23 de julho de 2015

A Perna Cabeluda

۞ ADM Sleipnir


A Perna Cabeluda é um lenda urbana originada na cidade de Recife (em Pernambuco) na década de 70. Posteriormente, a lenda se espalhou por todo o Nordeste ganhando suas próprias versões em cada estado. 

A origem  desta lenda envolve a história de um vigilante descrita pelo do escritor Raimundo Carrero  e sua divulgação ao radialista Jota Ferreira. Afirma se que no programa de rádio foi divulgado o caso de um vigilante noturno que teria encontrado uma perna peluda debaixo de sua cama. A nota foi passada ao radialista pelo escritor Raimundo Carrero, cuja a brincadeira dizia que após uma noite de ronda,  o guarda havia encontrado uma perna cabeluda debaixo da cama onde a esposa dormia, denotando  que seria de um amante.

Porém a notícia foi interpretada pela população como uma criatura assombrosa em forma de perna animada e vários boatos de populares sobre a aparição foram relatados. Estes relatos geralmente diziam sobre ataques noturnos dentro de casas, onde a perna se escondia em guarda-roupas e debaixo de camas ou até mesmo surpreendendo pessoas nas ruas. Os ataques consistiam de chutes, joelhadas e pisadas, mas a perna fugia rapidamente dos locais em grandes pulos. 

imagem da HQ "A rasteira da perna cabeluda"
Estes ataques foram assuntos de alguns folhetos de cordel como "A Perna Cabeluda" de Tiúma e São Lourenço de José Soares,  "A Véia debaixo da cama e a Perna Cabeluda" de José Costa Leite e "A terrível história da Perna Cabeluda" de Guaipuan Vieira.

De tão popular, a Perna figurou em shows de Chico Science & Nação Zumbi, onde Chico dançava com uma perna de pano estufada que era lançada à plateia. Na versão do escritor de cordéis Guaipuan Vieira, a perna possuía um único olho no joelho, boca com dentes de felinos, nariz pontudo e língua com ponta cortante, unhas afiadas e um esporão no calcanhar.

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2 comentários:

  1. Nosso folclore sempre com as criaturas mais inspiradoras kkkk.
    Esse bem podia ser mais um daqueles inimigos do falecido RPG Erinia. Aliás fica a sugestão pois haviam umas criaturas mitológicas brasileiras não tão populares como o Capelanta.

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  2. Demais! Amo essas lendas e o, digamos, feitiço que elas exercem na população carente de novidades, assombros e espantos.

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