Jorō-gumo é um yokai do folclore japonês, e seu nome significa literalmente "noiva enrendada(絡新婦)" ou "aranha prostituta (女郎蜘蛛)". A lenda sobre este yokai teria surgido durante o período Edo (1603-1868). Segundo a lenda, quando uma aranha alcança 400 anos de idade, ela se transforma em uma Jorō-gumo e desenvolve poderes mágicos, incluindo a capacidade de crescer até atingir o tamanho de uma vaca e se transformar em uma mulher bela e sensual. Jorō-gumos são astutas, inteligentes e possuem um coração frio.
Jorō-gumos costumam fazem seus ninhos em cavernas, florestas ou em casas vazias nas cidades. Elas se alimentam de presas humanas em vez de insetos, e geralmente tomam como alvo homens jovens, bonitos e que estejam à procura de amor. Quando uma Jorō-gumo avista um homem dentro desses padrões, ela o convida para visitar sua casa, e geralmente ele nunca mais é visto.
Elas podem criar fios de seda fortes o suficiente para prender um homem de modo que ele não possa escapar. Elas também possuem um veneno poderoso capaz de enfraquecer um homem lentamente, permitindo que elas possam saboreiar a morte longa e dolorosa de sua vítima. Elas podem controlar outras aranhas menores e até mesmo enviar aranhas cuspidoras de fogo para queimar as casas de quem quer que suspeite de suas atividades. Jorō-gumos podem agir desta forma por anos e anos, mesmo vivendo no meio de uma cidade movimentada, enquanto os esqueletos dissecados de centenas de jovens acumulam-se em sua casa.
Histórias de encontros com estes yokais são abundantes, e diferem de cidade para cidade, mas todas elas são fascinantes. Em uma dessas histórias, um samurai viajante é convidado por uma mulher bonita a entrar em sua tenda. Ao entrar, o homem tem sua atenção desviada pelo som melódico de um Biwa (instrumento musical de cordas japonês). Envolvido pela beleza da mulher enquanto tocava aquela bela canção, ele não percebe que seu corpo estava sendo envolto de fios de teia, e no fim acaba sendo devorado por ela.
Em outra história, um homem estava descansando ao pé de uma cachoeira, quando seus pés ficaram presos a um vasto número de teias de aranha. Para libertar-se, ele cortou os fios e os amarrou a um tronco de árvore, que foi retirado do chão e arrastado pelas águas. Após este incidente, os moradores ficaram com medo e pararam de ir à cachoeira. No entanto, um dia, um lenhador de fora da cidade que não tinha conhecimento da história, começou a cortar madeira naquela área. Ao deixar seu machado cair acidentalmente na água, ele mergulhou para encontrá-lo e uma bela mulher apareceu, devolvendo-lhe o machado e dizendo-lhe para nunca contar a ninguém sobre ela. O lenhador prometeu guardar segredo sobre o ocorrido, porém um certo dia, enquanto estava bêbado, ele acabou contando o seu segredo e, finalmente sentindo-se à vontade, caiu em um sono profundo para nunca mais acordar novamente.
Existe também algumas histórias onde a Jorō-gumo se mostra benevolente. Uma delas fala sobre uma Jorō-gumo que era a guardiã do lago de um bosque em Kashikobuchi. Ela sempre resgatava as pessoas que se afogavam no local. Os moradores então ergueram um pequeno santuário lá e passaram a adorá-la como uma deusa.
Uma variação do seu mito diz que às vezes uma Jorō-gumo aparece como uma mulher segurando um bebê, e pede aos homens que passam próximos a ela para segurá-lo. Quando alguém atende o seu pedido, é surpreendido ao descobrir que o "bebê" é era composto de milhares de ovos de aranha, que eclodem e atacam a pessoa.
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Neith (Nit, Net, Neit ou ainda Tenehut) era uma antiga deusa egípcia da guerra e da tecelagem. Era a deusa padroeira da Coroa Vermelha do Baixo Egito e da cidade de Saís, capital do Antigo Egito durante a XXIV dinastia. De acordo com a cosmologia de Esna, Neith foi a criadora do mundo e mãe do sol, o deus Ra. Isto a torna mãe de todos os deuses e a conecta com Nun (membro da Ogdóade de Hermópolis que personificava as águas primevas do caos, a partir da qual Ra emergiu no início dos tempos). No entanto, ela também era creditada como a criadora de Apep, a grande serpente e inimigo jurado de Ra, que nasceu após a saliva de Neith cair sobre as águas de Nun.
