1 de fevereiro de 2014

A Edda Poética: Parte I - Völuspá

۞ ADM Sleipnir

Tradução e Notas de Márcio Alessandro Moreira.


A Völuspá ("A Profecia da Vidente") é o primeiro e mais conhecido poema da Edda Poética. Esse poema narra à origem da criação e vai até a sua destruição. Muitos o consideram como umas das melhores fontes para o estudo da mitologia nórdica. A Völuspá está preservada nos manuscritos do Codex Regius e no Hauksbók e partes desse poema também aparecem na Edda em Prosa com pequenas variações. A ordem das estrofes varia nessas duas versões, mas a versão do Codex Regius sempre é usada como base. Cada um dos manuscritos contém algumas estrofes que não se encontram no outro.

Völuspá

01-"Eu peço silêncio a todo
o povo sagrado,
grandes e pequenos,
filhos de Heimdallr*;
tu desejas que eu, Valföðr*,
conte bem
antigas histórias dos homens,
aquelas que primeiro recordo?"

02-"Eu me lembro dos Jötnar*
nascidos no princípio,
aqueles que com o tempo
me geraram;
eu me lembro dos Nove mundos*,
nove sustentados,
na famosa árvore Mediadora*,
que penetra na terra."

03-"No início dos tempos,
então nasceu Ymir,
não existia nem areia, nem mar,
nem ondas frescas;
não existia nem Jörð*,
nem Himinn* acima,
apenas o Ginnungagap*,
e não havia capim em parte alguma*."

04-"Primeiro os filhos de Borr*
trouxeram a terra,
eles que criaram
à famosa Miðgarðr;
a Sól brilhou do sul
nos salões de pedras,
então na terra começou a crescer
as plantas verdes*."

05-"A Sól* se atirou do sul,
a companheira de Máni*,
estendeu sua mão direita
perto da orla do céu*;
a Sól não sabia
onde ela pertencia,
o Máni não sabia
de seu próprio poder,
as estrelas não conhecia
seu lugar no céu."

06-"Então todos os Regin*
se sentaram em suas cadeiras,
as divindades sagradas
para debaterem sobre isso:
para Nótt* e as fases lunares,
nomes impuseram;
para manhã deram nome
e para o meio-dia,
entardecer e anoitecer,
para contar os anos."

07-"Os Æsir se encontravam
em Iðavöllr*,
altares e templos
eles edificaram;
[suas forças eles provaram,
todas as coisas tentaram,]
forjas acenderam,
riquezas forjaram,
pinças fabricaram,
e fizeram utensílios."

08-"No campo jogavam em tabuletas*,
eram alegres,
não sentiam de modo algum
a falta de ouro,
até chegarem às três
donzelas Þursar*,
muito poderosas,
do Jötunheimr."

09-"Então todos os Regin
se sentaram em suas cadeiras,
as divindades sagradas
para debaterem sobre isso:
Quem deveria criar
o rei dos Dvergar*
do sangue de Brimir
e das pernas de Bláinn*."

10-"Ali estava Móðsognir
o mais famoso
de todos os Dvergar,
o segundo era Durinn;
seres com forma humana,
eles fizeram muitos,
Dvergar da terra,
como Durinn disse."

11-"Nýi e Níði,
Norðri, Suðri,
Austri, Vestri,
Alþjófr, Dvalinn,
Bívurr, Bávurr,
Bömburr, Nóri,
Ánn e Ánarr,
Óinn, Mjöðvitnir."

12-"Veigr e Gandálfr,
Vindálfr, Þráinn,
Þekkr e Þorinn,
Þrór, Vitr e Litr,
Nár e Nýráðr,
agora os Dvergar chamados
Reginn e Ráðsviðr,
são corretamente contados."

13-"Fili, Kili,
Fundinn, Náli,
Heptivili,
Hannarr, Svíurr,
[Nár e Náinn,
Nipingr, Dáinn,
Billingr, Brúni,
Bíldr e Búri,]
Frár, Hornbori,
Frægr e Lóni,
Aurvangr, Jari,
Eikinskjaldi."

14-"É tempo dos Dvergar
da estirpe de Dvalinn,
da família desse povo,
até Lofarr ser enumerado,
eles que saíram
dos salões de pedra,
de Aurvangar para habitar
em Jöruvellir."

