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| "Jupiter et Io" (1532–1533) por Jean-Baptiste Regnault |
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| "Mercúrio, Argos e Io" (1592) por Abraham Bloemaert |

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| Uma pintura mural romana mostrando a deusa egípcia Ísis (sentado à direita) dando as boas-vindas à heroína grega Io ao Egito |
Io
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| "Jupiter et Io" (1532–1533) por Jean-Baptiste Regnault |
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| "Mercúrio, Argos e Io" (1592) por Abraham Bloemaert |

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| Uma pintura mural romana mostrando a deusa egípcia Ísis (sentado à direita) dando as boas-vindas à heroína grega Io ao Egito |
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Onça Maneta
۞ ADM Sleipnir
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| Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir) |
A Onça Maneta é uma criatura do folclore brasileiro cuja lenda está presente em várias regiões do país, sendo mais conhecida no Sudeste (principalmente em São Paulo e Minas Gerais), no Norte e no Centro-Oeste. Conta-se que ela é uma onça que perdeu uma das patas dianteiras, supostamente após um confronto contra um caçador. Tendo sobrevivido ao confronto, ela adquiriu uma força incrível, e uma ferocidade sem tamanho. Além disso, apesar de ter perdido uma das patas, ela tornou-se mais ágil que antes.
Dizem que a Onça Maneta é continuamente esfomeada, e portanto está sempre em busca de presas para atacar e se alimentar. Ela não escolhe seus alvos, atacando qualquer um que esteja em seu radar, apesar de parecer ter uma predileção por rebanhos. Seus ataques são ferozes e brutais, e dificilmente seus alvos escapam com vida.

fontes:
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Ulishitsa
۞ ADM Sleipnir
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| Arte de Jack Frin |
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| Arte de Belarusianmonsters |
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| Arte de Masha Kuravcova |
fonte:
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Each Ceannan Dubh
۞ ADM Sleipnir
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| Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir) |
"Leag's cha do thóg iad é ( Deite-se e eles não pegaram)Leag's cha do thóg iad é ( Deite-se e eles não pegaram)Leag's cha do thóg iad é (Deite-se e eles não pegaram)Bealach an gharraidhe (o caminho do jardim)O mo each ceannan dubh (Oh meu cavalo de cabeça preta)O mo each ceannan dubh (Oh meu cavalo de cabeça preta)O mo each ceannan dubh (Oh meu cavalo de cabeça preta)Bealach an gharraidhe (o caminho do jardim)"
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Hosobaba
۞ ADM Sleipnir

Hosobaba (japonês 疱瘡婆 ou ほうそうばばあ, literalmente "velha da varíola", também chamada Kosoba) é um yokai citado na obra Oshu Hanashi, de Makuzu Tadano (1763–1825), uma estudiosa literária do período Edo. Diz-se que ele foi responsável por uma epidemia de varíola ocorrida em Oshu, hoje província de Miyagi, e que se alimentava das pessoas que morriam da doença. Túmulos apareciam violados da noite para o dia, e os corpos dentro deles desapareciam por completo ou tinham partes aparentemente devoradas por algo. Na tentativa de evitar que isso ocorresse, aldeões enterravam os cadáveres profundamente no chão, além de colocar grandes pedras sobre eles e orarem para afastar os maus espíritos

Um dia, os três filhos do chefe da aldeia morreram de varíola. Após serem enterrados, o homem colocou um grande pedra, carregada por cerca de doze pessoas até o túmulo, e colocou um vigia armado guardando o mesmo para impedir que fosse violado. A princípio nada aconteceu, mas algumas noites depois, quando a vigilância diminuiu, ouviu-se o som de escavação no local. Quando o vigia se aproximou do local, conseguiu avistar algo fugindo rugindo em direção a um bosque, enquanto derrubava as árvores em seu caminho. Os corpos dos três foram encontrados em segurança e desde então não houveram mais roubos de túmulos.
Alguns anos depois, uma senhora que fazia compras na aldeia estava olhando para o bosque na encosta das montanhas, quando de repente desmaiou em estado de choque. Ela foi socorrida e depois de recobrar a consciência, demonstrou estar assustada com algo, mas quando indagada a respeito se recusava a dizer o que era. Passaram-se mais três anos até que a senhora finalmente se abriu e contou o que havia ocorrido. Na ocasião, enquanto olhava para o bosque, ela avistou uma terrível criatura. Parecia uma velha com um rosto vermelho, cabelos brancos, e media cerca de três metros de altura. Ela disse ainda que temeu falar algo a respeito com medo de que fosse a Hosobaba e que ela acabasse contraindo a doença.

