

Arte de aimataro

Seto taishō (japonês 瀬戸大将 ou せとたいしょう, "General Seto", também chamado de "General da Louça") é um yokai do folclore japonês, e um dos muitos do tipo tsukumogami (japonês 付喪神, "espírito artefato"), tomando a forma de um pequeno guerreiro com uma cabeça e rosto formado por uma garrafa de saquê e um corpo formado por xícaras de chá e pratos quebrados ou rachados, além de diversos utensílios que perderam sua serventia na cozinha, como por exemplo colheres ou panelas velhas como pés e facas e hashis como armas.

Arte de Tsukimusha

Ao contrário do que sua aparência possa indicar, Seto taishō é um yokai bastante agressivo. Ao se manifestar em uma cozinha, ele persegue as pessoas e causa um verdadeiro caos no ambiente. Ocasionalmente ele acaba se chocando contra pares e armários enquanto corre, se espatifando em centenas de pedaços, porém ele logo se recompõe e retoma sua luta.

Origem

Seto taishō aparece no livro Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro (百器徒然袋,"A Bolsa Ilustrada dos Cem Demônios Aleatórios" ou " Uma Horda de Utensílios Assombrados"), ilustrado por Toriyama Sekien, e o 4º livro de sua famosa série. A palavra seto refere-se ao Mar Interior de Seto, região localizada entre as ilhas japonesas de Honshu, Shikoku e Kyushu e famosa por suas louças de barro. No Japão, setomono é um termo coloquial para se referir a essas louças.

Arte de Aichi

fonte:

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9 Anos de Blog!

Hoje, chegamos ao nono ano de vida do blog! Agora é reunir força e disposição para chegar ao décimo. Agradeço a todos que acompanham o trabalho desde sempre, e aos novos leitores que eventualmente o encontram.

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13 de setembro de 2021

Kalma

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Susanna Haavisto

Kalma (literalmente "morte" ou "cadáver") é a deusa finlandesa da morte e da putrefação de cadáveres, filha dos senhores de Tuonela (o submundo), Tuoni Tuonetar, e irmã das deusas Loviatar (deusa da pragas), Kipu-tyttö (deusa da doença), Kivutar (deusa das enfermidades), e Vammatar (deusa da dor). Como deusa da morte, Kalma preside os cemitérios e túmulos, que também são chamados de Kalman kartanot ("mansões de Kalma").

Algumas fontes afirmam que ela se locomove montada em uma espécie de nuvem de fumaça, composta do odor de cadáveres. Ela é acompanhada e protegida por Surma, uma divindade menor que personifica a morte violenta e aparece em várias formas diferentes, como um homem portando um machado ou como um cão infernal (como o Cérbero grego).

Kalma aparece principalmente em feitiços coletados de antigos xamãs finlandeses (tietäjä), os quais serviam como intermediários entre os vivos e os mortos. Esses xamãs podiam invocar não só os mortos como a própria Kalma, com o objetivo de obter sua ajuda nas mais variadas causas, como o combate à doenças e pragas ou contra xamãs e bruxas inimigos. Em um desses feitiços, Kalma é descrita como tendo dedos, sapatos e orelhas de prata.

Kalma também era o nome dado à doenças transmitidas pelos mortos, seja através do contato com um cadáver ou com os ossos, com o cemitério ou com a água usada para lavar um cadáver. Essas doenças geralmente atacam a pele e os olhos, podendo provocar convulsões e até mesmo a loucura, sendo necessário um xamã muito poderoso para poder curá-las.

Arte de Tero Porthan

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12 de setembro de 2021

Ccoa

۞ ADM Sleipnir


Ccoa (ou K'owa, também Cacya ou Chokkechinchay/Choquechinchay) é um mítico espírito climático presente nas lendas dos povos quéchuas/incas. Referido como o "animal de estimação" dos espíritos das montanhas (Apu), dizem que sua morada é a montanha Ausangate, perto da aldeia de Kauri, no distrito de Cuzco, no Peru.

O Ccoa possui a aparência de um felino com o corpo e principalmente a cabeça um pouco maior que a um gato doméstico, com pelos cinzas e listras pretas horizontas ao longo do corpo e um par de olhos fosforescentes, dos quais frequentemente escorrem fragmentos de granizo. Eventualmente, ele assume a forma de um touro com características felinas e com olhos na cor de sangue.

O Ccoa é um espírito de natureza destrutiva, que durante as estações de chuvas costuma emergir das terras altas em forma de nuvens e destruir colheitas. Com sua cauda, ele faz precipitar tempestades, raios e granizo sobre as mesmas, prejudicando-as e trazendo grande prejuízo. Sua fúria pode ser aplacada por oferendas adequadas, que incluem incenso, vinho, ouropel de ouro e prata, sebo de lhama e grãos de cañihua e huairuro, coletados e queimados em terreno elevado. Devido a qualidade das oferendas, geralmente só os ricos conseguem fazê-la, o que torna os pobres mais suscetíveis de terem suas colheitas arrasadas. Feiticeiros também costumam fazer oferendas ao Ccoa, em agradecimento aos poderes que o mesmo pode propiciar a eles ao atingi-los com seus raios. 