Neith era uma divindade poderosa e popular, a quem os outros deuses aparentemente consultavam quando não conseguiam resolver uma disputa. Por exemplo, de acordo com o mito foi Neith quem decidiu que Hórus seria o rei do Alto e do Baixo Egito em vez de Seth. Em compensação, ela entrega a Seth o domínio sobre os desertos e abençoou seu casamento com duas deusas estrangeiras (Anate Astarte).
Características
Neith era normalmente descrita como uma mulher vestindo a coroa vermelha do Baixo Egito, e empunhando um arco e duas flechas. Era ocasionalmente descrita como uma vaca, em conexão com o seu papel como mãe de Ra (ligando-a com Hathor, Hesat e Bat). Seu nome conecta-a com a coroa do Baixo Egito, que era conhecido como "nt". No entanto, seu nome também está ligado à palavra para tecer ('ntt') e uma das palavras utilizadas para a água ("nt"). Quando ela é referida como a criadora do mundo, seu nome é escrito usando o hieróglifo de um falo ejaculando, o que indica que ela foi considerada uma divindade andrógina.
Símbolos
Neith era associada à dois emblemas diferentes: um escudo cruzado com duas setas, ou um a lançadeira de tecelagem. Parece que as setas cruzadas foram seu símbolo durante o período pré-dinástico, quando ela era considerada uma deusa da caça e da guerra conhecida pelo epíteto "Senhora do Arco, Governadora das Flechas". As setas cruzadas também formavam o emblema da cidade de Saís e o nome do nomo de que sua cidade era a capital.
O exemplo mais antigo registrado de Neith sendo escrito usando as setas cruzadas está no nome da rainha Nihotep (pensado para ser a esposa de Hor Aha, período dinástico Precoce). Não se sabe quando as setas foram substituídas pela lançadeira de tecelagem, ou se este foi o resultado de confusão ou uma tentativa de re-alinhar Neith como uma deusa da tecelagem. Um outro mito da criação sugere que Neith criou o mundo através da tecelagem, e foi por vezes sugerido que ela era uma deusa ligada a ritos funerários, porque ela era responsável por tecer o invólucro das múmias.
Relações Familiares
As relações familiares de Neith eram no mínimo confusas. Durante o Império Antigo, ela foi considerada a esposa de Seth (o que torna improvável que ela iria ser chamado a governar contra ele e lhe conceda esposas extras!). No entanto, sua associação com Seth foi abandonada quando ele foi re-interpretado como uma força do mal. Ela foi muitas vezes considerada a mãe de Sobek, o deus crocodilo. Nos Textos das Pirâmides localizados no túmulo de Unas, Neith recebe o epíteto de "Ama dos Crocodilos". No entanto, nos últimos tempos, ela foi considerada a esposa de Sobek, em vez de sua mãe. Além disso, ela foi por vezes descrita como a esposa de Khnum, no Alto Egito.
Sob a forma de uma vaca, Neith estava ligada às deusas Nute Hathor, e em tempos dinásticos posteriores ela foi considerada uma forma de Hathor. Ela também era ligada a Tatet (a deusa que vestia os mortos). Neith era associada com Anúbise Wepwawet (Upuaut), por causa de seu epíteto "Desbravadora de Caminhos".
Ela também era uma das quatro deusas (junto com Ísis, Néftise Serket) que protegiam os vasos canópicos, que eram identificados com os quatro filhos de Hórus (Imseti, Hapi, Duamutef e Kebehsenuef). Neith protegia o lado leste do sarcófago e protegia Duamutef (o do deus com cabeça de chacal), enquanto ele protegia o estômago do finado.
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Mama Quilla (em quechua: Mama Killa) é a deusa inca da lua, dos casamentos e do ciclo menstrual, e considerada a padroeira das mulheres. Ela também era uma deusa importante para o calendário Inca. Ela foi responsável pela passagem do tempo e as estações do ano e, portanto, também a padroeira dos calendários e festas. Os incas viam a Lua como um grande disco de prata e as marcas na Lua eram as características do rosto de Mama Quilla.
Genealogia
Mama Quilla é a filha dos deuses Viracochae Mama Cocha e irmã / esposa de Inti. Seus filhos foram Manco Capac e Mama Ocllo, (fundadores míticos do império e da cultura Inca), Pacha Kamaq (deus dos terremotos) e Kon (deus criador dos humanos).
Representações e Mitos
Ela era comumente representada como uma bela mulher, porém foi muitas vezes representada por um disco feito de ouro ou prata. Os incas acreditavam que a prata era formada pelas lágrimas de Mama Quilla que caíam sobre a Terra.
Os incas temiam os eclipses lunares, porque acreditavam que eles ocorriam quando uma serpente, um puma ou um leão da montanha tentavam devorar Mama Quilla. Por isso, durante um eclipse, lunar eles lançavam armas para o alto, gesticulavam e faziam o máximo de barulho possível, para dessa forma espantar o animal. Eles acreditavam que se o animal atingisse o seu objetivo, o mundo seria tomado pela escuridão.