15-"Ali estava Draupnir
e Dólgþrasir,
Hár, Haugspori,
Hlévangr, Glói,
[Dóri, Óri,
Dúfr, Andvari,]
Skirvir, Virvir,
Skáfiðr, Ái,"

16-"Álfr e Yngvi,
Eikinskjaldi,
Fjalarr e Frosti,
Finnr e Ginnarr;
por muito tempo será lembrado,
enquanto os homens viverem
esta lista dos ancestrais
até Lofarr."

17-"Até três vierem
de fora desses companheiros,
poderosos e amáveis,
Æsir*, para a casa,
encontrando na terra,
sem força,
Askr e Embla*,
e sem örlög*."

18-"Önd* não possuíam,
nem Óð* na mente,
nem lá e nem læti*
nem litu góða*;
Óðinn deu o Önd,
Hænir deu o Óð,
Lóðurr* deu o lá
e o litu góða."

19-"Eu conheço o freixo que se ergue
chamado Yggdrasill,
uma grande árvore, respingando
com água branca;
de onde vem o orvalho
que cai nos vales,
que cresce eternamente verde
sobre a fonte de Urðr."

20-"Dali vem às donzelas
de muita sabedoria,
três de fora do mar,
que fica abaixo da árvore;
uma se chama Urðr,
a outra Verðandi,
- que registravam em chapas de madeira, -
Skuld é a terceira.
Elas decidiam as leis,
elas escolhiam as vidas,
os filhos das pessoas,
e diziam o örlög."

21-"Ela se lembra da guerra,
a primeira no mundo,
quando Gullveig
foi espetada com lanças
e no salão de Hárr*
a queimaram,
três vezes a queimaram
três vezes ela renasceu,
frequentemente, não raramente,
contudo ela ainda vive."

22-"Heiðr a chamaram,
em qualquer casa que viesse
a esperta adivinha em profecia,
era sábia em mágica;
seiðr* ela conhecia,
com seiðr ela brincava com mentes;
ela era sempre amada
pelas noivas malignas."

23-"Então todos os Regin
se sentaram em suas cadeiras,
as divindades sagradas
para debaterem sobre isso:
se os Æsir deveriam
pagar um tributo
ou deveriam todos os Deuses
ter um banquete*."

24-"Óðinn atirou sua lança
e atravessou à extremidade do povo,
essa foi à primeira guerra,
a primeira do mundo;
quebrado foi o muro
da fortaleza dos Æsir,
vigorosamente os guerreiros Vanir
andaram na planície."

25-"Então todos os Regin
se sentaram em suas cadeiras,
as divindades sagradas
para debaterem sobre isso:
Quem tinha envenenado todo o ar
e o misturado com maldade,
e aos Jötnar* terem
dado a donzela de Óðr*."

26-"Þórr sozinho ali lutou
com furiosa raiva*,
- ele raramente se senta, -
quando ele ouve tais coisas;
então os votos,
os juramentos e palavras
e todos os poderosos acordos
entre eles foram quebrados."

27-"Ela sabe onde o chifre*
de Heimdallr está escondido
abaixo do brilhante céu,
na árvore sagrada,
acima disso ela vê despejar
um rio de água com argila
do penhor do Valföðr;
Quem saberia ainda mais que isso?"

28-"Ela se sentava sozinha lá fora*
quando o velho homem veio
Yggjungr* dos Æsir
e olhou em seus olhos.
O que tu queres?
Por que me testas?
Eu sei tudo, Óðinn,
onde teu olho está escondido:
na poderosa
fonte de Mímir.
Mímir bebe hidromel
toda manhã
do penhor do Valföðr.
Quem saberia ainda mais que isso?"

29-"Para ela Herföðr* escolheu
anéis e colares;
sábia palavra de riqueza
e a vara de profecia;
ela vê longe e adiante
em todos os mundos."

30-"Ela viu Valkyrjur
vindo de longe,
prontas para cavalgar
em direção ao povo dos Godos;
Skuld segurava um escudo,
e Skögul outro,
Gunnr, Hildr, Göndul
e Geirskögul;
agora eu listei
as donzelas de Herjann,
prontas para cavalgar
para a terra estão as Valkyrjur."

31-"Eu vi Baldr
o Deus ensanguentado,
criança de Óðinn,
o destino escondido;
ficava e crescia
alto no campo,
franzino e muito belo,
o visgo."

