14 de novembro de 2014

Ceuci

۞ ADM Sleipnir


Ceuci (tupi: "mãe do pranto", também grafado Ceuici, Ceucy, Cyucy, Ceichu, Ciyucê ou Ciuce) é uma deusa virginal tupi-guarani, protetora das lavouras e das moradias. Era filha dos deuses Tupã e Luaci, e mãe de Jurupari, considerado o "Moisés" dos Tupis". Sendo uma deusa virgem e sem nenhum consorte, sua gravidez se deu de forma miraculosa.

Certo dia, Ceuci descansava debaixo da sombra de uma árvore amazônica chamada Cucura (ou Purumã, dependendo da versão do conto), cuja a ingestão de seus frutos era proibida às moças no dia em que estivessem em período fértil. Ao avistar os belos frutos maduros da árvore, Ceuci não se conteve e apanhou um deles para comer. O caldo do fruto acabou escorrendo pelo seu corpo nu, alcançando suas partes íntimas e fecundando-a.

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Alguns meses depois, a sua gravidez ficou evidente, e o conselho de anciãos de sua aldeia resolveu punir Ceuci com o exílio. Longe de sua aldeia, Ceuci deu a luz à Jurupari, "o Filho do Sol". Jurupari foi enviado a terra pelo próprio sol, para reformar os costumes da terra e também para encontrar a mulher perfeita, com a qual o sol pretendia se casar.

Com  apenas sete dias de vida, Jurupari já tinha a aparência de uma criança de dez anos, e sua sabedoria atraiu a atenção de todos, que passaram a ouvir suas palavras e o ensinamento dos novos costumes, que colocavam um fim na sociedade matriarcal e instituíam o patriarcado. Jurupari instituiu grandes festas cerimoniais, as quais somente os homens podiam tomar parte, e onde ele aproveitava para passar seus ensinamentos. Isso tudo acabou afastando Jurupari de sua mãe.

Inconformada com essas novas leis e também com saudades de seu filho, Ceuci resolveu uma noite ir espiar o cerimonial dos homens, uma infração que era punida com pena de morte. Furtivamente, ela entrou no território onde os homens estavam reunidos, mas antes do término do cerimonial, Ceuci foi fulminada por um raio enviado por Tupã (outras versões afirmam que foi o próprio Jurupari quem conjurou o raio, sem reconhecer que era sua própria mãe quem os espiava). Jurupari foi imediatamente chamado para ressuscitar Ceuci, mas nada fez, pois não podia abrir precedentes em suas leis. Jurupari então diz:

-“Morreste mãe, porque desobedeceste à lei de Tupã. É a lei que eu vivo a ensinar. Não vou te ressuscitar, mas te recomendo: sobe, bela, radiante e pura para um mundo melhor. Cumpriste a verdadeira missão de mãe, que sempre é cheia de amor, renúncia, desenganos e sofrimento. Meu pai vai recebê-la de braços abertos lá no céu”.

O corpo da deusa, então, cheio de luminosidade, começou a subir. Ele atravessou o espaço e transformou-se na estrela mais resplandecente da constelação das Plêiades. Ela permanece lá até hoje, para lembrar aos selvagens o respeito às leis de Jurupari, o Filho do Sol.

Ceuci, arte presente na HQ Sawe, de Tom Gomes, em campanha no Catarse

fontes:

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13 de novembro de 2014

Basilisco

۞ ADM Dama Gótica


O Basilisco é uma serpente lendária nascida a partir de um ovo de cobra ou sapo chocado por uma galinha, ou ainda de um ovo de galinha chocado por um sapo ou cobra. Ele detém duas descrições distintas, e ambas são referidas como o rei das serpentes. A descrição tradicional refere-se na verdade ao seu parente mais próximo, o Cocatrice, que possui  a cabeça, as pernas e o corpo de um galo, e as asas e a cauda de um dragão. As descrições mais modernas do Basilisco consistem em uma serpente gigante com a capacidade de matar qualquer  um com seu olhar.

Historias antigas sobre o basilisco tendem a coincidir entre si, mas o tamanho da criatura varia desde muito pequeno (aproximadamente o tamanho de um galo) a muito grande (maior do que um cavalo, talvez do tamanho de um dragão). Sua respiração é venenosa e seu olhar é muito perigoso, pois pode petrificar ou ate mesmo matar a vitima. 