Não está claro se o Ccoa age por iniciativa própria ou se apenas segue as ordens de seus mestres Apus mas, de qualquer forma, ele é tratado como uma ameaça malévola que deve ser aplacada. Três coisas em particular fazem com que a fúria do Ccoa se intensifique: oferecer oferendas insuficientes, a morte de crianças que não foram batizadas e por último tentar lutar contra sua chuva de granizo. No caso das crianças não batizadas, acredita-se que após sua morte elas se tornam duendes malignos. Quando essas crianças morrem, elas devem ser levadas para as colinas e queimadas até que se tornem cinzas. Caso essas crianças não batizadas sejam enterradas, o ccoa atingirá o local de seu sepultamento com um raio e a levará para Ausangate, onde ela se tornará sua serva.

Arte de Padraig Campbell


fontes:

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11 de setembro de 2021

Abchanchu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Gabriela Liliana Varela


Abchanchu
(também conhecido como Anchanchu) é uma criatura vampírica e metamorfa oriunda do folclore do povo aymara, estabelecido desde o período pré-colombiano no sul do Peru, na Bolívia, na Argentina e no Chile. Dito habitar em cavernas na região do altiplano andino, ou também próximo a rios ou locais isolados, o Abchanchu 
normalmente aparece diante de suas vítimas como um homem idoso e aparentemente perdido, trajando 
um chapéu prateado de aba larga e roupas antigas bordadas a ouro.Quando a pessoa se aproxima dele para tentar ajudá-lo, ele manifesta sua sede de sangue e a ataca com suas presas, sugando seu sangue. 

Aqueles que não morrem imediatamente, acabam morrendo pouco tempo depois afligidos por doenças estranhas causadas pelo vampiro. Para evitar ser atacado por um Abchanchu, basta portar consigo um amuleto com um pingo de óleo de alho.

Além de aparecer sob a forma de um homem idoso, um Abchanchu pode ainda aparecer sob a forma de um duende ou um anão. Alguns o descrevem como tendo um nariz de porco e chifres de bezerro.

fontes:


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10 de setembro de 2021

Tsemaus

۞ ADM Sleipnir


Tsemaus ("obstáculo", também Narhnarem-Tsemaus, Tsem’aus, Tcamaos, Tca’maos, Tidewalker, Ts’um’os, Tsamaos, Chemouse, Kanem Ktsem’aus, Weegyet, Wi’git) é uma criatura marinha pertencente ao folclore dos povos nativos Tsimshian e Haida, na Colúmbia Britânica, Canadá. Dita habitar nas águas do estuário do rio Skeena, ela é a personificação dos obstáculos de um rio, como troncos flutuantes e outros perigos.

Descrições de sua aparência variam bastante: uma serpente marinha, um leão-marinho, uma baleia assassina ou um híbrido deste com um urso, dentre outros. O que todas essas descrições diferentes tem em comum são as barbatanas afiadas que a criatura trás em suas costas, sendo capaz de cortar tudo e todos em seu caminho. Se enfurecido, nada rio acima despedaçando canoas e outras embarcações, ou provocando ondas enormes para virá-las. Se encontra seres humanos na água, os partem ao meio ou os afogam.


fontes:

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9 de setembro de 2021

Agloolik

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jesse Winchester

Agloolik é um espírito pertencente à mitologia inuíte, dito viver sob o gelo das águas do Ártico e atuar como um guardião das focas. Diz-se que ele fornece ajuda a pescadores e caçadores, os quais oravam ao espírito antes de pescar para que ele os abençoasse com presas. 

Agloolik fornece caça suficiente para que os caçadores e pescadores possam alimentar suas famílias, enquanto mantém o equilíbrio da natureza e garante a sobrevivência e preservação das colônias de focas.

Arte de Madame Thenadier


fonte:

  • Encyclopedia of Beasts and Monsters in Myth, Legend and Folklorede Theresa Bane

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8 de setembro de 2021

Besta-fera

۞ ADM Sleipnir

Arte de Douglas Nogueira @oreticolo

Besta-fera é uma criatura maligna pertencente ao folclore brasileiro (mas com origens portuguesas), descrito como sendo um demônio semelhante a um centauro e que cavalga pelas ruas de pequenas cidades e povoados durante noites de lua cheia. Alguns dizem que ela é uma encarnação do próprio diabo, que vem do Inferno para buscar almas penadas e levá-las consigo. Por isso, não causa nenhum mal diretamente aos vivos, a menos que cruzem seu caminho e olhem diretamente para seu rosto. Nesse caso, aquele que o fizer é tomado por um estado de confusão, medo e loucura que pode durar alguns dias.

Arte de Qodaet

Apesar de parecido com um centauro, a Besta-fera anda apoiada sobre as duas patas traseiras, em pé como se fosse um humano. Em algumas versões da lenda, ela é descrita como tendo uma cabeça de lobo, ou mesmo sem cabeça (como a Mula-sem-cabeça).

Durante seu percurso, a Besta-fera costuma ser acompanhada por uma matilha de cães que fazem muito barulho com seus latidos, os quais se misturam com o barulho dos cascos da Besta enquanto cavalga. Ouvir essa barulheira infernal é um sinal para as pessoas se trancarem em suas casas e evitarem o contato com ela. Conta-se que a procissão da Besta-fera termina quando ela chega no cemitério da cidade, onde ela desaparece juntamente com a barulheira produzida pelos cães que a acompanham.

Arte de Gustavo Rinaldi




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