32-"Desse ramo veio
o que parecia ser franzino
um perigoso dardo de dor,
Höðr o atirou;
o irmão de Baldr*
nasceu cedo,
o filho de Óðinn
combateu com uma noite."

33-"Ele não lavou as mãos
nem penteou os cabelos,
até trazer para a pira
o inimigo de Baldr*;
mas Frigg chorou
no Fensalir
a dor do Valhöll.
Quem saberia ainda mais que isso?"

34-["Então Váli amarrou
correntes de batalha,
eles estavam muito apertados,
os laços de intestinos*."]

35-"Ela viu amarrado estendido
em Hveralundr*,
uma desfavorável figura
que parecia Loki;
lá se senta Sigyn
perto de seu esposo
não muito feliz.
Quem saberia ainda mais que isso?"

36-"Ruge um rio do leste
por vales venenosos,
com punhais e facas,
que é chamado Slíðr."

37-"Na direção norte está,
no Niðavellir,
um salão de ouro
da família de Sindri*;
outro fica
em Ókólnir,
o salão de cerveja do Jötunn,
que é chamado Brimir*."

38-"Um salão ela viu
longe da Sól
em Náströnd,
com as portas ao norte;
veneno estava pingando
do teto,
e abaixo no salão
estava tecido com serpentes."

39-"Ela viu um local para atravessar
através de rios selvagens,
homens mentirosos
e cães assassinos
e os que seduzem a consorte
de outros;
lá Níðhöggr chupa
os corpos dos homens mortos,
o lobo rasga os homens em pedaços.
Quem saberia ainda mais que isso?"

40-"No leste se senta a velha,
no Járnviðr*,
que deu nascimento
a descendência de Fenrir;
um deles,
o pior de todos,
engolirá Máni
na forma de um Troll."

41-"Ele se alimenta
da carne dos homens mortos,
a casa dos Deuses se torna vermelho
do sangue escarlate;
o brilho da Sól se torna negro
para os verões que chegam,
o tempo se torna pior.
Quem saberia ainda mais que isso?"

42-"Sobre a colina se senta
com sua harpa
o pastor da Gýgr*,
o feliz Eggþér;
perto dele canta,
na floresta, um galo,
um brilhante galo vermelho,
que é chamado Fjalarr."

43-"Entre os Æsir canta
Gullinkambi,
que acorda os heróis
do Herjaföðr*;
mas outro canta
abaixo da terra,
um galo fuliginoso e vermelho*
no salão de Hel."

44-"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;
eu conheço muitos contos,
adiante eu vejo mais
do Ragnarökr*,
dos poderosos Sigtívar*."

45-"Irmãos se enfrentarão
e se matarão um ao outro,
filhos de irmãs trarão
ruína aos parentes;
o mundo será difícil com
muita prostituição,
tempo do machado, tempo da espada,
escudos serão partidos,
tempo do vento, tempo do lobo,
antes do mundo cair;
[a terra ressoa,
as Gigantas fogem,]
nenhum homem
poupará outro."

46-"Os filhos* de Mímir se agitam,
a árvore do destino se incendeia
no sopro do
Gjallarhorn;
Heimdallr soará altamente,
o chifre no ar,
Óðinn debate
com a cabeça de Mímir."

47-"Yggdrasill treme,
o grande freixo,
a velha árvore geme,
e o Jötunn escapa*;
todos se amedrontam
na estrada para Hel
antes que o parente de Surtr*
a devore*."

48-"O que há com os Æsir?
O que há com os Álfar*?
Toda Jötunheimr treme,
e os Æsir debatem,
os Dvergar ficam
em seus portões de pedra,
os sábios das rochas.
Quem saberia ainda mais que isso?"

49-"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;
eu conheço muitos contos,
adiante eu vejo mais
do Ragnarökr,
dos poderosos Sigtívar."

50-"Hrymr vem do leste,
com escudos erguidos,
Jörmungandr retorce
em Jötunmóðr*;
espalhando as ondas,
a águia pálida berra,
roendo os cadáveres,
Naglfar* se solta."

51-"O navio viajou do leste,
o povo do Múspell,
veio sobre o mar,
e Loki os guia;
a monstruosa descendência
acompanhará Freki*,
com eles está o irmão
de Býleist* viajando."

