10 de fevereiro de 2023

Apedemak

۞ ADM Sleipnir

Arte de Hazem Ameen

Apedemak (ou Apademak) era um deus guerreiro adorado pelos povos meroíticos que habitavam a região da Núbia, situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e pelo Sudão. Considerado um deus da guerra, ele era representado de diversas formas, geralmente como um homem com cabeça de leão, empunhando um arco e uma flecha. Outras representações suas incluem a de  um leão com três cabeças e quatro braços humanos e a de uma serpente com cabeça de leão, saindo do interior de uma flor de lótus.

Os reis núbios acreditavam que Apedemak trazia vitórias aos seus exércitos e a derrota para os seus inimigos. Seus templos foram erguidos, em grande parte, em território núbio e todos eles tinham imagens de leões, bem como da divindade lutando bravamente contra seus inimigos e os exterminando amarrando cordas em seus pescoços. Em alguns templos haviam também textos em hieróglifos elogiando a divindade.


O culto à Apedemak se tornou popular no Egito Antigo durante a XXIVª Dinastia, quando os grandes reis núbios, conhecidos também como os faraós negros, tomaram o poder do território, conseguiram expulsar os invasores estrangeiros e fizeram a economia, a política e a cultura da nação egípcia se desenvolverem consideravelmente. Dessa forma Apedemak foi incorporado à mitologia egípcia como filho de Bastet, divindade egípcia da guerra, e marido da deusa mãe Ísis. E, a partir de então, passou a ser chamado pelos egípcios de o "Leão do Sul".

Antes de ter instaurado o monoteísmo no Egito Antigo, o faraó Aquenáton cultuava frequentemente Apedemak em Amarna, visto que há representações nas paredes dos templos dessa cidade do grande rei e de sua rainha Nefertiti fazendo oferendas à divindade da guerra. Com o passar dos anos, o culto ao deus Apedemak foi associado ao da deusa Sekhmet.

fontes:


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9 de fevereiro de 2023

Mani

 ۞ ADM Sleipnir


Mani (antigo nórdico "lua") é o deus nórdico que personifica a Lua, atestado na Edda poética, compilada no século XIII a partir de fontes tradicionais anteriores, e na Edda em prosa, escrita no século XIII por Snorri Sturluson. Ele é irmão de Sunna, a deusa que personifica o Sol. 

Os pais de Mani e Sunna são os gigantes Mundilfari e Glaur. Diz a lenda que seus filhos eram tão belos que o casal decidiu dar a eles os mesmos nomes dos astros celestes, que foram originalmente criados pelos deuses Odin, Vili e Ve através das faíscas de Muspelheim. Este fato foi considerado uma audácia pelos deuses, que furiosos, tomaram Sunna e Mani de seus pais e os colocaram no céu, onde se tornaram responsáveis por guiar as carruagens do sol e da lua.

A Edda em Prosa acrescenta que Mani é seguido através dos céus por duas crianças chamadas Hjúki e Bil, as quais ele raptou de Midgard enquanto buscavam água em um poço. Teoriza-se que estas sejam personificações das luas crescente e minguante.

Ao contrário dos cavalos que puxam a carruagem solar, os cavalos que puxam a carruagem lunar não são nomeados em nenhuma fonte. A carruagem lunar é perseguida diariamente pelo lobo Hati, que durante os eventos do Ragnarok, finalmente engolirá Mani. 

Arte de Relotixke


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8 de fevereiro de 2023

Pinto Pelado

 ۞ ADM Sleipnir


O Pinto Pelado (também conhecido como Gogo, Nuelo, Frango, Frango-Pelado, Capão e Domingos Pinto Colchão) é uma assombração presente no folclore das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, geralmente com alguma variação nas suas características entre um lugar e outro. Geralmente, ela é descrita como um pinto de tamanho gigante e totalmente desprovido de penas (às vezes somente o seu pescoço é depenado), além de ser dotada de poderes sobrenaturais. Conta-se que ele é capaz de cruzar o fogo sem se queimar, e ainda engolir rios, florestas e animais, devolvendo-os inteiros ao seu lugar de origem quando for conveniente.

O Pinto Pelado normalmente não faz mal nenhum aos humanos, embora digam que aqueles que o encontram são acometidos pelo azar. Ele gosta particularmente de assustar aqueles que o menosprezam, e ele o faz de várias formas: dando pulos extraordinários, se movimentando de maneira esquisita, falando em momentos inesperados e desaparecendo de repente. Como outras assombrações, a sabedoria popular recomenda que evite-se se aproximar dele e principalmente provocá-lo, evitando assim ser alvo de suas traquinagens.


fontes: 

  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo;



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7 de fevereiro de 2023

Oulapatou

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Os Oulapatou (também conhecidos como "Homens Selvagens do Oeste") são perigosos espíritos presentes no folclore da Terra do Fogo, na América do Sul. Geralmente considerados como sendo os espíritos dos mortos que retornam à terra, os Oulapatou tem por costume atacar pessoas adormecidas, rasgando suas gargantas e depois se alimentando de seus membros. 

Exceto no momento em que cometem seus ataques, os Oulapatou são invisíveis aos olhos humanos. Dizem que eles são capazes de imitar os sons de pássaros e outros animais, o que pode servir como um alerta para a sua aproximação.

fonte:

  • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russell Coulter e Patricia Turner.