Os inimigos mortais dos basiliscos eram as doninhas, que para conseguir lutar contra seu oponente, recorriam ao odor letal de sua urina, e alimentavam-se com folhas de arruda, planta que não sucumbia à presença do basilisco. Usufruindo dessas armas, as doninhas só aceitavam o fim do combate quando tinham certeza que o basilisco estava totalmente liquidado.


O veneno

Acreditava-se que se um homem a cavalo tentasse matar um basilisco com uma lança, o poder de seu veneno, seria conduzido através da arma, e consequentemente mataria o cavaleiro e o cavalo também. A única maneira de matar um basilisco seria colocando um espelho diante de seus olhos, evitando olhar diretamente para ele. E no momento em que a criatura olhasse o seu próprio reflexo, ela morre de susto.

A carcaça de um basilisco era muitas vezes pendurada nas casas para manter as aranhas a distância. Também era usada nos templos de Apolo e Diana, onde nenhuma andorinha se atrevia a entrar. Na heráldica, o basilisco é representado como um animal com a cabeça, o tronco e pernas de pau, a língua de uma cobra e as asas de um morcego.

O naturalista romano Plínio, o Velho, descreveu o basilisco simplesmente como uma serpente com uma coroa dourada e que não rastejava como as outras serpentes. Na Idade Média, sua imagem tornou-se uma cobra com a cabeça de um galo, e às vezes com a cabeça de um ser humano. Nas artes, o basilisco simbolizava o diabo e o anticristo. Para os protestantes, era um símbolo do papado.

É possível que a descrição original do basilisco venha de relatos de testemunhas oculares da cobra-real, que tem uma marca em sua cabeça que lembra a forma de uma coroa, além de ser o inimiga natural do mangusto (animal que é muitas vezes confundido com a doninha).


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12 de novembro de 2014

Svyatogor

۞ ADM Sleipnir

Arte de Stepan Gilev

Svyatogor (ou Sviatogor, russo: Святого́р) é um bogatyr ("cavaleiro errante") gigante da mitologia e do folclore russo, conhecido como "O último dos gigantes". Seu nome é um composto de duas raízes: sviat, ou "santo"; e gor, "das montanhas", portanto significa "Santo das Montanhas" ou "Montanha Sagrada" Ele e seu poderoso corcel são tão grandes que, conforme Svyatogor cavalga, a crista de seu capacete varre as nuvens. Svyatogor é o mais velho dos bogatyri (plural de bogatyr) da Rússia, e de muitas maneiras, ele é o mais triste. Seus dias de glória ficaram no passado, e ele é retratado na maioria dos poemas épicos (byliny) como um guerreiro velho e cansado, condenado a desaparecer.

Existem dois contos sobre como Svyatogor encontrou seu fim. No primeiro, Ilya Muromets, outro famoso bogatyr russo, tinha ouvido falar sobre a grande força de Svyatigor e então decide partir em sua busca para desafiá-lo, mesmo tendo sido aconselhado a não fazê-lo. Enquanto cavalgava pela estrada, Ilya Muromets encontra um gigante adormecido em um cavalo igualmente gigante. Ilya atinge o gigante três vezes com sua maça, mas seus golpes não têm um efeito maior que a picada de um mosquito sobre ele. Depois de ser golpeado pela terceira vez,  o gigante acorda, pega Ilya pelos cabelos e o coloca no bolso.


Depois de um curto período de tempo, o corcel de Svyatogor reclama que o peso de dois heróis poderosos é demais para qualquer montaria transportar. Ilya então revela sua identidade para o gigante e descobre que o mesmo era Svyatogor, e os dois acabam se tornando grandes amigos. 

Ilya e Svyatogor seguiram viagem juntos durante dias e num momento se deparam com um caixão de pedra maciça. Apesar das premonições malignas, ambos se sentem instigados a deitarem no mesmo. O caixão é muito grande para Ilya, mas Svyatogor se encaixa perfeitamente nele. Após Svyatogor deitar-se no caixão, ele fechou sua tampa, apesar de Ilya implorar-lhe para não fazê-lo. Um tempo depois Svyatogor pede para Ilya remover a tampa, e ao tentar, ele nota que a tampa era pesada demais. Ele então golpeia o caixão três vezes com sua maça, e em cada acerto, uma banda de aço selava o caixão.