52-"Do sul viaja Surtr
com folhas flamejantes,
brilhando em sua espada*
a Sól dos Valtívar*;
as rochas estrondeiam,
as Gigantas cambaleiam,
a multidão segue sobre a estrada do Hel
e o céu se parte."

53-"Então vem à
segunda aflição de Hlín*,
quando Óðinn for
combater o lobo,
e o matador de Beli*,
for contra Surtr;
então o amor
de Frigg cairá*."

54-"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;
eu conheço muitos contos,
adiante eu vejo mais
do Ragnarökr,
dos poderosos Sigtívar."

55-"Então vem o grande
filho do Sigföðr*,
Víðarr, combater
a besta assassina*.
O filho de Hveðrungr*
ele corta com sua espada
até o coração,
então o pai é vingado."

56-"Então vem o poderoso
filho de Hlóðyn*,
avança o filho de Óðinn
para combater a Serpente,
com fúria golpeará,
o guardião de Miðgarðr*,
todos os homens
deixarão seus lares;
andara nove passos
o filho de Fjörgyn*,
moribundo longe da Serpente*,
não preocupado com a hostilidade."

57-"A Sól se torna negro,
a terra afunda no mar,
do céu muda
as estrelas brilhantes;
vapores se elevam
com flamas ardentes,
se jogando no alto
do próprio céu."

58-"Garmr lati muito
no Gnipahellir,
as correntes serão quebradas
e o lobo correrá;
eu conheço muitos contos,
adiante eu vejo mais
do Ragnarökr,
dos poderosos Sigtívar."

59-"Ela vê emergindo
outra
terra do mar
novamente verde;
as cachoeiras cairão,
a águia voa no alto,
sobre a montanha
para caçar o peixe."

60-"Encontram-se os Æsir
em Iðavöllr
e da poderosa Serpente em torno do mundo
comentam
[e relembram ali
os mais importantes eventos,]
e das antigas runas
de Fimbultýr*."

61-"Ali novamente
as maravilhosas
tabuletas de ouro*
serão encontradas na grama,
eram aquelas que no inicio dos dias
haviam possuído."

62-"O campo não semeado
crescerá,
todo o mal se transformará para melhor,
Baldr retornará;
Höðr e Baldr habitarão
no salão de guerra de Hroptr*
e os felizes Valtívar.
Quem saberia ainda mais que isso?"

63-"Então Hænir saberá
escolher os ramos da sorte*
e os filhos habitarão,
os irmãos gêmeos*,
no amplo Vindheimr*.
Quem saberia ainda mais que isso?"

64-"Ela vê um salão se levantar
mais belo que a Sól,
de telhados de ouro,
no Gimlé*;
lá deverão os íntegros
governantes viver,
e eternamente
desfrutando sua alegria."

65-["Então vem o poderoso*
para julgar,
de cima, o poderoso,
que a tudo governa."]

66-"Então vem o negro
dragão voando,
a serpente brilhante, abaixo
do Niðafjöll;
carregando em suas asas,
- voando sobre a planície, -
Níðhöggr, os mortos;
agora ela* deve afundar."