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6 de fevereiro de 2023

Amokye

۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

Amokye é, nas tradições religiosas dos povos Ashanti e Akan de Gana, a guardiã da entrada de Asamando, a Terra dos Espíritos. Atuando como um psicopompo, Amokye recepciona especificamente as almas de mulheres mortas em um rio que elas devem atravessar para chegar até Asamando. Porém, para permitir que essas almas atravessem para o outro lado, Amokye exige um pagamento, feito com miçangas e amoansie (um pequeno pedaço de tecido de algodão de seda). Por isso, as mulheres ashanti são preparadas para o seu enterro, sendo vestidas com amoansie e enfeitadas com miçangas, para que possam entregá-las à Amokye na travessia do rio.

fonte:

  • African Mythology A to Z, de Patricia Ann Lynch e Jeremy Roberts.


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3 de fevereiro de 2023

Eihort

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Loneanimator

Eihort (também conhecido como "Senhor do Labirinto" ou o "Deus Pálido") é um dos chamados Grandes Antigos, criado pelo escritor de terror britânico Ramsey Campbell para seu conto "Os Parágrafos de Franklyn" (1973), aparecendo posteriormente em outro de seus contos, "Antes da Tempestade" (1980). Dito viver em uma vasta rede de cavernas e túneis situados abaixo do vale Severn, na Inglaterra, Eihort é uma monstruosidade enorme, aparecendo sob a forma de uma pálida e gelatinosa bolha de formato oval, sustentada por milhares de pernas ósseas e sem carne e coberta por uma miríade de olhos mutáveis e contorcidos, que constantemente se dispersam e se reformam aleatoriamente.


Eihort vive com o único propósito de capturar humanos que vagueiam por seu domínio; uma vez que captura um pobre infeliz, oferece uma barganha à vítima: ou o "negociante" concorda em permitir que a criatura implante seus filhotes em seu corpo ainda vivo (e, finalmente, pereça quando a ninhada nojenta amadurece), ou ele sofrerá uma morte imediata, violenta e horrível.

De acordo com o texto sagrado conhecido como Revelações de Glaaki, após a queda da humanidade, a prole de Eihort nascerá e a substituirá.

Arte de Georgeact




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2 de fevereiro de 2023

Ma Vú Dài

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Tien Huynh

Ma Vú Dài ("seios longos" em vietnamita) é um fantasma pertencente ao folclore vietnamita, sendo muito comum em algumas províncias do sul do Vietnã. Geralmente aparece como uma mulher com seios muito longos e pendurados, mas algumas descrições acrescentam que ela flutua ou que ela aparece vestida com uma longa túnica branca e com os cabelos cobrindo o seu rosto.

De acordo com as histórias, a Ma Vú Dài costuma pousar nas copas das árvores para caçar viajantes incautos à noite. Quando ela consegue capturar uma pessoa, ela a amamenta à força, e sua vítima geralmente é encontrada inconsciente na beira da estrada na manhã seguinte com a boca cheia de terra.

A prisão de Chí Hòa, na cidade de Ho Chi Minh (anteriormente conhecida como Saigon), possui uma lenda semelhante e que foi popularizada nos anos 60. Na época, muitos presos relataram terem visto uma mulher com seios longos amamentando à força seus companheiros de cela.


Espíritos semelhantes em outras culturas

Forçar suas vítimas a se alimentarem em seus seios não é um atributo exclusivo da Ma Vú Dài. No Piauí, temos a Velha Do Peito Só, que embora tenha somente um seio e ele não seja longo como o da Ma Vú Dài, ataca os transeuntes e os obriga a mamarem até ficarem com a boca espumando. No folclore indonésio temos a Wewe Gombel, que sequestra crianças e as leva para o topo das árvores, onde as obriga a se amamentarem em seus seios longos e enrugados. 

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1 de fevereiro de 2023

Maçone

 ۞ ADM Sleipnir

Arte de Rodrigo Viany (Sleipnir)

O Maçone é uma criatura oriunda do folclore caipira, temido pelos antigos na região Nordeste, principalmente nos estados de Sergipe e Ceará, sendo também conhecida em Minas Gerais. Ele é geralmente descrito como um ser alto semelhante a um bode, porém com seu corpo coberto por folhas de ferro zincado. Ele possui ainda um par de chifres, um focinho comprido, pernas tortas e uma grande cauda. Completando seu visual intimidador, seus olhos emitem chamas que lhe conferem um ar demoníaco. Algumas fontes relatam que seus olhos na verdade são compostos de gulosemas, como tortas doces.

Dizem que o Maçone possui predileção pela carne de crianças recém-nascidas. A fim de encontrá-las, ele vaga durante altas horas da noite, transformando-se em um bode preto comum para não ser reconhecido. Ao cruzar com um durante a noite, é bom manter distância pois dizem que o Maçone também tem o costume de atacar e matar pessoas mesmo que não sejam aquelas de que ele irá se alimentar.

Antônio Carlos Affonso dos Santos, pesquisador e autor do livro Pequeno Dicionário de Caipirês, de 2001, cita o Maçone no mesmo e, contatado pelo escritor Caio Sales, da Gazeta Bragantina, para dar mais informações sobre ele, afirmou suspeitar de que a origem do mito do Maçone tenha possivelmente surgido no século XVIII, como uma distorção da figura dos maçons. Já naquela época, os mesmos eram alvos de desinformação e de inúmeras invenções que geravam medo na população.

Arte de Márcio Luiz Quedinho

fontes:




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