Culto
A deusa tinha seu próprio templo em Cuzco, servido por sacerdotisas dedicadas a ela. No Templo do Sol (Coricancha), também localizado em Cuzco, múmias de antigas rainhas incas eram colocadas ao lado da imagem de Mama Quilla.
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Airavata (ou Airavana) é na mitologia hindu o rei dos elefantes, e a montaria do deus Indra. Ele também é chamado de Ardh-Matanga (elefante das nuvens), Arkasodara (irmão do sol) e Naga-Malla (elefante combatente).O nome da consorte de Airavata é Abharamu.
Ele é um dos dezesseis elefantes que segundo o hinduísmo sustentam a Terra, e é o responsável pelo quadrante leste. Cada uma das oito deidades guardiãs que presidem os pontos cardeais montam em um elefante, que toma parte na defesa e proteção do seu respectivo quadrante. Estas divindades são Indra (Leste), Agni (Sudeste), Yama (Sul), Surya (Sudoeste), Varuna (Oeste), Vayu (Noroeste), Kubera (Norte) e Soma (Nordeste). O chefe deles é justamente Airavata.
Características
Airavata possui quatro presas e segundo algumas fontes, sete trombas. Sua pele é de um branco impecável, sendo tão belo que Indra o escolheu para ser sua montaria pessoal. Conforme Airavata voava pelo ar, ele sugava todas as águas da Terra e a pulverizava sobre a superfície para trazer as chuvas para a humanidade.
Mitologia
Segundo o hinduísmo, Airavata surgiu das águas quando os deuses agitaram o oceano. De acordo com o épico Ramayana, Airavata era filho de Iravati. Já de acordo com o Mahabharata, Airavata nasceu quando Brahma segurou em suas mãos as duas metades da casca do ovo do qual Garuda nasceu enquanto ele lia os hinos sagrados. Da metade da casca segurada pela mão direita surgiram os oito elefantes incluindo Airavata e da casca da mão esquerda oito elefantas (aliás).
Airavata é visto como o pai de todos os elefantes e, no início todos os seus filhos tinham asas. No entanto, eles perderam a capacidade de voar após um deles pousar sobre uma árvore onde um sábio realizava um ritual de adoração (puja). Os galhos da árvore se quebraram e o sábio se sentiu perturbado com isso. O sábio então amaldiçoou os elefantes, declarando que a partir daquele momento eles perderiam suas asas e deveriam servir os homens da maneira que fosse necessária. Elefantes brancos são muito raros e são considerados descendentes de Airavata. Eles eram normalmente reservados para o uso da realeza e muitas vezes dados como presentes aos reis. O culto dos elefantes brancos como deidades é ainda é amplamente praticado em algumas partes da Ásia como também na Tailândia e Burma.
Erawan
Erawan (em tailandês เอราวัณ) é o nome tailandês de Airavata. É descrito como um elefante enorme com os três ou às vezes trinta e três cabeças que muitas vezes são mostradas com mais de duas presas. Algumas estátuas mostram o deus Indra montado em Erawan.
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Hedammu (Ḫedammu) é uma criatura monstruosa da mitologia hurrita, presente no ciclo épico conhecido como Ciclo de Kumarbi, especificamente no poema denominado “Canção do Mar”. Esse ser é descrito como um demônio aquático de proporções colossais, com forma serpentina, natureza reptiliana e um apetite absolutamente insaciável. Ele representa uma ameaça primordial, devorando qualquer ser vivo que se atrevesse a cruzar seu território marítimo.
Mitologia
De acordo com o mito, Hedammu é filho do deus hurrita Kumarbi e de Sertapsuruhi, filha do deus do mar, cuja identidade permanece ambígua nos registros fragmentários. Ele é também meio-irmão do deus Teshub, soberano do céu e das tempestades na cosmologia hurrita.
Seu comportamento caótico e voraz transformou Hedammu em uma ameaça tanto para a humanidade quanto para os próprios deuses. Para detê-lo, Teshub arquitetou um plano utilizando o poder de sedução de sua irmã, Ishtar (ou, em algumas versões do mito, Sauska, variante regional de Ishtar). A deusa se banhou, perfumou-se e adornou-se com suas joias mais esplêndidas. Em seguida, aproximou-se da costa acompanhada por dançarinas, música cerimonial e oferendas de sangue misturado a um elixir do sono.