Notas da Völuspá:
  • 01/4* No poema Rígsþula, Heimdallr é o pai das classes sociais.
  • 01/5* Óðinn.
  • 02/1* Gigantes.
  • 02/5* Embora as fontes pareçam confusas a respeito de quais mundos são ao certo, é
  • possível distingui-los com a ajuda da palavra "heimr". Assim temos: Múspellsheimr,
  • Niflheimr, Álfheimr, Vanaheimr, Svartálfheimr, Jötunheimr, Ásgarðr (também chamada
  • de Ásaheimr), Miðgarðr (também chamada de Manheimr) e Hel (que é dito ser o nono
  • mundo no Gylfaginning cap. 03).
  • 02/7* A Árvore Mediadora, no original está: Mjötuðr ou Mjötviðr que significa
  • "Dispensador/a". Essa passagem também é traduzida assim:
  • "Eu me lembro dos nove domicílios (na árvore),
  • das nove Gigantas (as nove mães de Heimdallr?),
  • na gloriosa Dispensadora (Yggdrasill)
  • abaixo da terra."
  • Muitos pesquisadores associam a árvore Yggdrasill com o Irminsul, dos Saxões.
  • Essa palavra também é associada á Heimdallr em kenningr.
  • 03/5* Terra.
  • 03/6* Céu.
  • 03/7* O lugar que ficava entre o Niflheimr e Múspellsheimr, onde Óðinn, Vili e Vé
  • depositaram Ymir depois de morto para criarem o mundo. Ginnungagap pode significar
  • tanto "Abismo Sem Forma" como "Espaço Fraudulento". O Ginnungagap aparece no
  • Gylfaginning capítulos de 05 a 08.
  • 03/8* Toda essa estrofe é semelhante ao Wessobrunner Gebet, datado do final do século
  • 8.
  • 04/1* O Gylfaginning cap. 08 relata que os três filhos de Borr são: Óðinn, Vili e Vé,
  • que criaram o Céu e a Terra.
  • 04/8* A vegetação.
  • 05/1* Sól é feminino no norte.
  • 05/2* Máni, a lua, é masculino no norte.
  • 05/4* A Sól estabelece seu curso no céu, sem saber qual direção deveria seguir. O
  • Gylfaginning cap. 08 conta que foi os filhos de Borr, que ordenaram o curso dos astros
  • no céu.
  • 06/1* Os Deuses.
  • 06/5* A Noite.
  • 07/2* Iðavöllr é o local sagrado dos Deuses e está no meio de Ásgarðr segundo o
  • Gylfaginning cap. 14.
  • 08/1* Possivelmente essas tabuletas controlavam os destinos ou algo do tipo.
  • 08/6* Possivelmente as Nornir. As estrofes 48 e 49 do poema Vafþrúðnismál, relata que
  • algumas mulheres traziam a "sorte" sobre os lares dos homens, embora elas sejam
  • aparentadas com os Gigantes.
  • 09/6* Dvergar são os Anões.
  • 09/8* Brimir e Bláinn parecem ser apenas outras denominações para Ymir.
  • 17/4* Os três Æsir são Óðinn, Hænir e Lóðurr. Porém, no Gylfaginning cap. 09 são os
  • filhos de Borr, os criadores da humanidade.
  • 17/7* O primeiro casal humano.
  • 17/8* Sem Destino.
  • 18/1* Fôlego ou Alma ou Espírito.
  • 18/2* Entendimento ou Inspiração.
  • 18/3* Sangue e modos.
  • 18/4* A forma dos Deuses ou a boa aparência.
  • 18/7* Ao que parece Hænir é apenas outro nome de Vili e Lóðurr de Vé.
  • 21/5* Óðinn.
  • 22/5* Esse tipo de mágica foi ensinada aos Æsir pela Deusa Freyja, segundo a Ynglinga
  • Saga cap. 04.
  • 23/8* Para que os Vanir pudessem ser aceitos entre os Æsir. Essa batalha entre os Æsir
  • e Vanir é narrada na Ynglinga Saga cap. 04 e no Skáldskaparmál cap. 05, da Edda em
  • Prosa.
  • 25/7* Os Gigantes.
  • 25/8* Freyja é a esposa de Óðr. Mais sobre Freyja e sua família pode ser encontrado na
  • Ynglinga Saga cap. 13, Gylfaginning cap. 24 e 35.
  • 26/2* Esse episódio provavelmente se refere ao Jötunn construtor do muro de Ásgarðr
  • que Þórr matou. A história detalhada se encontra em Gylfaginning cap. 42.
  • 27/1* Provavelmente o chifre Gjallarhorn.
  • 28/1* Essa descrição parece ser a prática conhecida como Útiseta ("Sentar Lá Fora"),
  • onde seu praticante recebia visões.
  • 28/3* Óðinn.
  • 29/1* Óðinn.
  • 32/5* Váli nasceu para vingar a morte de Baldr. Ele matou Höðr com apenas um dia de