fontes:
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Bacobaco
۞ ADM Sleipnir


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Zaoris
۞ ADM Sleipnir
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| Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir) |
Zaoris, de acordo com o folclore sulista, são homens nascidos em uma Sexta-Feira da Paixão. Embora aparentem serem pessoas comuns, eles possuem olhos especiais, ditos misteriosos e de um brilho inconfundível. Com esses olhos, os Zaoris são capazes de enxergar através de corpos opacos, podendo assim localizar tesouros escondidos, minas de ouro, jazidas de pedras preciosas, independente de estarem debaixo da terra, dentro de paredes ou em outro local não visível ao olho nu. Apesar de seu dom excepcional, os Zaoris não podem usá-los em benefício próprio. Tudo o que eles encontram deve sempre ser revertido em benefício alheio.
Zaoris são figuras indispensáveis nas lendas do Ciclo do Ouro, na América do Sul, estando presentes nos fabulários plateño, paraguaio e chileno. Encarregam-se especialmente de indicar onde os jesuítas, expulsos das missões, ou os Incas, príncipes nativos perseguidos pelos espanhóis, guardaram seu ouro inacabável.
Provável origem
Alguns autores defendem que o mito dos Zaoris possui origem árabe, tendo chegado ao Brasil por intermédio dos espanhóis. O termo Zahori, do árabe Zahari, significa geomante, uma pessoa a quem atribui-se o poder de ver o que está escondido, mesmo que seja subterrâneo. De acordo com Câmara Cascudo, em Damasco, Síria, certos Zahoris conversam e veem os espíritos dos mortos, os quais ensinam a eles onde deixaram suas riquezas agora inúteis.