Através de uma fenda na pedra, Svyatogor expira uma pequena parte de sua força sobre Ilya para que ele pudesse usar a sua própria espada mas isso só piorou a situação, pois a cada acerto com a espada de Svyatogor, duas bandas de aço selavam o caixão. 


Svyatogor logo percebeu que ele estava destinado a permanecer preso no caixão para sempre. Ele então pediu a Ilya que amarrasse seu corcel a um carvalho perto do caixão, para que ambos pudessem perecer juntos. Com tristeza em seu coração, mas também com uma fração da força de Svyatogor vivendo nele, Ilya abandona o seu amigo e continua sua jornada.

A segunda história sobre o fim de Svyatogor é provavelmente a mais velha das duas. Svyatogor muitas vezes se gabava de sua grande força, chegando a afirmar que ele poderia até mesmo suspender o mundo. Um dia, enquanto ele cavalgava, acabou se deparando com uma pequena bolsa caída em seu caminho. Incapaz de movê-la com a ponta de sua lança, Svyatogor desceu do seu corcel, e após um tremendo esforço, conseguiu elevar a bolsa até a altura de seus joelhos. Ao fazer isso, ele suou tão fortemente que seu suor tornou-se sangue. A bolsa continha o peso do mundo, e mesmo com toda força de Svyatogor, ele jamais conseguiria suspende-la totalmente do chão. Sua teimosia o impedia de soltar a bolsa, e o peso da mesma o fazia afundar na terra. Dessa forma, Svyatogor acabou sendo engolido pela terra.

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11 de novembro de 2014

Bake-kujira

۞ ADM Sleipnir


Bake-kujira (化 鯨, lit. "baleia fantasma") ou Hone-kujira ("baleia de ossos") é um yokai presente no folclore de Shimane, no oeste japonês. É o esqueleto de uma baleia reanimado, que durante noites chuvosas costuma nadar perto da superfície do mar, aterrorizando a todos que o avistam. Segundo algumas fontes, o yokai chega a atingir 18 metros de comprimento, e em suas aparições, é acompanhado por uma comitiva de estranhos peixes e aves agourentos. 

Supostos avistamentos desse yokai foram relatados pela primeira vez na prefeitura de Shimane, quando um grupo de pescadores se depararam com ele durante uma viagem. Numa tentativa de matar a criatura, um dos pescadores teria arremessado um arpão diretamente contra ele, mas o mesmo passou através da criatura, sem lhe causar dano algum. Muito calmamente, a Bake-kujira simplesmente flutuou para longe, levando a sua comitiva de aves e peixes horríveis com ela. 


Em tempos antigos, quando as baleias ainda eram abundantes no mar do Japão, avistar e capturar uma delas era considerado uma bênção pelos moradores de uma pobre vila. Uma vila podia obter de uma única baleira carne e óleo em abundância. Porém, o preço pago por tal benção era caro. Muitos pescadores alegavam que as almas dessas baleias mortas retornavam como Bake-kujira, em busca de vingança contra aqueles que tomaram suas vidas. 

As lendas contam que avistar um Bake-kujira traz uma terrível maldição para seus espectadores. Dizem que os locais onde um Bake-kujira aparece são assolados por fome, pestes, incêndios e outros tipos de desastres.



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10 de novembro de 2014

Patasola

۞ ADM Sleipnir



Patasola ou "La Patasola" ("uma pata") é uma forma de vampiro existente no folclore colombiano. Ela habita cadeias de montanhas, florestas virgens e outras áreas densamente arborizadas. Nas bordas destes lugares, e principalmente à noite, ela atrai caçadores, madeireiros, garimpeiros, moleiros e pastores de animais. Ela também interfere em suas atividades diárias. Ela bloqueia atalhos através da selva, e também desorienta caçadores e seus cães de caça. A Patasola é geralmente considerada uma guardiã das florestas, e é implacável com qualquer ser humano que adentre seu domínio para alterá-lo ou destruí-lo.

A Patasola tem uma aparência aterrorizante; ela é descrita como possuindo um peito, olhos esbugalhados, presas felinas, um nariz adunco, lábios grandes e cabelos emaranhados. Ela possui uma única perna, terminando em um casco bovino. Apesar disso, ela pode mover-se rapidamente através da selva. 