  • vida. Essa história aparece no livro III, da Gesta Danorum, de Saxo Grammaticus e no
  • poema Eddico Baldrs Draumar.
  • 33/4* Höðr.
  • 34/4* Possivelmente foi Váli, o filho de Óðinn, quem amarrou Loki com os intestinos
  • de Narfi. Porém é confuso porque Loki também possui um filho chamado Váli que
  • matou seu irmão Narfi. Essa história aparece no Gylfaginning cap. 50.
  • 35/2* Significa "Bosque das Caldeiras".
  • 37/4* Sindri é o Anão que junto com Brokkr fabricou o martelo Mjöllnir de Þórr,
  • segundo o Skáldskaparmál cap. 43.
  • 37/8* Seria esse Brimir o mesmo da estrofe 09/7?
  • 40/2* Esta floresta está localizada em Jötunheimr. Mais sobre essa floresta pode ser
  • encontrado no Gylfaginning cap. 12.
  • 42/3* Giganta.
  • 43/4* Óðinn.
  • 43/7* É provável que seja o galo Víðófnir, que está em Mímameiðr (Yggdrasill), que
  • aparece no poema Eddico Fjölsvinnsmál estrofes 23 e 24.
  • 44/7* Ragnarökr significa "Destino dos Deuses". Na Edda em Prosa, Snorri interpretou
  • seu significado como "Crepúsculo dos Deuses".
  • 44/8* Os Deuses da Vitória.
  • 46/1* Possivelmente são personificações de rios.
  • 47/4* Loki ou Fenrir?
  • 47/7* O Fogo.
  • 47/8* A árvore Yggdrasill.
  • 48/2* Os Elfos.
  • 50/4* Fúria de Gigante.
  • 50/8* O navio feito das unhas dos mortos. Segundo o Gylfaginning cap. 43, Naglfar é o
  • maior de todos os navios.
  • 51/6* Freki na poesia significa "Lobo" e se refere à Fenrir e não ao lobo de Óðinn.
  • 51/8* Loki.
  • 52/3* A espada flamejante soltando faíscas de fogo.
  • 52/4* Os Deuses da Morte.
  • 53/2* Aqui Hlín aparece como nome para Frigg, porém Snorri listou Hlín como uma
  • Deusa separada e ajudante de Frigg, no Gylfaginning cap. 35. A primeira aflição dela
  • foi á morte de Baldr e a segunda é a morte de Óðinn.
  • 53/5* Freyr. Esse episódio aparece no Gylfaginning cap. 37.
  • 53/8* Óðinn.
  • 55/2* Óðinn.
  • 55/4* Fenrir.
  • 55/5* Loki.
  • 56/2* Þórr.
  • 56/6* Þórr.
  • 56/10* Þórr.
  • 56/11* O confronto de Þórr e Jörmungandr possui muitas semelhanças com a batalha de
  • Elias e o Anticristo, que aparece no poema Muspilli, datado do final do século 9. Essa
  • batalha também lembra o confronto de Beowulf e o Dragão.
  • 60/8* Óðinn.
  • 61/3* Possivelmente são as mesmas tabuletas que governa os destinos, ver nota 08/1.
  • 62/6* Óðinn.
  • 63/2* Runas?
  • 63/4* Seriam Baldr e Höðr ou Magni e Móði?
  • 63/5* Significa "Lar do Vento".
  • 64/4* A Edda em Prosa, no Gylfaginning cap. 03, afirma que o Alföðr (Óðinn) habitará
  • com seus eleitos para sempre nesse lugar. O Gylfaginning cap. 17 relata que Gimlé
  • resistirá quando a terra e o céu tiverem falecido após o Ragnarökr.
  • 65/1* Enquanto muitos afirmam que essa passagem é uma alusão ao deus cristão,
  • porém, é possível que se trate de Óðinn ou Þórr. Esses dois Deuses são fortes e
  • poderosos e são conhecidos por seus julgamentos.
  • 66/8* Níðhöggr apanha os mortos e a profetisa afunda para não ser apanhada.

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3 comentários:

  1. ESTA É UMA DAS MELHORES TRADUÇÕES DO VOLUSPÁ QUE JÁ LI. PARABÉNS PELO BELÍSSIMO TRABALHO. SÓ ACRESCENTOU MAIS CONHECIMENTO.

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  2. Gostei muito do seu trabalho! Seria possível transformar essa tradução em PDF?

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    Respostas
    1. Olá Pedro. Essa tradução da Edda Poética foi feita pelo Márcio Alessandro Moreira, que me autorizou a publicá-la aqui no blog. O autor disponibiliza na internet esse e outros textos em PDF. No link abaixo você poderá encontrar esses pdfs:

      http://www.irmandadedehraesvelgr.org/p/downloads-e-biblioteca.html

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