A Crucificação de Cristo e o nascimento dos Zaoris
Aqueles que já haviam nascido estavam condenados, pelo pecado de terem maltratado e condenado Jesus Cristo à morte. Mas as crianças ainda não nascidas não podiam sofrer castigo, porque não tinham culpa alguma. Porém os anjos da guarda da Cruz não sabiam disso e iam castigá-las da mesma forma, porque o Arcanjo Miguel esquecera-se de avisar sobre as crianças que nascessem daquele dia, que era justamente o da sentença de Deus.
Por isso a Virgem Maria, que sabia do esquecimento de Miguel, em memória do seu filho Jesus não deixou os anjos da guarda da Cruz castigarem as crianças nascidas nessa Sexta-feira, e então, para diferenciá-las das outras, fez um milagre: ela mandou que a ventania das asas de prata do arcanjo ventasse sobre os olhos dos que fossem nascendo nesse dia santo, e ao brilho das armas de ouro, que brilhasse sobre eles. Desse jeito todos ficaram assinalados e puderam ser diferenciados dos nascidos na véspera, e bem diferenciados, porque podiam ver através a água até o seu fundo e através as muralhas e montanhas até o outro lado delas, porque tudo ficou transparente para eles.
E como a Virgem Maria não disse que subisse outra vez ao céu a ventania das asas de prata do arcanjo nem o brilho das suas armas de ouro, esses dons ficaram na terra, e em todas as sextas-feiras santas procuram os olhos das crianças recém-nascidas, que então obtém o dom de enxergar através de qualquer superfície.
Cultura Popular
Na segunda temporada da série "Cidade Invisível" (Netflix), o personagem Lazo, interpretado pelo ator pernambucano Sebá Alves, é um Zaori que acabou sendo escravizado por garimpeiros.
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| Lazo (Sebá Alves) em Cidade Invisível |
fontes:
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Ixchel
۞ ADM Sleipnir
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| Arte de Hoang Lap |
Ixchel (também Ix Chel, Ix Chebel, Yax, Deusa O) foi uma importante deusa maia associada à chuva, medicina, tecelagem, parto e também à lua. De acordo com algumas interpretações, Ixchel era casada com o deus Itzamná. Como casal, o par ilustrava a dualidade: Itzamná era uma divindade essencialmente benevolente, enquanto Ixchel possuía um caráter mais destrutivo. Embora Ixchel tivesse um lado bom, atuando como a protetora de tecelãs e também auxiliando mulheres em trabalho de parto, seu caráter destrutivo, no entanto, se destacava mais.
Ixchel personificava o lado destrutivo das águas, sendo associada às inundações e chuvas fortes que derrubavam as colheitas e muitas vezes provocavam devastação e mortes. Nesse aspecto, era geralmente representada como uma velha raivosa com um visual sinistro composto por unhas grandes como se fossem as garras de um jaguar, uma serpente em volta da cabeça, ossos cruzados em sua saia e outros símbolos de destruição ao seu redor. Em suas mãos, ela costuma trazer um jarro com o qual ela despeja enormes quantidades de água sobre a terra. Segundo uma lenda, foi dessa forma que em tempos antigos ela causou um dilúvio que provocou a extinção de uma das eras anteriores.
Ixchel e o relacionamento conturbado com Itzamná
Embora saiba-se muito pouco sobre os mitos de origem de Ixchel, um mito relacionado ao seu papel como uma divindade lunar, fala sobre seu relacionamento com Itzamná (sob a forma de Kinich Ahau, a personificação do sol).
Ixchel apaixonou-se por Kinich Ahau porém o deus não correspondia ao seu amor, então ela o seguia pelos céus todos os dias. Ao fazer isso, as marés subiam e inundavam a terra. Eventualmente, suas habilidades superiores de tecelagem chamaram a atenção de Kinich Ahau enquanto ela fazia uma bela peça de tecido dourado, e eles finalmente ficaram juntos. Posteriormente, ela deu à luz a quatro filhos, os Bacabs, deuses dos quatro pontos cardeais, de onde acreditava-se que fossem responsáveis por sustentar os céus.
O casal passaria a enfrentar dificuldades quando Kinich Ahau começou a ter crises de ciúmes por achar que Ixchel teve um caso com seu irmão, a estrela da manhã. Ele expulsa Ixchel do céu, porém mais tarde implora que ela voltasse. Seus ataques de ciúme voltariam a causar desavenças entre os dois, até que Ixchel o deixa de vez, tornando-se invisível sempre que ele tenta se aproximar dela. Até hoje, ela vagueia invisível pela noite, ajudando as mulheres a darem à luz aos seus filhos.

Culto
No início do século XVI, mulheres maias que buscavam garantir um casamento frutífero viajavam até o santuário de Ixchel na ilha de Cozumel, o local de peregrinação mais importante depois de Chichen Itza, na costa leste da península de Yucatán.
Ao norte de Cozumel estava localizada uma ilha muito menor, batizada por seu descobridor o espanhol Hernández de Córdoba (1475-1518), de "Ilha das Mulheres" (Isla Mujeres), porque "os ídolos que ele encontrou lá, das deusas do país, "Ixchel" e suas filhas e noras "Ixchebeliax", "Ixhunie", "Ixhunieta", apenas vestidas do cinto para baixo, e com o peito descoberto à maneira dos índios" (trecho extraído de "Yucatan, Antes e Depois da Conquista", escrito em 1566 pelo Frei Diego de Landa)
No outro lado da península, a principal cidade da província chontal de Acalan (Itzamkanac) venerava Ixchel como uma de suas principais divindades. Um dos assentamentos costeiros de Acalan foi chamado Tixchel ("No lugar de Ixchel"). O conquistador espanhol Hernán Cortés relatou sobre outro lugar em Acalan onde jovens solteiras eram sacrificadas a uma deusa em quem "tinham muita fé e esperança", possivelmente novamente Ixchel.

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