Encantado pelos sons e pelas presenças femininas, Hedammu emergiu das profundezas e dirigiu-se à costa. Lá, consumiu o sangue enfeitiçado e, pouco depois, caiu em sono profundo. Seu destino final, no entanto, é incerto: algumas versões dizem que ele foi então morto por Ishtar (ou Sauska), enquanto outras não descrevem o desfecho da batalha, já que os manuscritos conhecidos são incompletos ou danificados.
fontes:
BANE, T. Encyclopedia of beasts and monsters in myth, legend and folklore. Jefferson, North Carolina: Mcfarland & Company, Inc., Publishers, 2016.
Nurikabe (japonês 塗壁 ou ぬりかべ, "parede de gesso" ou "parede pintada") é um dos muitos yokais do folclore japonês. Sua lenda é originária das regiões costeiras do Japão. Originalmente, o Nurikabe era descrito como a manifestação de uma espécie de parede invisível, que impede as pessoas de seguirem um determinado caminho. Durante o período Edo, no entanto, artistas passaram a ilustrar o Nurikabe, dando-lhe uma aparência em algum lugar entre um animal fantástico e grotesco e uma parede bípede branca e lisa.
Uma de suas representações mais famosas vem de um livro pintado por Kano Torin Yoshinobu em 1802. O Nurikabe ilustrado por Kano Torin se assemelha a algo entre um elefante e um dragão, de pele branca e flácida e com três olhos.
Nurikabes aparecem misteriosamente nas estradas e becos durante à noite. Um enorme muro invisível se materializa bem diante das pessoas e bloqueia totalmente o seu caminho. Ele se estende tanto para a esquerda quanto para a direita e não há nenhuma maneira de passar por cima dele. Ele também não pode ser derrubado, logo não há nenhuma alternativa à não ser dar meia volta. No entanto, diz-se que se uma pessoa bater com um pedaço de pau no chão próximo a ele, o yokai desaparecerá, permitindo que o viajante continue em seu caminho.
A verdadeira origem do Nurikabe é cercada de mistério. Baseado-se em seu nome, ele parece estar relacionado com outros espíritos domésticos conhecidos como tsukimogami. Também tem sido sugerido que o Nurikabe é simplesmente uma outra manifestação de um itachi (doninha) ou tanuki. No caso de um tanuki, diz-se que a parede é na verdade a ampliação do seu saco escrotal, bloqueando o caminho com o intuito de pregar peças em pessoas desavisadas. Alguns ainda acreditam que o Nurikabe é apenas uma história criada para explicar o atraso ou a não-chegada de pessoas à determinados lugares.
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Pugot (ou Pugut, "o decapitado") é um espírito maligno metamórfico que é encontrado na região de Ilocos, nas Filipinas. Geralmente descrito como umum gigantesco humanóide sem cabeça e de cor negra, ele é um espírito metamorfo capaz de assumir várias formas tais como porcos, cachorros ou gatos, e até mesmo humanos. Em sua forma sem cabeça, às vezes ele emite fogo e fumaça do cepo do pescoço. Além de suas habilidades metamórficas, o Pugot pode se mover a grandes velocidades.
Um Pugot normalmente habita em lugares escuros ou casas abandonadas. Entretanto, ele gosta especialmente de viver em árvores tais como pés de jamelão (Eugenia cumini), Santol (Sandoricum koetjape) e os tamarindeiros. Apesar de assustar as pessoas, o Pugot é inofensivo. Na verdade, ele só se alimenta de cobras, sapos, ratos e insetos, os quais ele engole através do buraco em seu pescoço. Alguns relatos afirmam que o Pugot possui uma tara por roupas íntimas femininas e costuma furtá-las quando as encontra penduradas em um varal.
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Psoglav (sérvio Псоглави, croata Pasoglavac, Pesoglavac,literalmente "Cabeça de Cão") é uma espécie de criatura demoníaca oriunda da mitologia e folclore dos Bálcãs, em particular na Croácia, na Sérvia, na Bósnia e em Montenegro. Ele é descrito como um ser humanoide com uma cabeça de cão, um único olho no meio da testa (como os ciclopes) e dentes de ferro, além de possuir pernas de cavalo ou bode. Às vezes, é representado com três olhos ao invés de apenas um.
Psoglavs são criaturas ctônicas, e acredita-se que eles habitam cavernas ou uma terra chamada Mračaj (algo como "terra da escuridão"), onde há ouro e e pedras preciosas em abundância, porém a luz do Sol nunca alcança. Eles passam o dia escondidos em seu habitat, e ao anoitecer vão até a superfície em busca de alimento. Conta-se que os Psoglavs são criaturas antropófagas, devorando homens ainda vivos, ou então cavando sepulturas para devorar cadáveres ainda frescos. Utilizando seus dentes de ferro, eles são capazes de mastigar e triturar até os ossos de suas presas.
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