Ela geralmente aparece para suas vítimas sob a forma de uma mulher bela e sedutora , ou sob a forma de um amor perdido do passado. Acredita-se que a Patasola pode assumir outras formas além da forma humana, materializando-se como um grande cão preto ou uma vaca. Segundo as lendas, a Patasola aparece para homens solitários (geralmente caçadores ou madeireiros) no momento em que eles estão pensando em mulheres e então os seduz. Assim que sua vítima abaixa a guarda, a Patasola revela sua verdadeira natureza.  Ela costuma primeiramente sugar todo o sangue de sua vítima, e depois devora toda a sua carne, deixando somente os ossos. Conta-se que a única forma de se proteger de seu ataque é a presença ou companhia de algum animal de estimação. Por ela ser protetora da floresta, e consequentemente dos animais, ela geralmente não ataca ninguém que esteja acompanhado de um.

Existem relatos de que a Patasola seria na verdade a alma tortuosa de uma mulher que anda pelas matas e bosques em busca de vingança por ter sido assassinada por seu marido. Nessa versão da lenda, ela teria sido pega traindo seu esposo e como forma de vingança, o homem arrancou sua perna, acarretando assim em sua morte. Seu marido teria se arrependido de cometer o crime, e enlonqueceu. Desde então, a alma penada de sua falecida esposa anda pela terra a procura de vingança, fazendo de todos os homens suas vítimas em potencial.


fontes:
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7 de novembro de 2014

Mihos

۞ ADM Sleipnir

Arte de Lemog Leo

Mihos (ou Maahes, Miysis, Mios, Maihes e Mahes) era um antigo deus egípcio associado à guerra e ao calor do verão, além de ser considerado o protetor da matrilinealidade (organização de família ou linhagem na qual só a descendência pela linha materna é levada em conta) e dos altos sacerdotes de Amon. Ele foi mencionado pela primeira vez durante o Império Novo, e alguns egiptologistas sugeriram que Mihos teria origem estrangeira. Ele teria sido um equivalente egípcio do deus-leão Apedemak, venerado na Núbia e no deserto do oeste egípcio.

Iconografia

Mihos foi muitas vezes descrito como um homem com cabeça de leão, empunhando uma faca e usando a coroa dupla do Alto e do Baixo Egito (a coroa Atef) ou um disco solar e  o uraeus (serpente real). Uma representação menos frequente do deus retratava-o como um leão devorando uma vítima.



Associações com outros deuses

Mihos era dito ser filho da deusa Bastet (no Baixo Egito) ou da deusa Sekhmet (no Alto Egito), e partilhava de suas naturezas. Já seu pai variava de acordo com a principal divindade masculina da época e da região em que foi venerado, sendo os principais Ptah e Rá. Em seu papel de filho de Rá, Mihos era um dos deuses que ajudavam a proteger o deus-sol Ra dos ataques de Apep, durante sua viagem pelo submundo.

Mihos era associado com Nefertum (também um filho de Bastet ou Sekhmet) e às vezes é sugerido que ele era apenas um aspecto desse deus, que ocasionalmente tomava a forma leonina. Esta ligação dá a Mihos uma associação com óleos perfumados, que foi, por vezes, indicada pela representação de um buquê de flores de lótus perto de sua imagem. 

Ele também foi ligado a Shezmu (também um deus com cabeça de leão), Anhur (ou Onúris, outro deus da guerra, também com cabeça de leão) e Shu (que poderia assumir a forma de um leão).

Epítetos

Mihos raramente era referido por seu nome. Ao invés disso, ele era referido pelo seu epíteto mais comum, "O Senhor do Massacre". Mihos possui uma série de outros epítetos horripilantes, como "Portador da Faca", "O Senhor Escarlate" (referindo-se ao sangue de suas vítimas) e "Senhor da Matança". No entanto, ele não era visto como uma força do mal. Ele punia todos aqueles que violavam as regras de Ma'at e assim promovia a ordem e a justiça. Assim, ele também era conhecido como o "Vingador dos Erros" e "Ajudante Dos Sábios". Os gregos o associaram com as Fúrias (que também eram potencialmente perigosas, mas não especificamente malignas) e deu-lhe o seu epíteto de "O Gentil".

Culto

Seu centro de culto era Leontópolis (Nay-ta-cabana, "cidade de leões"), no Baixo Egito, onde leões eram domados e cuidadosamente tratados no seu templo. Ele também era venerado em Djeba (Utes-Hor, Behde, Edfu), Iunet (Dendera), Per-Bast (Bubastis) e Nubia (particularmente em Meroe), como um filho da tríade em Mênfis ao lado de Nefertum e, ocasionalmente, Imhotep.

