


- HILL, B. Out of Place Artifact: The Mysterious Stone Egg of Lake Winnipesaukee. Disponível em: <https://www.ancient-origins.net/unexplained-phenomena/stone-egg-lake-winnipesaukee-003622>.
Pedra Misteriosa do Lago Winnipesaukee



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Atargatis
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Luideag
۞ ADM Sleipnir

Luideag (em gaélico escocês, "O Trapo" ou "A Mulher Desgrenhada") é uma figura sobrenatural do folclore escocês, descrita como uma aparição feminina misteriosa e sinistra associada à região da Ilha de Skye. Considerada um tipo de athach (espírito ou criatura feérica maligna), ela era frequentemente avistada nas proximidades do Lochan na Dubh Breac ("Lago da Truta Negra"), entre as cidades de Broadford e Sleat.
De acordo com as narrativas tradicionais, a Luideag aparecia à noite, geralmente perto de estradas, sob a forma de uma mulher jovem, mas de aspecto desalinhado, com longos cabelos emaranhados ou um casaco cobrindo a cabeça. Sua presença era silenciosa e inquietante — ela nunca respondia quando abordada, independentemente do idioma (inglês ou gaélico), e desaparecia tão subitamente quanto surgia.
Relatos sugerem que sua aparição era um presságio de má sorte ou morte. Em uma história conhecida, um fiscal de impostos (exciseman) tentou comunicar-se com ela, sem sucesso. Pouco depois, um homem foi encontrado morto no mesmo local, e, após esse incidente, a Luideag nunca mais foi vista.
A Luideag compartilha características com outros seres do folclore gaélico, como as ban-sìth (mulheres-feéricas) ou espíritos ligados a corpos d'água. Alguns estudiosos sugerem que ela pode representar um fantasma de uma mulher que sofreu uma morte trágica, um espírito guardião associado ao lago ou uma manifestação de antigas crenças em criaturas feéricas malignas.

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Dragão de Ipu
۞ ADM Sleipnir

O Dragão de Ipu é uma criatura mítica do folclore brasileiro, associada à região da Bica do Ipu, no município de Ipu, no estado do Ceará. A lenda foi registrada pelo naturalista Antônio Bezerra de Menezes (1841–1921), que a documentou por volta de 1884, contribuindo para a preservação do mito no folclore cearense. Segundo a tradição oral, o dragão habitaria uma extensa caverna nos arredores da bica, guardando um tesouro ancestral trazido por povos vindos da Cordilheira dos Andes.
A aparência do dragão varia conforme as versões da tradição oral. Dizem que sua pele é coberta por escamas amareladas e acinzentadas, semelhantes às rochas de sua gruta, o que lhe permite camuflar-se como um predador. Seus olhos são descritos como globos vermelhos e incandescentes, verdadeiras bolas de fogo que brilham na escuridão e anunciam sua presença. Ele também possui uma mandíbula aterrorizante, capaz de triturar exploradores, e uma língua bifurcada, típica de sua natureza reptiliana. Por fim, diz-se que o dragão emana um calor infernal de seu corpo, solta estrondos pelas narinas e é capaz de afugentar até os mais corajosos aventureiros.

O Tesouro de Ipu
A história mais conhecida associada ao Dragão de Ipu envolve um personagem misterioso, lembrado apenas como “O Holandês”, vinculado à presença neerlandesa no Nordeste brasileiro durante as invasões do século XVII. Segundo a tradição, o estrangeiro adentrou as matas da Serra da Ibiapaba, surpreendendo-se com abismos de pedra e exuberantes cachoeiras até alcançar a caverna onde o dragão habitava. Logo na escuridão, dois globos vermelhos e incandescentes se acenderam: eram os olhos flamejantes da criatura. Diante do tesouro que brilhava sob sua guarda, o monstro abriu lentamente a mandíbula para devorar o explorador.
O holandês, porém, possuía conhecimentos secretos — uns dizem magia pagã, outros acreditam em uma oração de contrição — que fizeram o dragão sucumbir a um sono temporário. Foi assim que ele conseguiu escapar ileso, levando consigo parte do tesouro. Desejando proteção divina para a riqueza conquistada, o homem enterrou o montante em uma praça, diante das primeiras paredes da capela que se tornaria a Igreja de São Sebastião, padroeiro do município de Ipu. Dessa forma, colocou o tesouro sob a guarda celestial do santo.
A cobiça, no entanto, falou mais alto. Dominado pela ambição, o holandês retornou à caverna para tentar obter o restante do ouro e da prata. Lá, encontrou novamente o brilho dos tesouros misturado às labaredas dos olhos do dragão. Nem o calor sufocante da gruta, nem o rugir das narinas, nem o sibilar da língua bifurcada o fizeram recuar. Mas o monstro, desta vez, não foi enganado. Aproveitando-se da fraqueza do aventureiro, devorou-o cruelmente em meio às chamas, selando seu destino trágico.
Décadas mais tarde, o sertanejo João da Costa Alecrim, major do sertão, descobriu e desenterrou o tesouro deixado pelo holandês sob a proteção de São Sebastião. Rapidamente, tornou-se um homem rico. Entretanto, sua fortuna trouxe condenação. Considerado um profanador por ter violado um bem sagrado, passou a ser rejeitado por todos, vivendo como um pária até a morte. Assim, sua história serve como segundo aviso moral da lenda: a riqueza adquirida de forma impura ou sacrílega traz consigo não prosperidade, mas desgraça.
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Aillén Mac Midgna



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Inari

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Barbmoáhkka
۞ ADM Sleipnir

Bárbmoáhkká ("esposa das aves migratórias" na língua sami) é uma deusa da mitologia sámi, responsável pela proteção e supervisão das aves migratórias. Segundo a tradição dos antigos sámi, Bárbmoáhkká vivia em uma terra distante ao sul, conhecida como Barbmoriika ou “Terra de Barmol”, onde o sol sempre brilhava e para onde as aves migratórias se retiravam durante o inverno no norte da Escandinávia. Ela convocava as aves deste país do sul para retornarem à Sápmi na primavera.
Na mitologia sámi, a grou (Guorga) era considerada o rei das aves e responsável por registrar quantas aves migratórias chegavam e quantas morriam durante a viagem. A grou também anunciava a chegada da primavera, funcionando como um presságio da estação. Bárbmoáhkká, por sua vez, decidia quantas aves permaneceriam com ela e quantas seriam distribuídas pelo mundo, garantindo a sobrevivência das espécies e o suprimento para os caçadores.
O culto a Bárbmoáhkká está intimamente ligado à observação da natureza e à prática da caça, refletindo a relação simbiótica entre os sámi e a fauna migratória da região de Varanger e do norte da Escandinávia. O tema aparece em estudos de etnografia e mitologia, sendo preservado em registros de tradições orais e trabalhos acadêmicos sobre a cultura sámi.

fontes:
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Espada Yuchang
۞ ADM Sleipnir

A Espada Yuchang (em chinês: 鱼肠剑; literalmente, "espada intestino de peixe") é uma arma lendária da China antiga, célebre por ter sido utilizada no assassinato do rei Liao de Wu em 515 a.C. Segundo a tradição, a lâmina recebeu esse nome porque fora ocultada dentro de um peixe para enganar os guardas. Algumas versões afirmam que os padrões da lâmina lembravam as vísceras de um peixe cozido; outras sugerem que a espada era tão pequena que podia ser escondida em seu interior.

Contexto histórico
Na mesma época, viveu Zhuan Zhu (专诸), natural de Magang (马港), que trabalhava como açougueiro. Era descrito como homem de força extraordinária — de olhos fundos, boca larga, costas como as de um tigre e cintura espessa como a de um urso —, sendo ainda reconhecido por sua devoção filial e espírito de justiça. Em 522 a.C., Wu Zixu fugiu do Estado de Chu após a execução de sua família pelo rei Ping de Chu. Refugiado em Wu, tomou conhecimento das habilidades de Zhuan Zhu e, ciente das ambições de Helü, que conspirava contra seu tio, o rei Liao, apresentou-o ao príncipe.
O cenário dinástico de Wu era conturbado: o pai de Helü, rei Zhufan, tivera três irmãos — Yuji, Yu Mei e Ji Zha. Embora Ji Zha fosse o mais talentoso, recusara o trono. Após a morte de Yu Mei, seu filho Liao assumiu o reinado (c. 526 a.C.), o que alimentou o ressentimento de Helü e o motivou a buscar a usurpação.
O assassinato do rei Liao
No nono ano do reinado de Liao, após a morte do rei Ping de Chu, Wu lançou uma campanha militar contra Chu. Contudo, seu exército foi cercado, e a situação expôs fragilidades internas. Aproveitando-se disso, Helü tramou a morte do tio. Em 515 a.C., organizou um banquete e convidou o rei Liao, sob rígida vigilância.
Durante o evento, fingiu sofrer de uma dor no pé e deixou a sala, enquanto Zhuan Zhu se preparava para o ataque. A espada Yuchang foi escondida dentro de um peixe servido ao monarca. No momento oportuno, Zhuan Zhu golpeou e matou o rei. Logo em seguida, foi morto pelos guardas reais. Ainda naquele ano, Helü de Wu assumiu o trono e recompensou o filho de Zhuan Zhu com uma posição de prestígio em seu governo.
Após o assassinato, não há registros claros sobre o paradeiro da espada; em vez disso, ela sobreviveu na tradição literária e histórica como um emblema de traição, heroísmo e inevitável tragédia — cumprindo a profecia de Xue Zhu.

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