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5 de novembro de 2014

Quibungo

۞ ADM Sleipnir


O Quibungo (também Kibungo ou Xibungo) é uma das criaturas mais assustadoras do folclore brasileiro. A lenda é na verdade de origem africana, e teria chegado ao Brasil por intermédio de escravos bantos oriundos da Angola e acabou sendo incorporada ao folclore baiano. Na Angola e também no Congo, o nome quibungo significa "lobo", mas também pode ser interpretado como "ladrão" ou "invasor". 

O Quibungo é uma espécie de bicho-papão que gosta de devorar crianças arteiras e desobedientes. Sua lenda é similar a de outros bichos-papões, como o Velho do Saco, porém o diferencial está em sua aparência medonha. Ele é descrito como uma criatura metade homem, metade animal, possuindo uma cabeça enorme e um buraco ou boca enorme em suas costas. Esse buraco/boca se abre quando ele abaixa a cabeça, e ele o utiliza para devorar as crianças desobedientes. 

Apesar de sua temível aparência, o Quibungo não é muito inteligente, tampouco esperto. Ele também é medroso e bastante covarde, talvez por conta de sua vulnerabilidade. Um Quibungo pode ser morto como se fosse um humano comum, seja com facadas, pauladas, armas de fogo, etc.


fontes:
  • http://sitededicas.ne10.uol.com.br/folclore_quibungo.htm
  • "As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro" de A. S. Franchini


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3 de novembro de 2014

Jápeto

۞ ADM Sleipnir

Japeto, de Javier Bahamondes

Jápeto (ou Iápeto) era um dos 12 titãs filhos de Urano e Gaia. Seu nome deriva do grego iaptô ("ferir", "furar", "estocar"). Ele é visto como o deus-titã do tempo de vida humano e da mortalidade, principalmente da morte violenta, além de também ser associado à habilidade artesanal. 

Genealogia

Segundo a Teogonia de Hesíodo, Jápeto uniu-se a Clímene (do grego klymenos, "famosa", epíteto também dado a Hades e Hefesto), filha de Oceano e Tétis, e teve com ela quatro filhos: Atlas ("suportar"), Prometeu ("pensamento previdente"), Epimeteu ("pensamento tardio") e Menécio ("poder condenado", ligado à raiva e imprudência). Prometeu e Epitemeu foram os deuses artesãos criadores da humanidade e dos mortais.

Estéfeno de Bizâncio atribuía-lhe ainda a filha Anquíale, deusa do calor do fogo e o pseudo-Apolodoro deu-lhe como filho o deus-rio Búfago (morto por Ártemis quando tentou violentá-la), que teve com Tornax (nome de uma montanha entre Esparta e Selásia). Pausânias dá o nome de Ásia à esposa de Jápeto.

Jápeto, Arte do mobile game Immortal Conquest


A Queda de Urano

Liderados por Cronos, Jápeto e os outros irmãos titãs conspiraram contra seu pai Urano, preparando-lhe uma emboscada quando desceu para se deitar com a Terra. Crios, Céos, Hipérion e Jápeto se posicionaram nos quatro cantos do mundo para segurar Urano, enquanto Cronos, escondido no centro, o castrava com uma foice. Nesse mito, Jápeto e os três irmãos representam os quatro pilares cósmicos que nas cosmogonias do Oriente Médio separam o céu e a terra. Jápeto era o pilar do oeste, posição depois ocupada por seu filho Atlas.

Na Ilíada de Homero, Jápeto é citado como um dos titãs prisioneiros do Tártaro, ao lado de Cronos e dos demais titãs. 

Jápeto e Jafé

Alguns intérpretes e escritores cristãos (inclusive John Milton, no Paraíso Perdido) identificaram Jápeto com Jafé (do hebraico יֶפֶת, Japheth), filho de Noé, com base na similaridade do nome e na tradição bíblica que considerava todos os povos do mundo como descendentes dos três filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé, sendo o último o ancestral de povos europeus, inclusive os gregos. Ainda nessa linha de interpretação, Cam, filho de Noé relacionado a povos africanos (entre outros), foi identificado com Júpiter Amon, ou seja, o deus egípcio Amon.

Jápeto, um dos satélites de Saturno.

fontes:
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